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Download: pack de remixes de Madonna produzidos por William Orbit

madonna william orbit remixes falling free gang bang some girls ray of light im a sinnerO produtor William Orbit liberou nesta quarta-feira (29) o remix da faixa “Some Girls”, do álbum MDNA, de Madonna. A versão original da canção também foi produzida por Orbit e Klas Åhlund.

Orbit já havia divulgado anteriormente os remixes das faixas “Gang Bang“, “Falling Free” e “I’m a Sinner”.

Ouça a seguir o remix de “Some Girls”:

Para download, um pacote reunido com os remixes anteriores do produtor:

1. Falling Free (LEAF Remix)
2. Gang Bang (LEAF Remix)
3. I’m A Sinner (Orbit Remix)
4. Ray Of Light (LEAF Remix)
5. Some Girls (William Orbit Remix)

Clique aqui para baixar.

Madonna se politiza e mostra a bunda para multidão em Los Angeles

By Randall Roberts – Los Angeles Times Pop Music Critic

Mais um review da passagem de Madonna por Los Angeles com a MDNA World Tour.

Madonna

Contorcionistas humanos se fantasiaram com asas. Monges de túnicas e padres misteriosos cantando em voz baixa. Tiroteios em hoteis decadentes. Assassinatos cheios de drama, com sangue derramado numa tela do tamanho de um outdoor, além de um giratório guerreiro ninja Nunchuku.

Estes dramas musicais e o retorno em destaque da cantora pop Madonna a Los Angeles na noite de quarta-feira (10/10), onde ela apareceu no Staples Center para o primeiro de dois shows em divulgação ao álbum MDNA.

E esse foi apenas o primeiro ato.

Por várias vezes, no segundo e terceiro atos, ela levou uma bateria flutuante que tocou enquanto se pendurava nas vigas de suporte, girou um cassetete em uníssono com os dançarinos/líderes de torcida e confortou uma tropa de dançarinos soldados com um violão acústico, violino e a batida de Masterpiece.

Ela flutuou num carro cromado sobre o palco e arrastou-se numa escada próxima ao público, apertando a mão de um fã. A energia alegre que iluminou o rosto de um homem de meia idade enquanto Madge olhou fixamente pra ele impulsionou o Staples Center.

Certamente! Ela é Madonna e ninguém faz isso melhor. Nem Lady Gaga, Katy Perry, Britney Spears, Ke$ha, Rihanna, Christina ou qualquer estrela pop de outras gerações que usaram como modelo os shows detalhadamente montados, as coreografias, os projetos artísticos e os espetáculos. Algumas delas podem ser cantoras melhores ou mais acrobáticas, ou até oferecer ingressos mais baratos – assentos bons custaram mais de 300 dólares – mas ninguém se provou tão adepta na entrega de um bom espetáculo como Madonna.

Uma evidência: o modo sugestivo no qual ela incorporou o refrão de Born This Way, da Lady Gaga, em Express Yourself. Apresentada tanto como uma provocação e como uma ponte de gerações, o gesto personificou as formas com as quais Madonna adotou suas crias pop, o que deve ser ressaltado, já que o álbum divulgado é um dos mais desafiadores da carreira. Um esforço em vão de continuar sua dominação das paradas competindo com artistas que têm metade da idade dela, a abordagem pareceu um pouco desesperada.

Ela encheu o show com faixas do MDNA, com as cinco primeiras músicas acrobaticamente coreografadas com inspiração em filmes policiais. Daí, o drama cresceu, em suas seduções musicais e nos intervalos.

E, como de costume, ela deu um sermão, desta vez focado na banda russa Pussy Riot e no recente tiroteio a uma garota paquistanesa de 14 anos, Malala Yousafzai, supostamente pelos Talibãs. Ela protestou com a voz e, com a música, chocou e impressionou.

Rolando no chão durante Human Nature, ela tirou o sutiã e virou de costas pro público. Com muita sedução, baixou as calças para revelar a bunda e, um pouco acima, o nome Malala.

Os sucessos continuaram muito bem organizados. Vogue foi executada em preto e branco; I’m A Sinner mostrou Madonna tocando guitarra numa versão mesclada como música indiana; Like A Prayer apresentou um coral de 30 pessoas formado pelos dançarinos que, ao longo da noite, mostraram força e agilidade.

Combinada, a Rainha do Pop entregou um grande espetáculo, com quase duas horas de uma performance ridiculamente alegre. Não é de estranhar porque os ingressos foram tão caros. Foi um negócio sério que exigiu muita mão-de-obra (sem camisa e muscular), além de muita energia feminina e misticismo.

VÍDEOS

MADONNA MDNA WORLD TOUR 2012: como será o show !

Madonna MDNA World Tour 2012 - Ensaio

O site Madonnarama trouxe novos detalhes de como é o Madonna MDNA World Tour, que começa no próximo dia 31, quinta-feira, em Tel Aviv, Israel. Pelos ensaios, o show seguirá da seguinte forma:

Bloco Transgression

Abertura – Abre com sinos tocando, seguido de cânticos religiosos por Kalakan. Um som muito assustador com um pano de fundo apresentando um turíbulo com uma luz nela.

Girl Gone Wild – Começa com repetições de “Oh my God” e cantos Kalakan, em seguida, vai para o “Act of Constrition”, quebra de vidro e a aparição de Madonna. ‘Girl Gone Wild’ será em uma versão similar à versão do álbum, mas agora tem uma nova peça incrível instrumental com chicote de sons, samples de ”Material Girl” letra e “Give It To Me”.

Revolver – Começa com um tiro e semelhante à versão do álbum com um pano de fundo que apresenta Lil Wayne no telão (backdrop).

Gang Bang – Este é a performance que tem a aparência de quarto de motel. Começa com sirenes de polícia e no backdrop imagens de são respingos de sangue. Os vocais são ao vivo, partes faladas e instrumentos ao vivo, especialmente a solo de guitarra de Monte Pittman.

Papa Don’t Preach – Uma versão curta, editada e ao vivo com um som de um órgão mais proeminente.

Hung Up – Totalmente reformulada para a turnê. O sample do grupo Abba só é ouvido durante uma parte muito pequena e vocoder na música inteira (aquele recurso de distorcer a voz). Também apresenta repetições de “Oh my God” e algumas letras do “Act of Constrition”.

I Don’t Give AMadonna na guitarra. A introdução é cantada por Kalakan e Nicki Minaj de peruca loira no vídeo backdrop.

Best Friend (interlude) – Misturada com samples de “Heartbeat” do álbum Hard Candy. O pano de fundo é muito escura, imagens de cemitério, caixões e termina com uma lápide com um M grande escrito nele.

Reportagem da emissora de Israel mostrando o ensaio final

 

Bloco Prophecy

Express Yourself – O cenário está muito feliz, colorido e apresenta imagens antiquadas de histórias em quadrinhos inspirados por J. Howard Miller. Em um ponto, quando Madonna canta “What happens when you’re not in bed” (O que acontece quando você não está na cama), o backdrop mostra imagens de desenhos animados de dois homens se beijando. A grande surpresa fica por conta do aparecimento de “Born This Way” de Lady Gaga e depois Madonna termina a música com um trecho de “She´s Not Me”.

Give Me All Your Luvin’ – O “remix Just Blaze” está sendo usado, que agora inclui mais vocais de Madonna. Os dançarinos se tornaram parte de uma Bateria e estão suspensos no ar.

Turn Up The Radio – Começa com uma versão alterada da introdução Music Inferno (The Confessions Tour). Inclui partes de “Holiday”, “Into the Groove”, “Lucky Star”, “4 Minutes” e muito mais. Em seguida, a musica assume o remix de “Leo Zero Remix”, antes da versão do álbum começar e novamente Madonna na guitarra.

Open Your Heart / Sagarra Jo – Madonna apresenta o trio Kalakan, explicando como eles se conheceram (durante uma viagem no País Basco) e por que eles estão se juntando a ela em sua turnê. A canção não é nada como a versão original e soa incrível com o vídeo backdrop mostrando imagens inspiradas no País Basco. Após o termino, todos eles cantam Sagarra Jo.

Masterpiece – Madonna soa bem e é acompanhado pelo Kalakan, sendo uma performance muito íntima e comovente.

Justify My Love (interlude) – A frase “Dita Is Back” (Dita está de volta) aparece no telão. Madonna é perseguida por bailarinos de máscaras. Ele tem a mesma sensação que o comercial de “Truth or Dare by Madonna” propõem (muito sexy!). O vídeo é uma metáfora para todos que tentam tirar vantagens de Madonna, julgá-la ou explorar sua vida privada. Madonna escolhe se trancar num quarto para fugir de tudo e de entrar em um mundo de suas próprias fantasias. Tudo isso em um cenário muito sexy!

 


Bloco Masculine / Feminine

Vogue – Madonna veste uma camisa branca, gravata preta, calça preta, luvas pretas longas, um espartilho e um sutiã de cone reinventado, todos concebidos pelo incrível estilista e amigo pessoal Jean Paul Gaultier. A mesma versão que foi usada no show do Super Bowl, mas desta vez a canção completa é executada e cantada ao vivo. O cenário também é semelhante ao do Super Bowl, incluindo a fonte da revista VOGUE, fotos das estrelas de Hollywood (Marlene Dietrich, Grace Kelly..).

Candy Shop / Erotica – Madonna tira o sutiã e espartilho de cone que ela usava na performance anterior. Uma coreografia muito sensual é realizada em casais, onde Madonna dança com Brahim Zaibat. Esta versão de “Candy Shop” inclui uma pequena interlude de “Erotica”, usando a letra da canção de 1992. Enquanto ela canta “Erotic Erotic put your hands all over my Body” seu namorado e bailarino está com ela.

Human Nature – Próxima da versão do álbum, Madonna vai para uma caixa de cantar “I’m not sorry”, enquanto os dançarinos estão tocando-a e colocando suas mãos por todo o corpo de uma forma muito sensual, porém sem um cunho sexual.

Like a Virgin – A canção foi reformulada. Madonna em um sutiã, parece vulnerável, canta um dos seus maiores sucessos, lentamente, em uma das pista mais emocionante da trilha sonora do seu filme W.E.. Alguns adoram, outros não. No final, Madonna se senta ao lado de seu pianista e desaparece debaixo do palco.

Nobody Knows Me (interlude) – A tela de vídeo apresenta Madonna da cintura para cima. Seu cabelo é na altura dos ombros, cacheados e penteados para trás ligeiramente. Ela também usa longas luvas de couro pretas, um sutiã preto e tiras de couro. Eles passaram por uma suave maquiagem para acentuar os efeitos especiais de todo o vídeo. Durante a primeira parte de “I’ve had so many lives, since I was a child” (Eu tive tantas vidas, desde que eu era uma criança), pedaços de imagens mais antigas de Madonna são colados no vídeo real. A única maneira apropriada para descrevê-lo, é uma espécie de colagem. Como se alguém tivesse cortado diferentes imagens de revistas para recriar uma nova. O final da primeira parte “How many times I’ve died” (Quantas vezes eu morri) lida com a forma como a imprensa tenha tentado enterrar a carreira de Madonna. Usando o mesmo técnica de “colagem”, Madonna representa pessoas diferentes que têm desempenhado um papel importante, positivo ou negativo, na nossa história: Trayvon Martin, Marine Le Pen, Sarah Palin, o Papa, Hitler e muito mais. Os vídeos backdrops da esquerda e da direita mostram imagens e vídeos de da carreira de Madonna. No meio de imagens de adolescentes diferentes que se suicidaram por conta do bullying são mostrados durante alguns segundos, juntamente com uma mensagem de RIP (descanse em paz) e o nome da vítima. Um desses nomes é Brandon Bitner. O último segmento do cenário apresenta imagens positivas de pessoas se beijando: corridas diferentes, casais heterossexuais e casais homossexuais, casais ainda mais velhos e pais com seus filhos.

 

Bloco Redemption

I’m a Addicted – Soa muito com a versão do álbum com alguns sons adicionados para dar-lhe um impacto maior ao vivo. Madonna usa algumas peças “chainmail” e um manto cintilante longo, escrito nas costas “MDNA”. Ela também dança com os pés descalços e a coreografia é meio futurista e um pouco cultish.

I’m a Sinner / Cyber-Raga – Madonna na guitarra e a música tem muito da vibe dos anos 70. Os dançarinos usam roupas coloridas, enquanto Madonna coloca um colar de flores em seu conjunto brilhante. Depois de “I’m a Sinner”, Madonna puxa seu violão e canta “Cyber-Raga”, juntamente com Kalakan.

Like a Prayer – As peças “chainmail” são retiradas e todo mundo se junta a Madonna no palco, vestindo roupas pretas com grandes cruzes brancas, estilo a apresentação do Super Bowl. Madonna canta no fim da passarela.

Celebration – Madonna remove a parte inferior do seu figurino e ao retirar o manto brilhante revela uma calça preta apertada, mas mantém a parte superior que também é usado no vídeo de ‘Girl Gone Wild’. Um clima muito enérgico e feliz com coreografia surpreendente, Madonna pulando de um bailarino para o outro no final da passarela. Madonna explora os sons de um DJ intensamente. Ela leva um par de fones de ouvido, gira os registros e também faz alguns arranhões. O cenário apresenta grande quantidade de cubos coloridos e toda a equipe desaparece em um cubo gigante.

Fim!

Setlist oficial do Madonna MDNA World Tour 2012

Madonna MDNA World Tour Setlist

Já começaram os preparativos para o tão aguardado retorno da rainha do pop Madonna aos palcos. Enquanto o palco do MDNA é montando em Tel Aviv para a grande estréia do Madonna MDNA World Tour 2012 nesta semana, dia 31, no Ramat Gam Stadium em Tel Aviv, Israel, já podemos confirmar o setlist do show. Saiba quais as músicas que Madonna cantará até dezembro deste ano, caso não tenha uma segunda parte em 2013.

1.Act of Contrition / Girl Gone Wild
2.Revolver
3.Gang Bang
4.Papa Don’t Preach
5.Hung Up
6.I Don’t Give A
7.Best Friend / Heartbeat (INTERLUDE)
8.Best Friend
9.Express Yourself
10.Give Me All Your Luvin’
11.Turn Up The Radio
12.Open Your Heart
13.Masterpiece
14.Justify My Love (INTERLUDE)
15.Vogue
16.Candy Shop
17.Human Nature / Erotica
18.Like A Virgin
19.Nobody Knows Me (INTERLUDE)
20.I’m Addicted
21.I’m A Sinner
22.Like A Prayer
23.Celebration

A turnê divulgará o novo trabalho de Madonna, MDNA, que conta com os singles ‘Give Me All Your Luvin”, ‘Girl Gone Wild’, ‘Masterpiece’ (single promo UK e Rússia) e ‘Turn Up The Radio’ (próximo lançamento).

Depois de Tel Aviv, as apresentações seguirão para as cidades de Abu Dhabi (3 de junho), Istambul (7), Zagreb (11), Milão (14), Florença (16), Barcelona (20), Coimbra (24) e Berlim (28). Em julho, Madonna pela Europa até chegar aos Estados Unidos no mês seguinte. Em dezembro, finalmente, a cantora desembarca no Brasil. Por aqui os shows acontecerão dia 1° na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro, dia 4 no Estádio do Morumbi, em São Paulo, e dia 9 no Estádio Olímpico, em Porto Alegre.

Mais rumores sobre o setlist da nova tour de Madonna, o MDNA Tour 2012

Madonna World Tour 2012 posterMadonna começa sua turnê mundial, Madonna MDNA World Tour, no final deste mês em Israel. Duas semanas antes do primeiro show, uma lista de músicas que farão parte da tour foi divulgada. Se alguém acredita neste setlist, Madonna deve interpretar oito músicas de seu último álbum “MDNA” e clássicos.

A tour inicia no dia 31 de maio em Tel Aviv, em Israel. De acordo com um novo setlist que circula, Madonna deve abrir o show com uma faixa antiga e não por uma faixa do álbum MDNA. Pelos rumores, a rainha do pop surge no palco cantando a música “Act Of Contrition”, do álbum “Like A Prayer”, de 1989, e segue com o segundo single de seu novo álbum “Girl Gone Wild” com trechos de “Material Girl”,  “Revolver” (2009) e então mais uma faixa do álbum MDNA, “Gang Bang”, “Papa Não Preach” (1986) e “Hung Up” (2005).

A surpresa? Rumores dizem que Madonna decidiu fazer um “tributo” (entenda como quiser) indireto a cantora Lady Gaga num mashup de “Express Yourself” com a música “Born This Way”, de Gaga. Como as faixas são semelhantes e geraram tanta polêmica para Lady Gaga, qual será a intenção de Madonna com isso?

As faixas do álbum MDNA, de Madonna, que até o momento estão no setlist do MDNA World Tour são “I Don’t Give A”, “Turn Up The Radio”, “Give Me All Your Luvin'”, a balada “Masterpiece”, “I’m Addicted” e “I’m A Sinner”.

Apesar da ausência de faixas dos álbuns “Music” e “Ray of Light” no setlist até o momento, clássicos antigos como “Open Your Heart”, “Justify My Love”, “Vogue”, “Human Nature” e “Like A Virgin” incorporarão a nova tour de Madonna.

1- Act of Contrition (from Like A Prayer, 1989)
2- Girl Gone Wild (meets Material Girl) (from MDNA, 2012)
3- Revolver (from Greatest Hits, 2009)
4- Gang Bang (from MDNA, 2012)
5- Papa Don’t Preach (edit) (from True Blue, 1986)
6- Hung Up (MDNA remix) (from Confessions On The Dance Floor, 2005)
7- I Don’t Give A (rock remix) (from MDNA, 2012)
8- Best Friend/Heartbeat (interlude)
9- Express Yourself (meets Born This Way) (from Like A Prayer, 1989)
10- Turn Up the Radio (from MDNA, 2012)
11- Give Me All Your Luvin’ (Just Blaze remix) (from MDNA, 2012)
12- Open Your Heart (meets Sagarra Jo by Kalakan) (from True Blue, 1986)
13- Masterpiece (featuring Kalakan) (from MDNA, 2012)
14- Justify My Love (William Orbit remix -interlude) (from The Immaculate Conception, 1990)
15- Vogue (from I’m Breathless, 1990)
16- Candy Shop (from Hard Candy, 2008)
17- Human Nature (from Bedtime Stories, 1994)
18- Like a Virgin (from Like A Virgin, 1984)
19- Nobody Knows Me (interlude)
20- I’m Addicted (from MDNA, 2012)
21- I’m a Sinner (meets Cyberraga) (from MDNA, 2012)
22- Like a Prayer (from Like A Prayer, 1989)
23- Celebration (from Greatest Hits, 2009)

Nada oficialmente confirmado pela equipe de Madonna, mas em duas semanas, todos os mistérios serão relevados.

Madonna para a “Out in the City” Magazine – entrevista traduzida

Madonna para a “Out in the City” Magazine de maio. Confira a entrevista traduzida em que Madonna fala sobre seu mais novo álbum número 1, MDNA.

Em seus genes…

Entrevista de Madonna para a revista OUT IN THE CITY - traduçãoMDNA, 12º álbum de estúdio de Madonna, foi número 1 em 18 países – incluindo Estados Unidos e Reino Unido – e top 10 em todo mundo. A rainha do pop Madonna conversa com Larry Flick sobre a criação do álbum, a inspiração por trás de algumas músicas, e por que ela ainda tem muito a dizer….

Após quase 30 anos fazendo música, ninguém chegou perto de se igualar ao impacto gerado por Madonna na cultura pop. Outros artistas podem ter ido e vindo, mas nenhum deles chegou perto de suas vendas próximas de 300 milhões de álbuns. Já, o seu 12º álbum número um no Reino Unido, MDNA, vendeu 359.000 cópias em sua primeira semana de lançamento nos os EUA, batendo um recorde anterior que pertencia a Elvis Presley e MDNA é sua primeira melhor semana de vendas desde o álbum “Music”, de 2000, e a primeira melhor semana de vendas em todo mundo em 2012. Produzido principalmente em colaboração com o italiano Benny Bennasi, Martin Solveig da França e com William Orbit, além de outros, este é um dos álbuns de Madonna que recebeu melhores críticas em sua carreira. Sem surpresa, ela está no processo de criação e ensaios de uma gigantesca turnê mundial para promover novo álbum  MDNA, incluindo uma data no Hyde Park em Londres.

O fã de longa data Larry Flick conversou com a estrela sobre o novo álbum e a criação do mesmo.

LF: Antes de tudo, parabéns pelo álbum! Eu não paro de ouvir já faz algumas semanas e já é um dos meus favoritos.
Madonna: Ooh, isso é muito bom de escutar
LF: O que é realmente é excitante, pois você já é uma rainha faz muito tempo!
Madonna: (risos) Ok, se você diz…
LF: Verdade, ouvindo estas músicas, eu me curvei na minha cadeira e disse “Oh my god”. A primeira coisa que eu quero saber é: o que você quer dizer com esse álbum? De onde você estava vindo?
Madonna: Bem, eu terminei as filmagens do filme W.E. o qual eu usei uma outra parte criativa minha. Foi uma experiência muito satisfatória, mas, ao mesmo tempo, foi extremamente esgotadora. Você passa a pensar como um diretor o tempo inteiro, e você tem todos os tipos de idéias que se faz quando se escreve canções ou montar um show ao mesmo, mas não consegue fazer isso fisicamente, tudo ao mesmo tempo. É muito exaustivo. Escrever ou cantar uma canção, ou performar uma música, é tão profundo em comparação.

Eu me sentia como um animal enjaulado. No momento em que estava focada me expressando no cinema, e realmente tenho muito orgulho do meu filme – eu me sentia como se eu realmente quisesse voltar para o básico, tocar minha guitarra e à simplicidade de emoções cruas. Mesmo quando eu estava escrevendo uma música e tocando meu violão – ou compondo “I’m A Sinner”, por exemplo – eu só queria me sentir bem. Foi tão bom voltar tocar violão e cantar. Parecia que eu não fazia isso a anos. Obviamente, eu tive que tirar algumas coisas do meu peito. Então, para mim, era como voltar a libertar o animal preso em mim e voltar a expressar todos os tipos de emoções, e não apenas um. Foram um monte de coisas que me fizeram pegar o caminho de volta – não tanto para a zona de conforto, mas um lugar de controle completo – porque eu acho que existe um equívoco sobre dirigir um filme quando você é iniciante. As pessoas falam demais.

Você sabe, se um ator vem para o set e ele não está de bom humor, você perde todo seu tempo segurando a sua mão, e tenta trabalhar a psicologia dele para que façam um bom trabalho. Ou se seu designer de produção tem uma enxaqueca … você tem que operar o equipamento sozinho. Você realmente fica totalmente fora de controle o dia todo até que tudo aquilo terminar. Filmar é uma loucura. Mas eu gosto de desafios.

LF: E então fazendo música trouxe você de volta a zona de conforto onde uma pessoa, como você, que gosta de ter todo controle de seu destino, te faz sentir bem?
Madonna: Você sabe, eu odeio usar a palavra “controle” demais pois as pessoas associam muito esta palavra comigo e com minha criatividade. Todos dizem, “você é controladora e gosta de controlar.”

Tudo que eu faço – até mesmo minhas composições – eu estou colaborando em todos os momentos. Eu valorizo a entrada de pessoas, e quero. Eu não posso trabalhar por conta própria. Eu não sou como o Prince ou outros artistas que chegam, tocam todos os instrumentos, gravam e não ouvem a opiniãos dos outros. Eu preciso ouvir o que as pessoas pensam o tempo todo. Eu gosto de ter alguém ao meu lado. Eu gosto da simplicidade da composição, porque, no final, é simples. Você tem uma melodia. Você tem algumas palavras. E você canta. Felizmente, você sente um monte de emoções diferentes, é tudo muito mais direto.

LF: Como você decide na escolha dos pessoas que trabalharam com você no álbum? Eles são tão diferentes. Você trabalhou com Benny (Benassi), que um italiano louco….
Madonna: fala pessimamente o inglês.
LF: Eu adoraria saber como você se comunicava com eles. Sei que foi através do primo dele! Isso é um pouco louco e um pouco frustrante, não é?
Madonna: Sim, foi no início. O primeiro dia, eu quase arranquei meus cabelos. Mas quando você está trabalhando com novas pessoas, você sempre tem que encontrar um terreno comum com eles e depois descobrir como fazer isso. Eu já trabalhei com William Orbit antes e algo muito mágico acontece quando eu trabalho com William. Eu vou a lugares profundos. Ele é uma alma torturada, e ele traz a alma torturada em mim. Ele também é extremamente desorganizado em seu pensamento. Ele vai me odiar por dizer isso, mas ele é como um cientista louco. A gente começava a trabalhar na canção, e ele vem e diz “Oh meu deus! Oh meu deus!

Eu tinha umas estratégias. “Você está pensando que é a mesma música que você está trabalhando, e então eu dizia: “OK, eu só vou ao banheiro e ja volto.” Você volta, e ele está trabalhando em uma música completamente nova, que também é surpreendente. Mas eu sou do tipo: “William, vamos voltar para a outra música.”

É muito fácil se deixar levar com ele porque ele é apaixonado pelo que faz. Ele é muito articulado, mas ele é um cientista louco. Ele vem com seus desafios, mas você tem trabalhar com ele de uma forma muito específica. O que sai de nossos colaboradores é muito original.

Então, com Martin Solveig, ele é muito parecido comigo em termos de organização e é extremamente metódico. Nós compartilhamos o mesmo amor por filmes estrangeiros – principalmente o cinema francês e o italiano, e principalmente os dos anos 50 e 60. Todas as músicas que fizemos utilizávamos os filmes como metáforas, como uma espécie de trampolim. Estávamos ambos mutuamente obcecados com Alain Delon, e foi daí que surgiu “Beautiful Killer”. Um monte de gente pensa em Martin Solveig apenas como um DJ, mas, na verdade, ele é um músico muito talentoso. Foi muito fácil trabalhar com ele. Ele acessou o meu lado irônico: o amor na linguagem, o oposto do William, a alma torturada. O que saiu de ambas as colaborações é bastante diferente, mas eu acho que foi igualmente interessante e como eu queria.

LF: Eu quero falar sobre as minhas canções favoritas do MDNA. “Gang Bang”…Eu não sei em quem você pensou ao escrever esta música, mas para mim, é como o final …
Madonna: É a música da vingança final.

LF: Realmente é. Há tantas camadas. Ouvindo, “eu pensei”, essa pessoa é um passo para longe da tristeza, final inacreditável. Eu amo este lance de morrer por alguém. Eu namorei alguém uma vez que acreditava que a profissão máxima do amor ……
Madonna: …Morreria por amor?
LF: Morrer por amor!
Madonna: É muito niilista e romântica. É uma música muito complexa, pois por um lado parece que eu estou dizendo para alguém ir se foder. Por outro lado, é como se eu assumisse um personagem e toda a idéia de dizer a alguém para dirigir, apenas para manter a condução, metaforicamente. E como assumir o comando e pisar neste homem o tempo todo, xingando-o. Para uma mulher chamar um homem “bitch” é, para mim, como um ato de desprezo. Mas depois vem a tristeza, a mágoa, e humor.

LF: Para mim, “Gang Bang” é o oposto de “Superstar”.
Madonna: São duas músicas totalmente opostas em termos de sentido.

LF: É justo pensar nessa canção como um nível superior de ”Little Star”, do álbum “Ray of Light”?
Madonna: Hmm … eu não acho, mas eu diria que é a antítese de “Gang Bang”. Trata-se de encontrar um homem positivo. Pensando em arqueótipos, comparando, é como você pensar em John Travolta em Embalos de Sábado à Noite, Bruce Lee, Abraham Lincoln. Eu adoro pensar nas pessoas que eu admiro, e eles são “superstars” na minha cabeça. E eu comparo minhas ações com as ações dessas pessoas.

LF: Acho que pensei em “Little Star” por causa da voz da sua filha na música.
Madonna: Ahh, eu entendo.

LF: Ela parece tão linda. É verdade que ela vai estar em turnê com você?
Madonna: Ela tem uma voz incrível, mas ela nunca vai admitir isso. Ela é como, “Mamãe, basta colocar o meu nome no disco.” Eu disse, “Tarde demais!” (risos)

Ela definitivamente vai estar na turnê comigo. Eu tenho que manter meu olho nela. Ela já tem 15 anos. Mas ela ainda não decidiu o que ela quer fazer. E ela é de libra. Eles nunca seguem com a mente. Ela toca piano muito bem. Ela é uma cantora incrível. Mas ela está passando por aquela fase da rebeldia, de modo que ela acha que pode fazer qualquer coisa com o cabelo, maquiagem ou dar conselhos sobre moda e roupa..

LF: Vamos falar de “I Don’t Give A…”
Madonna: (risos) Você está se concentrando nas minhas músicas raivosas…
LF: Elas me tocam de alguma forma.
Madonna: Tenho certeza que você pode se relacionar com elas. Espero que todos possam se imaginar com essas músicas. Esta é a música da superação do coração partido. “I tried to be a good girl, I tried to be a wife, diminished myself, and I swallowed my light.” (Eu tentei ser uma boa garota, eu tentei ser sua esposa, me diminuí e engoli minha luz) Eu vivi isso. Eu estava em um relacionamento com um homem que eu adorei e para que eu me via dizendo: “Eu não estou mais me reconhecendo. Tudo o que eu quero é estar com você”… ou … “tudo o que eu quero ser é o que você quer que eu seja”. Esta é uma letra interessante de escrever.

LF: Nós sempre queremos estar no controle, queremos controlar e muitas vezes não conseguimos. Como você se sente com esta responsabilidade?
Madonna: Acho que tenho grande habilidade de liderança, mas eu acho que eu nunca vou conseguir controlar a forma em como as pessoas acreditam como eu sou ou o quer que eu seja. Afinal, eu sou um ser humano. A natureza de se apaixonar é que você tem que fazer concessões. Falei muito sobre isso quando eu estava promovendo meu filme W.E.. Uma parte de você tem que estar disponível. Uma parte de você tem que morrer. Eu estava lendo um livro chamado “She” (Ela). Eles comparam a idéia de ser casado, e toda a mitologia de ser casado. A idéia de andar pelo corredor como uma noiva em alguns tempos antigos … consideraram como uma marcha fúnebre. De uma maneira primordial, você está se doando por completo.

E então você está levando a sua vida de uma forma mas sua vida conjugal te domina. É uma quantidade incrível de poder se doar a alguém. É um sacrifício que vale a pena. Você apenas tem que se certificar de que você está fazendo isso com a pessoa certa.

LF: Existe muito romantismo no seu espírito quando você faz uma música, não existe?
Madonna: Claro! Como não poderia existir? Como eu poderia ser uma compositora e não ser romântica?

LF: Como te falei, agora eu pensei em outra música que eu amo do novo álbum, “Falling Free”. É a música perfeita para tudo o que ouvimos neste álbum depois de você gritar ” Die, bitch! (Gang Bang)” …
Madonna: …e a culpa é toda sua….por todo este resgate. Você ainda acredita no amor?
LF: Absolutamente?
Madonna: Isso não é puro?
LF: É um sentimento puro … um sentimento onde a emoção é tão palpável. Quando você pensa na imagem de como as pessoas têm de você como uma artista em oposição ao que eles realmente vão saber e se eles realmente ouvir, às vezes é bem diferente, não é?
Madonna: Sim. Absolutamente!

LF: Você acha que você ainda está lutando para ser ouvida corretamente após todos esses anos?
Madonna: Eu acho que ainda tenho muito a dizer sim. Ainda fico puta sobre algumas coisas. E eu ainda acredito no amor.

MDNA já está nas lojas. Madonna estará com o seu MDNA WORLD TOUR NO Hyde Park em Londres no dia 17 de julho, terça-feira.

Veja fotos e o vídeo de Madonna com Jimmy Fallon no chat do facebook

Veja fotos de Madonna com o apresentador Jimmy Fallon antes do chat que ela deu promover o álbum MDNA na noite deste sábado e assista ao vídeo do bate-papo. No chat, Madonna disse que sua música preferida do MDNA, seu novo álbum, é Gang Bang, e que ela virá sim ao Brasil em sua próxima tour. Seu novo show terá duas horas e um dos blocos se chama “Transgression”.

Assista a entrevista:

Fotos

Madonna em chat com Jimmy Fallon no Facebook

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Madonna during her Facebook chat with Jimmy FallonMadonna during her Facebook chat with Jimmy Fallon

 

Madonna GR8 – O novo disco, MDNA!

Lady Madonna. Plebeia Madonna. Madonna Material Girl. Madonna Cowgirl. Madonna Erotica. Madonna Neurótica. Madonna Fashionista. Madonna Fetichista.

Madonna - MDNANós já nos encontramos com todas elas no decorrer desses 30 anos – juntamente com os muito alter-egos que nem podem ser listados. Então não deveria ser nenhuma surpresa que a rainha do pop das 1000 faces tenha adicionado mais alguns auto-retratos a sua galeria com seu 12º álbum MDNA.

Uma que você não vai encontrar: a Madonna acabada. Co-produzido pelo co-conspirador do do mais aclamado álbum de MadonnaRay of Light, Willian Orbit, pelo DJ francês Martin Solveig, o parceiro italiano Benny Benassi e por outros, MDNA é um dos álbums mais intrigantes de Madge em muito tempo, que oferece uma mistura inteligente de pop e dance music, com doses de hip-hop, eletrônica, dubsteps, baladas e até alguns momentos sérios. Mas o que mais você poderia esperar de um disco cujo título está somente a uma letra de distância de ser o anacronismo do Ecstasy?

Junto com a Madonna totalmente revigorada, aqui estão algumas outras características que você vai encontrar em MDNA.

A Madonna líder de torcida

Você nunca estará velho demais para entrar no esquadrão da energia, como Madonna em seus 53 anos provou no Super Bowl. O ponto alto da sua apresentação do show do intervalo foi o primeiro single de MDNA Give Me All Your Luvin’ (que não deve ser confundido com o sucesso do ZZ Top´s Gimme All Your Luvin´ ) “L-U-V Madonna. Y-O-U you wanna?”

Cheira como espírito adolescente. Nesse momento Avril Lavigne e Toni Basil devem provavelmente estar lendo suas anotações de sala de aula.

A Madonna Bandida

“Se guie, vadia! E enquanto o faz, morra sua vaida” Assim proclama Madonna na sua canção de título um pouco impróprio mas magnificamente colocado Gang Bang, uma fantasiosa vingança obscura onde ela supostamente assassina seu amante com um tiro na cabeça. Vamos torcer para que Guy Ritchie tenha um pouco de senso de humor.

Madonna - MDNA Photoshot

A Madonna Ex-Esposa

Você acha que seu divórcio foi difícil? Pelo menos seu ex não escreveu um rap chamado “ I Don´t Give A ( algo como “Eu não to nem aí” em uma tradução literal e um pouco sutil. Nota do tradutor ) que diz : “Você se zangou comigo? Quem obtém a custódia? Engoleessa. Não tivemos um acordo pré-nupcial.” Ainda bem que Madonna suavizou um pouco com a baladinha Falling Free, onde ela oferece: “Estamos ambos livres agora, livres para seguirmos.” Esperamos que ela não tenha dito que eles estariam livres para atirarem um na cabeça do outro.

A Madonna Poderosa e Destruidora

Quando não está caindo fora das coisas, ela está entrando nas mesmas. Junto com Give Me All Your Luvin’, a viagem de I´m Addicted, a dançante Superstar (que tras Lourdes Maria, sua filha, nos backingvocals), a excêntrica Love Spent, a glamorosa Some Girls (não, não é AQUELA Some Girls ) e a baladinha vencedora do Globo de Ouro Masterpiece, todas nos fazem lembrar que Madonna é uma mulher que ama e que gosta de ser amada. Até o dia que ela o deixa de ser, se é que me entendem.

A Madonna com Conflitos Religiosos

Sim, nós já nos encontramos com ela várias vezes. Mas a verdade é que ela sempre volta. Girl Gone Wild abre MDNA, começa com uma desrespeitosa, mas sutil e engraçada ao mesmo tempo, oração de perdão (“Eu quero muito ser uma garota boa” ) ela diz. I´m a Sinner cita a Virgem Maria e uma leva de santos com uma levada country e com uma mistura dos 10 Mandamentos. Algo bem provocativo.

Comentário Faixa a Faixa

Girl Gone Wild | 3:43 – Mais confissões na pista de dança. Começando com um teclado religioso e palavras ditas de uma oração, ela muda gradativamente para um hino de festa cheio de batidas dançantes. Pena que o coro tenha ficado um pouco desastrado demais.

Gang Bang | 5:26 – A faixa mais estranha, e melhor do álbum, é severa, sinistra, onde Madonna leva seu amante para um último passeio antes de acabar com ele.
Vocais sussurrados e sintetizadores tipo Código Morse completam o clima de tensão, enquanto tiros e sirenes de policia aumentam o drama. A parada dubstep pode parecer um pouco trendy demais, mas é para o próprio bem da musica.

I’m Addicted | 4:33 – È sobre estar presa a um homem. Mas no meio dessa melodia ping-pong-bleeping-blooping, as ondas de reverb e de ecos, os vocais seccionados e as linhas sobre como o amor flui do meu corpo, ligando meu cérebro, como MDMA… bom, nos faz pensar que esta é a Madonna drogada (MDMA é o anagrama para a droga conhecida como Ecstasy – nota do tradutor).

Turn Up the Radio | 3:46 – Sem grandes metáforas – somente uma simples e gentil batida pop sobre dirigir seu carro e escutar música alta ao mesmo tempo. Sem grande peso, mas bastante agradável.

Give Me All You rLuvin’ | 3:22 – De certa forma, Madonna e Martin Solveig mistura rosnados, cantos de líderes de torcida e uma batida dos anos 60 – e funciona. NickiMinaj quase que se sobrepõe à sua anfitriã com um verso tipicamente rap, enquanto que M.I.A não faz diferença.

Some Girls | 3:53 – Infelizmente não é cover da música dos Stones, mas essa estrutura glamorosa e ao mesmo tempo e batida pesada da letra parece nos soar um pouco familiar (“Algumas garotas descendo ladeira, algumas garotas aproveitando o final de semana.”)

Superstar | 3:55 – “Você pode ter as chaves do meu carro. Tocarei para você uma canção no meu violão.” Promete Madonna nessafaixacurta e chata. Ainda bem que a batida de “Ohh-la-la” faz compensar a letra insípida.

I Don’tGive A | 4:19 – Outro destaque. Madonna entrega um grande rap sobre quão impressionante sua vida é – e distribui algumas farpas para Guy Ritchie. Minaj retorna nessa faixa para pagar um tributo antes do corte para a parte orchestral.

I’m a Sinner | 4:52 – E ela gosta de ser! ( em referência ao pecadora do título – nota do tradutor ) Com sua batida funky, metalizadas estilos anos 60, uma canção intermediária meio country-gospel-disco, você vai gostar desse numero estilo Beautiful Stranger.

Love Spent | 3:45 – Uma producao de baixo impacto de William Orbit que começa com um banjo e depois tem adicionadas violões, sons de vídeo game e vocais limpos com Auto-Tune. Mas ainda assim ainda parece que ficou faltando alguma coisa.

Masterpiece | 3:58 – Um violão estilo folk, cordas e estilos latinos. Madonna compara o seu amante com uma obra de arte nessa balada vencedora do Globo de Ouro de seu filme W.E. Boa, mas me parece um pouco deslocada.

Falling Free | 5:13 – Realmente uma balada de encerramento – e a melhor – tem cordas e um piano decorados com pontos de sintetizadores, finalizados com uma letra sobre perdão após o término de um relacionamento.

Exclusivo para o Madworld, tradução de Gustavo Espeschit do artigo publicado no renomado jornal canadense Toronto Sun. Essa resenha foi elogiada pelo empresário de Madonna, Guy Oseary, em sua conta no Twitter. Vale a pena ler.

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Madonna em MDNA: Só pode haver uma rainha

Com novo disco, “MDNA”, a cantora mostra que tem cacife para ocupar o trono do pop por muito tempo

Madonna MDNAAntes de “MDNA”, o décimo segundo álbum de estúdio de Madonna, que será lançado mundialmente no dia 26, mas que caiu na internet na última segunda-feira, o que mais se ouvia sobre ela era que seu reinado estaria chegando ao fim. O disco anterior, “Hard Candy” (2008), estava muito aquém do que se esperava de Madonna. Além disso, nos últimos quatro anos, várias candidatas a rainha do pop, como Kylie Minogue, Britney Spears, Rihanna e Beyoncé, lançaram discos novos e avançaram algumas casas no tabuleiro da música.

No mesmo período, o mundo viu surgir Lady Gaga, que rapidamente parece ter assumido a dianteira nesta disputa. Todas elas, ora alfinetando, ora derretendo-se em elogios e admitindo que, sim, se inspiram em Madonna.

Depois de rodar o mundo com a “Sticky & Sweet Tour”, ela deu um tempo na música, como que deixasse suas candidatas a sucessora mostrarem o que podiam fazer. Madonna lançou uma coletânea, gravou um clipe (“Celebration”, ao lado do então namorado brasileiro Jesus Luz) e dirigiu seu segundo filme (“W.E. – O Romance do Século”, em cartaz no País).

Madonna 2012Retorno

Com “MDNA“, ela volta à cena para mostrar quem é que manda. Ou, pelo menos, que ainda tem gás para se reinventar e fazer um pop de qualidade. O disco abre com “Girl Gone Wild“, produzida por Benny Benassi. Na introdução, ela afirma que se arrepende dos pecados que cometeu e que quer ser boa. Mais adiante, porém, ela admite que não consegue se controlar.

“Na pista até amanhecer/Garotas só querem se divertir/Eu sei, eu sei, eu sei/Não deveria agir assim/Eu sei, eu sei, eu sei/Boas garotas não se comportam mal/Se comportam mal/Mas, de qualquer forma, eu sou uma garota má/Perdão”, canta em um dos versos da letra.

A faixa, que havia sido divulgada há alguns dias e ganha clipe na semana que vem, cumpre bem seu papel, dando uma ideia do que está por vir: Madonna cansou de tentar bancar a boazinha e quer mesmo é botar para lascar.

Na sequência, “Gang Bang” não deixa sobrar tempo nem para recuperar o fôlego. Numa das melhores músicas da carreira, Madonna solta o verbo e esculhamba geral. Batida pulsante, voz nasalada, versos fortes e palavrões em profusão. Genial. “E eu vou direto para o inferno/E eu tenho vários amigos lá”, diz. Merece ser lançada como single (e ganhar clipe a altura, se possível, dirigido por Jonas Akerlund) e entrar na próxima turnê, cuja passagem pelo Brasil já é dada como certa no começo do próximo mês de dezembro.

Em “I´m Addicted”, ela compara o amor a uma droga. No caso, o MDMA, um dos nomes pelos quais é conhecido o êxtase. Foi daí, aliás, que ela tirou a ideia do título do disco, trocando apenas uma letra e criando um anagrama com o seu próprio nome.

“Turn up the Radio” também tem potencial para virar hit. O ritmo do disco só é quebrado quando entra “Give me All your Luvin´”, com participação de Nicki Minaj e M.I.A.. A temática cheer leader casou bem com a performance no intervalo do Superbowl, mas destoa do resto do disco. Não é ruim, mas, tendo em vista o conjunto de “MDNA”, dá para notar que foi mais uma adequação ao contexto da apresentação do que qualquer outra coisa. O mesmo se aplica a balada “Masterpiece”, parte da trilha sonora de “W.E.” – que só toca nos créditos.

Outro ponto alto é “I don´t Give a”, na qual Nicki Minaj afirma que “só pode haver uma rainha e ela é Madonna”. A letra é uma das mais confessionais do disco. Fala sobre não ligar para o que as pessoas pensam dela: “Tentei ser uma boa garota/Tentei ser sua esposa/Me diminuí/Engoli minha luz/Tentei ser tudo o que você esperava de mim/E se eu falhei/Não dou a mínima”. O que será que o ex-marido, o cineasta Guy Ritchie, achou da música?

A filha Lourdes Maria participa como backing vocal (alguém notou?) em “Superstar”. Inevitável a comparação com “Hello”, sucesso do produtor da faixa, Martin Solveig. A menina já havia inspirado a mãe a compor “Little Star”, de “Ray of Light”.

Numa prova de que busca referências na própria carreira – se as outras podem, por que não ela mesma? -, Madonna apresenta “I´m Sinner”. Soa como uma mistura de “Ray of Light” com “Beatiful Stranger”. Combinação bombástica. A cantora sabe o que funciona. Se dizendo uma pecadora, em meio a um atmosfera oriental, ela evoca Maria, Jesus, São Cristóvão, São Sebastião e Santo Antônio.

“Love Spent” começa com um banjo futurista. O clima oitentista evoca Erasure e La Roux. Muito vagamente, remete a “Hung Up”, um dos maiores hits de Madonna. A versão simples do disco encerra com “Falling Free”, uma balada sombria como as que só William Orbit sabe produzir. Na versão dupla, haverá mais cinco músicas bônus, incluindo um remix de “Give me All your Luvin´” feito pela dupla LMFAO.

Equilíbrio

“MDNA” certamente entra para o hall dos melhores discos de Madonna, ao lado de “Like a Prayer” (1989), “Ray of Light” (1998) e “Confessions on a Dancefloor” (2005). A produção dividida entre William Orbit (parceiro em “Ray of Light”), Benny Benassi e Martin Solveig deram ao trabalho o equilíbrio certo de intros-pecção e alegria.

Em poucas ocasiões Madonna se abriu tanto nas letras. É verdade que todas as suas composições são pessoais e carregam muito do que ela vivia naqueles momentos, mas desta vez ela foi mais direta. “Acordei ex-esposa/Essa é a sua vida/(…)/Você ficou bravo comigo/Quem tem a custódia/Os advogados que se danem/Não tinha um acordo pré-nupcial/(…)/Fazer um filme/Escrever uma música/Tenho que pegar meu dinheiro de volta”, brada em “I don´t give a”.

O disco está cheio de recados para a concorrência e para ex-maridos e namorados. Mas também tem bobagem, refrões pegajosos e batidas capazes de animar qualquer festa. Exatamente como deve ser a boa música pop.

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Madonna MDNA ou anotações sobre a voz que nos guia

Certamente a melhor definição sobre o legado de Madonna que já li, foi há muitos anos num jornal francês. A autora do texto abria com a declaração: “Foi Madonna, e não o catolicismo, que me fez pensar em usar um crucifixo”. É compreensível.

Dos primeiros anos aos derradeiros dias, precisamos de uma voz que nos guie, ainda que por caminhos incertos, ainda que pela encruzilhada sempre fatídica ou pelo aberto que nos expõe ao nada. Os primeiros e os últimos guias (os pais, professores, algum enfermeiro, algum acompanhante…) muitas vezes não temos como escolher. São imposições, consequências da biologia e do destino.

Capa da edição deluxe do novo álbum de Madonna, MDNA
Capa da edição deluxe do novo álbum de Madonna, MDNA

Todos os outros, no entanto, temos algum poder de decisão, ainda que seja mínimo: amigos, mestres, amantes (lembro aqui a entrega sem concessões presente nas páginas iniciais de A história de O, um dos maiores romances do século passado) e mesmo estrelas pop.

Penso em John Lennon que, para os fãs dos Beatles, era mais importante que Jesus Cristo; penso nos garotos em choque, mas fascinados, com os olhos cercados por rímel de David Bowie; e, claro, em Madonna, uma mulher que há 30 anos não se perde de vista, que se reinventa para ser o mesmo produto de sempre: a católica perturbada entre o prazer e a proibição; entre a confissão pública e o silêncio. Contradições que falam tão alto a nós todos que convivemos com crucifixos nas paredes de casa.

Madonna - MDNAMadonna ergueu seu status mitológico sobre as cinzas de uma tradição musical vitimizada: a disco music dos anos 1970, que já ressuscitou como house music, techno, electro, pop dançante, já recebeu alcunhas terríveis como “música de tusc-tusc” e a incompreensível “e-music”. Pensamos em disco music (ou seja: nas variantes que essa palavra carrega) como um objeto de distração, raramente como o prato principal. É trilha sonora da academia de ginástica, som alto de carros em alta velocidade riscando as ruas de metrópoles ou vilarejos e isca para encontrar um alguém ou O alguém numa pista de dança lotada, como se a noite não fosse um fim em si mesma.

Ainda que munida de rimas banais (step to the beat, celebration, hesitation…), a pista de dança de Madonna é política, contraditória, objeto de salvação, de comunhão e repulsa, tal e qual um dia foi para os pioneiros da disco music lá do começo dos anos 1970. A brancura macho man de John Travolta à parte, disco music é um produto das culturas gay, negra e latina. Os três guetos que a crítica de rock, branca e heterossexual, sempre desprezou, mas que Madonna soube usar como seu instrumento de legitimação, ainda que nadando contra uma tradição tão adversa (gênios como Nile Rodgers e Giorgio Moroder jamais arranharam o reconhecimento de um Eric Clapton ou de um Brian Wilson).

Ao pensarmos num álbum novo da cantora não pensamos apenas nos atropelos da sua vida particular e de como isso ganhará forma nas canções. Remetemos também ao alcance que ele terá sob luzes de neon e em pessoas que dançam sozinhas em busca de uma dose violenta de qualquer coisa. Madonna, ou ao menos sua persona pública, precisa ser uma eterna habitante da noite. Com MDNA não é diferente.

Madonna - MDNANas últimas semanas, a mídia foi invadida por inúmeras críticas sobre o seu novo trabalho. Muitas delas escritas com o olhar anabolizado de blogueiros que pareciam estar sentados numa área VIP olhando de cima a multidão desprovida, e não comentando uma coleção de músicas. Ou mesmo de críticas realçando os “alarmantes” limites da sua idade.

É incrível como subestimamos tanto a maturidade quanto a juventude, como se a consistência da carne de um artista fosse qualidade ou defeito da sua arte. Descreditamos Justin Bieber por sua adolescência de gel e Madonna por, aos 53 anos, cantar sobre o desejo de se perder numa pista de dança embriagada por Tangueray – como ela nos prescreve no single Girl gone wild, canção exageradamente pop, que poderia ser ignorada, se cantada por qualquer outro artista. Mas aqui o importante é (para voltarmos ao assunto) a voz que nos guia. A voz que ainda podemos escolher para nos guiar. Lembro uma passagem de O amor nos tempos do cólera, de Gabriel García Márquez, em que os protagonistas, no crepúsculo da vida, repensam as razões que os deixaram afastados por tantas e tantas décadas: um dia foram jovens demais; ao final do romance, estariam velhos em excesso para o amor. Um f*** acaba sendo a resposta dos dois para as convenções em relação à idade. Ponto. E final feliz.

Ontem à noite, a maior parte das canções de MDNA se espalhou com velocidade implacável pelas redes sociais, causando surpresa e discórdia entre os fãs da cantora. Se a bobagem artificialmente prepotente de Give me all your luvin’ deixou uma ponta de receio em relação à qualidade do restante do material, o álbum (e se trata de um álbum, no conceito clássico do termo, com história, meio e fim) é tudo o que podemos esperar de um trabalho de Madonna: perfeição pop de um lado e os deslizes dos inseguros que não podem deixar que o mundo perceba o tamanho das suas dúvidas. MDNA, mais que seus antecessores (Confessions on a dancefloor e Hard candy), expõe as contradições entre desejo e exaustão, amor e ódio, que atravessaram seus discos clássicos dos anos 1980 e 1990.

É bom encontrarmos num mesmo trabalho sentimentos tão disparates como os presentes nas canções Gang bang e I’m fucked up. A primeira, uma batida industrial exorciza um ex-amante com o arrependimento de quem sempre acaba fazendo as escolhas erradas, esquecendo que ainda guarda a liberdade de fazê-las; a segunda é um mea culpa diante de uma relação fracassada. Madonna canta com desamparo os erros cometidos (“devia ter mantido minha boca grande fechada algumasvezes”, diz a letra), mas a confissão de fracasso parece ser mais um jogo de sedução do que a desistência derradeira. É como se o algodão doce do hit oitentista True blue voltasse à vida deixando um sabor amargo na ponta da língua.

Com uma batida à David Guetta, Turn up the radio vai além das promessas noturnas: não é uma canção sobre se sentir à vontade na pista de dança e, sim, à vontade na vida. I dont give a, com participação da rapper Nicki Minaj, segue o caminho oposto: é um tratado sobre o desconforto de precisar continuar dançando sobre o solo de uma relação fracassada, deixando claro que o tom de “não estou nem aí” do título é mera falácia. Mas o ritmo pulsante minimiza os longos espaços vazios, tal e qual Madonna já havia alertado no seu clássico Into the groove.

Love spent exala fofura ao metaforizar que o dinheiro e o amor são, ambos, elementos subjetivos por essência: cabe ao amante ou ao investidor escolher aforma correta (ou errada) de usá-los. Bobagens como B-day song e Superstar talvez ganhem algum significado com o passar das audições. São erros. Mas Madonna comete erros, enormes erros, talvez por isso permaneça tão atraente – nada mais insuportávele mais artificial que a perfeição, convenhamos…

MDNA talvez não seja seu disco do divórcio, como pregam alguns. Ou seu álbum de recomeço pós-Lady GaGa, como conspiram outros. Talvez seja seu álbum sobre reavaliar sua identidade, seu DNA, após algum tempo distante (distâncias e silêncios criam miragens, falsos cartões-postais), após certa descrença até do seu séquito mais fiel ou mesmo dela própria em relação ao seu potencial (a tal história da consistência da carne como matiz da arte). Mas tudo isso é apenas conjectura (necessária) de um crítico. A voz que nos guia está ali, ainda que por vezes robotizada em excesso, talvez em busca de alguma coisa que nem ela própria mais deseja ou compreenda. Mas não importa. Que seja bem-vinda de volta.

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Escrito por Schneider Carpeggiani