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Madonna: uma entrevista, por David Blaine

MADONNA INTERVIEW MAGAZINE COVER ENTREVISTA DAVID BLAINE2

Aqui está a entrevista traduzida completa de Madonna com o mágico David Blaine para a Interview Magazine….

“Deus lhe deu um rosto”, disse Hamlet, “e você cria outro”. Porém, se ele conhecesse Madonna antes de fazer tal citação e, consequentemente, profetizar muito da cultura moderna, ele poderia ter acrescentado: “…e outro, e outro, e outro…”.

O fenômeno pop nascido com o nome de Madonna Louise Ciccone, no Michigan de 1958, se tornou, ao longo da carreira como cantora, compositora, atriz e cineasta, o paradigma vivo da apresentação como um personagem. E sua mutabilidade evolucionária – a habilidade explosiva de crescer e mudar e viver múltiplas e espetaculares vidas na frente do público – deu a cada telespectador e ouvinte sua Madonna favorita. Dos primórdios na Nova York dos anos 80 à deusa sexual do livro Sex e o esplendor equestre na Inglaterra, cada capítulo da vida dela é relatado como um tipo de parábola “Dickensiana” de perseverança, força de vontade ou auto-invenção, ao se entrelaçar em ambições loiras, yoga ou orações.

E talvez o ícone Madonna seja a sua melhor forma de arte – algo tão vastamente influente quanto incomensurável, unindo todos na mesma trilha sonora, com todas as sensibilidades que ela informou, emocionou, desafiou, provocou e reimaginou novamente; todas as noções de beleza de um artista que ela moldou e remoldou. Com o 13º álbum a ser lançado em 2015, Madonna alcança um novo nível de talento artístico, criatividade e, talvez, identidade. Mesmo que ela se reinvente outra vez, ela permanece uma obra-prima.

Em uma noite de novembro, Madonna conversou com o amigo, o artista, o mágico e o dono de um talento inclassificável David Blaine em Nova York, sobre o poder do silêncio, a necessidade do fracasso e a sabedoria de ouvir a palavra “não”.

DAVID BLAINE: Trouxe vários cartões com perguntas que considero divertidas, então será nosso plano B.
MADONNA: Um plano B ou você quer que eu escolha uma agora?
BLAINE: Escolha uma. Mas não quero que você escolha a mais óbvia, que está na ponta.
MADONNA: Não sou dessas. Nunca escolho o óbvio.
BLAINE: Devo ler pra você?
MADONNA: Sim, não entendo sua letra.
BLAINE: Esta é boa. Eu fiquei em uma caixa por 44 dias em completo isolamento. Foi um confinamento auto-imposto. Mas…quero que feche seus olhos. Você consegue imaginar como é estar completamente isolada, sozinha, sem ninguém com quem conversar?
MADONNA: Por 44 dias?
BLAINE: Por um dia. Você já fez isso?
MADONNA: Não.
BLAINE: Ok, então pense nisso. Como seria?
MADONNA: Eu gostaria de fazer isso, no atual momento da minha vida.
BLAINE: Fique de olhos fechados.
MADONNA: Ok, desculpe. Acho que eu gostaria muito, da paz e quietude, porque sinto que as pessoas estão sempre falando comigo, para mim, pedindo coisas, me questionando, querendo informações, trabalho, música, barulho, filhos – é interminável. Então, a ideia de um dia inteiro de silêncio parece muito sedutora pra mim.
BLAINE: No que você acha que pensaria?
MADONNA: Eu teria ideias. (Ambos riem)
BLAINE: Ideias. Você pode tê-las com o barulho.
MADONNA: Sim, mas quando chego em casa do estúdio, só quero silêncio. Não quero falar com ninguém. Não quero responder perguntas.
BLAINE: É importante fazer isso, de vez em quando.
MADONNA: Voltei a fazer Yoga, o que não acontecia há anos. Estou muito acostumada a me exercitar com música bem alta, e, quando você faz Yoga, você só escuta a sua própria respiração. Acho isso incrivelmente… qual é a palavra? Não é satisfatório, mas…
BLAINE: Catártico.
MADONNA: É catártico, com certeza. Mas, não, isso me preenche. Gosto da ideia de ir a um desses retiros nos quais você não fala – tipo, silêncio por cinco dias. Não sei que conseguiria isso agora com filhos pequenos.
BLAINE: É como os monges fazem. Na verdade, acho que todos os monges e santos neste nível extremos de privação…
MADONNA: É essencial…
BLAINE: Não, acho que é quase egoísta.
MADONNA: Não é egoísta se te faz ser uma pessoa melhor.
BLAINE: Quando faço isso, me torno uma pessoa melhor pela duração. Daí, quando saio, me sinto um animal.
MADONNA: Mas você é um porco egoísta de qualquer jeito – é outro ponto. (Blaine ri) Você não está ligado à matriz. Ok, deixe eu organizar os cartões, pois tenho TOC.
BLAINE: (Ri) Calma. Vamos avançar. Novamente, você vai fechar os olhos. Ok, sem olhar. Agora, você está sentada nesta cadeira, neste quarto, mas não pode sair da mesa. Você pode se encostar se ficar desconfortável. Você pode ficar de pé, se alongar, o que quiser. Mas está completamente sozinha. Não há ninguém para interrompê-la, ninguém com quem conversar. O que aprende? Você desiste? Enlouquece? O que você sente?
MADONNA: Por quanto tempo?
BLAINE: Você ficará aqui por um dia inteiro. Eu fiquei 44, então um dia é pouco.
MADONNA: Acho que o silêncio seria bom pra mim, e a não-interação com as pessoas seria legal. Mas não poder sair do recinto seria difícil. Não poder circular – a imobilidade do meu corpo, fisicamente – seria o desafio.
BLAINE: Você falaria sozinha? Cantaria?
MADONNA: Eu cantaria.
BLAINE: O que cantaria?
MADONNA: Não sei. Dependeria do que estivesse acontecendo em minha vida naquele momento. Uma canção judaica? (Ambos riem). Shalom Aleichem. É sexta à noite, então…
BLAINE: Você se lembra da sua primeira canção favorita na infância? Só por curiosidade.
MADONNA: Sim. Só não lembro do nome.
BLAINE: Como ela é?
MADONNA: Você quer que eu cante pra você?
BLAINE: Claro! Está louca?
MADONNA: É parte da entrevista?
BLAINE: É a melhor parte!
MADONNA: Posso abrir os olhos?
BLAINE: Não.
MADONNA: Oh, Jesus! Então, é privação visual também. Ok. (Ela canta) Conheço um lugar onde ninguém vai / Há paz e quietude, beleza e repouso / Está escondido em um vale, atrás de um riacho montanhoso / e lá, ao lado do riacho, descubro que posso sonhar / Com coisas, com beleza, flocos de neve e montanhas elevando-se aos céus / Agora, sei que Deus criou este mundo para mim.
BLAINE: Isso foi lindo. Uau! Quantos anos você tinha quando ouviu esta canção?
MADONNA: Minha mãe cantava para mim aos 4 anos. Meus filhos sabem cantá-la também.
BLAINE: Ok, pode abrir os olhos. Parabéns.
MADONNA: Parabéns pra nós.
BLAINE: Você conheceu muitos artistas incríveis nos primórdios em Nova York. Quais artistas você espera que inspirem seus filhos hoje?
MADONNA: Bem, todos eles morreram.
BLAINE: Artistas vivos, que você conheça – quem você espera que inspire as crianças do futuro?
MADONNA: Gosto do Banksy. Acho ele inspirador e ele fala sobre o que acontece no mundo, socialmente. Gosto de JR. De (Jean-Michel) Basquiat e Keith Haring, que começaram como artistas de graffiti – sua arte está nas ruas, disponível a qualquer um. Não é elitista. Você pode ver o trabalho de Banksy ao dirigir pelas ruas. E o trabalho de JR – a forma com que ele fotografa as pessoas e os transforma em herois nas comunidades e faz as pessoas se orgulharem de quem eles são. Meu filho está estagiando com JR agora e é uma ótima educação para ele.
BLAINE: Nos cartões, há uma questão diretamente do JR. Mas você não a lerá agora. Eu deveria ter te levado nesta direção, mas tudo bem.
MADONNA: (Ri) Você é a pessoa mais neurótica que já me entrevistou, a propósito.
BLAINE: (Ri) A quais cenas de filmes você assiste várias vezes em sua mente? Tipo, eu vejo Daniel Day-Lewis em Haverá Sangue (2007) várias e várias vezes.
MADONNA: Este é um ótimo filme. Vejo In The Mood For Love (2000) de Wong Kar-wai. A cena em câmera lenta naquela linda Chinesa subindo as escadas, pra cima e pra baixo, várias vezes. Repito tudo daquele filme na minha mente. A filmagem em trilhos quando ela está no quarto com o amante, e eles estão comendo – que filme lindo, como uma dança! O filme O Ano Passado em Marienbad (1961) de Alain Resnais, outro dos meus favoritos, foi o filme que criou a ideia de filmagem com a câmera em trilhos, eu acho. (Andrei) Tarkovsky é outro dos meus diretores favoritos, e há muitas cenas lindas nos filmes dele.
BLAINE: Há alguma cena na qual o ator faz um monólogo?
MADONNA: Oh, atuando! Achei que você estava falando sobre filmagens. Não consigo lembrar de uma cena específica, mas tudo o que Al Pacino faz na trilogia O Poderoso Chefão, como Michael Corleone.
BLAINE: Ou John Cazale sentado na cadeira e gritando…
MADONNA: Bem, não, quem está sendo entrevistado: você ou eu? Essa é a sua cena. Pra mim, eu vivo indiretamente através de Michael Corleone. Gostaria de lidar com a vida assim como ele. Quando ele conta a… qual o nome dele?… Quando ele conta o que fará em uma pequena viagem de pescaria. Meu Deus! Brilhante! Ou a cena na qual Marlon Brando está falando com a esposa morta no caixão em O Último Tango em Paris (1972).
BLAINE: “Sua porca imunda!”. Supostamente, ele estava cansado de atuar durante esta cena, então começou a grunhir como um porco no trailer, apenas para zuar. Daí, ele sai e improvisa a cena para a esposa, e sai assim, “Sua porca imunda!”. Minha citação favorita do Brando, que eu busquei no Google antes de vir pra cá, diz: “Você pode sempre ver o quão bem sua carreira está indo baseado nos dentes das pessoas”. Ele dizia que você pode julgar o que fez baseado na quantidade de dentes que pessoas aleatórias, como aeromoças, mostram quando lhe veem, o quão grande é o sorriso deles.
MADONNA: Que engraçado!
BLAINE: Acho que esta também é importante, de Henry Ford: “Pensar é o trabalho mais difícil que existe, o que explica por que tão poucos se ocupam com isso”. E a razão por eu dizer isso é porque quando lhe conheci…
MADONNA: Há uns cem anos.
BLAINE: Fui com você a um museu e você teve toda a exposição do pintor Edward Hopper só pra você. Lembro que você rascunhava ideias enquanto olhava as pinturas. Já fiz muito trabalho braçal – trabalhei com construções – e posso dizer que é mais fácil pra eu fazer um truque do que decidir o que fazer. Pensar é o mais difícil. Como um amigo disse quando eu era jovem: “Sabe, o que Michael Jackson faz é fácil”. Tínhamos, tipo, 10 anos. Mas a maioria das pessoas presumem que é fácil porque você trabalha muito pra fazer parecer fácil.
MADONNA: Mas esse é o nosso trabalho. Estamos em um mundo de criação de ilusões, para darmos às pessoas a habilidade de sonhar e se inspirar. Então você não quer que as pessoas vejam o trabalho nos bastidores. E eu fui treinada, como bailarina, a manter o rosto relaxado, não importa o quanto você esteja sofrendo. Você deve criar esta ilusão. É parte do seu trabalho.
BLAINE: Você diria que pensar é a parte mais difícil do seu trabalho?
MADONNA: Não. Dormir é a parte mais difícil do meu trabalho, e relaxar também. Me desprender das coisas. Pensar não é algo em que se pensa, mas vem naturalmente. Pensar envolve muitas coisas. É parte de ser observador. Isso envolve análise, a compreensão do que lhe rodeia e descobrir como inspirar seu trabalho ou transformá-lo em lição para seus filhos. É a atenção que se presta aos detalhes. Isso é pensar: processar informação.
BLAINE: Por isso, é importante ter tempo.
MADONNA: Falamos disso antes – separar um tempo para orações. O ritual da oração não é algo religioso como ter um momento ritualístico para reconhecer as coisas e não subestimá-las. Por exemplo: o fato de você acordar e haver ar em seus pulmões; o fato de ter um emprego; o fato de ter amigos; o fato de ter saúde. Você fará algo que lhe trará alegria. Nós subestimamos essas coisas. E, sabe, acho que é importante chamar os anjos pra lhe protegerem.
BLAINE: Explique isso.
MADONNA: Bem, é parte do momento ritualístico. O chamado dos anjos.
BLAINE: O que isso significa? Quais anjos? Tipo, meu anjo é minha mãe.
MADONNA: Sua mãe estará com você em todos os momentos. Há outros anjos além de sua mãe. Minha mãe também me protege, mas ela não é a única.
BLAINE: Você diria que sua mãe é parte da força que lhe move, um pouco?
MADONNA: Bem, esse é outro ponto. Tenho certeza de que, até certo nível, ela é, mas, na verdade, a ausência dela também seria a força.
BLAINE: Ela faleceu quando você era muito jovem. Isso lhe fez acreditar que a vida é curta?
MADONNA: Fiquei obcecada com a morte, e a ideia de que você nunca sabe quando ela chegará, então você deve fazer de tudo para aproveitar o máximo da vida. Esta seria uma força motivacional. E a morte foi uma grande parte da minha infância. Eu fui a muitos funerais… mas você saiu do assunto. (Ri) Estávamos falando de Henry Ford. Estávamos pensando sobre o pensar.
BLAINE: Pedi a alguns dos meus amigos artistas para fazerem uma pergunta. (O diretor) Darren Aronofsky perguntou se você acha que as pessoas são, intrinsicamente, boas ou más.
MADONNA: Acho que são intrinsicamente boas. Sim, pronto. (Ambos riem) Somos todos bons, intrinsicamente, apenas cobertos, às vezes, por sujeira e escuridão. Nosso trabalho é nos livrarmos disso, descascar as camadas e revelar nossa bondade.
BLAINE: Como os seus primeiros anos em Nova York, no meio de grandes artistas, influenciaram as escolhas que você faz em sua arte hoje?
MADONNA: Lembro de conversar com Keith (Haring) e com Basquiat sobre a importância de sua arte ser acessível às pessoas. Esse era o detalhe deles – ela deve estar disponível a todos. Era muito importante pro Keith ser capaz de desenhar em metrôs e muros. E o Basquiat sempre me dizia: “Você tem muita sorte por fazer música, porque ela toca nos rádios em todo lugar”. Ele achava que o que eu fazia era mais popular, mais conectado à cultura popular do que o que ele fazia. Mal sabia ele que sua arte se tornaria cultura popular. Mesmo assim, nós não conversávamos sobre o significado da arte. Lembro de ouvi-los conversando sobre isso.
BLAINE: Você saía com eles?
MADONNA: Sempre! Com Martin Burgoyne, meu colega de quarto e também artista, Keith Haring e Basquiat. Às vezes, Warhol vinha conosco, mas ele não falava muito.
BLAINE: Então você estava no meio dos melhores artistas do mundo. Você estava muito à frente do seu tempo.
MADONNA: Bem, eu sobrevivi. (Risos)
BLAINE: Mas você sabia o que era ótimo antes de todo mundo.
MADONNA: Pessoas criativas me atraíam. Você não quer ser a pessoa mais esperta do lugar; quer ser a mais estúpida. Você quer estar ao redor de outros pensantes que dirão algo que nos faz pensar: “Oh, meu Deus, que ideia incrível! Por que não pensei nisso?”. E, de alguma forma, nos encontramos em Manhattan. É muito doido. Nos encontramos e nos conectamos, andando juntos pela cidade. Eles me ajudaram nos shows, e eu os ajudei nos deles. Éramos uma unidade. E nem sei como aconteceu. Apenas aconteceu.
BLAINE: Você aprendeu muito com eles?
MADONNA: Eles eram incrivelmente dedicados ao trabalho. Sabe, Basquiat foi meu namorado por um tempo, e me lembro de acordar no meio da noite e não vê-lo na cama comigo. Ele estava de pé, pintando, às 4 da manhã, bem perto da tela, viajando. Fiquei pasma com isso, com o fato dele trabalhar quando sentisse a energia. E eles empregavam qualquer um. Keith conhecia crianças nas ruas e os chamava para esticar as telas dele. Basquiat levava vários B-Boys e grafiteiros pro apartamento dele. Ele dava muitas coisas. Acho que se sentiam culpados por terem sido bem-sucedidos e estarem rodeados de pessoas mais pobres, então eles compartilhavam o que tinham. Eram pessoas incrivelmente generosas, e eu peguei isso deles. Dessa forma, você se inspira. Eu jamais poderia trabalhar em um estúdio onde você tem esta vista maravilhosa e uma praia, com as ondas batendo. Pra mim, preciso estar em um quarto minúsculo com janelas pequenas. É quase como estar em uma prisão. E você pode criar beleza quando está em um ambiente de privação, que é uma recriação dos seus anos de formação.
BLAINE: Acabei de ouvir a canção Devil Prays (do novo álbum), e é incrível pra cacete. E não é que você estivesse usando drogas, mas tem tudo a ver…
MADONNA: Bem, não, é sobre como as pessoas usam drogas para se conectar a Deus ou a um nível de consciência mais alto. Eu sempre digo: “Se conectar à matriz”. Se você fica chapado, você consegue fazer isso. E é por isso que muitas pessoas usam ácido ou drogas, porque eles querem se aproximar de Deus. Mas haverá um curto-circuito e essa é a ilusão das drogas, porque elas podem te dar a ilusão de estar se aproximando de Deus, mas, no fim das contas, elas te matam. Te destroem. Sabe, eu já tentei de tudo, mas, assim que ficava chapada, passava o tempo bebendo litros de água pra tirar tudo do meu organismo. Assim que chapava, só pensava em tirar isso de mim. (Blaine ri) Eu dizia: “Ok, pra mim já deu”.
BLAINE: Essa canção foi escrita a alguém específico?
MADONNA: Não, eu apenas compartilhei minhas experiências. Há maneiras diferentes de se conectar a um nível de consciência mais alto e este é o truque do diabo. É a ilusão.
BLAINE: Então, quando você escreve uma canção assim, você fica sozinha?
MADONNA: Não, trabalho com um músico. Ele começa a tocar o violão e as ideias vêm a mim. Tenho um computador no meu colo e começo a escrever a letra, pensando em uma melodia. Daí, eu vejo como fica e peço a opinião dele. Cada um contribui com um verso. Gosto de ver as palavras escritas, elas me inspiram. Poesia, leitura, linguagem, jogo de palavras – estar rodeada de compositores talentosos faz você desenvolver uma compreensão inata de quais notas soam bem quando juntas. Não penso muito nisso, pra ser sincera. Você ouve a música, lê livros, assiste a filmes. A arte de outras pessoas te inspira. Eu não seria nada sem a arte de outras pessoas.
BLAINE: O que mais te inspira?
MADONNA: Meus filhos, coisas que eles dizem. Tipo, meu filho veio ao estúdio outro dia e disse que não queria ir pra casa. Eu disse: “Não, você tem que ir pra casa, é hora de dormir”. E ele respondeu: “Mãe, me sinto isolado do seu coração”. (Blaine ri) Eu disse: “Oh, é um bom verso. Tenho que usar isso”. Você pega de todo lugar, o bom e o ruim. Você deve estar aberto a tudo. O sofrimento inspira muito, é um grande catalisador pra criação. Você pega a sua tristeza, seu desespero, seu senso de injustiça e coloca no trabalho.
BLAINE: É mais fácil compor quando se está triste ou feliz?
MADONNA: Triste. (Risos) Infelizmente, mas tudo bem, pois estou triste na maior parte do tempo, então ficamos bem. Não triste, mas chateada com alguma coisa.
BLAINE: Vamos escolher outro cartão? Se você pudesse voltar no tempo e falar consigo mesma aos 7 anos, o que diria? Quantos anos tinha quando sua mãe faleceu?
MADONNA: Seis.
BLAINE: Ok, então nesta época. O que você diria a ela?
MADONNA: “Essa merda vai melhorar”. (Risos) Naquela época, eu era obcecada por ficar doente e sempre manifestava sintomas. Eu diria a ela: “Tudo vai ficar bem”. Eu diria a mim mesma: “A sensação de ter formigas se arrastando em seu coração não significa que você tem câncer. Esta vida será longa e o mundo se desdobrará pra você. Você será capaz de realizar seus sonhos e encontrará pessoas que serão professores e guias pelo caminho. Você encontrará figuras maternas em outras áreas da sua vida, então não se desespere”.
BLAINE: Isso é bom pra cacete! (Madonna ri) Ok. Próximo cartão. E se você acordasse um dia e a música já não significasse nada pra você?
MADONNA: Impossível! Mas eu encontraria algo diferente que tivesse significado. É assim que eu sou. Eu simplesmente encontraria outra coisa.
BLAINE: A pergunta do JR é: “Você acha que artistas podem se tornar líderes?”.
MADONNA: Acho que sim. Bob Marley era um líder, por exemplo. Bono é um líder. Alguns artistas não querem tomar tanta iniciativa e se tornarem políticos demais em seu trabalho, mas acho que algumas pessoas querem, sim. Acho que Maya Angelou foi política e uma líder, e John Lennon, James Baldwin, só pra dizer alguns.
BLAINE: Outro artista ao qual eu pedi pra fazer uma pergunta pra você foi o ator Edward Norton. Ele pergunta: “Existe um caminho alternativo para a vida que você escolheu e que você acha que lhe faria feliz?”.
MADONNA: Ser professora.
BLAINE: Minha mãe era professora.
MADONNA: Talvez eu seja a sua mãe em um universo paralelo.
BLAINE: Acho que é a profissão mais importante que existe.
MADONNA: Concordo.
BLAINE: Isso responde a próxima pergunta, que é sobre a profissão mais importante.
MADONNA: Prostituição, lógico! (Ambos riem)
BLAINE: O que mais lhe atrai em um homem?
MADONNA: Os olhos e as mãos.
BLAINE: A NASA levou uma coisa ao espaço chamada Voyager 1, cheia de todos os tipos de arquivos humanos. Coisas que, em um bilhão de anos, quando o mundo não mais existir, ainda estarão flutuando lá para alguma outra vida inteligente descobrir. Quais relíquias da humanidade você teria colocado na Voyager?
MADONNA: A música de Chopin. Água, pois água é misericórdia e você não vive sem ela.
BLAINE: No quê você colocaria a água?
MADONNA: Em uma garrafa com o rótulo “Água Benta”. (Ambos riem) Um rolo do Velho Testamento. Uma tábua de xadrez com peças. Algo no que escrever: papel em branco e uma caneta tinteiro.
BLAINE: Qual foi a última lição que alguém lhe ensinou?
MADONNA: Aprendi a surfar neste verão. Foi muito difícil. Eu levantava e pegava uma onda.
BLAINE: Deve ser complicado pra você, pois é duro fracassar. Você é sempre vista bem-sucedida, certo?
MADONNA: Sim. Mas sempre que me apresento, aprendo uma nova habilidade. Sempre preciso fazer algo que nunca fizera antes. Tipo, na última turnê, aprendi o slackline, então foi um pesadelo, porque você continua caindo e tem que se levantar, cair de novo e aprender a se equilibrar. É muito difícil.
BLAINE: É difícil fracassar na frente de pessoas com quem você trabalha?
MADONNA: Não vou dizer que sou ótima em fracassos, mas, se você é artista e gosta do processo de aprendizagem, você aceita os erros. Eu ando a cavalo, e, depois de não fazê-lo por um tempo, sempre digo ao meu instrutor: “Ok, finja que sou iniciante. Não quero pular. Não quero fazer nada extravagante. Só quero que finja que sou iniciante”. E não me julgo. Se eu erro, já aceitei que vou errar. Meus filhos me colocam em várias atividades incomuns pra mim. Eu surfei porque meu filho me perturbou. Andei de ski porque meus filhos me perturbaram. E digo: “Bem, por que não? Vou errar, mas tudo bem”. Estou de bem com isso.
BLAINE: Então você é boa em aceitar erros e superá-los.
MADONNA: Em certas situações. (Risos) Erros são desafios. Erros são um convite.
BLAINE: Você diria ser assim com tudo?
MADONNA: Se eu gostar, sim. Não gosto de fazer tudo. Tipo, sou uma péssima cozinheira. (Risos) Não me sinto inspirada a continuar cozinhando. Se eu tivesse que fazê-lo pra sobreviver, eu o faria.
BLAINE: Você ouve “nãos”? Alguém diz “não” pra você?
MADONNA: O tempo todo! Mas, sim, como iremos transformar o “não” em “sim” ou como eu irei conseguir o que quero apesar de ter ouvido um “não”, ou como posso fazer este “não” vir a meu favor? Ou, beleza, vou aceitar esta rejeição e encontrar outra maneira de fazê-lo. Sabe, o “não” é tão valioso como o “sim” no jogo da vida. Na verdade, ele é essencial. (Ela se vira aos membros da equipe na sala) Não tenham ideias, pessoal. Voilà.

David Blaine é um mágico e ilusionista, morador de Nova York.

DJ e Diplo revelam novidades sobre o novo álbum de Madonna

madonna e nicki minaj diplo novo álbum

De acordo com Dahi, ele tem entrado e saído do estúdio com alguns artistas muito bacanas. Claro que nem precisava dizer isso, já que na lista de artistas colaboradores dele está Madonna.

“Tenho estado com ela no último mês. Meu amigo Blood Diamonds e eu trabalhamos em boa parte do álbum. Tem sido massa! É uma nova experiência pra mim. Trabalhar com Madonna me jogou em um novo espaço criativo, já que produzi grande parte do álbum, não apenas uma faixa ou algumas batidas. Estivemos juntos e trabalhamos no estúdio em uma grande colaboração. Percebi que quero estar mais presente na criação conjunta com os artistas. Criar batidas e enviá-las é bacana, mas é disconexo. Estou me focando nisso mais e mais após trabalhar com Madonna.

O álbum deve sair no ano que vem. Espero que todos o amem. Ele é bacana por ser diferente do que todos estão esperando. Todos dirão: ‘Como assim?’.

“A oportunidade veio de repente. Ela gostou da minha música e já era fã do meu estilo. Ela me contou que gostou da minha atitude perante a música. A maioria das músicas produzidas por mim tiveram rappers e artistas do R&B, mas, mesmo assim, há algo alternativo nelas. Há outros elementos e ela gosta disso, então foi bacana ela dizer isso e, daí: ‘Beleza, vamos trabalhar. Estou trabalhando com Madonna e minha única obrigação é ser eu mesmo”, completa Dahi.

Já o produtor Diplo, em entrevista, Diplo revelou que trabalhou com SOPHIE no dueto de Madonna com Nicki Minaj. Ao ser questionado, ele respondeu: “SOPHIE e eu fizemos um monte de coisa juntos. Vamos lançar, sim. Fiz uma música literalmente com SOPHIE, Madonna e Nicki Minaj”.

SOPHIE é um produtor de música eletrônica, sitiado em Londres. O estilo dele tem sido descrito como “K-Pop, J-Pop, Eurodance na forma mais caótica e até uma versão do som das boybands da virada do milênio”.

Geralmente, ele incorpora vocais altos e fortes. Ao invés de usar samples, ele constroi os instrumentais do zero, comparando a criação de uma faixa com a construção de uma escultura, com materiais diferentes.

“Trabalhar com Madonna foi casual e fresco”, diz Alicia Keys

Em entrevista ao site vibe.com, a extraordinária cantora e ativista Alicia Keys confirma seu trabalho no álbum sucessor do “MDNA” da rainha do pop, Madonna, ainda sem data de Lançamento.

VIBE: Como foi trabalhar com Madonna no novo álbum?
Alicia Keys: “Foi ótimo, eu estava neste estúdio numa reunião ou algo assim e ela estava trabalhando com Diplo e então falei com Madonna e eles disseram mais ou menos assim, “Alicia, talvez você possa tocar um pouco de piano nesta coisa. “Eu disse: tudo bem. Vou tentar. Se você não gostar, pode tirá-lo. Foi assim, bem casual e fresco.”

Novo álbum de Madonna: detalhe sobre “Heartbreak City”

madonna outtake novo album Heartbreak City 3

Foram revelados detalhes sobre uma nova faixa chamada Heartbreak City, que já foi modificada algumas vezes durante o processo criativo. Ela começou como uma balada ao piano, passando por uma levada dance, e, agora, se tornou um tipo diferente de balada. É mais comercial e soa como trilha-sonora de um filme sombrio, direto de uma história em quadrinhos. É uma nova Madonna, mesmo sendo a mesma Madonna de sempre. Mal dá pra perceber que foi produzida com Avicii.

Como noticiado pelo tabloide The Sun, em Heartbreak City Madonna fala sobre o fim de um relacionamento, mas não está claro se faz referência a Brahim Zaibat ou Guy Ritchie. “Você me fez em pedaços, sem o menor motivo. Você tinha alguns segredos que eu nunca soube. Agora, todos comentam e eu sou a última a saber”, canta Madonna.

A voz de Madonna está furiosa e muito forte! Definitivamente, você vai adorar, especialmente quando ela canta “Estou no meio da ‘Cidade da Mágoa’”. E, acima de tudo, não há efeitos de voz! Você também irá se impressionar com o côro, de alguma forma usado como um instrumento e que pode ser descrito como uma espécie de ópera.

Em Heartbreak City, é a primeira vez em que Madonna canta sobre arrependimento: “Eu amaldiçoo o dia em que nos conhecemos. Sua lembrança me assombra e eu queria esquecer”.

A faixa merece estar no álbum. Lembre-se de que tudo pode mudar e que a lista final de canções ainda não foi divulgada.

O próximo single de Madonna está pronto!

diplo madonna novo álbum

Em entrevista para a rádio BBC, o produtor Diplo revelou informações sobre sua colaboração, afirmando que o primeiro single do novo álbum de Madonna já foi finalizado. Eis um trecho:

“Nunca esperei conquistar muito com ela. Apenas senti que nos encontraríamos, tentaríamos algumas coisas. Ouvi dizer que é bem difícil dela trabalhar com muitos produtores diferentes.

Tivemos uma boa química no estúdio. Ela estava interessada no que eu fazia. Temos algumas canções bastante…uma podia até ser uma faixa eletrônica. A batida era insana.

Fizemos muita coisa. Acho que ela usará cinco ou seis das canções que criamos. Terminamos o primeiro single na semana passada, em Nova York, então estou bem, bombando a mixagem.

Ela é uma lenda! Temos uma canção que é meio retrospectiva, com letras da carreira e notícias sobre ela (dos últimos 30 anos). Estou muito animado com este projeto. É legal ter alguém como ela acreditando em nós.”

Madonna e Alicia Keys juntas no novo álbum

alicia keys e madonna no novo álbum da rainha do pop

Madonna vem passando um tempo no estúdio nas últimas semanas e confirmou que Alicia Keys se juntou a ela em uma das faixas do novo álbum. Madonna postou no Instagram:

“#estamosaqui. Alicia detonando no meu disco… #vivendoporamor”.

A mensagem de Madonna faz referência ao projeto #WeAreHere de Alicia Keys, que leva o mesmo nome de seu novo single We Are Here, que chama atenção a um mundo mais pacífico para as crianças e que conta também com o apoio de Madonna.
O produtor Diplo também postou uma foto interessante no Instagram:

“Acabei de tocar uma versão louca com Alicia Keys”. Madonna também faz parte do projeto humanitário #WeAreHere de Alicia.

Assista ao novo clipe de Alicia Keys:

Rebel Heart, DevilPrays, Beautiful Scars, Holy Water – Como são as novas faixas do novo álbum de Madonna

madonna novo álbum 2014-2015 diplo e avicci

Antes de Madonna começar a trabalhar com Diplo e outros produtores, as sessões do novo álbum começaram com o produtor Avicii, das quais saíram algumas composições acústicas cruas e simples, porém extremamente promissoras.

A impressão é de que Avicii e sua equipe realmente adaptaram a música ao alcance vocal de Madonna, chamando mais atenção à voz dela sem o uso de muitos efeitos ou filtros. Madonna se certificou de que as faixas fossem liricamente maduras e pessoais.

Eles criaram baladas, canções agitadas e até mesmo uma mistura de música country com batidas eletrônicas. Eis algumas faixas:

DEVIL PRAYS

Simplicidade e maravilha!

Os vocais de Madonna realmente se destacam em Devil Prays emquanto a música flerta com o country dos anos 70, da maneira mais prazerosa. Tem um quê de Festival Woodstock nela, mas permanece moderna.

Madonna se pergunta como sair da escuridão em que se encontra, ao aprender a rezar e encontrar algo em que acreditar. Ela fala sobre como alguém consegue se perder no caminho ao usar drogas, fumar maconha, beber uísque ou usar Extasy. Porém, ao se manter próximo de quem se ama e cantar “Aleluia”, você fará o diabo rezar.
Estranha, simples e fantástica. Nem tão forte para ser single, mas vale a pena tê-la no álbum.

REBEL HEART

Madonna é tão individualista que, quanto mais tenta se definir e se compreender, mais sua incrível unidade permanece um mistério. Com uma batida envolvente e uma guitarra acústica forte, Rebel Heart, produzida por Avicii, é uma ode ao “ser diferente”.

A canção lida com a habilidade de sobrevivência quando você se rebela contra decisões impostas a você, consequentemente fazendo você escolher seu próprio caminho na vida.

A experiência de Madonna fortalece a individualidade da letra. Ela explica como se sente sendo uma rejeitada que decidiu seguir a vida de uma forma diferente dos demais. Ela reflete sobre como viveu de maneira masoquista, impossível de se enturmar, crua e sem a determinação de fazer o que a sociedade e seu pai esperavam dela.

Daí, ela diz que “trilhou um caminho menos popular e mal conseguiu sair dele viva, mas sobrevivi à escuridão”. Madonna também reflete sobre como já foi narcisista, e como fazia de tudo para ser vista.

No entanto, assim que se desfez de seu passado e recomeçou, ela nunca olhou pra trás, e finalmente se descobriu…um coração rebelde.

BEAUTIFUL SCARS

Esta é uma canção pop bacana sobre a beleza de ser imperfeita. “Aceite-me com todas as minhas lindas cicatrizes… Venho até você com todos os meus defeitos”, canta Madonna, lutando pela autoestima.

Ela é cheia de imperfeições e vê seus defeitos como lindas cicatrizes, pedindo pra ser amada como é. “Não pedirei desculpas por ser eu mesma”.

Apesar dos vocais eletrônicos serem desnecessários, Beautiful Scarsse mantém uma canção agitada que pode ser incluída no álbum. Lembre-se de que nenhuma lista final de canções foi decidida e que as informações liberadas são das demos, não do material finalizado/masterizado.

HOLY WATER

No álbum Erotica, de 1992, Madonna confessou uma de suas refeições sem calorias preferidas. Bem, ela voltou: “Amor, vá lá embaixo e beba meu precioso álcool”.

Escrita por Madonna, Martin Kierszenbaum e Natalia Kills, HolyWateré basicamente uma canção sem-vergonha sobre os prazeres do sexo oral em sua fase final.Madonna repete: “Sua puta, saia do meu poste”, e compara o gosto de seu suco a um símbolo religioso: “Isso não tem gosto de Água Benta?”.

É provavelmente a faixa mais sexual do álbum. É divertida, mas esquecível. Falta o tom sexy e suave que alguém poderia esperar de Madonna, lidando com sexualidade.

RECAPITULANDO O QUE SE SABE ATÉ AGORA..

– Addicted/The One That Got Away
– Autotune Baby
– Bitch, I’m Madonna
– Body Shop
– Devil Prays
– Holy Water
– Iconic
– Illuminati
– Inside Out
– Joan of Ark
– Living for Love/Carry On
– Messiah
– Rebel Heart
– Unapologetic Bitch
– Veni Vedi Vici
– Wash all over me

Novo álbum de Madonna só em 2015

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Madonna tem trabalhado bastante no novo álbum – fato comprovado por tantas postagens no Instagram – e vem planejando o lançamento para 2015, de acordo com o seu empresário, Guy Oseary, para a revista Billboard.

Dentre seus companheiros de produção está o super produtor Diplo, que aparece em várias fotos da diva. Não se sabe ao certo se Diplo (que recentemente deu as caras na capa da revista Billboard) assumiu a produção do álbum, mas parece que ele é parte significativa do projeto.

Ao ser perguntado sobre Diplo e seu envolvimento no álbum, o empresário de Madonna, Guy Oseary, contou à Billboard: “Ela está no estúdio com ele, e vem se divertindo muito”, mas não deu mais dicas sobre o projeto. Que pena!

Na matéria de capa da revista Billboard, Diplo disse que esteve em várias sessões de estúdio com Madonna, e elas resultaram em, pelo menos, três “grandes sucessos”. “Sou muito sortudo porque ela tem sido compreensiva e aberta às minhas ideias. E é como ela diz: ‘Odeio dormir’”.

O próximo álbum de Madonna sairá pela gravadora Interscope Records e, de acordo com suas postagens no Instagram, ele virá com colaborações de TobyGad, MoZella, S1, Ariel Rechtshaid, Avicii, Natalia Kills e Martin Kierszenbaum. Na semana passada, Kierszenbaum – o diretor do selo Cherrytree Records – contou à Billboard que está “muito orgulhoso” do trabalho feito com Madonna em estúdio.

“Foi um verdadeiro privilégio compor com ela e Natalia Kills”, disse. “Concluímos sete canções. No início, era pra estarmos com ela por apenas alguns dias, mas nos estendemos a uma sessão de composições bem tradicional. Era apenas eu no piano, e Madonna e Natalia Kills por perto. Daí, compusemos canções no velho estilo, apenas tocando o piano e cantando. Não sei o que ela usará no álbum, mas foi uma tremenda honra”.

O último lançamento de Madonna, MDNA, de 2012, estreou no primeiro lugar da parada da Billboard – o quinto álbum de estúdio #1 consecutivo e o 8º primeiro lugar em geral.

Nesta semana, Madonna esteve com Diplo no Space Ibiza, em NY, e testou algumas faixas dançantes do novo álbum.

Novo álbum de Madonna próximo? Detalhes

madonna-novo álbum 2014

O site Madonnarama confirma que Madonna já gravou mais de 40 músicas em estilos diferentes para o novo álbum. Após uma conversa via Skype com um contato anônimo, os responsáveis pela página ouviram faixas de várias sessões de gravação.

Madonna trabalhou com muitos produtores e colaboradores, incluindo Avicii, Diplo, Natalia Kills, Martin Kierszenbaum, S1, Toby Gad, MoZella, MNEK e até mesmo Pharrell! Algumas canções estão incrivelmente boas; outras, esquecíveis. Porém, apenas Madonna decidirá quais estarão no álbum.

As demos originais com Avicii (Rebel Heart, Messiah…) possuem um grande conceito e é tudo o que você pode esperar de um álbum de Madonna. São inteligentes, maduras e ricas, mas não são possíveis sucessos de rádio.

O trabalho de Madonna com Diplo (Bitch, I’m Madonna, Living For Love, Unapologetic Bitch…) é mais voltado ao Electro Pop. Algumas faixas se encaixam no formato de rádio, embora soem um pouco imaturas às vezes.

A colaboração de Toby/MoZella/S1 (Iconic, Body Shop, Joan Of Ark…) produziu ótimas canções, contrastando com as sessões de Natalia Kills e Martin Kierszenbaum, que não foram muito interessantes.

Nem precisa dizer que, com quase 50 canções, Madonna possui material suficiente para lançar um álbum duplo. Muitos títulos já foram revelados no Instagram, mas estão escondidos em conversas aleatórias de Madonna. O Madonnarama confirma que as seguintes faixas (mencionadas por Madonna) foram gravadas nas sessões do novo álbum.

– Autotune Baby
– Bitch, I’m Madonna
– Body Shop
– Holy Water
– Iconic
– Inside Out
– Joan Of Ark
– Living For Love/Carry On
– Messiah
– Rebel Heart
– Unapologetic Bitch
– Veni Vedi Vici
– Wash All Over Me

As seguintes faixas não foram mencionadas por Madonna em qualquer mídia social, mas foram confirmadas:
Addicted/The One That Got Away

Lembre-se de que nenhuma lista final foi selecionada ainda. Eis algumas descrições das faixas:

ADDICTED/THE ONE THAT GOT AWAY

Esta incrível faixa é outro exemplo pessoal para Madonna. Ela fala sobre estar enfeitiçado por um amor venenoso, e como a dor pode se tornar um vício. Além disso, a canção fala de pessoas manipuladoras quando estão apaixonadas.

“Estou viciada naquele que fugiu”, canta Madonna, ao ver a vida pelas mentiras de seu parceiro: “Sua verdade é uma mentira… Amarga, mas tão divina”. É uma canção amarga e poderosa sobre Madonna sendo atraída pela escuridão. Ela sabia que seria magoada, mas se arriscou assim mesmo e o cara fugiu.

Esta faixa inclui guitarras e violões em uma batida infectante. É o melhor do Avicii e, com certeza, deve estar no álbum!

LIVING FOR LOVE/CARRY ON

“Vivo por amor, vou continuar, o amor vai me elevar”, diz esta rápida faixa sobre a santidade da sobrevivência, usando uma luminosa coleção de batidas influenciadas pelos anos 90. Madonna gravou alguns hinos no estilo “Sobrevivi a uma dura separação e sou mais forte por isso”, mas Living For Love/Carry On é, provavelmente, a mais acessível às boates.

Ela garante ao público que seu antigo amor está no passado e que está pronta pra seguir em frente, com uma ajudinha de Deus. Madonna discursa sobre como a permissão ao amor a fortaleceu e a renasceu, mas, ao baixar a guarda, ela esqueceu quem era e não ouviu o alarme. Agora que o amor acabou, ela diz estar pronta pra perdoar, mas jamais esquecer.

Com a ajude de um coral, Madonna entoa uma estranha oração a Deus para ajuda-la a se curar rapidamente e se permitir amar outra vez. Com um refrão que pega na hora, na típica moda Madonna de cantar, ela dá um esporro no ex-namorado, mas há um sabor de festa que faz a separação parecer mais animadora do que amarga.

Embora a versão não-finalizada da canção perca em originalidade, Living For Love traduz o otimismo comovente de Madonna. Ela fala do poder após uma separação, sobre levantar após a queda e dar uma chance ao novo amor.

UNAPOLOGETIC BITCH

A nova faixa de Madonna destaca a proeza sexual do dançarino, além de zombar da falta de riqueza dele, após a separação em 2013 depois de 3 anos de relacionamento.

A canção diz: “Sei que você gostaria que eu ficasse em casa e chorasse. Mas isso não vai rolar, e é por isso: quando aconteceu, vou admitir, não me satisfiz”. Outro verso conta vantagem: “Abro garrafas que você nem pode bancar. Faço festas e você não vai entrar”.

A faixa tem um refrão-reggae, concluído por uma furiosa Madonna contra seu ex-amor com o verso: “Sabe, você jamais saberá o quanto a sua palhaçada me custou, mas foda-se!”.

A faixa, com influências de reggae, afirma a responsabilidade de Madonna em ser considerada uma “vadia”, por ser tão autêntica no que faz. Ela sofreu com a separação no relacionamento de 3 anos com Brahim Zaibat, e a letra de Unapologetic Bitch enfatiza isso: “Eu quase morri, mas estou melhor sozinha”.

Apesar de Madonna ter passado por maus momentos, ela começa a canção dizendo que acordou feliz por saber que ele se foi, e que está pronta pra seguir com a vida. Ela também dá a impressão de que Zaibat demonstrou arrependimentos por deixa-la, no refrão: “Sabe, você jamais soube o quanto me amava até me perder, né?”.

HEARTBREAK CITY

Esta faixa não tem absolutamente nada a ver com Guy Ritchie, mas lida com a recente separação de Madonna e Brahim Zaibat. Há boatos de que mais de uma canção no álbum é sobre o fim do relacionamento, que deixou Madonna mais vulnerável do que a maioria das pessoas acha. Eis alguns versos:

“Me partiu em duas, me arruinou um pouco
Você disse que eu era sua Rainha
Eu tentei te dar tudo
E, agora, você quer sua liberdade”.
“Você colheu o que plantou, um pouco de fama e fortuna, do que eu não mais preciso”
“Você me fez em pedaços, sem nenhuma razão. Deixei você entrar no meu Reino, onde você se fez confortável”.
“Eu amaldiçoo o dia em que nos conhecemos. Esta lembrança me assombra. Queria poder esquecê-la”.

TWO STEPS BEHIND

A canção não é direcionada a Lady Gaga, mas a todas as jovens artistas que tentam roubar a receita de Madonna. Apesar dela ter se divertido no processo de composição e gravação da faixa, é bem possível que ela não esteja no álbum. Eis alguns versos:

“Você é uma copiadora. Cadê meus direitos autorais?
Você é linda e tiro o meu chapeu pra você.”
“Você me estudou o bastante?
Você jamais será como eu, vai apenas desejar.
Toda bagunçada, quem irá te ajudar?
Em sua fantasia, você pode tentar de tudo, mas não será eu”.
“Você pode seguir os passos e honrar sua palavra.
Mas sempre estará atrás de mim”.
Fique ligado para mais detalhes do novo álbum de Madonna!

Madonna está trabalhando com a Apple?

madonna-novo album apple

53 anos depois da primeira programação da IBM, é possível que a assistente pessoal ativada por voz Siri, da Apple, una forças com Madonna para uma colaboração “sem remorsos”.

Inflamada pelo crescente uso da tagline #UnapologeticBitch no Instagram de Madonna, fãs especulam que este seja o título do primeiro single do 13º álbum. E mais, a busca por UnapologeticBitch no Siri traz um resultado surpreendente.

Se você buscar UnapologeticBitch no iPhone ou iPad, o resultado é a página de Madonna na enciclopédia virtual Wikipedia – que NÃO traz as palavras UnapologeticBitch juntas. Na verdade, nem a palavra Bitch aparece, e Unapologetic aparece apenas uma vez em toda a página.

Comparando tais resultados com aqueles buscados em um assistente de voz no Android ou em qualquer outro telefone, o que aparece é uma página genérica de busca no Google. Portanto, ou Siri é fã de Madonna ou Madonna e Apple uniram forças de alguma forma.

Isso significa que a voz de Siri aparece no novo álbum de Madonna? Ou simplesmente indica uma conexão de negócios com a Apple, similar à estratégia usada por Beyoncé, ao disponibilizar seu álbum auto intitulado exclusivamente no iTunes por uma semana?

Só o tempo – e uma especulação sem fim nos fórums de fãs de Madonna – dirá. Lembrando que o lançamento do novo Iphone da Apple acontece dia 09 de setembro. (Fonte: Billboard)