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Partido da Frente Nacional na França chama Madonna de “Vovó Gaga”

madonna marine le pen nobody knows me frança

Alguns dias atrás, Madonna criticou o partido da Frente Nacional no Instagram, pedindo a seus seguidores que lutassem contra o fascismo. Ela escreveu:

“Russia, Ucrânia, Venezuela…e agora a França?!!!! #combatamofascismo #combatamadiscriminação #combatamoodio #revoluçãodeamor

Com a seguinte imagem:

Algumas semanas atrás, a Frente Nacional (FN) Francesa triunfou nas eleições parlamentares europeias. O extremo partido nacionalista, que é hostil ou cético em relação à União Europeia, venceu as eleições com 25% dos votos, enquanto os socialistas do presidente François Hollande caíram com 14%.

Na última quarta-feira, 04, o vice-presidente da Frente Nacional Florian Philippot foi ao Twitter insinuar que, como a carreira dela, Madonna não sabe nada de Política: “Também na Política, Vovó Gaga não sabe de nada…”.

Florian Philippot madonna frança marine le pen

Não é a primeira vez que Madonna é criticada pela FN. Durante a MDNA Tour, ela exibiu uma imagem da líder da FN Marine Le Pen com uma suástica na testa, durante Nobody Knows Me.

Madonna é a artista que mais faturou com shows na história

madonna tour sticky & sweet arrecadação billboard

A revista Billboard divulgou uma lista dos artistas que mais faturaram em tournês desde 1990. Madonna, mesmo estando em 4º lugar atrás de The Rolling Stones, U2 e Bruce Springsteen, leva a vantagem por ter feito menos shows e arrecadado mais, em proporção. A rainha do pop cantou para quase 10 milhões de pessoas em 382 shows e faturou $1,140,230,941 bilhão com suas 7 tours mundiais (a última tour de Madonna é a MDNA Tour, de 2012). Confira a lista.

01. The Rolling Stones
Gross: $1,565,792,382
Attendance: 19,677,569
Shows: 538

02. U2
Gross: $1,514,979,793
Attendance: 20,536,168
Shows: 526

03. Bruce Springsteen
Gross: $1,196,116,507
Attendance: 15,010,773
Shows: 727

04. Madonna
Gross: $1,140,230,941
Attendance: 9,694,079
Shows: 382

05. Bon Jovi
Gross: $1,030,082,884
Attendance: 12,333,668
Shows: 578

06. Elton John*
Gross: $786,791,043
Attendance: 12,164,513
Shows: 956

07. Dave Matthews Band
Gross: $776,969,736
Attendance: 17,823,077
Shows: 992

08. Celine Dion
Gross: $737,573,927
Attendance: 6,546,109
Shows: 1,143

09. Kenny Chesney
Gross: $752,706,599
Attendance: 12,681,629
Shows: 755

10. The Eagles
Gross: $702,110,908
Attendance: 7,720,760
Shows: 484

11. The Police/Sting
Gross: $556,114,962
Attendance: 7,257,611
Shows: 605

12. Roger Waters
Gross: $547,305,412
Attendance: 5,474,759
Shows: 316

13. Paul McCartney
Gross: $505,534,809
Attendance: 5,248,175
Shows: 220

14. Billy Joel*
Gross: $499,978,726
Attendance: 10,408,169
Shows: 577

15. Rod Stewart
Gross: $497,033,399
Attendance: 7,885,676
Shows: 714

16. Neil Diamond
Gross: $465,448,371
Attendance: 8,870,666
Shows: 643

17. Metallica
Gross: $432,816,245
Attendance: 8,388,374
Shows: 468

18. Aerosmith
Gross: $417,573,638
Attendance: 8,405,069
Shows: 582

19. George Strait
Gross: $405,034,063
Attendance: 9,736,580
Shows: 584

20. Jimmy Buffett
Gross: $402,756,057
Attendance: 9,746,471
Shows: 539

21. Coldplay
Gross: $378,359,252
Attendance: 5,394,616
Shows: 315

22. Toby Keith
Gross: $361,256,245
Attendance: 8,608,696
Shows: 711

23. Cher
Gross: $351,625,611
Attendance: 4,531,739
Shows: 548

24. Fleetwood Mac/Stevie Nicks
Gross: $349,906,931
Attendance: 4,906,995
Shows: 483

25. AC/DC
Gross: $337,879,092
Attendance: 5,387,353
Shows: 316

Madonna para a L’Uomo Vogue – fotos e tradução da reportagem

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Aqui está a capa da L’Uomo Vogue com Madonna, edição maio-junho.

O próximo álbum de Madonna faz uma conexão com o projeto “Art For Freedom”. E podemos esperar ver a rainha do pop cada vez mais envolvida e comprometida. “Eu não tenho escolha. A esta altura, não há como voltar atrás. Este é o meu papel no mundo, o meu trabalho como artista. Eu tenho uma voz e eu tenho que usá-la.” L’Uomo Vogue.

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Por causa da Internet, ou porque nos adquirimos algum tipo de maturidade, a mídia de massa, o papel social das celebridades mudou nos últimos anos. Não é que agora eles são menos interessantes, pelo contrário, agora a exigência é sermos mais transparentes.

Conseqüentemente, muitos redescobriram a antiga função de arte como uma consciência pública e eles usam a sua influência da mídia para fins sociais . Um exemplo? Madonna , que não só é ainda é o maior ícone pop de todos os tempos, mas também a mais comprometida artista na luta pelos direitos humanos como demonstrado por suas declarações públicas freqüentes, seu trabalho humanitário no Malauí e seu recente projeto #Secretprojectrevolution e Art For Freedom .

Secretprojectrevolution é um curta-metragem co-dirigido com Steven Klein. É necessária uma “revolução do amor [ …], uma revolução do pensamento independente , de ter a sua própria opinião e não dar a mínima para o que as pessoas dizem.”

O filme tem um viés autobiográfico e reflete as muitas batalhas contra os estereótipos que Madonna tem lutado desde o ínicio de sua vida. “Como você pode criar arte sem se envolver?”, Afirma Madonna. “Eu gosto de me comparar a Frida Kahlo: tudo o que ela fez foi um auto-retrato.”

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O filme foi originalmente concebido como a campanha publicitária para sua coleção de lingeries, no entanto, o #Secretprojectrevolution acabou se transformando em um manifesto contra a opressão. Ele se baseia em uma coreografia sensual com cenas de masoquismo filmadas num labirinto de salas de uma antiga prisão, em Buenos Aires.

Madonna alternadamente desempenha o papel de prisioneira e ora torturadora, acompanhadas de mensagens políticas sobre o controle e punição. “Às vezes nós somos as vítimas da opressão, outras vezes nós nos aprisionam”, diz ela. “O filme é um exemplo do mundo paradoxal em que vivemos.”

Art For Freedom é a próxima etapa a partir do filme. É uma plataforma digital em associação com a Vice Media que hospeda vídeos, fotos , ilustrações e documentação de performances que abordam a intolerância e perseguição. “Houve uma época em que a arte refletia o que estava acontecendo na sociedade” , ela prossegue, pensativa. “Artistas como Marvin Gaye, Stevie Wonder, Richard Pryor ou Jean-Luc Godard fizeram declarações políticas através de sua arte.” O objetivo do projeto Arte para a Liberdade é “encorajar as pessoas a acreditar que podemos trazer mudanças no mundo através da arte” e um grito de protesto contra a mercantilização da criatividade.

Sua maior fonte de inspiração é o escritor e ativista James Baldwin, que falou longamente sobre a responsabilidade de um artista na sociedade. “Ao nos permitir sermos consumidos por uma marca corporativa, se preocupar em ter a aprovação dos outros e promover apenas o que é aceitável e popular, nós destruímos a nossa arte e tudo sobre ele que é único”, diz Madonna.

No início de sua carreira, em Nova York, ela pertencia à comunidade artística East Village e ela era amiga de Jean-Michel Basquiat e Keith Haring , artistas que abordaram questões sociais através da arte de uma forma direta como fazem muitos artistas em seu projeto “Art For Freedom”. “Sair com Keith e Jean-Michel profundamente me influenciou” , ela lembra. “Sua abordagem à arte visava torná-la acessível às pessoas, no metrô, na rua. Não era elitista, você não tem que pagar por isso, ir a um museu ou galeria ou frequentar os ambientes dos ricos , você pode ser qualquer um.”

Art For Freedom luta contra estereótipos, intolerância e discriminação e promove os direitos civis e a aceitação da diversidade . “Não somos inimigos, tiranos, fascistas e ditadores, pessoas que destroem vidas de outras pessoas ou tira a sua liberdade como Putin ou o presidente da Venezuela” , a estrela continua, com fervor. “Na verdade, o inimigo está dentro de nós. Se estamos conscientes disso ou não, estamos constantemente a discriminar e julgar os outros. Assim, a primeira coisa que temos que mudar é a nós mesmos. Todos os grandes líderes disseram fizeram isso como Gandhi, Martin Luther King, John Kennedy e Nelson Mandela.”

Depois da prisão de Pussy Riot, Madonna fez um discurso (leia aqui) defendendo os direitos dos homossexuais em seu show em São Petersburgo em 2012 durante a passagem do MDNA Tour por lá. Oitenta e sete pessoas foram presas naquela noite e a estrela foi multada em um milhão de dólares. Em algumas ocasiões, ela foi vaiada, censurada e ameaçada de morte, porém, tudo em vão, nada impediu Madonna de expressar suas opiniões. “Estou disposta a sacrificar tudo em nome dos direitos humanos”, ela declara: “além de meus filhos.”

Seu próximo álbum está completamente conectado com o “Art For Freedom”. E podemos esperar ver Madonna cada vez mais envolvida e comprometida com estas questões. “Eu não tenho escolha. À esta altura, não há como voltar atrás. Este é o meu papel no mundo , o meu trabalho como artista. Eu tenho uma voz e eu tenho que usá-la.”

Longe das paredes de museus, o qual um grande número de estrelas pop aspiram um dia chegar, as declarações de Madonna e sua determinação ecoa as palavras de Baldwin. Elas são destinadas para outros artistas na esperança de despertá-los em seu potencial como agentes, se assim o desejarem, de mudança social e os líderes de uma sociedade civilizada mais democrática.

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Madonna novo álbum com Avicii: Será que ela justifica o seu amor?

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Após dois polêmicos álbuns, o próximo disco de Madonna será decisivo para muitos seguidores exasperados. Nós sobrevivemos às suplicas dela pra vermos o rebolado por Hard Candy e ignoramos o apressado e incoerente MDNA. Agora, a conta de Madonna no Instagram confirma que ela voltou ao estúdio com uma dúzia de compositores e produtores escandinavos, incluindo Avicii e a cantora/compositora britânica Natalia Kills.

Mas se Madonna quiser – ou se importar – ser relevante outra vez como musicista, ela precisa aprender com os erros que cometeu com MDNA:

Não reduza a qualidade de suas letras:

Madonna tem 55 anos, dois ex-maridos, quatro filhos; prefere namorar homens mais novos e é a mulher mais famosa do mundo. É material suficiente para se trabalhar. Por favor, chega de rimas do tipo “esperando, ansiando”, chega de nos avisar que o tempo está passando e de dizer o quanto gosta de dançar. Já sabemos de tudo isso. Não sabemos quem Madonna é atualmente. Ela pode juntar quantos produtores quiser, mas, quando compõe melodias fracas e letras genéricas, Madonna não mais revoluciona o Pop, ela apenas o segue.

Não desvie:

A pós-produção do filme W.E. levou mais do que o esperado, seguida de promoção mundial. Entretanto, sobrou pouco tempo para promover o álbum MDNA. Até mesmo seu produtor diplomático William Orbit admitiu: “Fomos pressionados devido a…vários compromissos de mídia, que acabaram com o tempo limitado da artista, como campanhas de perfume e concursos de moda adolescente, além de outros. Todos estávamos completamente fixos a nos dedicar ao máximo para fazer de MDNA o melhor álbum do ano, mas, infelizmente, não houve tempo”.

Poster do filme de Madonna, W.E.

Não arruíne o lançamento do primeiro single:

No Reino Unido, lar de uma das fã-bases mais fieis, o primeiro single Give Me All Your Luvin’ recebeu mínima atenção das rádios. Daí, uma breve promoção permitiu aos fãs baixar a música de graça se eles comprassem o álbum MDNA na pré-venda, o que significou que Give Me All Your Luvin’ não era eleita às paradas. Quando disponível para compra como uma faixa singular, o momento já havia passado e o single chegou apenas no desastroso 37º lugar.

Não continue com singles ainda mais fracos:

O segundo e terceiro singles Girl Gone Wild e Turn Up The Radio eram faixas genéricas que podiam ter sido gravadas por qualquer cantora, de Katy Perry a Carly Rae Jepsen. O responsável por escolher os lançamentos de MDNA deveria se envergonhar.

E, daí, não case “insultos” com “acidente” e grave clipes ruins:

Apesar do clipe de Girl Gone Wild ter sido banido de acesso público no Youtube por ser “muito provocante”, com homens seminus (o que já fora visto nos clipes Justify My Love e Erotica duas décadas antes), o burburinho foi pouco com este segundo single. Ele não chegou ao Top 100 da Billboard e, no Reino Unido, permaneceu em 73º. Turn Up The Radio ganhou um clipe barato que podia ter sido gravado com um iPhone e foi, discutivelmente, a pior coisa que ela já filmou desde Destino Insólito. Esta era a mesma pessoa que revolucionou com Like A Virgin, Express Yourself, Like A Prayer e Bedtime Story?

Não subestime o poder da promoção…

MDNA se tornou um exemplo raro de críticos amando o trabalho de Madonna mais do que seu público. Porém, sem um single bem-sucedido ou qualquer tipo de publicidade da parte de Madonna (apesar de uma entrevista de 10 minutos pré-gravada para o programa Daybreak), muitos britânicos sequer perceberam que ela lançara um novo álbum. Seus leais fãs a levaram, sozinhos, ao topo das paradas. Porém, na terceira semana, o álbum já havia saído do Top 10. Promovendo o filme W.E. enquanto ensaiava pro Superbowl e planejava uma turnê, Madonna não conseguiu dar conta de tudo. O resultado foi a baixa venda de MDNA.

Capa do álbum MDNA, de Madonna

…mas não o promova em estádios!

Turnê, ingressos e produtos exclusivos sempre venderão mais do que um álbum. Mas achar o lugar certo para um show de Madonna é fundamental para o público experimentar e entender seus esforços criativos. Estádios impessoais são, geralmente, inúteis, a menos que você desembolse um bom dinheiro para o “círculo dourado” ou na fila da frente. Muitos detalhes da MDNA Tour se perderam para aqueles que mal viam o palco ou onde a qualidade do som era tão baixa, que se tornava inaudível. Fóruns na Internet se enchiam de reclamações das pessoas que saíam do show antes do fim. Enquanto é mais lucrativo se apresentar em um estádio com capacidade para 70 mil pagantes ao invés de fazer 10 shows em uma arena para 10 mil, o dano apenas será calculado com os recibos da turnê seguinte.

Não esqueça do seu legado.

Tenho comprado os discos de Madonna, Picture discs, singles, álbuns e downloads de 1983 até agora. Eu a defendi durante a infame era de Erotica e Corpo em Evidência; com os crucifixos flamejantes de Like A Prayer e o falso lesbianismo de Justify My Love. Fui a todas as turnês de Who’s That Girl a MDNA. Ainda estou aqui, apesar dos maus momentos, e me diverti com os bons.

É pelos detalhes e pela ingenuidade que sempre admirei Madonna. Ela se inspirou em outros artistas como Blondie, Bowie e Jackson, e, mesmo assim, conseguiu ser original nas ideias que remixou e revisitou. E é isso que está faltando – sinto que Madonna perdeu sua identidade. Ela é apenas Madonna, uma marca sendo corroída por lançamentos de perfume, academias, cremes pra pele, sapatos e roupas. Tudo isso agrega valor à sua produção, mas custando sua credibilidade.

Finalmente, não me dê atenção.

Afinal, o que eu sei? Eu jamais conseguirei influenciar, alcançar ou mudar percepções como Madonna fez, e é fácil pra mim sentar no computador e reclamar. Sei que sou egoísta – quero que Madonna permaneça como a maior artista pop do mundo. E, claro, continuarei nesta jornada iniciada 30 anos atrás, sem me importar com o próximo lançamento. Porém, como fã de longa data, espero – e anseio – por algo mais.

DVD Madonna – Live At Paris Olympia

DVD MADONNA OLYMPIA MDNA TOUR COVER

Aqui está a versão em DVD da tour MDNA Tour, de Madonna, gravado no teatro Olympia (aqui está a edição em Blu-ray), em Paris, aqui está, e recheado de extras. O Blu-ray HD tem som surround 5.1, acesso as faixas, porém, sem legendas, região livre.

Track-listing:

TURN UP THE RADIO
OPEN YOUR HEART
MASTERPIECE
JUSTIFY MY LOVE (VIDEO INTERLUDE)
VOGUE
CANDY SHOP
HUMAN NATURE
BEAUTIFUL KILLER
JE T’AIME… MOI NON PLUS

EXTRAS

– MDNA (UK TV Commercial) [Official Promo]
– Give Me All Your Luvin (Feat. M.I.A. and Nicki Minaj) (Video)
– Girl Gone Wild (Video)
– Turn Up The Radio (Video)
– Masterpiece (Video)
– Interview + Show (Ellen DeGeneres Show 29.10.2012)
– Touring Artist (Billboard Music Awards 19.05.2013)
– Entrevista com Jerry Penacoli (19.05.2013)(Billboard Music Awards Backstage)
– Entrevista Fantástico 22.07.2012

Capturas reais (clique na imagem para ampliá-la):

MADONNA-BLU-RAY-MDNATOUR-OLYMPIA-PARIS

Confira aqui no site outros DVDs disponíveis. Interessado? Só enviar um email para marcosvlmoraes@hotmail.com.

madonna mdna tour live olympia paris3 madonna mdna tour live olympia paris4 madonna mdna tour live olympia paris5 madonna mdna tour live olympia paris6

Há uma grande diferença entre Madonna e Beyoncé

madonna e beyoncé juntas together

Há uma grande diferença entre Madonna e Beyoncé. Madonna é a artista que toda cantora quer ser. Sua sexualidade sempre revolucionária é sua marca – uma forma de auto-expressão. Nos anos 90, ela usou o infame sutiã de cone de Jean Paul Gaultier com os espirais hipnóticos que enfatizavam a sexualidade, em justaposição com sua criação católica (tudo isso enquanto seduzia uma cadeira), durante a Blond Ambition Tour. Ela supostamente arrecadou quase US$ 63 milhões, o que tornou esta a turnê mais bem-sucedida à época. Uma década depois, sua The Confessions Tour, durante a qual ela cantou Live To Tell pendurada em uma cruz, rendeu a ela US$ 194,7 milhões, segundo a Billboard.

Agora, parece que Beyoncé tem estudado a cartilha. Ela vestiu uma tanga La Perla no Grammy deste ano para exibir seu corpo, enquanto apresentava Drunk In Love – também em uma cadeira – enquanto seduzia (e era seduzida) seu marido Jay-Z.

Talvez sua performance no Grammy e este lado mais atrevido sejam uma homenagem a Madge (em seu quinto e homônimo álbum, a canção e o clipe de Haunted têm sido comparados a Erotica, de Madonna). Ou talvez ela entenda que começar uma revolução pseudo-sexual em troca de lucro seja como se manter relevante.

Afinal de contas, sexo ainda vende. E outros negócios estão surgindo. A revista Forbes, por exemplo, questionou se a performance de Drunk In Love serviu para aumentar as vendas do álbum. A resposta é, “claro que sim”.

“Abri minha própria empresa”, Beyoncé contou à Billboard, sobre a Parkwood Entertainment, fundada em 2008. “Quando decidi que seria minha própria empresária, foi importante não ir a uma grande empresa de gerenciamento. Senti que queria seguir os passos de Madonna e ser uma potência, com meu próprio império, e mostrar a outras mulheres que, ao se chegar neste ponto na carreira, você não precisa assinar um contato com outra pessoa e dividir seu dinheiro e seu sucesso – você o faz sozinha”.

Mas se Beyoncé está tentando ser como Madonna, a pergunta é: “será que ela consegue?”. Não será fácil.

Após décadas na indústria, Madonna é a artista feminina que mais vendeu singles de todos os tempos. Aos 55 anos, ela vendeu mais de 300 milhões de discos em todo o mundo, arrecadou centenas de milhões em turnês sozinha e ganhou 14 Grammy em 26 indicações. A Billboard a classificou em segundo lugar, atrás apenas dos Beatles em sua última lista dos “100 mais”, tornando-a a artista solo mais bem-sucedida na história da parada de singles americana. Só no ano passado, Madonna ficou no topo da lista da Forbes de celebridades que ganharam mais de US$ 125 milhões, e, apesar do álbum MDNA não ter vendido tanto, sua turnê rendeu US$ 305 milhões.

Beyoncé, 32, tem sido uma artista solo desde o fim das Destiny’s Child em 2005, e, assim, já vendeu mais de 80 milhões de discos e ganhou 14 Grammy de 25 indicações, em apenas nove anos. Em 2009, a Billboard a nomeou a “Melhor Artista dos anos 2000” e ela também foi a “Artista do Milênio” em 2011. A Forbes registrou os ganhos de Beyoncé no ano passado em US$ 53 milhões. Sua última turnê, The Mrs. Carter World Tour, teve 132 apresentações e ela arrecadou US$ 183 milhões até o dia 12 de março.

“Beyoncé tem um controle incrível sobre sua pessoa e o que ela coloca no mundo. Você nunca sabe se existem pessoas nos bastidores que a ajudam”, disse Kevin Allred, professor na Universidade Rutgers, que estabeleceu uma aula sobre raça, gênero e políticas sexuais, chamada Politizando Beyoncé.

madonna reinvention beyoncé

“Ela colocou o controle em ação no ano passado, quando a Target escolheu não vender seu álbum homônimo após ela ter dado ao iTunes uma semana de vendas exclusivas. Bey assumiu o controle. Ela foi a uma loja Wal-Mart em Tewksbury, Massachusetts, e ofereceu a cada cliente na loja “50 dólares pra gastar com ela” durante a temporada de compras de Natal, efetivamente dando o dedo do meio à Target e, engenhosamente, dizendo “aqui está um dinheiro extra pra comprar meu álbum”.

Estar no controle é o que faz de Beyoncé a mulher de negócios que ela é – uma característica que ela aprendeu a aperfeiçoar. “Nunca estou satisfeita”, contou Beyoncé à Forbes em 2009. “Tenho certeza de que, às vezes, não é fácil trabalhar pra mim. Nunca conheci alguém que trabalhe mais pesado do que eu na minha indústria”.

E enquanto “Madonna poderia ser vista assim, com muito controle [sobre sua imagem]”, Allred contou a Quartz, “parece que existe um nível extra [com Beyoncé]. Se alguma foto desfavorável é publicada, ela é retirada da Internet”.

Beyoncé reservou cinco meses pra se preparar para o Superbowl de 2013, que é o show mais assistido do ano (Madonna levou quatro meses). Ela tomou todas as rédeas e prometeu perfeição. Gawker descreveu sua apresentação: “Beyoncé existe pra nos surpreender com perfeição e uma ética de trabalho extraordinária, e ela conseguiu fazer um espetáculo único na vida”.

Mas, de algumas formas, a perfeição de Beyoncé é um “calcanhar de Aquiles”. Para revolucionar a indústria da música, de forma tão rápida, ser melhor do que todos não é o bastante, porque tudo muda num piscar de olhos. Os artistas devem se reinventar pra permanecer no topo ou serão deixados pra trás.

Isso é algo que Madonna conhece bem. Recentemente, ela compartilhou uma foto de sua axila cabeluda no Instagram. Ela escreveu: “Cabelo grande…nem ligo!!! #artforfreedom #rebelheart #revolutionoflove”. Mas, como um escritor observou, Beyoncé não se permitirá este tipo de liberdade – ela está sempre e completamente no controle, impecável.

“Beyoncé possivelmente nunca viu uma foto desfavorável dela em qualquer mídia”, escreveu Esther Zucherman sobre o documentário de Beyoncé. “Ela está deslumbrante ao gravar closes de si mesma com pouca luz. Ela está deslumbrante quando vai trabalhar. Assistir às suas performances perfeitas é uma emoção. Assistir aos seus momentos difíceis sem perder um fio de cabelo faz você se sentir mal consigo mesmo”.

Beyoncé é o chefe, batalhadora, ambiciosa. Mas os chefes não são bons com revoluções: se Bey quer começar uma – e uma feminista – trave uma guerra ou coloque cabelo falso debaixo do braço e poste no Instagram. Ela se livra fácil disso. Mas até entender isso, ela não será como Madonna, muito menos tomará seu lugar – ela continuará agindo rapidamente. (Fonte: Quartaz)

Arthur Fogel, presidente da Live Nation, fala sobre Madonna

arthur fogel presidente live nation fala de Madonna

O CEO da maior empresa de entretenimento do mundo, a Live Nation, rasgou elogios a Madonna num recente vídeo divulgado pela empresa EPIX (empresa responsável pela filmagem oficial do show da tour MDNA, de 2012). Nele, ele fala o que aprendeu trabalhando com Madonna, a maior estrela da Live Nation.

“Acredito, honestamente, que aprendi com as habilidades dela de promover um negócio, de ver o caminho certo das coisas. Ela tem instintos maravilhosos. E, por ser tão icônica, ela tem uma tremenda habilidade de influenciar a mídia. Ela é muito esperta ao usar essas oportunidades, um grande dom. Ela está com tudo, sério. Depois de 27, 28 anos nisso, é incrível!”

Assista ao vídeo:

Download: Madonna – Live At Olympia, Paris 2012

madonna live at paris olympia cd download mdna tour

Show remasterizado de Madonna no teatro Olympia, em Paris, em 2012. Este curto show aconteceu no dia 26 de junho de 2012 durante a passagem de Madonna com o MDNA Tour. Nele, Madonna performa músicas do álbum MDNA como “Turn Up The Radio“, a balada “Masterpiece” e a pela primeira e única vez “Beautiful Killer“. Para homenagear Paris, faz um cover do clássico “Je T’aime… Moi Non Plus“.

Vale a pena baixar para quem não tem o arquivo em áudio, uma vez que o áudio foi tratado especialmente para o Madonna Madworld.

Para quem quiser adquirir ao DVD ou Blu-Ray do show, clique aqui para ver o DVD (clique para a versão 2 do DVD) e aqui para o Blu-Ray.

Setlist do arquivo:

01 Turn Up the Radio
02 Open Your Heart
03 Speech
04 Masterpiece
05 Justify My Love (Interlude)
06 Vogue
07 Candy Shop
08 Human Nature
09 Beautiful Killer
10 Je T’aime… Moi Non Plus

DOWNLOAD AQUI

Blu-ray Madonna – Live At Paris Olympia

blu-ray madonna olympia paris mdna tour 2Para quem esperava pelo blu-ray da tour MDNA Tour, de Madonna, gravado no teatro Olympia (aqui está a edição em DVD), em Paris, aqui está, e recheado de extras. O Blu-ray HD tem som surround 5.1, acesso as faixas, porém, sem legendas, região livre.

Track-listing:

TURN UP THE RADIO
OPEN YOUR HEART
MASTERPIECE
JUSTIFY MY LOVE (VIDEO INTERLUDE)
VOGUE
CANDY SHOP
HUMAN NATURE
BEAUTIFUL KILLER
JE T’AIME… MOI NON PLUS

EXTRAS

– MDNA (UK TV Commercial) [Official Promo]
– Give Me All Your Luvin (Feat. M.I.A. and Nicki Minaj) (Video)
– Girl Gone Wild (Video)
– Turn Up The Radio (Video)
– Masterpiece (Video)
– Interview + Show (Ellen DeGeneres Show 29.10.2012)
– Touring Artist (Billboard Music Awards 19.05.2013)
– Entrevista com Jerry Penacoli (19.05.2013)(Billboard Music Awards Backstage)
– Entrevista Fantástico 22.07.2012




blu-ray madonna olympia paris mdna tour

blu-ray madonna mdna tour live at olympia parisblu-ray madonna mdna tour live at olympia paris 3 blu-ray madonna mdna tour live at olympia paris 4

Capturas reais (clique na imagem para ampliá-la):

MADONNA-BLU-RAY-MDNATOUR-OLYMPIA-PARIS

Confira aqui no site outros blu-rays disponíveis. Interessado? Só enviar um email para marcosvlmoraes@hotmail.com.

Madonna e Pussy Riot falam sobre direitos humanos no Amnesty International

madonna pussy riot Amnesty International1

Ao invés de cantar, Madonna e Pussy Riot falaram sobre direitos humanos com emoção, em um show para Amnesty International na noite desta quarta-feira, 05.

Madonna contou à multidão que recebeu ameaças de morte do governo de Vladimir Putin por defender o grupo Pussy Riot durante o MDNA Tour, em 2012, uma banda punk de protestos, russa, quando duas integrantes foram presas por organizar um protesto em uma igreja russa em 2012.

“O direito de ser livre, de expressarmos nossas opiniões, de amarmos quem quisermos, de sermos quem somos – precisamos lutar por eles?”, o ícone pop disse, respondendo sua própria questão de forma enfática. “Sempre me considerei uma lutadora pela liberdade desde o início dos anos 80, quando percebi que tinha voz e podia cantar mais do que músicas sobre ser uma garota materialista ou se sentir como uma virgem. E definitivamente paguei e venho pagando por expressar minhas opiniões e por me intrometer neste tipo de discriminação. Mas tudo bem.”

madonna pussy riot Amnesty International2

No Barclays Center, no Brooklyn, Madonna apresentou Maria Alekhina e Nadezhda Tolokonnikova, postas em liberdade em dezembro, que fizeram sua primeira aparição pública nos EUA na última terça-feira. Um tradutor as ajudou no show Bringing Human Rights Home (“Trazendo os direitos humanos pra casa”), contando ao público que elas eram gratas por estarem livres, mas que continuariam lutando pra salvar outros presos.

Alekhina e Tolokonnikova, que vestiam camisas com desenhos de cruzes, agradeceram aos apoiadores por mandar cartas enquanto estiveram presas, e à Amnesty International por proteger os direitos humanos. “Obrigada a todos aqueles que foram corajosos e se preocuparam o bastante pra se expressar contra a injustiça e falar a verdade”, Alekhina disse.

O grupo de Moscou, que traz mais de 10 integrantes, tem criticado o presidente russo Vladimir Putin e as condições políticas de sua terra-natal. “A Rússia será livre!”, elas gritaram com a multidão antes de sair do palco.

Já que Madonna e Pussy Riot não cantaram, The Flaming Lips e Yoko Ono fecharam o evento de mais de quatro horas, enquanto a banda Imagine Dragons era a favorita da multidão com o sucesso vencedor do Grammy, Radioactive.

Lauryn Hill e Blondie foram ovacionadas ao subir ao palco. Hill começou o show – cada artista cantou três músicas – com Ready Or Not, da época do Fugees, enquanto Debbie Harry estava pegando fogo quando cantou One Way Or Another e Call Me.

O show também incluiu performances de Cake, The Fray, Bob Geldof, Tegan and Sara, Colbie Caillat e Cold War Kids. Foi o primeiro show da Amnesty International desde a série de shows Human Rights Concerts¸de 1986 a 1998, que trouxera U2, Bruce Springsteen, Sting e Peter Gabriel.