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Ilusionista David Blaine e Madonna juntos no Art For Freedom

madonna david blaine Art For Freedom secretprojectMadonna anunciou na última sexta que o ilusionista David Blaine estaria com ela como curador-convidado para a edição de Dezembro do projeto +, a competição online que ela iniciou em Setembro com a empresa de multimídia Vice. O objetivo do programa é encorajar artistas, fotógrafos, videógrafos e poetas a criar trabalhos que destaquem a justiça social.

Na competição, novos trabalhos podem ser enviados ao site do Art For Freedom (http://artforfreedom.com), de onde Madonna e o Sr. Blaine escolherão projetos a serem postados diariamente. O vencedor, escolhido no fim do mês, ganha um prêmio de $10 mil, a ser doado a uma organização sem fins lucrativos escolhida pelo campeão.

O vencedor de Novembro, anunciado na última sexta, é Amber Fares, de Speed Sisters, um filme que ela está fazendo sobre um time de corrida totalmente feminino da Palestina, no qual uma das corredoras, Noor Daoud, iguala a corrida com liberdade. O prêmio em dinheiro será entregue ao término do filme. Os prêmios será dados mensalmente até o próximo mês de Setembro.

Entrevista completa de Madonna para a revista Harper’s Bazaar traduzida!

Madonna voltou!

Mas ela nunca foi embora. Depois de mandar no mundo Pop por 30 anos, ela conta a verdade sobre a ousadia. Veja o ousado ensaio fotográfico para a edição de Novembro.

“Verdade ou Consequência?”

Isso é um slogan muitas vezes associado a mim. Eu fiz um documentário com este título, e ele se prendeu a mim como papel mata-moscas desde então. É um jogo divertido, se você está com vontade de assumir riscos, e geralmente eu estou. No entanto, você tem que jogar com um grupo inteligente de pessoas. Caso contrário, você se verá beijando todo mundo na sala ou fazendo sexo oral em garrafas de água!As pessoas geralmente escolhem a “verdade” quando é a vez delas porque você consegue mentir sobre si mesmo e ninguém será o mais sábio, mas quando você é desafiado a fazer algo, você tem que fazê-lo de verdade. E fazer algo ousado é uma proposta bastante assustadora para a maioria das pessoas. Mesmo assim, por alguma estranha razão, isso se tornou a minha “razão de viver”.

Se eu não posso ser ousada em meu trabalho ou na forma como vivo a minha vida, então não vejo por quê estar neste planeta.

Isso pode parecer um pouco extremista, mas crescer em um subúrbio no centro-oeste era tudo o que eu precisava para entender que o mundo era dividido em duas categorias: as pessoas que seguiram o status quo e ficavam na zona de conforto, e as pessoas que jogaram as convenções pela janela e dançaram a um ritmo diferente. Eu me atirei para a segunda categoria e logo descobri que ser uma rebelde e não conformada não a torna muito popular. Na verdade, faz o oposto. Você é visto como um suspeito. Um encrenqueiro. Alguém perigoso.

Quando você tem 15 anos, isto pode ser um pouco desconfortável. Adolescentes querem encaixar-se por um lado e ser rebelde do outro. Beber cerveja e fumar maconha no estacionamento do meu ensino médio não era minha ideia de ser rebelde, porque isso é o que todos faziam. E eu nunca quis fazer o que todo mundo fazia. Eu pensei que era mais legal não depilar as pernas ou debaixo dos braços. Quer dizer, por que Deus nos deu cabelo lá afinal? Por que os caras não tinham que raspar lá? Por que isso foi aceito na Europa, mas não nos EUA? Ninguém podia responder às minhas perguntas de forma satisfatória, então eu ousei ainda mais. Me recusei a usar maquiagem e lenços amarrados na cabeça, como uma camponesa russa. Fiz o contrário do que todas as outras garotas faziam, e comecei a afastar os homens. Eu desafiava as pessoas a gostarem de mim e da minha não-conformidade.

Madonna Harper’s Bazaar Interview 2013Isto não correu muito bem. A maioria das pessoas me achava estranha. Eu não tinha muitos amigos; Posso não ter tido nenhum amigo. Mas tudo acabou bem no final, porque quando você não é popular e você não tem uma vida social, há mais tempo para se concentrar em seu futuro. E, para mim, que estava indo para Nova York me tornar uma artista de verdade. Para ser capaz de expressar-me em uma cidade de inconformistas. Pra me deleitar, e dançar e agitar em um mundo e estar rodeada por pessoas ousadas.

Nova York não era tudo que eu pensava que seria. Ela não me recebeu de braços abertos. No primeiro ano, colocaram uma arma na minha cabeça. Estuprada no telhado de um edifício, eu fui arrastada com uma faca em minhas costas, e tive meu apartamento invadido três vezes. Não sei por quê; Não tinha nada de valor depois que levaram meu rádio pela primeira vez.

Os edifícios altos e a escala maciça de Nova York tiraram o meu fôlego. As calçadas quentes e o barulho do tráfego e a eletricidade das pessoas correndo por mim nas ruas foi um grande choque para meus neurotransmissores. Senti que eu tinha me conectado com outro universo. Eu me senti como um guerreiro mergulhando através das multidões para sobreviver. O sangue corria nas minhas veias, e eu estava pronta para sobrevivência. Me sentia viva.

Madonna Harper’s Bazaar Interview 2013Mas também me cagava de medo, e pirava com o cheiro de mijo e vômito em toda parte, especialmente na porta de entrada do meu terceiro andar sem elevador.

E todos os mendigos na rua. Não foi nada para o qual me preparei em Rochester, Michigan. Tentar ser uma dançarina profissional, pagar meu aluguel depois de posar nua para aulas de arte, encarar as pessoas olhando para mim nua. Desafiando-as a pensar em mim como um formulário que eles estavam tentando capturar com seus lápis e carvão. Eu era desafiadora. Teimosa em sobreviver. Em ser bem-sucedida. Mas foi difícil e era solitário, e eu tive que me desafiar todos os dias para continuar. Às vezes, me fazia de vítima e chorava na minha caixa de sapato de um quarto com uma janela que dava para uma parede, vendo os pombos cagarem na minha janela. E perguntava-me se tudo valia a pena, mas então eu me recompunha e olhava para um cartão-postal de Frida Kahlo grudado em minha parede, e a visão de seu bigode me consolava. Porque ela era um artista que não se importava com o que as pessoas pensavam. Eu a admirava. Ela foi ousada. Pessoas deram-lhe muito trabalho. A vida deu-lhe muito trabalho. Se ela pôde fazer isso, então eu também podia.

Aos 25, é um pouco mais fácil ser ousada, especialmente se você é uma popstar, porque o comportamento excêntrico é esperado de você. Até então, eu depilava debaixo dos braços, mas também usava quantos crucifixos meu pescoço aguentava, e dizia às pessoas em entrevistas que eu fazia porque achava Jesus sexy. Bem, ele era sexy para mim, mas também dizia que era provocante. Tenho uma relação engraçada com a religião. Acredito muito em comportamento ritualístico, contanto que não machuque ninguém. Mas eu não sou uma grande fã de regras. E, mesmo assim, não podemos viver num mundo sem ordem. Mas para mim, há uma diferença entre regras e ordem. As pessoas seguem regras sem questionar. A ordem é o que acontece quando as palavras e ações unem as pessoas, e não as separa. Sim, eu gosto de provocar; está no meu DNA. Mas em nove de 10 vezes, há uma razão para isso.

Aos 35 anos, estava divorciada e procurando pelo amor em todos os lugares errados. Eu decidi que precisava ser mais do que uma menina com dentes de ouro e namorados gangsters. Mais do que uma provocadora sexual implorando as meninas para não aceitarem o segundo lugar. Comecei a procurar significado e um sentido real de propósito na vida. Eu queria ser mãe, mas percebi que, só porque eu lutava pela liberdade, não significava que estava qualificada para criar uma criança. Eu decidi que precisava ter uma vida espiritual. Foi quando eu descobri a Cabala.

Madonna Harper’s Bazaar Interview 2013Dizem que quando o aluno está pronto, o professor aparece, e eu temo que esse clichê se aplicou a mim também. Esse foi o próximo período de ousadia de minha vida. No início, eu me sentava na parte de trás da sala de aula. Eu era geralmente a única mulher. Todo mundo parecia muito sério. A maioria dos homens usava ternos e kippahs. Ninguém me percebia e ninguém parecia se importar, e isso me serviu muito bem. O que o professor dizia me deixou louca. Ressoou em mim. Me inspirou. Nós estávamos falando sobre Deus e o céu e o inferno, mas não parecia que um dogma religioso estava sendo enfiado na minha garganta. Eu estava aprendendo sobre ciência e física quântica. Eu estava lendo Aramaico. Eu estava estudando História. Fui apresentada a uma sabedoria antiga que eu podia aplicar na minha vida de forma prática. E, pela primeira vez, perguntas e debates foram incentivados. Este era o meu tipo de lugar.

Quando o mundo descobriu que eu estava estudando a Kabbalah, fui acusada de participar de um culto. Fui acusada de ter sofrido uma lavagem cerebral. De ter doado todo o meu dinheiro. Fui acusada de todos os tipos de loucuras. Se tivesse me tornado Budista — coloquei um altar na minha casa e comecei a cantar “Nam-myoho-renge-kyo” — ninguém teria me incomodado. Quero dizer, nenhum desrespeito aos Budistas, mas a Kabbalah realmente assustou as pessoas. E ainda assusta. Agora, você acharia que estudar a interpretação mística do Antigo Testamento e tentar entender os segredos do universo era algo inofensivo. Eu não estava ferindo ninguém. Só ia pra aula, tomava notas no meu caderno espiral, contemplava o meu futuro. Eu realmente estava tentando me tornar uma pessoa melhor.

Por alguma razão, aquilo enfureceu as pessoas. Deixou-as loucas de raiva. Eu fazia algo perigoso? Isso me forçou a me questionar: “Tentar me relacionar com Deus é ousado?”. Talvez seja.

Quando completei 45, casei-me novamente, com dois filhos e morava em Inglaterra. Considero a mudança para um país estrangeiro algo muito ousado. Não foi fácil para mim. Só porque falamos a mesma língua, não quer dizer que falamos a mesma língua. Não percebi que havia ainda um sistema de classes. Eu não entendia a cultura de Pubs. Eu não entendia que seria reprovada por ser abertamente ambiciosa. Mais uma vez, eu me senti sozinha. Mas eu permaneci lá e encontrei meu caminho, e aprendi a amar a sagacidade inglesa, a arquitetura georgiana, o pudim de caramelo pegajosa e o interior inglês. Não há nada mais bonito do que o interior da Inglaterra.

Então eu decidi que tinha vergonha dos ricos e que havia muitas crianças no mundo sem pais ou famílias a amá-los. Me inscrevi em uma agência de adoção internacional e passei por toda a burocracia, testes e espera que todo mundo passa quando adotam. Como obra do destino, no meio deste processo uma mulher me ligou de um pequeno país na África chamado Malawi, e me contou sobre os milhões de crianças órfãs da AIDS. Antes que consiga dizer “Zikomo Kwambiri”, eu estava no aeroporto em Lilongwe em direção a um orfanato em Mchinji, onde conheci o meu filho David. E esse foi o começo de mais um capítulo de ousadia de minha vida. Eu não sabia que tentar adotar uma criança ia aterrar-me em outra tempestade de merda. Mas assim foi. Fui acusada de rapto de criança, tráfico, usando meu status de celebridade para avançar na fila, subornar funcionários do governo, bruxaria e tudo o mais. Certamente, eu tinha feito algo ilegal!

Esta foi uma experiência reveladora. Um ponto muito baixo na minha vida. Eu poderia aceitar as pessoas me criticando por simular masturbação no palco ou publicar o meu livro Sex, ou até por beijar Britney Spears em uma premiação, mas por tentar salvar a vida de uma criança não era algo que eu pensei que seria castigada. Amigos tentaram me animar, dizendo para pensar nisso tudo como dores de parto que todos temos que passar quando damos à luz. Isto era vagamente reconfortante. De qualquer forma, eu superei. Eu sobrevivi.

Quando adotei Mercy James, vesti a minha armadura. Eu tentei estar mais preparada. Eu me armei. Desta vez, fui acusada por uma juíza do Malauí que, por estar divorciada, eu era uma mãe incapaz. Lutei contra a suprema corte e ganhei. Demorou quase um ano e muitos advogados. Ainda assim apanhei, mas não doeu tanto. E ao olhar pra trás, não me arrependo de um momento da luta sequer.

Uma das muitas coisas que aprendi disso tudo: se você não se dispõe a lutar pelo que acredita, nem entre no ringue.

Dez anos depois, aqui estou eu, divorciada e morando em Nova York. Fui abençoada com quatro filhos incríveis. Tento ensiná-los a pensar fora da caixa. A serem ousados. A optar por fazer as coisas, porque são a coisa certa a fazer, não porque todo mundo está fazendo. Eu comecei a fazer filmes, o que é provavelmente a coisa mais desafiadora e gratificante que já fiz. Estou construindo escolas para as meninas em países islâmicos e estudando o Alcorão. Acho que é importante estudar todos os livros sagrados. Como meu amigo Yaman sempre me diz, um bom muçulmano é um bom judeu, e um bom judeu é um bom Cristão, e assim por diante. Concordo plenamente. Para algumas pessoas, é um pensamento muito ousado.

Como a vida continua (graças a Deus!), a ideia de ser ousada se tornou a norma para mim. Claro, isso é tudo sobre percepção porque questionar, desafiar as ideias das pessoas e dos sistemas de crenças e defender aqueles que não têm voz, tornou-se uma parte do meu cotidiano.

No meu livro, é normal. No meu livro, todo mundo faz algo ousado. Por favor, abra este livro. Eu te desafio!

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Obrigado a Leonardo Magalhães pela tradução.

Madonna quer que você comece uma revolução! Leia a entrevista de Madonna a Anderson Cooper

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Madonna falou com Anderson Cooper, da CNN, na quinta-feira, 03, sobre o novo projeto, Art For Freedom. Nele, ela convida os fãs a enviarem vídeos, músicas, poesias e fotografias originais para lutar contra a opressão, a intolerância e a complacência através da arte.

Através do Art For Freedom, ela explica: “Criamos esta plataforma para dar às pessoas ao redor do mundo uma oportunidade de responder à pergunta: ‘O que é liberdade para você?’”.

“Estou encorajando outras pessoas, sejam elas profissionais ou não, a usar a criatividade para se expressarem, para conversar, realmente começar a festa”, Madonna contou a Cooper.

Em setembro, ela revelou o que era apenas conhecido como #secretprojectrevolution em Los Angeles e Nova York. Os que compareceram assistiram a um “chamado à ação”, um filme que a cantora criou com o fotógrafo Steven Klein.

Cooper se encontrou com uma Madonna bem relaxada, que brincou que sofria de estresse pós-traumático depois de um treino pesado. Mas a artista estava claramente apaixonada pelo assunto e até pediu que o filho Rocco a esperasse enquanto a entrevista acontecia.

Cooper e Madonna tiveram uma extensa conversa, abordando desde a citação favorita do autor James Baldwin (“Não separo o espírito humano do artístico”) até o que aconteceu com o uniforme de escoteiro que ela vestiu para os prêmios GLAAD deste ano. (Cada um de seus filhos pediu uma parte da roupa, mas “eu fiquei com as botas de combate”, Madonna disse. “Vou precisar delas para a minha revolução.”).

Eis alguns destaques da entrevista:

Anderson Cooper: Ouvi dizer que você chama este projeto de “a coisa mais importante que já fez, além de criar seus filhos”.

Madonna:Sim. Obviamente, sinto muita responsabilidade em ser uma boa mãe e criar meus filhos. Sou muito séria quanto a isso. Quem eles são, o que se tornaram e o que contribuem ao mundo é muito importante pra mim. Tudo perfeito neste ponto, graças a Deus, mas o mesmo acontece com este filme. Dediquei não sei quantas horas, e gastei meu próprio dinheiro nisso. Steven Klein fez o mesmo.

Fizemos sem objetivos financeiros, e também não para promover nenhum produto em particular. A única razão de fazermos é porque queremos destacar assuntos que precisam ser destacados. Realmente vejo que o mundo em que vivemos está em colapso, e a civilização está se afundando.

Acredito que estamos em um nível muito baixo de consciência, e não sabemos como tratar uns aos outros como seres humanos. Estamos presos em nossas próprias vidas, nossas necessidades, na gratificação do nosso ego. Sinto muita responsabilidade em entregar esta mensagem.

Cooper: Parece haver otimismo no que você está fazendo.

Madonna: Claro! Faço porque acredito no bem da humanidade, mas, muitas vezes, um empurrão é necessário. Acho que você já percebeu, ao longo dos anos. Quando as pessoas realmente querem salvar os outros? Quando há uma catástrofe. Quando acontece o 11 de setembro, ou quando as enchentes acontecem em Nova Orleans, ou quando as bombas acontecem em Boston. O que acontece? As pessoas se unem. De repente, todos dizem, “o que posso fazer para ajudar? Como posso ser útil?”.

O que estou tentando dizer é, por que precisamos estar nos piores momentos para darmos o nosso melhor e sermos o melhor que podemos ser?

Cooper: Eu fui à estreia do Secret Project Revolution em Nova York e você incorporou algumas palavras de James Baldwin. Não estou citando diretamente, mas ele disse que apenas o artista pode verdadeiramente ver e descrever a condição humana.
Não acho que é algo que muitas pessoas realmente acham, mas é claramente algo em que você acredita muito – que a arte pode, de verdade, mudar a vida das pessoas.

Madonna: Acredito nisso. E acho que era uma mudança maior na vida das pessoas quando não havia censura. Quando o capitalismo não mandava. Agora, para as pessoas conseguirem as coisas, eles têm que se associar a alguma marca e, uma vez que isso acontece, infelizmente, a marca começa a te censurar. Daí, de repente, não é mais a sua pura visão.

Imagine se alguém como John Lennon ou Bob Marley, Sid Vicious, Picasso, quem quer que seja, estivesse trabalhando e alguma empresa, algum diretor, alguma marca lhe dissesse, “Bem, você pode fazer isso, mas precisa tirar esse aspecto do seu trabalho”. Não haveria mais a pureza. Não teríamos mais o dom. Não aprenderíamos com o que eles tiveram pra compartilhar conosco. Apoio a não-censura e a liberdade de expressão.

Madonna anuncia Programa de Benefícios #ArtForFreedom com Anthony Kiedis do Red Hot Chili Peppers

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Madonna anunciou um programa de benefícios, em coordenação com Art For Freedom, a iniciativa digital global para alimentar a liberdade de expressão, para direcionar, responder e protestar contra as perseguições ao redor do mundo.

Madonna iniciou o Art For Freedom no dia 24 de setembro de 2013, ao postar o #Secretprojectrevolution, um vídeo de 17 minutos criado com Steven Klein. O filme – “um chamado à ação” (logo abaixo, legendado) – estreou originalmente no site Vice e continua pronto para download no Bit Torrent. Artistas são encorajados a disponibilizar seus trabalhos no site artforfreedom.com, em forma de vídeo, música, poesia ou fotografia, para expressar seus significados pessoais de liberdade e revolução.

Como parte da iniciativa Art For Freedom, Madonna lançou um programa de benefícios para apoiar indivíduos e organizações que trabalham para avançar na justiça social. Ao longo do próximo ano, ela irá escolher um artista a cada mês, cuja expressão criativa ajude a lutar contra opressão, intolerância e complacência. Madonna irá premiar em US$ 10 mil alguma organização não-lucrativa ou projeto de escolha do artista vencedor. Todos os projetos deverão focar em algum assunto de justiça social e exemplificar os valores do Art For Freedom.

Madonna irá escolher o vencedor a cada mês, com ajuda de um curador convidado, começando com Anthony Kiedis, do Red Hot Chili Peppers. Ela comentou:

“Quero ajudar a dar uma voz criativa àqueles que foram silenciados e tiveram seus direitos humanos negados. Art For Freedom é uma plataforma que dá aos artistas uma chance de definir ‘liberdade’ através de sua arte. Já recebemos muitos trabalhos incríveis. Estou convidando todo mundo para expressar suas ideias sobre liberdade, seja descrevendo alguma perseguição específica que tenham vivido, compartilhando o modo com que seus direitos foram violados e/ou compartilhando ideias criativas a respeito da luta contra a injustiça.”

Art For Freedom, lançado em parceria com o site Vice, recebeu mais de mil inscrições nas primeiras 48 horas. Estas e as próximas se tornarão parte da plataforma Art For Freedom, e serão elegíveis para o programa de benefícios Arts For Freedom. Contribuintes podem se unir ao projeto com artes originais no site www.artforfreedom.com ou marcando publicações originais com a tag #artforfreedom.

Assista ao curta #secretproject legendado e uma entrevista chocante sobre as pressões que sofreu em alguns países durante a passagem da tour MDNA, em 2012, inclusive com ameaça de morte vindo da Rússia caso ela defendesse a causa homossexual.

DVD Madonna Secret Project Revolution + bônus

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DVD Madonna – Secret Project + bônus – DVD trazendo o secret project em versões originais e legendadas, além de trailers, making ofs, premieres e muita coisa boa.

DVD Full HD – DVD9 (dual layer)

Segue o setlist:

1.Secret Project Revolution
2.Secret Project Revolution (Legendado)
3.The Vice Interview 2013 (Legendado)

BÔNUS

1.Secret Project Trailers
2.Secret Project Premire NY 24.09
3.#secretprojectrevolution – Los Angeles
4.Madonna’s Secret Workout (GMA 2013)
5.Between the Bars – Secret Project Premiere 24.09.2013
6.Vogue (MDNA World Tour) (Clipe oficial)
7.Especial 30 anos de carreira da rainha do Pop – Programa Agenda 2013
8.Arquivo N – Especial 55 anos da Rainha do Pop
9.Backdrops MDNA Tour (I Don´t Give A / Revolver)
10.Gang Bang (Secret Project Video)
11.Gang Bang (MDNA Tour BACKDROP)
12.Gang Bang (Remix) (Secret Project Video)
13.NYC Premiere – Madonna The MDNA Tour EPIX 2013
14.Madonna Q&A from MADONNA THE MDNA TOUR EPIX Event 2013
15.MDNA World Tour Making Of (Moment Factory)

Caso tenha interesse em adquirir, acesse aqui para informações.

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Crítica: Secret Project Revolution, por Madonna & Steven Klein

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E finalmente foi lançando esta semana o tão esperado Secret Project de Madonna e Steven Klein.

Desde o ano passado, quando rodou o mundo e fez 88 apresentações de sua MDNA Tour, considerada a segunda turnê feminina mais lucrativa da história, perdendo apenas para a Sticky and Sweet Tour da própria Madonna, realizada entre 2008 e 2009, os fãs de Madonna se perguntavam incessantemente: o que será que ela teria feito quando se trancou em um galpão em Buenos Aires, em dezembro, com Steven Klein e toda sua equipe de dançarinos? Seria um novo video clip? Seria uma sessão de fotos? Participariam outros artistas? Não se sabia de nada. E por isso o projeto ficou conhecido como Secret Project.

Marketeira de mão cheia, Madonna se aproveitou disso e começou a divulgar nas redes sociais e na Internet algumas pistas para provocar maior alvoroço. Uma foto onde o nome de Rihanna aparece causou rebuliço. Lady Gaga e ela trabalhando juntas? Pequenos trailers teasers lançados e o rebuliço continuava. Programado inicialmente para maio, na data lançada milhares ficaram prostrados esperando na rede e… nada! Chegaram a brincar que de tão secreto este projeto deveria nem existir! Provocações dela mesma vieram quando recebeu o Billboard Award este ano, quando disse que estava prestes a começar uma revolução: a revolução do amor.

Até que quando da divulgação do DVD da referida tour, também lançado agora em setembro, as coisas começaram a tomar forma e nesta última terça-feira foi jogado na rede o filmete de 17 minutos chamado Secret Project Revolution.

Não era um ensaio fotográfico e nem um video clipe. O filme, em preto e branco, mostra cenas de opressão, de tortura, de massacre. Não é realmente muito agradável ver Madonna com uma arma na mão atirando em seus companheiros e, depois fazendo o papel de uma encarcerada, presa em uma cela e sendo torturada. Mas tudo isso é uma metáfora. Madonna está pregando a liberdade. A liberdade de expressão, a liberdade do ser, a liberdade em geral. No decorrer do filme, falas de seus discursos politizados, feitos durante a MDNA Tour são ouvidos, e uma narração em off explica o porque daquele projeto e o objetivo do mesmo.

” Essa revolução superará todo o medo, todo o sofrimento, e toda separação. E incluirá todas as pessoas: negros, brancos, cristãos, chineses, muçulmanos, judeus, gays, heteros, bissexuais, gordos, incapacitados, ricos, pobres, artistas e autistas. (…) Estamos juntos neste navio, navegando como um arpão incandescente no mar.” – diz Madonna em um dos trechos.

Ou ainda:
” Eu sinto que as pessoas estão ficando cada vez mais amedrontadas por aqueles que são diferentes. As pessoas estão ficando cada vez mais intolerantes. Nós queremos lutar pelo direito de sermos livres. Este é um momento muito sério onde nós podemos fazer a diferença, nós podemos mudar isso. Nós temos o poder. E nós não precisamos fazer isso com violência. Apenas temos que fazer isso com amor.”

As cenas de tortura, em especial, me remeteram a cenas de filmes sobre o período da ditadura militar na América do Sul, em especial a um filme chamado Garage Olimpo, que me causou a mesma sensação de sufocamento quando o assisti, ou nosso Olga. Impossível não ser remetido à cenas de filmes sobre o nazismo, como o célebre A Lista de Schindler, onde a personagem de Ralph Fiennes atira aleatoriamente em judeus no campo de concentração. Quando não aprendemos com a história ela acaba se repetindo, diz Madonna em um trecho, e é isto que está acontecendo.

Lembrando que ano passado, enquanto ela fazia sua turnê, ela se envolveu ativamente no caso da banda russa Pussy Riot que foi presa por se expressar contra o governo de Putin. Aconteceu também o caso de Malala Yousafzai, estudante, ativista e blogueira paquistanesa que foi alvejada dentro de um ônibus escolar por defender os direitos das garotas paquistanesas de estudarem.

Madonna provoca mais uma vez, instiga as pessoas a pensarem, usa sua arte como voz ativa dos oprimidos e prega a liberdade em todos os aspectos. Muitos, como sempre, vão torcer o nariz e falar que isso não passa de demagogia da parte dela. Outros, não só fãs e afins, vão se engajar no projeto e dar mais voz ainda ao mesmo. O importante aqui é a capacidade do curta de chacoalhar, de fazer pensar em quão robotizada, mecânica e manipulável a sociedade está se tornando com seus gadjets, iPhones, iPods e tantas outras coisas que de certa forma também oprimem, pois faz com que as pessoas parem de pensar e acabem se sucumbindo ao que lhes é entregue de maneira pacífica. Enquanto houver pessoas que pregam o ódio contra as diferenças, como os políticos brasileiros cujos nomes não irei citar, e incitam a violência contra quem eles consideram escória, teremos muitas sementes de ditadores como Hitlers e Mussolinis espalhados pelo mundo e a história corre sim o risco de se repetir.

Trazendo o tema para a realidade brasileira, a bandalheira e baderneira que ocorre em nosso país atualmente, junto com a falta de punição, é também uma forma de opressão. É também uma forma de pegar a arma metafórica de Madonna no vídeo e sair atirando aleatoriamente. É uma forma de encarceramento. O que houve com todos os protestos e manifestações realizados este ano? Cessaram?

Penso que artistas não são demagogos quando levantam essas questões. É mais do que obrigação de quem faz e promove arte se engajar ativamente e cutucar a ferida, como Madonna faz e sempre fez. Não precisam ser fã dela ou concordar com tudo que ela faz. Somente tomem um tempo, 17 minutos, para ouvir o que ela tem a dizer.

Vale a pena. O vídeo do Secret Project está disponível abaixo.

Are you with her?

Resenha de Gustavo Espeschit (Clube do Cinema).

O que Madonna fala durante o curta SECRET PROJECT? Assista ao vídeo legendado

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O texto de Madonna no vídeo do #SecretProjectRevolution:

“Mercados econômicos estão entrando em colapso, pessoas ao redor do mundo estão sofrendo e pessoas estão com medo. E o que acontece quando as pessoas têm medo? Elas se tornam intolerantes. Elas começam a apontar o dedo para outras pessoas. Elas dizem “você é o motivo! você é o problema! A culpa é sua! Cai fora!”. O inimigo não está lá fora. O inimigo está dentro de nós.

Eu fiz a minha turnê este ano e parece que eu fui até o inferno e voltei. Eu vi muitas coisas das quais não gostei. Eu vi apatia, eu vi intolerância, eu vi desespero e pobreza. Eu vi discriminação e intolerância. E vi um tipo sinistro de nuvem negra chegando sobre mim, como uma cortina de desespero. Sim, eu vi a falta de desejo se espalhando como uma praga, pondo todos numa espécie de transe.

Então olhei nos olhos das pessoas e vi desamparo, desesperança. Vi humanos procurando por uma saída, uma nova e excitante distração. Uma desculpa para não fazer nada, um inimigo externo para culpar. Mas eu também vi pessoas desesperadas por uma entrada, buscando direção e inspiração, procurando por esperança e amor.

Eu falo a todos que eu quero começar uma revolução, mas ninguém me leva a sério. Se eu tivesse a pele escura e cabelo crespo, você me levaria a sério? Se eu fosse uma granada voando no ar, você me levaria a sério? Se eu usasse roupa camuflada e tivesse uma AK-47 nas minhas costas, você me levaria a sério? Mas ao invés disso eu sou uma mulher. Sou loira. Eu tenho peitos e bunda, e um desejo insaciável de ser notada. Eu ainda quero começar uma revolução. Alguém tem que começar.

Tem muita beleza no mundo sendo desperdiçada, muito talento que não é notado, muita criatividade sendo esmagada pelas rodas de grandes companhias que estão em alta. Mas é hora de acordar antes que seja tarde demais. A história está se repetindo. Você não vê o que está acontecendo? Vivemos em tempos assustadores. Ou eu deveria dizer que simplesmente não vivemos mais?

A democracia parece não mais existir. “Liberdade de expressão” parece uma frase pronta e, se você quiser ser um artista em nossos dias, você precisa ter braço forte, precisa estar preparado para nadar contra a correnteza e chocar águas infestadas. É melhor que você tenha a pele grossa porque quando os homens daqueles ditadores fascistas vierem atrás de você, com suas grandes botas de couro para te calar, para colocar uma mordaça em sua boca, para te mandar para um campo de concentração, você deve estar preparado para lutar por aquilo em que acredita.

Eu achava que tivesse a pele grossa. Mas agora Parece que eu nem tenho pele, como se a tivessem tirado comigo ainda viva. Eu não durmo mais. Eu perdi meu apetite. Não me sinto segura. Muitas pessoas não se sentem seguras. É por isso que quero começar uma revolução. Mas essa revolução não será televisionada, não estará na internet, não será um aplicativo disponível para seu iPhone. Você não terá como baixá-la.

Essa será a revolução do “pensar por si próprio”, do “ter sua própria opinião e não dar a mínima para que os outros dizem”. Essa será uma revolução sobre indagar mais, sobre não se preocupar em ganhar a aprovação de outras pessoas, sobre não desejar ser outra pessoa, mas estar perfeitamente contente com quem você é, alguém único, raro e destemido. Eu quero começar uma revolução de amor.

Essa revolução vai superar todo o medo, todo o sofrimento e toda a separação e incluirá todas as pessoas, negros, brancos, cristãos, chineses, muçulmanos, judeus, gays, heteros, bissexuais, gordos, incapacitados, ricos, pobres, artistas e autistas. Fodam-se os rótulos, eu odeio rótulos. Estamos juntos neste navio, navegando como um arpão incandescente neste mar.

Eu sinto que as pessoas estão cada vez mais amedrontadas por aqueles que são diferentes. As pessoas estão ficando cada vez mais intolerantes. Nós queremos lutar pelo direito de sermos livres. Este é um momento muito sério em que nós podemos fazer a diferença. Nós podemos mudar isso. Nós temos o poder. E nós não precisamos fazer isto com violência. Apenas temos que fazer isto com amor.

Jesus pregava isso, Maomé pregava isso, Buda pregava isso, Moisés pregava isso. Isso está no livro sagrado: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Vocês não podem usar religião para tratar mal as pessoas. Todos merecemos amor.

Eu me sinto nua e solitária. Tenho certeza que vocês podem se identificar com isso. Às vezes, tenho vontade de me bater. Às vezes, digo a mim mesma: “Por que não esperei? Por que ouvi todas aquelas vozes na minha cabeça? Por que não tive paciência? Por que deixei toda aquela dúvida entrar em minha cabeça, no meu sistema de crença? Por quê?”.

Eu sei o que estão pensando: se não aguenta o calor, então, cai fora da cozinha. Mas é tarde demais, eu estou na cozinha, e o fogão está no máximo. Eu quero iniciar uma revolução. Vocês estão comigo?

Este filme é dedicado a todos aqueles que foram perseguidos, estão sendo perseguidos, ou que podem ser perseguidos pela cor de sua pele, suas crenças religiosas, suas expressões artísticas, seu gênero ou suas preferências sexuais. Qualquer um cujos direitos humanos foram violados”.

A tradução é do Poser de Madonna.

Você diz que quer uma revolução: Dentro da festa “Secret Project Revolution” da Madonna

madonna-secret-project-prision-war-americanlifeAlgumas horas atrás, tive a sorte de comparecer à festa de lançamento do “Secret Project Revolution” da Madonna, um curta-metragem de 17 minutos em conjunção com Steven Klein, abordando discriminação e injustiça no mundo. (VEJA O VÍDEO AQUI)

Cheguei no evento por volta das 9 horas, daí tive que perambular até as 10 antes das portas se abrirem. O e-mail com o convite era claro sobre a pontualidade, alertando que não entraríamos se chegássemos depois das 10:45h. Mas muito cedo também não era bom. Como todos entrariam na Gagosian Gallery entre 10 e 10:45h? No fim, a lista de convidados era pequena mesmo, com talvez 250 pessoas.

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Lá dentro, a sala estava reservada. Uma foto de Madonna, tirada por Klein, do tamanho da parede, e sua trupe MDNA era um ponto focal, assim como uma foto gigante do olho de Madonna no filme. Mas o que realmente me chamou a atenção (sem contar o fato de que o ex de Madonna Sean Penn estava passeando por lá) foi uma área protegida em frente a uma parede em branco, onde imaginei que Madonna projetaria o filme e talvez se apresentaria de alguma forma, ou, pelo menos, falaria. Então, meu amigo Curtis e eu ficamos na frente enquanto a maioria das pessoas se misturaram e aceitaram bebidas de garçons com máscaras de gás.

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O tecido se revelou uma bandeira, que dizia:

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“A quem a Terra Santa pertence?”

Enquanto esperávamos, o artista Scooter LaForge nos contou que ele ouvira que Madonna cantaria uma música nova. Estávamos tão envolvidos com essa fofoca que quase perdemos: Madonna, de repente, estava aos nossos pés – literalmente. Maravilhosa em um casaco preto apertado e com uma touca “morango-loura”, Madonna estava de joelhos, muito próxima de nós, desenrolando um tecido branco. Ela nos falou sobre o exato lugar do tecido: “Vocês são a primeira fila. Não deixem ninguém estragar isso”. Os avisos de “Proibido fotografar” já haviam sido globalmente ignorados, então tirei uma foto rápida da diretriz trabalhando, mas mantivemos o tecido no lugar. Foi surreal vê-la comparecendo desta forma e, daí, caminhando entre seus convidados.

Pouco tempo depois, Madonna entrou na área e começou um discurso de 12 minutos, explicando suas motivações pra criar o “Secret Project Revolution”, um trabalho que ela chamou de “a coisa mais importante que já fez depois de ter os filhos”. Dizendo que não queria soar narcisista, Madonna, entretanto, afirmou: “Agora, só quero ouvir a mim mesma”. Todo o local ficou em silêncio enquanto ela defendia sua causa e explicava a intenção do filme, de iniciar um projeto de mídia social no qual as pessoas enviassem suas ideias de liberdade.

“Quando digo que quero começar uma revolução, é exatamente isso o que quero dizer. Quero dizer que quero começar um movimento de pessoas, de artistas, que não se preocupam com concursos de popularidade, que não se preocupam com aprovações, que não se preocupam com a beleza da bunda – embora seja importante ter uma bunda bonita…”

Foi legal o discurso dela ter um pouco de humor, algo que a revista Slant disse estar faltando neste projeto. Mas Madonna não estava rindo quando explicou que seu uso de armas foi metafórico – é bem óbvio quando você assiste ao filme, algo que os críticos ardorosos nem se importarão em fazer.

O fotógrafo e cineasta da Rainha, Steven Klein
O fotógrafo e cineasta da Rainha, Steven Klein

Logo antes do filme começar, ouvimos um longo trecho de uma entrevista de James Baldwin. Lembre-se de que Madonna nos mandou sentar, então a minha visão foi de pessoas como Zac Posen e Zachary Quinto e Donna Karan, sentados no chão frio da galeria.

O escritor James Baldwin
O escritor James Baldwin

(Senti cada minuto da minha idade com o passar do tempo…tão lentamente…até me endireitar novamente no fim.)

O filme por si próprio foi muito mais interessante por ser projetado com o som e o visual perfeitos dentro da galeria. Ainda acredito estar muito longe de ser “a coisa mais importante” que ela já fez, mas é um trabalho de muita paixão, exatamente o contrário das tentativas comerciais dentro de fora da música. É incrível que ela arranje tempo para algo assim depois de 30 anos de carreira. Se algo, a noite inteira – menos os grills dourados e outros exemplares de riqueza – remeteu aos dias da década de 80. Me perguntei o que Haring, Basquiat, Warhol e tantos outros daquela era, do passado dela, achariam deste evento, caso não tivessem sido datados por Madonna e seu desejo de sacudir as coisas.

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O empresário de Madonna, Guy Oseary, segura os cachos dela.

Após o filme, uma série de danças começou, estrelando os artistas da MDNA. As coreografias foram lindas (especialmente por Chaz Buzan e Marvin Gofin). Foi realmente espetacular ver de tão perto (por falar nisso, Chuck Close estava bem à esquerda).

Finalmente, Madonna, que estivera sentada no chão, bem na plateia, foi arrastada de volta ao palco por dois “policiais”. Daí, ela apresentou um cover lindo de “Between The Bars”, de Elliott Smith, em uma voz perfeita (a música é da trilha sonora de “Gênio Indomável” e, me lembro bem, Madonna disse que esse filme era seu favorito quando foi lançado). Madonna está se arriscando como cineasta e sinceramente acredita que pode iniciar uma Revolução de Amor que mudará o mundo, mas, pra mim, tudo voltará à música, e ouvi-la apresentar essa balada melancólica a poucos metros de mim realmente me emocionou.

Madonna tenta fazer um segundo discurso, sem sucesso
Madonna tenta fazer um segundo discurso, sem sucesso

No fim, alguém vestido de preto dançando ao redor de Madonna revelou ser o filho Rocco. Daí, eles e toda a equipe agradeceram enquanto a sala se transformou numa pista de dança. Exceto pelo fato de que Madonna estava entre nós, então a maioria dos festeiros se aproximou dela, que ia passando, cumprimentando os VIPs de todo o mundo e outros famosos.

O filhinho da mamãe, Rocco, que desabrocha como dançarino
O filhinho da mamãe, Rocco, que desabrocha como dançarino

A interação afetuosa de Madonna com Sean Penn me espantou; foi uma cena que nunca pude imaginar quando lia rumores sobre ela ser “torturada como um peru” pelo homem que se tornou o primeiro ex-marido.

Lindsay Lohan, colega de Klein, estava lá, relutantemente tirando fotos para os intrépidos perguntarem. Eu me re-apresentei a ela (trabalhei com ela durante sua adolescência!), dizendo: “Fui o editor da revista ‘Popstar’!”. Ela ficou chocada e gemeu: “…oh, Deus!”.

Adoro minhas fotos no estilo “Studio 54”, com Buzan, Gofin, Madonna, Klein & Lohan
Adoro minhas fotos no estilo “Studio 54”, com Buzan, Gofin, Madonna, Klein & Lohan

Vestindo algo bem curto, Perez Hilton estava de prontidão para receber alegres boas-vindas de Lohan e Ciccone. Anderson Cooper e seu amor Benjamin Maisani se jogaram na aura de Madonna, trazendo Marc Consuelos para dizer um “oi”.

A hora em que Madonna viu Anderson Cooper
A hora em que Madonna viu Anderson Cooper
Madonna, Anderson e o dançarino-astro Chaz Buzan
Madonna, Anderson e o dançarino-astro Chaz Buzan
Anderson tieta um pouco, enquanto Rocco e Marc Consuelos curtem o momento
Anderson tieta um pouco, enquanto Rocco e Marc Consuelos curtem o momento

Anderson parecia estupefato; adoro quando ele age como fã (Ben educadamente recusou fotos em nome de Anderson, dizendo que “não era uma boa noite para isso”, mas foi definitivamente uma boa noite para a foto dele com Madonna).

I´m Going To Tell You A Secret - Madonna e Anderson Cooper
I´m Going To Tell You A Secret – Madonna e Anderson Cooper

Por um bom tempo, os dançarinos se exibiram em um círculo, atraindo a atenção de Madonna e permitindo que ela se inserisse na multidão, de alguma forma longe dos constantes flashes.

Nunca percebi os grills até que olhei as minhas fotos. Eles “vieram pra ficar!”
Nunca percebi os grills até que olhei as minhas fotos. Eles “vieram pra ficar!”

Enquanto ela ia pra lá e pra cá pela sala, consegui dizer a ela que achei a noite incrível (e foi!) enquanto peguei-a pelo braço e a parabenizei – “Obrigada”, ela disse, olhando à frente. Acho que a maioria dos fãs de Madonna presentes conseguiram tocar ou se aproximar do ídolo. A disponibilidade dela foi sem precedentes.

“É como estar na festa ‘Sex’ dela”, um amigo disse. Bem, havia correntes na entrada.

Conforme a noite terminava, Madonna se esconder em uma pequena sala perto da porta. Um caminho foi liberado, um segurança, atrasado, proibiu quaisquer fotos e bloqueou câmeras com sua mão gigante, e ela foi escoltada até o carro.

Tentarei postar mais detalhes conforme eles chegarem, o que deve acontecer depois que eu dormir. A Revolução pode ser cansativa.

Obrigado por virem! Madonna se despede.
Obrigado por virem! Madonna se despede.

LEIA MAIS sobre o lançamento do SECRET PROJECT, de Madonna.

Tradução de Leonardo Magalhães (Obrigado querido amigo)
Texto traduzido Boy Culture.

SECRET PROJECT, de Madonna, disponível para download. Baixe agora!

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Acabou a espera. Por apenas 48h, finalmente o tão aguardado Secret Project Revolution está disponível para baixar via torrent.

O curta-metragem, dirigido pelo fotógrafo Steven Klein integra uma iniciativa chamada “Art for Freedom” e apoia o combate contra “opressão, intolerância e complacência”.

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR

PARA BAIXAR: Para o download você precisa clicar na primeira tela no botão “Download the Bitorrent bundle”. Na página seguinte, adicione o seu email e clique em Unlock! Pronto, o arquivo torrent será baixado. A seguir, você precisa de um programa como o uTorrent ou outros para baixar o arquivo de 6 gigas.

O vídeo já está disponível também no Youtube: