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Madonna fala sobre Trump, filmes e mais para a Billboard

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A atriz Elizabeth Banks, que estrelou “Destino Insólito” com Madonna em 2002, a entrevistou para a mais recente edição da revista Billboard de dezembro. Não deixe de ler!

Onde você está hoje?
Estou em Nova York, tentando organizar meu evento de arte para o “Raising Malawi”. Apenas lidando com artistas e gente temperamental.

Quantos artistas serão apresentados?

Serão provavelmente 12 trabalhos de arte. Eu quis dar preferência a artistas que eu coleciono ou amigos, ou até mesmo arte da minha própria coleção. No início, seria apenas arte, mas agora temos experiências, então estou tentando deixá-las o mais interessantes possível. Por exemplo, uma peça é de uma viagem minha ao Malawi, o berço de meus filhos David e Mercy. Outra é de um jogo de pôquer com Jonah Hill e Ed Norton, além de uma na casa de Leonardo DiCaprio em Palm Springs. Não achei que seria tão complicado, mas, enfim, é a vida. É complicado porque mexo com tudo: a iluminação, as cortinas, as flores, a decoração, a comida. Já provei muito vinho ruim. Este leilão é uma extensão minha, então quero que tudo esteja lindo e de bom gosto. Fica cansativo porque preciso estar presente em todos os aspectos: quem vai falar, os figurinos, as músicas…

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22 razões por que Madonna foi a melhor cantando Borderline no Jimmy Fallon

Madonna - Borderline - Jimmy Fallon - Obama 2016

1) Cantar Borderline não foi a escolha óbvia. Madonna nos surpreende mais uma vez;
2) A nova versão tem uma entrada jazz incrível;
3) Madonna adotou o visual clássico “mulherão”, à la Bad Girl;
4) A voz dela! Simbólica outra vez, Madonna nos lembra de que podemos ser os melhores se quisermos: ela não tem a voz mais incrível, mas sabe cantar;
5) Madonna está feliz;
6) Madonna está confiante. “Vadias, estou aqui!”;

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Crítica: Rebel Heart Tour: Madonna mostra porque é a rainha!

madonna rebel heart tour Washington holiday

“Bitch, I’m Madonna”
Esta é uma frase bem conhecida no mais recente espetáculo produzido por ninguém mais do que a Rainha do Pop, Madonna. A veterana de 57 anos provou o status no topo do trono ao apresentar um segmento de clássicos no show da Rebel Heart Tour em Washington, no último dia 12.

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Madonna é a artista mais influente na internet de todos os tempos

madonna mais influente da internet

A revista Time fez uma lista das 100 pessoas mais influentes na internet de todos os tempos. Madonna, que a 30 anos é considerada a celebridade mais popular e famosa do mundo, lidera a lista como a artista com o maior número de citações, buscas, comentários, fãs, páginas e links, ficando apenas atrás do ex-presidente dos EUA George W. Bush e do presidente Barack Obama.

Aqui está a lista dos 30 mais influentes e suas pontuações:

1. George W. Bush 43rd President of the United States 65.6
2. Barack Obama American politician, 44th President of the United States 45.3
3. Madonna American singer, actress, author 37.63
4. Beyoncé American singer-songwriter, actress, and fashion designer 36.73
5. Janet Jackson American singer-songwriter and actress 36.37
6. Silvio Berlusconi Italian politician, entrepreneur, and media proprietor 35.53
7. Bob Dylan American rock and folk musician 34.46
8. Pope Benedict XVI 265th pope 34.02
9. Mitt Romney American politician 33.87
10. Bill Clinton 42nd President of the United States. 33.64
11. Hillary Rodham Clinton U.S. Secretary of State, U.S. Senator, U.S. First Lady 33.34
12. Christina Aguilera American singer and songwriter 33.13
13. Mariah Carey American singer 32.6
14. Eminem Hip Hop rapper 32.18
15. Al Gore 45th Vice President of the United States 32.02
16. Britney Spears American musician, singer, songwriter, actress, author 31.71
17. Hulk Hogan American professional wrestler 31.64
18. Roger Federer Swiss tennis professional 30.32
19. Paul McCartney English rock musician 30.26
20. Jimmy Carter President of the United States 29.8
21. Cristiano Ronaldo Portuguese footballer 29.49
22. David Beckham Professional footballer 29.21
23. George H. W. Bush 41st president of the United States. 29.17
24. Big Show Professional wrestler; actor 28.86
25. John McCain U.S. Senator from Arizona; 2008 Republican Presidential nominee 28.8
26. Shaquille O’Neal Professional basketball player 28.78
27. Vladimir Putin 2nd President of the Russian Federation 28.74
28. Fidel Castro President of Cuba 28.7
29. John Kerry U.S. 2004 presidential nominee for the Democratic Party 28.5
30. Cher singer, actress, songwriter, author, entertainer 28.27

Para ver a lista completa, clique aqui.

Madonna é a segunda artista mais importante da história

madonna confessions tour live to tell jesus

O jornal inglês Daily Mail fez uma lista com as 1000 pessoas mais importantes da história. Madonna, entre artistas, ficou apenas atrás de Elvis Presley.

“Nós desenvolvemos métodos computacionais para medir importância histórica através da análise de Wikipedia e outras fontes de dados. Nós classificamos figuras históricas assim como o Google classifica as páginas, através da integração de um conjunto diversificado de medidas sobre a sua reputação (incluindo PageRank, comprimento do artigo, e leitores) para estimativas de sua fama, explicado por uma combinação de conquistas e fama. Nós verificamos a passagem do tempo de maneira fundamentada para que possamos razoavelmente comparar a importância de figuras históricas de diferentes épocas.

– Os dados são classificados de acordo com as opiniões expressas na internet.
– Algoritmo prevê como pessoas importantes permanecerá 200 anos após a morte.

1. Jesus
2. Napoleon
3. Muhammad
4. William Shakespeare
5. Abraham Lincoln
6. George Washington
7. Adolf Hitler
8. Aristotle
9. Alexander the Great
10. Thomas Jefferson
11. Henry VIII of England
12. Charles Darwin
13. Elizabeth I of England
14. Karl Marx
15. Julius Caesar
16. Queen Victoria
17. Martin Luther
18. Joseph Stalin
19. Albert Einstein
20. Christopher Columbus
21. Isaac Newton
22. Charlemagne
23. Theodore Roosevelt
24. Wolfgang Amadeus Mozart
25. Plato
26. Louis XIV of France
27. Ludwig van Beethoven
28. Ulysses S. Grant
29. Leonardo da Vinci
30. Augustus
31. Carl Linnaeus
32. Ronald Reagan
33. Charles Dickens
34. Paul the Apostle
35. Benjamin Franklin
36. George W. Bush
37. Winston Churchill
38. Genghis Khan
39. Charles I of England
40. Thomas Edison
41. James I of England
42. Friedrich Nietzsche
43. Franklin D. Roosevelt
44. Sigmund Freud
45. Alexander Hamilton
46. Mohandas Karamchand Gandhi
47. Woodrow Wilson
48. Johann Sebastian Bach
49. Galileo Galilei
50. Oliver Cromwell
51. James Madison
52. Gautama Buddha
53. Mark Twain
54. Edgar Allan Poe
55. Joseph Smith, Jr.
56. Adam Smith
57. David, King of Israel
58. George III of the United Kingdom
59. Immanuel Kant
60. James Cook
61. John Adams
62. Richard Wagner
63. Pyotr Ilyich Tchaikovsky
64. Voltaire
65. Saint Peter
66. Andrew Jackson
67. Constantine the Great
68. Socrates
69. Elvis Presley
70. William the Conqueror
71. John F. Kennedy
72. Augustine of Hippo
73. Vincent van Gogh
74. Nicolaus Copernicus
75. Vladimir Lenin
76. Robert E. Lee
77. Oscar Wilde
78. Charles II of England
79. Cicero
80. Jean-Jacques Rousseau
81. Francis Bacon
82. Richard Nixon
83. Louis XVI of France
84. Charles V, Holy Roman Emperor
85. King Arthur
86. Michelangelo
87. Philip II of Spain
88. Johann Wolfgang von Goethe
89. Ali, founder of Sufism
90. Thomas Aquinas
91. Pope John Paul II
92. René Descartes
93. Nikola Tesla
94. Harry S. Truman
95. Joan of Arc
96. Dante Alighieri
97. Otto von Bismarck
98. Grover Cleveland
99. John Calvin
100. John Locke

+

111. Barack Obama
121. Madonna
130. Bob Dylan
162. John Lennon
271. Margaret Thatcher
356. Nelson Mandela
1483. David Cameron


Artistas Musicais:

69. Elvis Presley
121. Madonna
130. Bob Dylan
162. John Lennon

Não mencionaram o Michael Jackson e a Lista inteira (Top1000) não foi divulgada. E muitos fãs do Michael Jackson reclamando…

OPINIÃO DO MADWORLD: “Eu acho que levando em conta não apenas o contexto musical, mas social e político também, a Madonna é muito mais “importante” que o Michael Jackson, sim. Ele foi fenômeno de vendas e tudo mais, mas ele era uma grande moda que, apesar de ter qualidade, não precisava de muito pra ser consumido. Já a Madonna sempre foi pelo lado contrário e as lutas que ela travou durante a carreira atravessam e tiveram mais visibilidade do que qualquer coisa parecida que o MJ tenha feito. O que temos no Michael Jackson além da música de sucesso? Só polêmicas envolvendo a carreira e a sua sexualidade, enquanto Madonna… Bem, todos nós sabemos que ela responde pelos gays e pelas mulheres desde os anos 80, além de questões humanos relativas a fome, religião e diversas opressões que ela faz questão de expor sempre, dando a cara a tapa. A mesma coisa o Lennon e o Dylan em relação ao MJ. Agora o Elvis nem precisa de argumentos.”

Madonna: única artista entre os 10 mais comentados no Facebook em 2012

A maior rede social do mundo, o Facebook, acabou de divulgar quais as figuras públicas mais comentadas, que criaram mais buzz na rede de Mark Zuckerberg. Madonna é a única mulher entre as 10 mais discutidas, batendo artistas teens como Lady Gaga, Rihanna e cia.

Madonna

Crítica: Madonna exibe seus “bens” na Arena Philips, em Atlanta

Ouviu-se no banheiro feminino no final do show de Madonna: “Ela era boa. Agora, ela está tão…estranha”.

Madonna

Uma das figuras mais extremistas da história da música popular sendo classificada como incomum não é novidade. Madonna se tornou Madonna não por causa de sua habilidade vocal limitada ou coreografias criativas – ela o fez baseada numa habilidade provocativa sem igual, uma mente sagaz para negócios e ótimas colaborações de composições que ajudaram-na a criar dezenas de músicas pop atemporais.

Agora, ela tem 54 anos, intensamente consciente de que não conseguirá apresentar um show de duas horas equivalente a um espetáculo da Broadway noite após noite por quase 6 meses, ou que ficar apenas de sutiã preto e calcinha, como fez no show na Arena Philips, não lhe dará assobios e gritos por seus firmes “bens” pra sempre.

Tais óbvias realizações explicam a grandiosidade explícita deste show, uma produção tremenda que, às vezes, apresentou bateristas suspensos sobre o palco, cubos iluminados e impressionantes, 15 dançarinos em vários figurinos chamativos, exibindo peitorais musculosos (os homens, claro) e um alegre show de moda durante Vogue. A líder Madonna quase não teve tempo de beber água e, enquanto não pode ser criticada por muitas coisas – como o Auto-Tune desenfreado e a cantoria questionável durante coreografias pesadas – ela vai à exaustão no palco, pelo benefício de um show de primeira.

A extravagância foi dividida em quatro seções/temas, que inicialmente continham um monte de violência besta. Revolver e Gang Bang apresentaram-na ostentando uma arma, ondas de sangue inundando a enorme tela, de quase 1km de altura, sempre que ela matava um bandido no estilo “vilão de James Bond”.

Na verdade, muito da primeira parte do show pareceu uma produção do Cirque du Soleil. Você está lá, confuso, mas não quer desviar o olhar com medo de perder aquele segundo precioso. Daí, novamente, a julgar pelo número de pessoas que passaram a maior parte do show mandando mensagens de texto e vendo fotos nos telefones, talvez Madonna tenha saído muito de seu curso, sem, ao menos, suavizar nossas tendências tecnológicas.

Mas se há uma queixa legítima sobre esta turnê, não é que ela tocou músicas do MDNA, seu último álbum. O que você esperava? O problema é que apenas algumas dessas canções são boas o bastante pra garantir o foco.

A acústica e linda Masterpiece, apresentada com o trio basco Kalakan, foi um ponto alto do show, que começou às 22h30, fato frequentemente mencionado desde que a turnê começou. Além dela, a irritável I Don’t Give A…, que apresentou Nicki Minaj no vídeo, deve ter sido um sucesso em outra era musical. Mas muitas outras – I’m Addicted, Girl Gone Wild – são esforços esquecíveis, enquanto Gang Bang é, meramente, um refrão chato sobre uma batida latejante e guitarras frenéticas.

Claro que haverá fãs do show, esgotado, que irão reclamar que Madonna não cantou sucessos suficientes, e eles teriam razão. Mas, na última década, nenhuma turnê de Madonna incluiu mais do que alguns dos hits dos anos 80, e a maioria destas canções foram tão recriadas, que ficaram irreconhecíveis.

Pelo menos no sábado, os fãs receberam uma Papa Don’t Preach mais fiel, uma Vogue excitante e uma versão tradicional de Open Your Heart, novamente com Kalakan. A única falha verdadeira foi transformar Like A Virgin numa supostamente ardente canção, que Madonna apresentou com o sutiã supracitado e calças, primeiramente elevadas na linha do estômago, no fim da passarela, e depois sobre um piano, no estilo do filme Os Fabulosos Irmãos Baker. Claro que seria ridículo se ela cantasse a versão original, mas transformá-la em lixo não foi a melhor escolha.

Àqueles ansiosos pela Madonna vintage, ela fez uma aparição mais cedo no show, quando, vestida com o figurino de baterista de banda e mostrando um pouco da coreografia com os pompons – algo que você não verá em qualquer jogo de futebol colegial – ela apresentou Express Yourself. No meio da canção, Madonna chegou ao refrão de Born This Way, de Lady Gaga, provando que ela rouba a mesma linha melódica, daí enfiou a faca no melhor estilo Madonna adicionando o refrão de sua própria She’s Not Me.

Entendido! A questão é a seguinte: mesmo quando Madonna está criando e apresentando um show que é mais pro seu próprio interesse do que para agradar fãs que ainda usam luvas de renda e rendem-se aos seus shows…é uma evolução necessária!

Podemos nem sempre concordar com as direções dela, mas, como Minaj lembra no fim de I Don’t Give A…: “Só há uma rainha, e é Madonna”. Access Atlanta

Crítica: Quando Madonna deixará de ser relevante?

Mark Kemp – Creative Loafing

Madonna

Quando Madonna comicamente anunciou aos fãs do Verizon Center, em Washington, no dia 24 de setembro, que “temos um Muçulmano negro na Casa Branca”, ela jogou a merda no ventilador. Foi como se os abutres da cultura nacional sofressem outro caso de amnésia pop-cultural. Esta é Madonna, afinal. E Madonna será Madonna.

Como ovelhas, todos obrigatoriamente resmungaram no Twitter e no Facebook pra registrar seu horror. Foram inteligentes também, sendo que os considero bem astutos. Pessoas conhecidas ou com quem trabalhei muitas vezes nos últimos 15 anos – jornalistas musicais e críticos, especialistas, assessores de imprensa, o pessoal do rádio, músicos, até mesmo amigos de faculdade e conhecidos do colégio. Com os dentes rangendo e as bocas espumando, eles pularam desenfreadamente pra atacar Madonna novamente. Foi bem nostálgico.

Um escritor e ex-repórter da Billboard de Los Angeles ligou um artigo do jornal Huffington Post na página do Facebook com o título “Madonna chama Obama de ‘um Muçulmano negro na Casa Branca’”. Claro, ele também fez um comentário: “Deixe esta vaca lerda e louca por atenção se meter no diálogo político e ajudar a perpetuar uma das mais duradouras e errôneas concepções sobre o presidente”.

É sério? Sim. 57 pessoas curtiram a postagem dele e 35 comentaram, incluindo “Ela é tão idiota quanto um saco de martelos”; “Ela é uma vaca sem talento, sem cérebro e idioooota, sem senso de humor”; “Ela é uma puta, um verme estúpido”; e “Vamos lembrar que ela ainda exibe os seios nos shows”.

Você imaginaria que esses profissionais da indústria da música eram estudantes colegiais debatendo sobre uma líder de torcida popular, mas notoriamente rebelde, durante o almoço. Na verdade, eram pessoas de 40, 50 e até 60 anos de idade, debatendo sobre alguém que eles vêm seguindo de perto ao longo das últimas três décadas. Alguém que tem sido parte integral da cultura popular americana. Alguém que vem se expressando há muito tempo em músicas abusadas e bem-sucedidas, além de álbuns e performances, sempre aumentando o nível para mulheres da indústria da música e expandindo as definições de uma cantora pop e um ícone cultural popular. E lá estava ela – aos 54, a líder de torcida mais rebelde da América – na estrada já há um tempo, promovendo seu mais recente álbum, MDNA. E alimentando mais ainda a fúria no Facebook.

Agora na etapa final de uma turnê que começou em Tel Aviv em maio, Madonna seguiu para Charlotte no dia 15 de novembro para uma performance na Time Warner Cable Arena. Ela provocou controvérsia novamente? Esta sequer é uma pergunta significativa?

A grande novidade em setembro não foi que Madonna fez uma observação impactante durante um show em DC (seria novidade se ela não tivesse feito algo impactante). Não, a novidade foi que Madonna ainda trabalha e diz coisas que acendem uma paixão assim, tanto positiva quanto negativa, em 29 anos de carreira. A pergunta “Madonna ainda é relevante?” tem sido um mantra por quase 28 desses anos. Tudo começou em 1984, após o lançamento do segundo álbum e do convite pra cantar o até então o novo sucesso, “Like A Virgin”, no Video Music Awards, da MTV. Ela finalizou se arrastando no palco em um vestido de noiva, exibindo um pouco da virilha e cantando levemente fora do tom numa faixa pré-gravada. Após a performance, no primeiro de muitos pronunciamentos subsequentes, especialistas tocaram o sino da morte: Madonna desesperadamente procura chocar as pessoas; ela está acabada, pronto! Próxima!

Madonna não apenas estava em alta, mas se encontrava no meio de três álbuns maravilhosos, cortesia de colaborações muito boas com gênios dos estúdios, incluindo seu ex-namorado Jellybean Benitez, Nile Rodgers e Stephen Bray. Ao longo dos cinco anos seguintes, ela se casou e divorciou de Sean Penn, apareceu na Broadway na peça Speed The Plow, de David Mamet, estrelou no sucesso de público e crítica Procura-se Susan Desesperadamente e no fracasso Quem É Essa Garota?, e se tornou vítima de inúmeras piadas sobre punks e roqueiros. Ainda assim, foi tratada como estrela por membros da realeza do cenário alternativo: Sonic Youth e Mike Watt, do Minutemen, cujo projeto paralelo Ciccone Youth foi tanto uma homenagem, quanto uma paródia.

A primeira grande mudança artística de Madonna aconteceu em 1989 com Like A Prayer, o álbum que muitos – inclusive eu – ainda consideram a obra-prima dela. Depois de batalhar com seu querido pai e com a Igreja Católica em Papa Don’t Preach três anos antes, Madonna levou seus problemas religiosos à frente na faixa título do álbum e no clipe, repleto de ícones católicos sagrados/profanos: cruzes em chamas, cicatrizes e uma fantasia sexual com um santo. “Coube certo com o meu espírito da época, na questão de se impor às autoridades masculinas, seja o Papa ou a Igreja Católica ou meu pai e suas maneiras conservadoras e patriarcais”, ela disse à Rolling Stone em 2009. Em Express Yourself, do mesmo álbum, ela apelou a uma nova geração de jovens mulheres para que saíssem da sombra de seus namorados e tomassem o controle criativo. O que aconteceu foi que Madonna organizou um motim dois anos antes de Bikini Kill ou Courtney Love reclamar às massas desajustadas ao som de guitarras grunge e punk.

Madonna

Nos 23 anos seguintes, temos questionado a relevância de Madonna de forma automática. Com cada nova polêmica, especialistas respondem como cachorrinhos do fisiólogo russo Pavlov: “Ela foi longe demais desta vez? As bizarrices cheias de controvérsias dela chegaram a um nível de desespero? Madonna ainda é relevante?”. Fizemos isso em 1990 quando ela incorporou servidão e sadomasoquismo no clipe de Justify My Love. Fizemos de novo em 1992 quando ela lançou o livro Sex, como parte integrante do novo álbum Erotica. Fizemos no fim dos anos 90, quando ela incorporou as novas crenças da Kabbalah em Ray Of Light, que acabou sendo outro grande avanço criativo.

A primeira década do século 21 foi igual. Em 2003, Madonna usou o VMA da MTV novamente para ir além dos limites da aceitação, beijando Britney Spears e Christina Aguilera após a performance original de Like A Virgin. Os especialistas soaram como um coral: Madonna foi longe demais. Três anos depois, quando Madonna e o até então marido Guy Ritchie adotaram um menino do Malauí, o refrão voltou: ela está procurando atenção desesperadamente.

Estamos no jogo dela a cada novo movimento: suas aparições no cinema, os amantes, os desrespeitos de celebridade e comentários sociais. E em 2012, lá estamos nós outra vez. Em julho, o site MTV.com postou uma notícia com a manchete gritante: “A controversa turnê MDNA de Madonna: Ela foi longe demais? Usando armas falsas e se expondo no palco, a turnê MDNA do ícone pop está repleta de críticas”.

“Oh, fala sério, pessoal! Ela estava brincando. Os americanos estão assim, tão incapazes de aceitar sarcasmo?”. Foi isso o que eu escrevi no Facebook do escritor de música de Los Angeles sobre o comentário de Madonna sobre o “Muçulmano negro”. Daí, eu repostei o artigo na minha página. A situação não foi melhor lá, embora a acidez entre meus amigos não tenha sido tão intensa. “É um comentário horrível, que não vai ser nada bom pro Obama. Mas, ei, fez Madonna voltar ao noticiário”, um antigo conhecido da faculdade sugeriu. “Não tenho dúvidas de que ela tentava ser sarcástica”, um amigo de minha cidade disse, “mas ela falhou totalmente”. E um colega de Nova York lamentou que a piada de Madonna foi inapropriada:

“Há muitas, muitas pessoas lá fora que verdadeiramente acreditam que Obama não seja Cristão.”

E isso é problema de Madonna? Se as pessoas são burras o bastante pra acreditar que o Presidente é muçulmano, é problema deles, não de Madonna. E se o Presidente Obama tivesse perdido as eleições por causa da piada sarcástica de Madonna, muito mais teria sido dito sobre o nível de inteligência dos americanos do que sobre o humor dela. A sagacidade, os cálculos e o timing de Madonna estão ótimos, muito obrigado. Ou, conforme a solitária voz da razão – do jornalista musical, humorista e autor de I Want My MTV  Rob Tannenbaum – sugeriu no meu Facebook, o ultraje sobre a afirmação de Madonna “mostra não apenas um sarcasmo mal-entendido, mas – pior – Madonna sendo mal-entendida”.

Como a mais óbvia influência pop dela, David Bowie, Madonna é tanto uma artista performática quanto da música – cuja experimentação com personagens não se reserva apenas ao palco, filmes, clipes ou álbuns. Ela permeia cada aspecto da vida pública dela. Quando Madonna faz um documentário, como Na Cama Com Madonna ou I’m Going To Tell You A Secret, ela está se apresentando, não oferecendo algum tipo de visão jornalística perspicaz sobre sua vida pessoal ou o processo de bastidores. Ela está interpretando Madonna, seja atuando de forma vulnerável ou no controle; ela está brincando com códigos de gênero e cultura, papéis sexuais e suposições sobre poder.

Quando Madonna se une a alguma causa – seja pelos direitos gays, assuntos humanitários ou uma eleição presidencial – ela está se apresentando. Claro, é óbvio que a pessoa real – Madonna Louise Veronica Ciccone, de Detroit – também apoia o Presidente Obama e os assuntos GLBT, mas ela o faz através de vários aspectos de suas personas, não com canções de protesto, redações racionais ou palestras. Não é assim que ela trabalha. Madonna faz grandes observações com situações elaboradas, grande teatralidade, figurinos extraordinários, maquiagem à-la Fellini, e, sim, sarcasmo profano – todos os muitos aspectos de suas personas. Se entendermos os discursos políticos dela da mesma forma que ouvimos os de Joan Baez, Chuck D, Tom Morello ou Boots Riley, estaremos interpretando-a erroneamente. As grandes narrativas dela são o que a elevam muito acima das imitadoras, exceto talvez Lady Gaga, que realmente entende Madonna.

No aniversário de 50 anos de David Bowie, em 1997, eu estava com ele numa pequena loja inglesa de chás em Manhattan. Conversamos sobre as personas que ele criara ao longo dos anos – sobre seus objetivos, o que ele tentava alcançar, o que ele esperava que as pessoas soubessem sobre ele. Outros devem saber pouco sobre David Robert Jones (seu nome de batismo), ou Bowie como sugerido, mas eles devem saber muito sobre Ziggy Stardust and the Thin White Duke. A autenticidade foi superestimada, ele disse. Bowie é um artista que faz arte, personagens e situações – não uma realidade linear. “Eu costumava ficar agressivo com a ideia de integridade”, ele me contou, referindo-se àqueles que o criticaram no começo, por usar truques numa época em que sinceros cantores de folk pregavam ao seu eleitorado. “Eu dizia, ‘Foda-se – meu negócio é truque”.

Truque é o negócio de Madonna também. E esperamos muito disso quando ela chegou à arena de Charlotte. Já sabemos que ela tem provocado com uma sequência violenta durante as mais recentes canções – Girl Gone Wild, Revolver e Gang Bang – que apresentam Madonna com armas e couro, numa luta sangrenta e coreografada contra homens mascarados dentro de um quarto de hotel cenográfico. A cena foi tão perturbadora para alguns membros da plateia em Denver (sendo tão recente ao tiroteio da tragédia envolvendo o filme Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge), que algumas pessoas deixaram o show. “Estamos dançando e, de repente, as pessoas começaram a perceber o que era a canção”, Aaron Fransua, de 25 anos, contou à Associated Press. “Ficamos todos parados lá. Todo mundo perto de mim estavam chocados”.

Algumas canções depois no setlist da turnê MDNA, o que parecera antes ser um golpe visual e temático no ex-marido de Madonna, o diretor britânico adorador de sangue Ritchie, ficou bem claro, de acordo com a blogueira Marilee Lindemann, conhecida como a “Louca com um laptop”. Lindemann escreveu sobre o show do dia 23 de setembro em Washington: “Percebi naquele momento que não estávamos sendo forçados simplesmente a nos divertir com a violência gratuita. As evocações de Abu Ghraib contextualizaram e geopolitizaram friamente a violência das cenas anteriores, à-la Tarantino, e mostraram consequências reais”. Lindemann, Professora universitária de Inglês e Diretora de Estudos Gays, Lésbicos, Bissexuais e Transgêneros na Universidade de Maryland, acrescentou: “ou…o mais real possível no espetáculo surreal de Madonna”.

Quando o espetáculo de Madonna chegou a Charlotte, também pudemos ver referências à rixa dela com a imitadora Lady Gaga. As duas têm estado muito conectadas ao longo do último ano, brigando pela opinião popular. Em turnê, Madonna injetou a rixa em Express Yourself  (“não aceite o segundo lugar, baby…”), desviando-se momentaneamente à faixa similar de Gaga Born This Way, pra afirmar apropriação, sabe?

A resposta de Gaga a esta justaposição? “As únicas similaridades são a progressão de cordas – é a mesma da música eletrônica há 50 anos”, disse a Lady. “Não significa que estou plagiando, mas que sou esperta pra cacete”.

Na verdade, Madonna e Lady Gaga são ambas espertas pra cacete. Madonna levou a narrativa da rixa a Minneapolis em 4 de novembro, contando à plateia que Gaga rejeitara um convite pra cantar com ela no palco. “Tudo bem”, Madonna disse. “Tenho os melhores fãs do mundo todo. Então, toma isso, Lady Gaga!”.

Tome isso também: de acordo com os números, Madonna é tão relevante quanto sempre foi e, facilmente, tão popular quanto quaisquer de suas herdeiras. MDNA é o quinto álbum consecutivo dela a dominar as paradas. A turnê atual já vendeu 1.9 milhão de ingressos no mundo todo, com a maioria dos shows esgotados. E mais, ela continua em grande forma física e as canções e conceitos de performance de MDNA são fortes como tudo que ela já fez em anos.

Especialistas têm lamentado quando Bowie ou Bob Dylan ou os Rolling Stones continuam se apresentando bem em seus anos de crepúsculo, mas Madonna retrocede esta turnê – focando, na maior parte, em sua idade.

Tudo bem, de acordo com Madonna. “Já me rejeitaram antes”, disse ela, apesar de se referir aos insultos de sua jovem rival e não aos comentários sobre sua idade. “É bom construir caráter”.

Enquanto continuarmos questionando a relevância de Madonna e de seus personagens, ela continuará relevante como nunca!

Crítica: Madonna vaiada em Detroit por defender Obama

Madonna foi vaiada na noite em Detroit. Por que ela foi vaiada? A razão pode te surpreender. O público estava chateado por ela exibir imagens de armas e violência? No fim das contas, era Detroit, e Detroit não é conhecida pela sua baixa taxa de criminalidade. Não.

O público estava chetado pelo simbolismo religioso e sexualidade? Não. O público estava ansioso pra ver o show dela, por ter começado muito tarde? Sim, mas não vaiaram.

Então por que a multidão em Detroit vaiou Madonna? Não tinha nada a ver com violência, armas, sexo, drogas…ela disse apenas uma coisa: ela estava feliz por Obama ter vencido as eleições. E o público a vaiou.

Madonna acabara de agradecer ao Michigan, seu estado natal, e de dizer a eles como se sentia feliz por estar em casa. Até o pai dela estava na plateia. Era o show de boas vindas ao lar de Madonna.

Daí, tudo mudou e ela contou a eles que estava feliz pela vitória de Obama. Eles vaiaram e continuaram vaiando. Ela quis dizer mais uma coisa a eles. Entretanto, ao invés de ouvirem-na e deixar que ela concluísse, o público continuou vaiando. Eles foram, na minha opinião, desrespeitosos.

Não me entenda mal, é muito bom ter liberdade de expressão e Madonna já aproveitou bastante deste direito. Mas também acredito em civilidade e respeito ao próximo. A plateia em Detroit não o fez. Sabe, durante um show, um artista tem alguns minutos pra conversar com a plateia. Durante este tempo, eles têm “o palco” e é muito pouco pro público ouvir o que o artista tem a dizer. Por censurar Madonna, o público, além de não praticar a liberdade de expressão, foram desrespeitosos.

Por isso, posso dizer que Madonna ficou chocada e não conseguiu terminar o que queria dizer. Realmente queria saber o que isso seria, mas Detroit vaiou e não deixaram-na falar. Ela eventualmente falou de como a América tem a liberdade de voto, mas até a plateia estava surpreendentemente morna, e muitos continuaram vaiando.

Madonna voltou pra casa e o público foi desrespeitoso. Pra mim, isso foi completamente inesperado. Obama ganhou o estado de Michigan. Obama ganhou os outros municípios ao redor de Detroit. Sem mencionar que o show de Madonna tem várias referências aos direitos dos gays e lésbicas, bebidas, violência e ícones religiosos – alguns dos quais presumo que não caberiam no estereótipo de voto Cristão e conservador. Logicamente, a plateia seria pró-Obama. Não foi. A plateia era claramente pró-Romney e os estereótipos associados àquele partido foram partidos, quase.

Os especialistas em Política estão se divertindo ao analizar a eleição e culpar todo tipo de pessoa, o que me faz pensar em quem estava na plateia. Meu primeiro estereótipo de Conservadores brigou com os estereótipos do Cristianismo, mas ninguém vaiou aquilo. E não me atrevo a assumir que a plateia foi hipócrita.

Daí, me ocorreu que os ingressos de Madonna não foram baratos. A multidão que estava vaiando não veio da parte barata. A multidão que estava vaiando veio primariamente da parte inferior e da pista, cujos ingressos foram caros. Assim como pela manhã, o show não estava esgotado. As pessoas pagaram US$ 150, 300 ou até mesmo alguns milhares de dólares por esses ingressos. Sim, talvez os conservadores, com os ingressos caros na pista, estivessem contra o Obama e chateados pela derrota de Romney. Talvez, o estereótipo de que um rico Romney estivesse atendendo ao povo rico fosse verdadeiro.

O que realmente me incomoda sobre isso tudo é que Madonna não conseguiu concluir suas ideias e expressar as emoções à plateia. Ela não conseguiu “se expressar”. Talvez até tenha, no último ato, em que vestiu várias camisas do Obama. Mas ainda quero saber o que ela teria dito naquele discurso, se tivesse a oportunidade.

Acho que me sinto como Madonna. Sendo assim, tento mostrar amor e, em troca, recebo outra coisa. Em minha cidade natal de Ann Arbor, o prefeito Hieftje ganhou as eleições. Não sei/me importo pra qual partido ele trabalha, e não concordo ou discordo com todas as políticas dele.

Na seção de comentários do nosso jornal local, eu escrevi: “Parabéns ao prefeito!”. Várias pessoas de Ann Arbor odiaram o comentário. É justo, talvez estivessem nervosos por ele ter ganhado. Mas o que me surpreendeu foi o ódio também por este comentário: “Se concordo ou discordo com o prefeito…respeito o voto…e acredito em desejar sinceros parabéns. Podem odiar meu comentário, mas é respeitoso desejar parabéns”.

O que aconteceu com Madonna não é exclusivo a ela. A plateia vaiou quando ela disse “Obama”, mas continuaram vaiando enquanto ela tentava falar. A Civilidade está meio perdida em partes da América. O que está acontecendo com você, América? Por que você não consegue parabenizar alguém? Por que não consegue mostrar respeito quando alguém expressa uma opinião?

Quanto a Madonna, será interessante ver se ela voltar a Detroit. Da próxima vez, Detroit, mostre um pouco de amor e respeito a ela. Madonna, por favor, conte-nos o que você teria dito. Obrigado por mostrar um pouco de amor. Desculpe por Detroit.

Forbes

Madonna tira a calça em show para comemorar vitória de Obama

Madonna

Madonna comemorou a vitória de Barack Obama e tirou as calças em Pittsburg, reduto do Obama, da turnê “MDNA”. No fim de setembro, a cantora disse durante uma apresentação que tiraria a roupa caso o candidato democrata vencesse as eleições presidenciais americanas.

Madonna

Apenas de calcinha e sutiã, ela ainda subiu em cima de um piano em ‘Human Nature’.

Antes do início do espetáculo e do resultado das eleições, Madonna reuniu sua equipe de dançarinos – muitos deles usando camisetas com o desenho do rosto de Obama – em torno de um círculo e fez uma oração para a reeleição do presidente. “Vamos dedicar esse show, e vamos dar o nosso máximo, para trazer esse homem de volta para a posição que lhe pertence”, disse ela.