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Não mande Madonna parar!

madonna living for love video rebel heart 2

Nesta semana, os Céus se abriram e nos deram um novo clipe da Madonna através do Snapchat. Na última década, vimos a cantora da forma mais efêmera e boba. Apesar de momentos de grandeza inegável (lembram-se da apresentação no Superbowl?) e relativo sucesso comercial, os álbuns Hard Candy e MDNA foram considerados fracos não apenas pelos críticos, mas também pelos mais ardorosos fãs.

Não dá pra negar que são grandes álbuns. O enorme sucesso de Blurred Lines prova que, por mais ínfimos que sejam, as batidas e ondas de Hard Candy chegaram cinco anos mais cedo. Mas a “hora certa”, assim como o vazamento de Rebel Heart, nem sempre esteve do lado da Rainha.

É isto que faz o lançamento do clipe ser um sucesso estrondoso. Desde Confessions On A Dancefloor, as rádios ignoram as músicas de Madonna – não importa o quão bem-sucedido ou inovador um álbum ou turnê seja, ela foi isolada como algo diferente, algo inferior ao produto “comercial”. Para ela, ter sido rebaixada a esta fase de “legado” seria menos insultante se ela fizesse música merecedora de estar neste “legado”, mas não foi o que aconteceu. Ou não exatamente.

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Clipe de LIVING FOR LOVE é o melhor trabalho de Madonna em 10 anos

Madonna - Living For Love videoclipe

Madonna lançou o clipe de Living For Love pelo programa Snapchat hoje à tarde, se aproximando do lançamento (oficial) do 13º álbum de estúdio, intitulado Rebel Heart, no dia 10 de março.

O clipe traz Madonna brincando de “matadora” com vários homens vestidos de touros em uma arena vermelha que brilha como um Moulin Rouge latino. As imagens combinam com a faixa, aplaudida por muitos quando chegou ao iTunes em dezembro do ano passado. Para uma canção que carrega a tocha de Express Yourself, a cantora veste uma malha reminiscente do icônico clipe Hung Up, de 2005, e emerge vitoriosa em meio a um exército que não tem a menor chance contra uma guerreira que “pegou a coroa e pôs de volta na cabeça” – um sentimento especialmente forte, perante aos múltiplos vazamentos que tomaram conta das músicas novas.

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Por que Bedtime Stories, é o mais importante de Madonna?

MADONNA BEDTIME STORIES CD

Durante toda a carreira musical de Madonna, ela já enfrentou implacáveis críticas por sua sexualidade. Talvez, ela seja o alvo mais consistente na indústria da música por mais de 30 anos, sendo que críticas ao seu trabalho sempre serviram de manual sobre como analisar mulheres em cada estágio da carreira. Não importa se foi pura especulação o fato dela não ser “como uma virgem” ou a punição ao corpo ao vestir uma malha daquelas, houve muitos momentos vergonhosos, apesar de uma verdade absoluta: ela exagera mesmo!

É por isso que o álbum Bedtime Stories, mesmo no 20º aniversário, permanece como o trabalho mais importante. Durante meses após o lançamento, ele foi vendido como um pedido de desculpas pelo comportamento sexual; e os críticos esperaram que fosse o retorno dela à inocência. Ao invés disso, ela ofereceu um conteúdo do tipo #desculpamasnaoestouarrependida e uma resposta ao problema das cantoras serem analisadas por sua sexualidade, ao invés da música. Como resultado das preocupações morais do público, o álbum se tornou o mais importante, abrindo caminho para a forma dos artistas lidarem com a vida sexual.

Em 1992, Madonna lançou Erotica, um álbum techno-conceitual e uma ode à servidão sexual, juntamente com o livro Sex, um catálogo fotográfico pornô com fotos dela e de seus amigos. Os lançamentos coincidentes resultaram em várias críticas negativas e na proibição de vendas em vários países, além da proibição de entrar no Vaticano. Madonna já se estabelecera como ícone, mas as letras honestas sobre masoquismo e as fotos explícitas publicadas incitaram a mais pesada raiva do público de sua carreira. Bedtime Stories nasceu para ser sua última chance de redenção, e a gravadora Warner concordou em produzi-lo sob a proteção de uma imagem menos provocativa.

Tanto a gravadora quanto sua assessora de imprensa Liz Rosenberg fizeram de tudo para reverter o dano causado pelos projetos anteriores de Madonna. Eles a fizeram lançar o single I’ll Remember, da trilha-sonora do filme Com Mérito para criar um sucesso “familiar” e aumentar a especulação de que Bedtime Stories traria seu pedido de desculpas. O vídeo-promocional do álbum prometia que “não haveria referências sexuais” e ainda trazia Madonna afirmando: “Sou eu completamente nova! Serei uma boa menina, eu juro!”.

A humilhação de Madonna foi construída em duas partes. Primeiramente, ela foi desprezada por sua sexualidade, pra depois cair na escuridão. Por ter eleito o sexo como seu produto, o vídeo fez todos se perguntarem sobre o quê ela cantaria, se o tema não fosse sexo. As especulações sobre o álbum se focaram no plano de fuga dela por se tornar irrelevante, na questão dela fazer cirurgias plásticas e o quê ela ofereceria como uma versão “mais velha” de si mesma.

“Quando se é uma celebridade, você tem permissão para ter uma característica de personalidade, o que é ridículo”, contou Madonna ao jornal Detroit News em 1993. Quando Bedtime Stories foi finalmente lançado, no dia 25 de outubro, ela falou sobre ambos os aspectos de sua humilhação pública. Apesar das promessas feitas em vídeo, ela continuou abordando os seus desejos sexuais, embora também tenha experimentado com o som e o tema. Começando com Survival, uma canção co-escrita com Dallas Austin, Madonna não hesitou em falar dos ataques e cantou: “Nunca serei um anjo / Nunca serei santa, claro / Estou muito ocupada sobrevivendo”. As letras continuam expressando uma narrativa tensa sobre o castigo que a mídia lhe impôs e seus sentimentos logo após, e as canções carregam melodias do R&B, em sua maioria produzidas por Austin, Nellee Hooper e Babyface.

O single definitivo do álbum é uma censura explícita às críticas. Em Human Nature, ela confirma que não está arrependida e que não é a “puta” de ninguém, além de perfeitamente combinar a canção com um clipe, no qual aparecem brinquedos que reminiscem a época de Erotica. Logo quando ela vai soltar o microfone, ela sussurra: “Ficaria melhor se eu fosse um homem?”.

Madonna afirmou a sua falta de remorsos por não ter dito ou feito nada incomum; só foi estranho porque foi uma mulher dizendo tudo. Em entrevista ao jornal LA Times, ela defendeu o álbum Bedtime Stories dizendo: “Estou sendo punida por ser uma mulher solteira, por ser poderosa e rica, e por dizer o que penso, por ser uma criatura sexual – na verdade, não sou diferente de ninguém, mas falo sobre tudo isso. Se eu fosse homem, não teria nenhum desses problemas. Ninguém fala da vida sexual do Prince”.

Além de mostrar a palavra final de Madonna a respeito do escândalo de sua sexualidade, o álbum gira em torno da concepção errada de que sua persona sexual limitou a versatilidade da artista. A narrativa do álbum se torna imediatamente introspectiva: “Sei rir / mas não conheço a felicidade”. Enquanto Bedtime Stories pega emprestado muito do R&B e do ritmo New Jack Swing (muito utilizado também por Michael Jackson no álbum Dangerous), ele se torna mais experimental com a faixa composta por Björk, acompanhada do clipe que só poderia ter explorado o inconsciente coletivo de forma melhor se fosse dirigido pelo próprio Carl Jung. O clipe de Bedtime Story é o primeiro exemplo do que a longa história de questionamentos espirituais de Madonna se tornaria. E mais, até hoje, ele está armazenado em uma coleção do Museu de Arte Moderna.

O par Human Nature e Bedtime Story prova que Madonna assumiu sua sexualidade e não seria ocultada por ela. Enquanto o primeiro abraça as decisões feitas nos álbuns anteriores, o segundo desmonta a narrativa “vagabunda” de que sua sexualidade pública tira o crédito de sua profundidade como artista. É claro que as pessoas veriam isto como uma obra-prima feminina, não é?

Mesmo assim, os críticos não entenderam. O jornalista Jon Pareles, do New York Times, caiu na nostalgia, citando a época em que “Madonna prosperou nos anos 80 por ser sensacional e sugestiva, contra uma cena cultural monótona”, e chamou o trabalho mais recente dela de “vulgar, ao invés de chocante”.

As críticas mantiveram o foco no escândalo da atitude dela, ao invés de estar no próprio disco. “A carreira de Madonna nunca foi realmente musical, mas, sim, sobre provocações, sobre imagens, sobre publicidade”, lia-se em uma crítica da revista TIME, sem nenhuma originalidade. Qualquer menção ao som experimental do álbum ou às várias colaborações foram ocultas pela imagem promíscua, que foi, mais uma vez, rebaixada. Bedtime Stories, o álbum, não foi o pedido de desculpas que o público exigiu, e sua profundidade emocional foi amplamente ignorada. Em seu melhor, foi considerado o retorno de Madonna a uma expressão mais segura de sexualidade.

Alguns reviews da imprensa sobre a performance de Madonna na noite do Grammy

Alguns reviews da imprensa sobre performance de Madonna na noite do Grammy no último domingo 26.

MACKLEMORE & RYAN LEWIS, MADONNA, QUEEN LATIFAH

madonna - grammy 2014 - same love open your heart2O Grammy é o evento no qual artistas lutam para agradar a todos. Porém, apesar de saber muito bem que o tema “Casamento Gay” ainda provoca debates quentes pelo país, Macklemore & Ryan Lewis apresentaram Same Love com orgulho e compromisso, perante 33 casais gays e héteros. Não foi apenas uma performance, foi uma afirmação. Gay ou hétero, quem não gostaria de ter Madonna cantando Open Your Heart no casamento?
New York Post

Macklemore & Ryan Lewis — A dupla fez história com a performance do sucesso Same Love. Enquanto a autora do refrão, assumidamente gay, Mary Lambert, cantou a parte principal, 33 casais de verdade – alguns héteros, outros gays – trocaram alianças em um casamento diferente. Durante a cerimônia, a estrela Madonna trabalhou seu antigo sucesso Open Your Heart. Como antiga apoiadora dos direitos gays, ela foi muito apropriada.
New York Daily News

A multidão de casais trocou alianças ao mesmo tempo que a cantora os declarou casados, com Madonna trazendo seu clássico Open Your Heart. A ‘Material Girl’ vestiu um terno Ralph Lauren para a grande performance, depois de usar um dramático smoking preto no tapete.
Hollywood Reporter

Madonna pode até ser controversa às vezes, mas provou estar no lugar certo, ao usar um chapéu de caubói no Grammy deste ano, para cantar o sucesso Open Your Heart, no estilo gospel, como trilha sonora de 33 casamentos, ao vivo na arena.
Huffington Post UK

Mesmo não tendo ganhado nenhum Grammy, Lamar ganhou a noite – sua colaboração com Imagine Dragons foi eletrizante. A performance mais emocionante e mais chocante do que Queen Latifah e Madonna, com um visual curiosamente geriátrico, no meio de uma multidão de 33 casais gays e héteros. Foi um sentimento de alucinação em massa, mas os casamentos – uma conclusão à performance de Macklemore do hino gay Same Love – foram aparentemente legítimos.
Guardian

A performance, que aconteceu quase no fim do show, foi um dos momentos mais sentimentais da noite. “Esta canção fala de amor, não para alguns de nós, mas para todos nós”, disse Latifah antes de apresentar Macklemore e Lewis. Daí, o rapper revelou a faixa no estilo gospel, com uma atmosfera de igreja.
MTV

Macklemore & Ryan Lewis levaram seu sucesso emocionante Same Love a um novo patamar no último domingo, quando se uniram no palco para uma performance, juntamente com Mary Lambert, Queen Latifah e Madonna. Se esse time não fosse suficiente, 33 casais gays, lésbicos e héteros se casaram simultaneamente, sob o comando de Latifah. Katy Perry pegou um buquê, enquanto os recém-casados recebiam aplausos, e Keith Urban secava as lágrimas.
NBC

Uma colaboração lendária aconteceu no Grammy de 2014, ao ar do Staples Center em Los Angeles, no último domingo. O ícone pop Madonna subiu ao palco com os rappers Macklemore & Ryan Lewis, e a cantora Mary Lambert para cantar o hino de igualdade Same Love.
US Magazine

Madonna surpreendeu a multidão do Staples Center ao se unir a Macklemore & Ryan Lewis para uma apresentação emocionante de Same Love, que apresentou Queen Latifah casando 33 casais gays, héteros, jovens e velhos durante a música.
Forbes

E se não fosse suficiente para fazer nossos corações chorarem, lá veio ninguém menos do que Madonna para abençoar a cerimônia. A Poderosa M vestiu um terno todo branco e um chapéu de cauboi, parecendo o anjo mais andrógino do Paraíso, para cantar uma versão do clássico Open Your Heart, com o arranjo da marcha nupcial, enquanto um coral gospel fazia os vocais de fundo, antes de se unir a Lambert para um trecho de Same Love.
Queerty

O momento que parou a 56ª edição do Grammy foi o casamento ao vivo de 33 casais, gays e héteros, que se uniram durante uma performance de Same Love, o hino do casamento gay de Macklemore & Ryan Lewis. Queen Latifah oficializou a cerimônia, enquanto Madonna se uniu à multidão no palco para Same Love e um trecho de Open Your Heart. O momento marcou uma afirmação política para todos os presentes, além de ser uma causa com amplo apoio em toda a indústria do entretenimento.
Variety

Eles não vivem (só) de aplausos - O Globo

Madonna no Grammy 2014 cantando Open Your Heart e Same Love

A expectativa em torno da apresentação de Madonna na noite do Grammy era a mesma que sempre a envolve toda vez que decide sair de casa. Para os fãs, uma nova chance de vê-la em ação. Para os detratores, mais uma oportunidade para atacar os pontos fracos que ela dribla há 30 anos. Para a indústria, registradoras a tilintar, indiretamente.

Especulou-se muito como seria a apresentação, a aproximação com Beyoncé nas últimas semanas levantou possibilidades mirabolantes mas no final das contas ela fez uma participação no casamento coletivo que há muito já estava nos planos do rapper Macklemore em liderar. Por conta da faixa “Same love”, em que rapper levanta a bola do respeito às diferenças, ter se tornado um hino LGBT nos EUA, o rapaz de Seattle que se apresenta ao lado do produtor Ryan Lewis decidiu reunir os 30 casais para a tal cerimônia. Os casais que responderam ao chamado de Macklemore só souberam na última semana que tudo rolaria no Grammy e que teriam como cantora de casamento ninguém menos do que a diva herself.

A cena foi emocionante. Os primeiros versos de “Same love” já derretem os corações mais duros. LEIA A TRADUÇÃO DA LETRA AQUI. A apresentação de Queen Latifah deu o tom de que viria ali um verdadeiro manifesto político, em rede global, para incomodar de Putin aos presidentes africanos, religiosos tacanhos e conservadores defensores do ódio ao outro. “Música une as pessoas… vamos ouvir a música que diz “seja lá qual for o seu Deus, saiba que todos viemos do mesmo… livre-se do medo, porque debaixo dele tem o amor”, disse a cantora e atriz.

Ao fim da música de Macklemore, Queen Latifah voltou à cena e pediu que os casais trocassem alianças, os declarou casados. Foi quando Madonna entrou no palco, de roupa de cowboy branco, uma bengalinha afinada ao look mas certamente ainda funcionando como apoio por conta do problema no tornozelo nas férias (até semana passada ela estava com muletas) de fim de ano. A diva cantou trechos de “Open your heart” e encerrou com versos de “Same love”.

Corta para a audiência. Keith Urban tem lágrimas escorrendo, bem como Katy Perry, que sorria largamente de tão emocionada. Beyoncé tentando ver alguma coisa que Jay Z apontava, e muita, muita gente comovida. Entre os casais, a própria irmã do Macklemore, que se casou com o namorado.

E qual a importância disso hoje em dia? Dá uma geral no noticiário que você vai entender. O mundo está andando para trás e isso não é uma coisa boa. Como já dito antes, é crime ser gay em alguns paises, como na Rússia e em alguns países africanos. Até na França já se sente um movimento forte de homofobia. No Brasil, as estatísticas são assustadoras. O mundo está intolerante e a intolerância está, assustadoramente se tornando normal em alguns segmentos. Os artistas sensíveis estão percebendo isso e tentando fazer alguma coisa a respeito. Alguns deles, felizmente, não vivem apenas para o aplauso.

Crítica: Secret Project Revolution, por Madonna & Steven Klein

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E finalmente foi lançando esta semana o tão esperado Secret Project de Madonna e Steven Klein.

Desde o ano passado, quando rodou o mundo e fez 88 apresentações de sua MDNA Tour, considerada a segunda turnê feminina mais lucrativa da história, perdendo apenas para a Sticky and Sweet Tour da própria Madonna, realizada entre 2008 e 2009, os fãs de Madonna se perguntavam incessantemente: o que será que ela teria feito quando se trancou em um galpão em Buenos Aires, em dezembro, com Steven Klein e toda sua equipe de dançarinos? Seria um novo video clip? Seria uma sessão de fotos? Participariam outros artistas? Não se sabia de nada. E por isso o projeto ficou conhecido como Secret Project.

Marketeira de mão cheia, Madonna se aproveitou disso e começou a divulgar nas redes sociais e na Internet algumas pistas para provocar maior alvoroço. Uma foto onde o nome de Rihanna aparece causou rebuliço. Lady Gaga e ela trabalhando juntas? Pequenos trailers teasers lançados e o rebuliço continuava. Programado inicialmente para maio, na data lançada milhares ficaram prostrados esperando na rede e… nada! Chegaram a brincar que de tão secreto este projeto deveria nem existir! Provocações dela mesma vieram quando recebeu o Billboard Award este ano, quando disse que estava prestes a começar uma revolução: a revolução do amor.

Até que quando da divulgação do DVD da referida tour, também lançado agora em setembro, as coisas começaram a tomar forma e nesta última terça-feira foi jogado na rede o filmete de 17 minutos chamado Secret Project Revolution.

Não era um ensaio fotográfico e nem um video clipe. O filme, em preto e branco, mostra cenas de opressão, de tortura, de massacre. Não é realmente muito agradável ver Madonna com uma arma na mão atirando em seus companheiros e, depois fazendo o papel de uma encarcerada, presa em uma cela e sendo torturada. Mas tudo isso é uma metáfora. Madonna está pregando a liberdade. A liberdade de expressão, a liberdade do ser, a liberdade em geral. No decorrer do filme, falas de seus discursos politizados, feitos durante a MDNA Tour são ouvidos, e uma narração em off explica o porque daquele projeto e o objetivo do mesmo.

” Essa revolução superará todo o medo, todo o sofrimento, e toda separação. E incluirá todas as pessoas: negros, brancos, cristãos, chineses, muçulmanos, judeus, gays, heteros, bissexuais, gordos, incapacitados, ricos, pobres, artistas e autistas. (…) Estamos juntos neste navio, navegando como um arpão incandescente no mar.” – diz Madonna em um dos trechos.

Ou ainda:
” Eu sinto que as pessoas estão ficando cada vez mais amedrontadas por aqueles que são diferentes. As pessoas estão ficando cada vez mais intolerantes. Nós queremos lutar pelo direito de sermos livres. Este é um momento muito sério onde nós podemos fazer a diferença, nós podemos mudar isso. Nós temos o poder. E nós não precisamos fazer isso com violência. Apenas temos que fazer isso com amor.”

As cenas de tortura, em especial, me remeteram a cenas de filmes sobre o período da ditadura militar na América do Sul, em especial a um filme chamado Garage Olimpo, que me causou a mesma sensação de sufocamento quando o assisti, ou nosso Olga. Impossível não ser remetido à cenas de filmes sobre o nazismo, como o célebre A Lista de Schindler, onde a personagem de Ralph Fiennes atira aleatoriamente em judeus no campo de concentração. Quando não aprendemos com a história ela acaba se repetindo, diz Madonna em um trecho, e é isto que está acontecendo.

Lembrando que ano passado, enquanto ela fazia sua turnê, ela se envolveu ativamente no caso da banda russa Pussy Riot que foi presa por se expressar contra o governo de Putin. Aconteceu também o caso de Malala Yousafzai, estudante, ativista e blogueira paquistanesa que foi alvejada dentro de um ônibus escolar por defender os direitos das garotas paquistanesas de estudarem.

Madonna provoca mais uma vez, instiga as pessoas a pensarem, usa sua arte como voz ativa dos oprimidos e prega a liberdade em todos os aspectos. Muitos, como sempre, vão torcer o nariz e falar que isso não passa de demagogia da parte dela. Outros, não só fãs e afins, vão se engajar no projeto e dar mais voz ainda ao mesmo. O importante aqui é a capacidade do curta de chacoalhar, de fazer pensar em quão robotizada, mecânica e manipulável a sociedade está se tornando com seus gadjets, iPhones, iPods e tantas outras coisas que de certa forma também oprimem, pois faz com que as pessoas parem de pensar e acabem se sucumbindo ao que lhes é entregue de maneira pacífica. Enquanto houver pessoas que pregam o ódio contra as diferenças, como os políticos brasileiros cujos nomes não irei citar, e incitam a violência contra quem eles consideram escória, teremos muitas sementes de ditadores como Hitlers e Mussolinis espalhados pelo mundo e a história corre sim o risco de se repetir.

Trazendo o tema para a realidade brasileira, a bandalheira e baderneira que ocorre em nosso país atualmente, junto com a falta de punição, é também uma forma de opressão. É também uma forma de pegar a arma metafórica de Madonna no vídeo e sair atirando aleatoriamente. É uma forma de encarceramento. O que houve com todos os protestos e manifestações realizados este ano? Cessaram?

Penso que artistas não são demagogos quando levantam essas questões. É mais do que obrigação de quem faz e promove arte se engajar ativamente e cutucar a ferida, como Madonna faz e sempre fez. Não precisam ser fã dela ou concordar com tudo que ela faz. Somente tomem um tempo, 17 minutos, para ouvir o que ela tem a dizer.

Vale a pena. O vídeo do Secret Project está disponível abaixo.

Are you with her?

Resenha de Gustavo Espeschit (Clube do Cinema).

Billboard divulga 6º box score do MDNA TOUR, de Madonna

A revista Billboard divulgou mais boxscores (bilheterias) do MDNA TOUR, de Madonna, todos sold-out.

Madonna MDNA Tour PosterDestaque para o sucesso de público do MDNA TOUR em Porto Alegre. Sobre o show do Rio de Janeiro, ou há algum erro nestes números ou esta é a quantidade exata de pagantes, uma vez que a lotação foi de 65 mil pessoas.

No total até agora divulgado, a turnê arrecadou mais de 284 milhões de dólares com público total em 2.027.294 e 84 datas em 26 países.

Nov. 19-20, 2012
Miami, Fla. – American Airlines Arena
$5,241,125
27,976 / 27,976 (SOLD OUT)

Nov. 24-25, 2012
Mexico City, Mexico – Foro Sol
$11,586,745
84,382 / 84,382 (SOLD OUT)

Nov. 28-29, 2012
Estadio Atanasio Girardot – Medellin, Colombia
$14,741,104
90,018 / 90,018 (SOLD OUT)

Dec. 2, 2012
Rio de Janeiro, Brazil – Parque dos Atletas
$4,332,428
34,709 / 34,709 (SOLD OUT)

Dec. 4-5, 2012
Sao Paulo, Brazil – Estadio do Morumbi
$8,430,677
85,255 / 85,255 (SOLD OUT)

Dec. 9, 2012
Porto Alegre, Brazil – Estadio Olimpico Monumental
$7,578,191
42,524 / 42,524 (SOLD OUT)

Por que Madonna sempre será a rainha do pop?

É quase certo que onde quer que você esteja, quase todo mundo conhece Madonna. Tenha você 16 ou 60 anos, a maioria da população mundial deve ser capaz de dizer o nome de pelo menos uma música de Madonna. Ela é indubitavelmente a Rainha da música Pop e já vendeu 300 milhões de álbuns em todo o mundo, além de estar na lista dos artistas que mais venderam de todos os tempos, como Michael Jackson, The Beatles e Abba. Madonna também pode se gabar por ser a artista feminina que mais vendeu de todos os tempos, e não demonstra vontade de parar.

Madonna lançou seu álbum de estreia, auto-intitulado Madonna, em 1983, com o single de estreia Everybody lançado no ano anterior. Desde então, ela tem aproveitado mais de 30 anos na indústria musical, além de ser uma bem-sucedida mulher de negócios, tendo lançado a própria linha de roupas, aberto academias ao redor do mundo e, mais recentemente, dirigido um filme.

Entretanto, nem tudo foi diversão e brincadeiras para Madonna. Com os sucessos, também vieram derrotas, incluindo seus dois casamentos: com o ator Sean Penn (1985-1989) e o diretor Guy Ritchie (2000-2008). E mais, a maioria dos filmes que estrelou foram fracassos comerciais e de crítica (com a exceção de Evita, que lhe deu um Globo de Ouro). Mesmo com esses problemas, Madonna conseguiu se erguer, permanecer aos olhos do público e manter sua imagem como, possivelmente, a maior celebridade feminina do planeta.

Pessoalmente, sou um grande fã de Madonna. Recentemente, fui à MDNA Tour quando ela visitou Edinburgo, na Escócia, pela primeira vez. Não apenas sendo fã, mas ser um fã jovem de Madonna me faz receber críticas e julgamentos. Geralmente me perguntam “Por que você gosta da Madonna? Ela é um lixo!”, “Ela não está meio velha?” e “Por que raios você pagaria 100 libras pra ver AQUILO?!” – eu simplesmente ignoro essas críticas e explico a eles que gosto dela não apenas por causa da música, mas a criatividade e minha admiração por como ela conseguiu se manter relevante por mais de 30 anos. Ame-a ou odeie-a, não há como negar que Madonna ainda é relevante como sempre foi. Se são adolescentes ou jornalistas, todos parecem falar sobre ela.

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Acima: O album Erotica, para o qual Madonna recebeu muitas críticas de que sua carreira estava no fim.

Ela não é conhecida apenas por sua música e controvérsias, mas também por todas as críticas que rodearam a carreira. Embora desde a estreia (como qualquer outra celebridade) ela tenha encarado as críticas (como no clipe de Like A Prayer, condenado pela Igreja Católica, além dos controversos clipes de Vogue e Justify My Love, que foi banido pela MTV, algo que nunca tinha acontecido antes), Madonna encarou possivelmente suas maiores críticas em 1992, quando seu quinto álbum Erotica foi lançado, simultaneamente com o primeiro livro, SEX, que também causou muita controvérsia e se tornou um fenômeno de mídia. Erotica foi um álbum principalmente sobre sexo e romance, e também pessoal, por também abordar a perda de dois amigos de Madonna para a AIDS. Ela encarou muitas críticas e a mídia disse que ela “tinha ido longe demais” e que “a carreira dela estava no fim”.

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De volta ao topo: Ray Of Light vende mais de 20 milhões de cópias

Erotica não vendeu tanto quanto os álbuns anteriores de Madonna: aproximadamente 5 milhões de cópias em todo o mundo. Ela não desistiu e deixou as críticas de lado, ao continuar o que fazia de melhor: música. Em 1998, lançou o sétimo álbum Ray Of Light – um trabalho pessoal e reflexivo, que fez Madonna voltar ao trono e o álbum vendeu mais de 20 milhões de cópias em todo o mundo e foi nomeado a seis prêmios Grammy, dos quais ganhou 4. O álbum está entre os mais vendidos e muitos afirmam ser o melhor até então. Outros álbuns de sucesso desde Ray Of Light incluem: Music e Confessions On A Dance Floor.

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É 2012, Madonna está com 54 anos. Apesar da idade, Madonna está mais atarefada do que nunca. Em fevereiro, ela se apresentou no Super Bowl para um público de 111,3 milhões de pessoas e lançou seu 12º álbum, MDNA, que se tornou o oitavo álbum número 1 nos EUA e quebrou um novo recorde no Reino Unido, como a artista com mais álbuns no topo das paradas britânicas, superando Elvis Presley. O álbum foi seguido de uma turnê, intitulada The MDNA Tour, que está para se tornar a turnê mais lucrativa de todos os tempos. Nada mal para uma mulher que começou em 1982.

No estilo tradicional de Madonna, uma nova era traz novas controvérsias. Durante uma performance de Human Nature, Madonna brevemente mostrou um de seus mamilos, o que causou uma grande divisão entre a mídia e o público. Alguns afirmaram que ela era velha demais pra se exibir assim e chamaram o momento de “embaraçoso”, enquanto outros disseram que ela não era velha demais e que não devia para de fazer nada por causa da idade. Este tipo de crítica, juntamente com todos os comentários ruins por ela usar armas no show, seus discursos apoiando os direitos gays, a banda punk-rock feminista Pussy Riot (cujas integrantes foram presas), a paz mundial e a liberdade de expressão, é similar ao que aconteceu com Erotica em 1992. Madonna continua com a mesma atitude e escolhe ignorar tudo e seguir em frente.

É isso o que faz Madonna ser a Rainha da música Pop. Ela não apenas é uma lenda por direito, mas luta pelo que acredita. Ela ignora as muitas críticas e as pessoas que duvidam dela, e segue fazendo seus fãs felizes. Apesar de toda a negatividade sobre a idade, Madonna prova mais uma vez que não há limite de idade pra fazer o que quiser. Se você quer, faça! Idade é apenas um número. Ela é uma inspiração para tantas pessoas e poderia inspirar muitas outras se o público e a imprensa dessem uma chance a ela. É vergonhosa a forma com que a carreira e o trabalho dela é apresentada, tão negativamente. Mesmo assim, ela vai seguir se apresentando e lançando música, e isso é algo que os críticos não podem tirar dela. Madonna é Madonna, nunca haverá outra como ela e ninguém roubará sua coroa.

Michael Phillips
Twitter: @MichaelPhillipz

Obrigado a Leonardo Magalhães pela tradução.

Enfim, MDNA Tour acabou e Madonna deixará saudades em 2012

Como 2012 chega ao fim, eu me encontrei olhando para trás sobre o meu ano e refletindo sobre as decisões tomadas, caminhos percorridos e amizades formadas.

Eu poderia  aborrecer todos vocês com um play-by-play do meu ano e as coisas que eu aprendi, mas eu prefiro falar com vocês sobre uma relação muito especial que realmente tomou conta da minha vida nos últimos 12 meses.

Talvez você não tenha ouvido falar, mas eu estou em um relacionamento. Não, não é com um exemplar do sexo masculino. Não seja bobo. Em vez disso, eu mantive por mais um ano um relacionamento perfeito e belo com Madonna. Tudo foi simplesmente perfeito. Sua apresentação apoteótica no SuperBowl 2012 (ASSISTA NOVAMENTE), o qual bateu recorde de audiência (mais do que o próprio jogo si), seu maravilhoso álbum #1 MDNA e que não paro de ouvi, apenas de que alguns fãs torceram o nariz para ele, pelo belíssimo filme W.E. (o qual ela ganhou um Globo de Ouro e fez Elton John chorar de raiva) e pela espetacular e mais bem-sucedida tour de 2012, o MDNA Tour, o qual tive o prazer de assistir três vezes.

Acompanhei três ótimos vídeos, com destaque para “Girl Gone Wild” e o vídeo interlude da tournê “Justify My Love” (uma pena não ter sido lançado como um novo “Justify my Love” single/clipe 2.0 em todas as emissoras de TV do mundo. Vi Madonna dá os seus ataques de fúria pelos vídeos no Youtube durante sua tour, reclamar da chuva e até ignorar e depois gravar um vídeo ironizado todo o bafafá que o vídeo gerou – essa é Madonna. E pude também compartilhar cada movimento da estrela no facebook do Madonna Madworld. Cada post que escrevo sobre Madonna eles curtem, e bem provável que essa seja a minha primeira relação produtiva e saudável e eu não poderia apreciá-la mais. Eu quase igualei Madonna a Jesus, de uma forma muito ruim. Desde que o cristianismo fez uma lavagem cerebral nos seres humanos com a indução da Bíblia, parece que não se pode fazer mais nada de errado. O mesmo pode ser dito sobre Madonna desde que ela lançou seu SEX Book “.

A MDNA tour terminou na semana passada. Última turnê de Madonna, e seu nono megashow que visitou cidades na Europa, Oriente Médio, Estados Unidos, America Central e América do Sul e gostando do show ou não, você não pode negar o fato de que foi uma grande produção que se esforçou para mostrar que é o M-DNA ou melhor, o DNA de Madonna. E é claro que ela conseguiu.

Todos os elementos da carreira de Madonna estavam lá, remixados e revisitados para 2012: Controvérsia ligado ao sexo e religião e promulgação da violência, mas também a luta pelos direitos das minorias e o convite a tomar consciência sobre o que acontece no mundo em torno de nós. Madonna também foi muito política sobre esta turnê, ela apoiou abertamente Obama e não teve medo de falar sobre liberdade de expressão (Pussy Riot), quando ela visitou países que não estão muito dispostos a deixar seu povo se expressar. E, finalmente, os seus temas eternos de “acreditar em si mesmo” e que “se você trabalhar duro, seus sonhos viram realidade” estavam lá também! Todos misturados em um caleidoscópio de música e dança que compreende o melhor de suas novas canções e alguns de seus hinos imortais.

Esta é também a turnê em que Madonna esteve realmente mais perto de seus fãs e com as coisas que eles diziam para ela, Madonna pareceu realmente satisfeita por passar esse tempo com eles. Ela conversou, esbravejou, xingou, deu piti e brincou com eles durante passagens de som, ficou surpresa e lisonjeada. Madonna mostrou que ela é humana e não um sono coletivo, como muitos pensam. Ela prometeu um grande espetáculo, e lá estava lá num show com os maiores efeitos visuais, a maior tecnologia em telões, sons, palco, nunca jamais feito por nenhum outro artista. Mais uma vez Madonna foi a pioneira, e mesmo os preços dos ingressos salgados terem revoltados alguns, quem esteve em algum show sabe que tudo aquilo que acontece (e não basta assistir a um único show para se dar conta de tudo o que acorre no palco, é muita informação, informação essa que só veremos no lançamento do DVD/Blu-ray do MDNA Tour.)

Madonna

Este foi realmente um grande show e ainda que no início parecia um pouco apressado, mas com o tempo as coisas foram otimizadas e, eventualmente passaram a fazer mais sentido. Mas, acima de tudo o profissionalismo de Madonna era evidente, ela dançou complicadas coreografias em chuvas torrenciais, tocou Turn Up The Radio em um pesado figurino em países ou locais onde era tão quente que você podia vê-la literalmente coberta de suor! Ela foi esperta e engenhosa quando os inevitáveis problemas técnicos vieram (o “Motel” de Gang Bang em Birmingham, UK, devido a problemas técnicos, os problemas técnicos que fizeram Madonna deixar de fora Like A Virgin e Love Spent em São Paulo e Porto Alegre, no Brasil, a forte chuva no Chile que fez Madonna cortar metade do show e até um blackout no último show da tour, em Córdoba, Argentina – programação musical não funcionou corretamente em poucas situações).

É claro que houve também momentos frenéticos, sendo o maior de todos ocorrido no L’Olympia (DVD aqui). Provavelmente, se a Live Nation France tivesse tido um pouco mais de cuidado para explicar que ia ser um pocket show (de fato era claro desde o início para nós, os fãs de carteirinha) Madonna poderia ter talvez evitado a má publicidade, mas ainda assim os fãs afortunados que assistiram o show (e os que assistiram ao vivo no Youtube), não só viram performances únicas de Beautiful Killer e Je T’aime Moi Non Plus, mas puderam orgulhosamente, ou sorridentemente dizer que, de alguma forma, fizeram parte da história de Madonna bem como toda a imprensa mundial que reprisou a notícia sobre aquele mini show.

Para encurtar a história, a MDNA Tour provou mais uma vez que só há uma Rainha e é Madonna (é, eu sei que isso magoará muita gente!)

O Madonna Madworld quer felicitar e parabenizar Madonna, seus empresários, os dançarinos, os incríveis Nicki Richards e Monte Pittman e toda a produção que montou um espetáculo de tirar o fôlego e que nós curtimos muito! Queremos também agradecer a todos os fãs e amigos encantadores que conhecemos nessa turnê, foi ótimo compartilhar esta experiência com todos vocês! Vamos esperar para ver um grande espetáculo novo em 2014!

Então, vocês. Olhem para trás em seu ano e me digam se não tiveram uma relação mais apaixonada, amorosa ou completa este ano como a que eu tive com Madonna. Agora esperar o tão aguardado lançamento do MDNA Tour em vídeo (há vários DVD da tour aqui no site à venda) e um novo álbum, afinal, Madonna em 2007, Madonna encerrou o contrato com a Warner, gravadora pela qual lançou seus discos desde o começo da carreira, em 1982. A mudança de casa engordou a conta bancária da cantora em pelo menos U$ 150 milhões por um contrato de 10 anos.

Parabéns Madonna pelo glorioso ano de 2012.

Obrigado a Jorge Luiz pela ajuda no texto – família Madonna Madworld, como também a Leonardo Magalhães.

Show na Argentina com apagão: Madonna mais solta no último show do MDNA Tour

Sem chuva mas com pane elétrico, nada tirou o ótimo humor de Madonna durante seu último show da mais rentável tour de 2012, o MDNA Tour. Madonna encerrou sua tournê em Córdoba, Angentina, neste sábado (22)

Madonna foi irônica, não perdeu o rebolado, e como a urucubaca pela America do Sul esteve solta durante sua passagem pelo continente durante o MDNA Tour, o último show da tournê teve APAGÃO.

No show deste sábado, em Córdoba, no estádio Mario Alberto Kempes, 50.000 mil pessoas aguardando ansiosos por Madonna, a rainha do pop encantou seus seguidores, mas, como nada foi perfeito na linha abaixo do Equador, mas um problema: uma falha técnica em um de seus equipamentos de iluminação de palco ficaram sem energia elétrica por 45 minutos.

Madonna

Madonna

Através de um comunicado de imprensa, o governo provincial informou que a interrupção do show foi o resultado de uma falha de geradores usados pela própria empresa responsável pelos shows de Madonna – geradores próprios. Estes geradores foram operados por membros da equipe da cantora, não sendo de nenhuma responsabilidade da EPEC (Empresa Provincial de Energía de Córdoba). Com esses equipamentos, Madonna produziu energia fornecendo um serviço independente em iluminação de palco e som para o show.

Após o apagão no palco durante a performance de “Open Your Heart”, o estádio intensificou a iluminação para garantir a segurança do público, e depois de 50 minutos e com o palco ao normal, Madonna continuou o show, mas cantou NÃO “Masterpiece” e o deixou de exibir o vídeo interlude de “Justify My Love” (menos mal).

Madonna brincou com os fãs do Golden Triangulo sentada enquanto esperava a energia voltar….o microfone não funcionava e ela até tentou usar um megafone trazido pelo bailarino Brahim Zaibat, e mesmo sem o estádio ouvir, tranquilizou os fãs de que o show continuaria assim que a energia voltasse (UFA!). Cantou junto com os dançarinos algumas músicas, incluindo HOLIDAY acapella.

Logo após a volta da energia, Madonna recomeçou o show a partir de VOGUE.

Madonna

Apesar da retirada de “Masterpiece”, Madonna performou LIKE A VIRGIN e LOVE SPENT normalmente e, sem deixar a ironia de lado, surpreendeu ao ascender um cigarro enquanto cantava ao piano e soltou a frase “É ótimo quando não se tem pessoas fumando por perto, né?” (ironizando os acontecimentos no Chile – clique aqui para ler). Desta vez, a tatuagem nas costas de Madonna foi a palavra “END” (FIM).

Madonna

Os DJs que animaram a noite antes de Madonna entrar no palco foram Facu Carri y Laidback Luke.

Enfim, mais uma tour de grande sucesso se encerra na gloriosa carreira de Madonna. Uma tour de muita energia, tecnologia, perfeição, e com certos problemas com chuva, falta de energia, na América do Sul. Que Madonna não fique traumatizada conosco e volte sempre.

Assista ao vídeo do show durante o blackout

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Pelo twitter, o empresário de Madonna, Guy Oseary, agradeceu aos fãs e a todos que estiveram presentes em todo MDNA Tour e também agradeceu a Madonna por um dos maiores momentos de todos os tempos. Em breve, Oseary deve lançar o livro oficial da tour.

MADONNA: Artista do ano e tour mais lucrativa de 2012

Mais uma lista da revista “Billboard” foi apresentada esta semana. De acordo com os leitores da publicação, Madonna ganhou o título de Artista do Ano em 2012. A rainha do pop ainda ficou na primeira posição na preferência do público.

O ano de 2012 já começou intenso para Madonna, com uma incrível e comentada apresentação no Super Bowl, no show do intervalo da final do campeonato de futebol americano, visto por 114 milhões de pessoas.

Depois ela lançou o 12.º segundo disco da carreira, “MDNA”, e saiu em uma turnê mundial para divulgar o trabalho, eleita como a mais lucrativa de 2012. Por isso, os leitores também a colocaram no topo das categorias de melhor turnê, melhor aparição na TV, melhor álbum e melhor briga, com Lady Gaga.

TOUR MAIS LUCRATIVA DE 2012

Embora as paradas pop deste ano tenham sido dominadas por cantores jovens, foram os veteranos – encabeçados por Madonna– que mais faturaram fazendo shows, segundo uma lista divulgada na terça-feira (18) pela Billboard.

A cantora de 54 anos conseguiu uma bilheteria estimada em US$ 228,4 milhões com sua nona turnê mundial, que termina no fim de semana na América do Sul, após mais de 80 apresentações desde maio. Ela superou a rival Lady Gaga, de 26 anos, que ocupou apenas a sexta posição com os US$ 124,9 milhões arrecadados por sua turnê “Born this way ball”.

1
Madonna
Total Gross: $228,406,085 Number of Shows: 72
Total Attendance: 1,635,176 Number of Sell-Outs: 72
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2
Bruce Springsteen & The E Street Band
Total Gross: $199,371,791 Number of Shows: 72
Total Attendance: 2,165,925 Number of Sell-Outs: 54
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3

Roger Waters
Total Gross: $186,466,703 Number of Shows: 72
Total Attendance: 1,680,042 Number of Sell-Outs: 51
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4
Michael Jackson The Immortal World Tour by Cirque Du Soleil
Total Gross: $147,310,505 Number of Shows: 183
Total Attendance: 1,374,482 Number of Sell-Outs: 9
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5
Coldplay
Total Gross: $147,188,828 Number of Shows: 67
Total Attendance: 1,811,787 Number of Sell-Outs: 56
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6

Lady Gaga
Total Gross: $124,879,545 Number of Shows: 65
Total Attendance: 1,111,099 Number of Sell-Outs: 65
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7
Kenny Chesney & Tim McGraw
Total Gross: $96,458,890 Number of Shows: 23
Total Attendance: 1,085,382 Number of Sell-Outs: 9
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8
Van Halen
Total Gross: $54,425,548 Number of Shows: 46
Total Attendance: 522,296 Number of Sell-Outs: 9
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9
Jay-Z & Kanye West
Total Gross: $46,986,464 Number of Shows: 31
Total Attendance: 371,777 Number of Sell-Outs: 15
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10
Andre Rieu
Total Gross: $46,785,717 Number of Shows: 99
Total Attendance: 490,165 Number of Sell-Outs: 2
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11
Dave Matthews Band
Total Gross: $41,433,182 Number of Shows: 41
Total Attendance: 757,629 Number of Sell-Outs: 17
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12
Barbra Streisand
Total Gross: $40,657,170 Number of Shows: 12
Total Attendance: 154,287 Number of Sell-Outs: 12
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13
Jason Aldean
Total Gross: $39,956,703 Number of Shows: 59
Total Attendance: 984,229 Number of Sell-Outs: 59
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14
Lady Antebellum
Total Gross: $38,358,801 Number of Shows: 88
Total Attendance: 860,065 Number of Sell-Outs: 72
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15
Red Hot Chili Peppers
Total Gross: $33,911,873 Number of Shows: 42
Total Attendance: 549,028 Number of Sell-Outs: 24
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16
Brad Paisley
Total Gross: $33,794,719 Number of Shows: 51
Total Attendance: 485,852 Number of Sell-Outs: 31
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17
Nickelback
Total Gross: $33,790,267 Number of Shows: 50
Total Attendance: 492,492 Number of Sell-Outs: 7
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18
Trans-Siberian Orchestra
Total Gross: $33,370,711 Number of Shows: 99
Total Attendance: 673,575 Number of Sell-Outs: 13
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19
Elton John
Total Gross: $32,920,986 Number of Shows: 38
Total Attendance: 240,381 Number of Sell-Outs:25
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20
Justin Bieber

Total Gross: $30,667,737 Number of Shows: 29
Total Attendance: 402,710 Number of Sell-Outs: 28
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21
Rod Stewart
Total Gross: $30,158,491 Number of Shows: 35
Total Attendance: 201,912 Number of Sell-Outs: 24
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22
Neil Diamond
Total Gross: $29,910,078 Number of Shows: 30
Total Attendance: 317,824 Number of Sell-Outs: 6
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23
Pearl Jam
Total Gross: $27,363,430 Number of Shows: 11
Total Attendance: 337,613 Number of Sell-Outs: 0
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24
Taylor Swift
Total Gross: $26,310,160 Number of Shows: 21
Total Attendance: 285,715 Number of Sell-Outs: 21
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25
Rascal Flatts
Total Gross: $26,155,360 Number of Shows: 45
Total Attendance: 612,243 Number of Sell-Outs: 21

OUTRAS POSIÇÕES DE MADONNA NA BILLBOARD YEAR-END 2012

#23 no Billboard Top Artist of the year.
#44 no Billboard 200 Albums of the year com MDNA.
#2 no Billboard Top Dance/Electronic Albums of the year com MDNA.
#40 no Top Canadian Albums of the year com MDNA
#33 com “Turn up the Radio”, #41 com “Give me all your Luvin’” com #44 with “Girl Gone Wild” no Dance/Club Songs of the Year charts.