Como 2012 chega ao fim, eu me encontrei olhando para trás sobre o meu ano e refletindo sobre as decisões tomadas, caminhos percorridos e amizades formadas.
Eu poderia aborrecer todos vocês com um play-by-play do meu ano e as coisas que eu aprendi, mas eu prefiro falar com vocês sobre uma relação muito especial que realmente tomou conta da minha vida nos últimos 12 meses.
Talvez você não tenha ouvido falar, mas eu estou em um relacionamento. Não, não é com um exemplar do sexo masculino. Não seja bobo. Em vez disso, eu mantive por mais um ano um relacionamento perfeito e belo com Madonna. Tudo foi simplesmente perfeito. Sua apresentação apoteótica no SuperBowl 2012 (ASSISTA NOVAMENTE), o qual bateu recorde de audiência (mais do que o próprio jogo si), seu maravilhoso álbum #1 MDNA e que não paro de ouvi, apenas de que alguns fãs torceram o nariz para ele, pelo belíssimo filme W.E. (o qual ela ganhou um Globo de Ouro e fez Elton John chorar de raiva) e pela espetacular e mais bem-sucedida tour de 2012, o MDNA Tour, o qual tive o prazer de assistir três vezes.
Acompanhei três ótimos vídeos, com destaque para “Girl Gone Wild” e o vídeo interlude da tournê “Justify My Love” (uma pena não ter sido lançado como um novo “Justify my Love” single/clipe 2.0 em todas as emissoras de TV do mundo. Vi Madonna dá os seus ataques de fúria pelos vídeos no Youtube durante sua tour, reclamar da chuva e até ignorar e depois gravar um vídeo ironizado todo o bafafá que o vídeo gerou – essa é Madonna. E pude também compartilhar cada movimento da estrela no facebook do Madonna Madworld. Cada post que escrevo sobre Madonna eles curtem, e bem provável que essa seja a minha primeira relação produtiva e saudável e eu não poderia apreciá-la mais. Eu quase igualei Madonna a Jesus, de uma forma muito ruim. Desde que o cristianismo fez uma lavagem cerebral nos seres humanos com a indução da Bíblia, parece que não se pode fazer mais nada de errado. O mesmo pode ser dito sobre Madonna desde que ela lançou seu SEX Book “.
A MDNA tour terminou na semana passada. Última turnê de Madonna, e seu nono megashow que visitou cidades na Europa, Oriente Médio, Estados Unidos, America Central e América do Sul e gostando do show ou não, você não pode negar o fato de que foi uma grande produção que se esforçou para mostrar que é o M-DNA ou melhor, o DNA de Madonna. E é claro que ela conseguiu.
Todos os elementos da carreira de Madonna estavam lá, remixados e revisitados para 2012: Controvérsia ligado ao sexo e religião e promulgação da violência, mas também a luta pelos direitos das minorias e o convite a tomar consciência sobre o que acontece no mundo em torno de nós. Madonna também foi muito política sobre esta turnê, ela apoiou abertamente Obama e não teve medo de falar sobre liberdade de expressão (Pussy Riot), quando ela visitou países que não estão muito dispostos a deixar seu povo se expressar. E, finalmente, os seus temas eternos de “acreditar em si mesmo” e que “se você trabalhar duro, seus sonhos viram realidade” estavam lá também! Todos misturados em um caleidoscópio de música e dança que compreende o melhor de suas novas canções e alguns de seus hinos imortais.
Esta é também a turnê em que Madonna esteve realmente mais perto de seus fãs e com as coisas que eles diziam para ela, Madonna pareceu realmente satisfeita por passar esse tempo com eles. Ela conversou, esbravejou, xingou, deu piti e brincou com eles durante passagens de som, ficou surpresa e lisonjeada. Madonna mostrou que ela é humana e não um sono coletivo, como muitos pensam. Ela prometeu um grande espetáculo, e lá estava lá num show com os maiores efeitos visuais, a maior tecnologia em telões, sons, palco, nunca jamais feito por nenhum outro artista. Mais uma vez Madonna foi a pioneira, e mesmo os preços dos ingressos salgados terem revoltados alguns, quem esteve em algum show sabe que tudo aquilo que acontece (e não basta assistir a um único show para se dar conta de tudo o que acorre no palco, é muita informação, informação essa que só veremos no lançamento do DVD/Blu-ray do MDNA Tour.)

Este foi realmente um grande show e ainda que no início parecia um pouco apressado, mas com o tempo as coisas foram otimizadas e, eventualmente passaram a fazer mais sentido. Mas, acima de tudo o profissionalismo de Madonna era evidente, ela dançou complicadas coreografias em chuvas torrenciais, tocou Turn Up The Radio em um pesado figurino em países ou locais onde era tão quente que você podia vê-la literalmente coberta de suor! Ela foi esperta e engenhosa quando os inevitáveis problemas técnicos vieram (o “Motel” de Gang Bang em Birmingham, UK, devido a problemas técnicos, os problemas técnicos que fizeram Madonna deixar de fora Like A Virgin e Love Spent em São Paulo e Porto Alegre, no Brasil, a forte chuva no Chile que fez Madonna cortar metade do show e até um blackout no último show da tour, em Córdoba, Argentina - programação musical não funcionou corretamente em poucas situações).
É claro que houve também momentos frenéticos, sendo o maior de todos ocorrido no L’Olympia (DVD aqui). Provavelmente, se a Live Nation France tivesse tido um pouco mais de cuidado para explicar que ia ser um pocket show (de fato era claro desde o início para nós, os fãs de carteirinha) Madonna poderia ter talvez evitado a má publicidade, mas ainda assim os fãs afortunados que assistiram o show (e os que assistiram ao vivo no Youtube), não só viram performances únicas de Beautiful Killer e Je T’aime Moi Non Plus, mas puderam orgulhosamente, ou sorridentemente dizer que, de alguma forma, fizeram parte da história de Madonna bem como toda a imprensa mundial que reprisou a notícia sobre aquele mini show.
Para encurtar a história, a MDNA Tour provou mais uma vez que só há uma Rainha e é Madonna (é, eu sei que isso magoará muita gente!)
O Madonna Madworld quer felicitar e parabenizar Madonna, seus empresários, os dançarinos, os incríveis Nicki Richards e Monte Pittman e toda a produção que montou um espetáculo de tirar o fôlego e que nós curtimos muito! Queremos também agradecer a todos os fãs e amigos encantadores que conhecemos nessa turnê, foi ótimo compartilhar esta experiência com todos vocês! Vamos esperar para ver um grande espetáculo novo em 2014!
Então, vocês. Olhem para trás em seu ano e me digam se não tiveram uma relação mais apaixonada, amorosa ou completa este ano como a que eu tive com Madonna. Agora esperar o tão aguardado lançamento do MDNA Tour em vídeo (há vários DVD da tour aqui no site à venda) e um novo álbum, afinal, Madonna em 2007, Madonna encerrou o contrato com a Warner, gravadora pela qual lançou seus discos desde o começo da carreira, em 1982. A mudança de casa engordou a conta bancária da cantora em pelo menos U$ 150 milhões por um contrato de 10 anos.
Parabéns Madonna pelo glorioso ano de 2012.
Obrigado a Jorge Luiz pela ajuda no texto – família Madonna Madworld, como também a Leonardo Magalhães.


Ame-a ou não, um fator admirável sobre Madonna é que ela nunca deixou de ser a Material Girl. Ela faz isso aos 54 anos e, provavelmente, vai continuar aos 84. Desta forma, ela pode sentir uma colega Material Girl a milhares de quilômetros de distância e até mesmo em outro século. Você pode quase sentir as duas trocando grandes sorrisos e um bom abraço, em algum lugar do mundo Material. “W.E.” é a culminância desse abraço: o segundo filme de Madonna (seguindo o desastroso Filth And Wisdom, de 2008), está centrado em Wallis Simpson, que foi Duquesa de Windsor, na Inglaterra pós-guerra.

MDNA, 12º álbum de estúdio de Madonna, foi número 1 em 18 países – incluindo Estados Unidos e Reino Unido – e top 10 em todo mundo. A rainha do pop Madonna conversa com Larry Flick sobre a criação do álbum, a inspiração por trás de algumas músicas, e por que ela ainda tem muito a dizer….
E a promoção do novo filme de Madonna, W.E., continua. Com o lançamento do filme na Austrália, o canal australiano Ten exibiu na manhã desta sexta-feira, 04, uma entrevista de Madonna com Andrew Günsberg. A entrevista foi exibida no programa matinal “The Project”.
Em entrevista a Teen Vogue, a cantora Katy Perry disse que sempre foi fascinada por Madonna e especialmente pelo documentário de 1991, “Truth Or Dare”, ou no Brasil, “Na Cama Com Madonna“, e quis que seu filme 3D “California Dreams Tour” tivesse o mesmo sentimento do filme de Madonna.
Ligar para Madonna interrompendo a aula de francês do seu filho pode ser a receita ideal para uma meia hora ao telefone pouco confortável. O tempo de uma mãe de quatro filhos é preciso, em especial quando ela tem um álbum para terminar e lançar e uma tour extasiante para ensaiar.
Madonna acredita que seu retorno a Europa para produzir com seus parceiros europeus não é coincidência. Ela explica: “Eu acho que talvez eu simplesmente tenha essa chamada sensibilidade europeia. As pessoas falam isso sobre a minha música também. Gosto de trabalhar com pessoas que sejam instruídas intelectualmente e sabem o que se passa no mundo. Diálogo é essencial. Com William, por exemplo, a gente sempre está envolvido em alguma discussão seja sobre filosofia ou seja sobre física quântica. Com Martin Solveig estamos sempre envolvidos em discussões sobre cinema estrangeiro. Quando estou trabalhando com as pessoas não consigo simplesmente fazer música, eu tenho que ser capaz de poder falar sobre a vida e sobre o mundo, sobre arte. Com Benny foi algo meio interessante porque ele não fala inglês muito bem. Eu acabei tendo que usar o primo dele, Allessandro, como intérprete. Isso foi um pouco frustrante, mas acabamos encontrando um modo de nos comunicarmos. Você acaba dando um jeito. Com música é tudo muito ligado à vibração, à energia e você sabe quando as coisas estão funcionando e quando não estão.”
Escrever sobre algo que Madonna faça para mim é um pouco complicado pelo simples fato de ser fã da mesma, mas nada me impede uma imparcialidade e um olhar totalmente voltado a admirar o trabalho dela, seja em qual área que for, com alguma criticidade. Talvez seja por isso que eu tenha demorado um pouco a postar sobre este filme. Demorei a escrever sobre porque talvez tenha querido digerir mais um pouco, criar um conceito, analisar sob outros prismas, seja em cenas picadas lançadas pela Internet ou seja analisando o trailler ou lendo outras críticas à respeito depois de ter assistido ao filme.
O longa-metragem, uma crítica visível ao machismo e ao casamento, traz uma mensagem presente em diversas músicas de Madonna. E na história, ela chega a ser contundente, criticando não só os homens (“homens são muito visuais”), mas também a mídia (“você não deveria se preocupar com as fofocas”).