Há 27 anos, Madonna com You Can Dance!

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Em novembro de 1987, a gravadora Warner Bros. ordenou o lançamento de “You Can Dance”, a primeira coletânea de Madonna, destinada ao segmento dance de seu público. Um álbum com sete canções remixadas, que ainda representava um conceito revolucionário nos anos 80. Alguns anos depois, a dance Mmusic já era bastante popular e a ideia de Remix era considerada uma nova direção musical. A mixagem era um processo interpretativo, no qual o artista estava envolvido, mas o desenvolvimento era papel do produtor. As diferentes partes de uma canção, incluindo os vocais principais e de apoio, guitarras, baixo, sintetizadores, bateria – tudo passava pelo processo de mixagem para soar consideravelmente diferente do produto original.

A mixagem determinava a quantidade de som que cada instrumento teria e quais efeitos sonoros seriam adicionados a cada um deles. As melhorias na tecnologia de estúdio abriram espaço à possibilidade de moldar o som de uma canção em qualquer forma, após sua gravação. Os arranjos foram criados no processo de mixagem, e não no processo inicial. Uma específica frase poderia ser infinitamente copiada, repetida, cortada, transposta, ecoada, reverberada e por aí vai.

Foi este conceito que intrigou Madonna, enquanto ela produzia seu terceiro álbum de inéditas, True Blue (1986). Na época, ela disse: “Odeio quando as pessoas remixam minhas músicas. Não quero ouvi-las tão mudadas. Não gosto das pessoas estragando minhas músicas. O júri vai me julgar, mas os fãs gostam, então foi um trabalho pros fãs, àqueles que vão às boates e que querem ouvir estas canções com uma nova roupagem”.

Ela foi à Warner com a ideia de lançar suas músicas de maneira remixada. Na opinião da Warner, a ascensão do Remix foi uma explosão comercial, pois significava fazer mais dinheiro com as mesmas gravações. Ao invés de pagar Madonna para ir ao estúdio e gravar faixas diferentes, eles descobriram que permitir que ela gravasse as mesmas faixas em diferentes formatos custava muito menos. Portanto, eles decidiram lançar o álbum, mas deram total liberdade a Madonna para escolher os produtores com quem queria desenvolver os remixes.

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Jean Paul Gaultier: “Não há ninguém como Madonna”

madonna e JEAN PAUL GAULTIER blond ambition

Esta é mais uma visita ao mundo da moda de Jean Paul Gaultier: da calçada à passarela, com mais um lançamento. Porém, apesar das repetições, Gaultier é excitável como se fosse a primeira vez, já que a moda – mesmo a que ele mesmo cria – chama atenção a novos detalhes sempre que você a vê.

“Percebi o tulle de um vestido que esqueci que havia criado”, disse ele, apontando a um vestido. “A forma com que a luz chama sua atenção a certas partes te lembra de detalhes esquecidos. Tenho criado por 38 anos, então é fácil esquecer cada detalhe de cada vestido”.

Seu lindo sotaque francês, o cabelo encaracolado e o sorriso infantil chamam a atenção ao primeiro espartilho que ele criou, no início dos anos 80. Ele se encontra na área privada dos cômodos da exibição. Este vestido representa o início da ideia do sutiã de cone, antes de se tornar famoso por Madonna na turnê “Blond Ambition”. Ainda jovem, Gaultier desenhou modelos de cone na ursa de pelúcia Nana – também em exibição.

“Não há ninguém como Madonna”, afirmou. “Ela se dirige, é talentosa, durona e interessante. Ela inspira homens e mulheres a seguirem-na. Ela comanda o próprio mundo”.

O relacionamento do designer e a musa causou muito interesse, e Gaultier admite que sempre se sentiu atraído pela presença e energia enigmática de Madonna. Ele disse que a viu pela primeira vez na televisão cantando “Like A Virgin” e ficou estupefato pela mistura de movimentos sensuais e conotações religiosas.

“Eu a pedi em casamento três vezes, mas ela sempre recusou”, confessou ele, revelando algo que manteve em segredo por décadas. E acrescentou: “As pessoas mudam, e não nos falamos mais”.

Isabella Rossellini: SEX não foi chocante, pois Madonna era bonita e perfeita demais

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Durante uma conversa com o portal de notícias americano The Huffington Post, a atriz e modelo italiana Isabela Rossellini foi questionada sobre sua opinião a respeito do livro Sex, de Madonna, após 22 anos de seu lançamento.

“Adoro o fotógrafo Steven Meisel. Ele é um dos melhores fotógrafos de moda…simplesmente o melhor. Foi um prazer de trabalhar com ele e com Madonna, pois ela é uma mulher muito interessante.
Ela escolheu o tema ‘Sexo’, porque me disse que ‘o sexo pode ser muitas coisas. O mesmo ato pode ser bem sombrio, pode ser um estupro, um crime, mas pode ser muito amoroso, como no momento em que você concebe seus filhos’. Esta variação era muito interessante pra ela investigar com Steven. E eu quis fazer parte disso assim que eles me pediram.

Quando vi o resultado final, achei que eram fotos lindas, mas continuei achando tudo um trabalho de Moda, bem estético. Acho que, talvez, Madonna fosse bonita e perfeita demais.

Se você vê um homem de negócios nu, é bem chocante. Porém, se vir um atleta nu, não é tanto assim. Estamos acostumados a ver os corpos deles, talvez não suas genitais, mas o resto do corpo. Ele é tão perfeito que se torna uma armadura. Você não consegue ver a alma. Quando você vê um homem de negócios ou eu, uma mulher mais velha nua, há uma vulnerabilidade. Você consegue ver outras coisas.

Achei que faltou isso no livro. Madonna era bonita e perfeita demais pra ter essa vulnerabilidade ou este senso de choque que o corpo de um profissional regular, mais normal, poderia expressar. Foi a minha única crítica, pois ainda acho o livro extraordinário.

Adé, o filme de Madonna: uma estória de amor que encontrou sua escritora

madonna novo filme adé do livro de Rebecca Walker

De acordo com a revista The Hollywood Reporter, a diretora e roteirista Dianne Houston assinou um contrato para adaptar a autobiografia de Rebecca Walker para as telonas, marcando o próximo trabalho de direção de Madonna.

O filme é centrado em uma estudante americana de 19 anos, criada em um lar cristão e judeu, que viaja à África e se apaixona por um jovem muçulmano em uma ilha na costa do Quênia. Rapidamente, eles planejam se casar. Porém, os planos caem por terra devido a forças culturais e políticas. Walker, que também veio de um lar cristão-judeu, é filha de Alice Walker, autora de A Cor Púrpura.

Bruce Cohen, Jessica Leventhal e Walker serão os produtores. A agência de talentos CAA, que representa Madonna, levará o projeto a financiadores nas próximas semanas.

Adé será o próximo trabalho de Madonna, após o romance de época W.E., lançado pelos estúdios The Weinstein Company em 2011. O livro foi publicado em 2013 pela editora Little A Imprint, da Amazon.

Houston, que possui um projeto com a rapper Missy Elliott em andamento, porém sem título, é representada pela agência Kaplan-Stahler.