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Não mande Madonna parar!

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Nesta semana, os Céus se abriram e nos deram um novo clipe da Madonna através do Snapchat. Na última década, vimos a cantora da forma mais efêmera e boba. Apesar de momentos de grandeza inegável (lembram-se da apresentação no Superbowl?) e relativo sucesso comercial, os álbuns Hard Candy e MDNA foram considerados fracos não apenas pelos críticos, mas também pelos mais ardorosos fãs.

Não dá pra negar que são grandes álbuns. O enorme sucesso de Blurred Lines prova que, por mais ínfimos que sejam, as batidas e ondas de Hard Candy chegaram cinco anos mais cedo. Mas a “hora certa”, assim como o vazamento de Rebel Heart, nem sempre esteve do lado da Rainha.

É isto que faz o lançamento do clipe ser um sucesso estrondoso. Desde Confessions On A Dancefloor, as rádios ignoram as músicas de Madonna – não importa o quão bem-sucedido ou inovador um álbum ou turnê seja, ela foi isolada como algo diferente, algo inferior ao produto “comercial”. Para ela, ter sido rebaixada a esta fase de “legado” seria menos insultante se ela fizesse música merecedora de estar neste “legado”, mas não foi o que aconteceu. Ou não exatamente.

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Madonna: uma rebelde criticada e coagida – Liz Smith

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“Na verdade, o público odeia reconhecer o que lhe é familiar. Todos odeiam serem perturbados e se chocam com surpresas. O pior que pode acontecer a uma peça de arte é não ter culpa de nada, não obrigando o autor a tomar uma atitude de oposição”.

Esta frase é do cineasta, artista, designer e dramaturgo Jean Cocteau, de 1923, que pode ser associada à última controvérsia de Madonna. A capa do novo álbum, Rebel Heart, cujas faixas demo foram roubadas e lançadas na internet, mostra Madonna com cordas pelo rosto, enfatizando sua própria visão de “rebelde”, que tem sido limitada e depreciada. Ela já o fizera, de maneira mais persuasiva, no clipe de Human Nature, alguns anos atrás.

Os fãs, então, montaram imagens “rebeldes” pessoais, enviando fotos de Martin Luther King e Nelson Mandela com cordas nos rostos. Madonna postou os trabalhos e, imediatamente, foi acusada de racismo e, claro, egomania, atrevendo-se a se comparar a King e Mandela.

Madonna é muita coisa, mas racista não, com certeza. Ela já namorou homens afroamericanos e latinos, além de adotar duas crianças africanas do Malawi, David e Mercy. A propósito, filhos esses com quem ela não desfila como “acessórios”, como os críticos insistem que ela fez, à época das adoções.

Egomaníaca? Digamos que ela tem um ego enorme, misturado com um sentimento de vitimização. Tudo isso a faz ser parecida com qualquer outro grande astro. Ela também é surpreendentemente vulnerável, mas apenas com quem a conhece intimamente. E neste mundo de postagens desesperadas no Facebook, Instagram ou Twitter, Madonna tem o mesmo cuidado que centenas de outras pessoas famosas e milhões de cidadãos comuns. Ela já teve que se pronunciar frente a falsos ataques dos críticos, se desculpar por quaisquer ofensas, desmentir acusações de racismo e negar qualquer tipo de comparação com King ou Mandela.

Outros astros que já foram “amarrados” por Madonna incluem a Princesa Diana, Marilyn Monroe, Bob Marley e Jesus. Todos eles, segundo ela, lutaram de verdade, nadando contra a maré.

Alguns fãs de Madonna gostariam que ela confinasse as expressões artísticas no estúdio. Mas por quê? As seis canções que ela foi forçada a lançar, frente ao material roubado, chegaram ao topo do iTunes em 40 países. Ela conseguiu pegar os limões e fazer uma limonada.

Quanto às canções, três delas são realmente lindas e lembram muito a Madonna dos anos 80 e 90 (Ghosttown é emocionante). As outras três são dançantes e com batidas Techno. Mais faixas virão em março.

Madonna deveria ignorar esse tema de auto-referências. Uma das novas faixas se chama Bitch, I’m Madonna. Todos sabem disso, ninguém irá esquecê-la. (Liz Smith)

“Madonna desespero, aposta triunfos passados apenas para parecer atual”, ataca jornal

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Martin Luther King Jr

Madonna pediu desculpas em suas redes sociais depois que ela postou fotos em seu Instagram de Martin Luther King Jr. e Nelson Mandela, que foram alterados para se parecer com sua própria imagem em seu novo álbum, a ser lançado em março.

Madonna foi acusada por seguidores e por alguns veículos da imprensa internacional de racismo e de possuir uma autoestima mais do que elevada ao se comparar com as figuras, que marcaram a história por sua luta pela igualdade de direitos entre negros e brancos. “São de mau gosto por diversos motivos. O mais óbvio é Martin Luther King, que com certeza não fez seu discurso de ‘eu tenho um sonho’ para ajudar uma mulher branca e rica a vender discos meio século depois”, diz um trecho do texto publicado pelo site da revista americana Entertainment Weekly.”

Já o Washington Post foi mais fundo: “Madonna vem lutando para se manter atualizada, trabalhando com produtores que permanecem jovens enquanto ela envelhece, vergonhosamente apresentando referências a drogas e apelando ao público da dance music, que ela nem deveria ter que agradar, e, basicamente, desperdiçando um frescor de décadas em troca de manter sua marca pessoal. As tentativas mais ofensivas de manter a relevância estão nas redes sociais dela. Lá, os erros mais frequentes são o que esperamos ver no Instagram de qualquer mãe de meia idade, como fotos com montagens ruins no Photoshop e fotos engraçadas que já foram postadas em vários sites, ou fingir ser bacana com gírias passadas. A maior parte disso é desespero, como se apostasse triunfos passados apenas para parecer “na moda” – por que fazer referência a Warhol e Haring em comerciais pro disco novo montados no Photoshop, uma vez que ambos já trabalharam com Madonna no passado? Apesar disso, hoje em dia, ela decidiu se esforçar mais com uma série de postagens com fotos (mais uma vez) editadas de revolucionários políticos mortos para cobrir os semblantes deles com os fios enrolados ao redor do rosto dela na capa do novo álbum Rebel Heart. É repugnante em vários níveis. O óbvio é que Martin Luther King, Jr. não apresentou seu discurso “Eu Tenho Um Sonho” para promover o disco de uma branca rica meio século depois. E o fato dela usar as imagens de três das mais influentes figuras na moderna luta pelos direitos dos negros – King, Nelson Mandela e Bob Marley –, enquanto a América luta pra considerar sua história de racismo sistemático é algo perplexo, pra dizer o mínimo,” atacou ofensivamente o jornal.

“No entanto, o ponto mais decepcionante da mini-campanha dela é o tom nada original. Anunciantes têm usado King há tanto tempo que o conceito se tornou um clichê. A campanha Think Different, da Apple, que tem sido ecoada pelos tuítes de Madonna, já usou Mandela.”

Nelson Mandela, ex-Presidente da África do Sul

Em um comunicado em sua página oficial do Facebook, Madonna explicou: “Eu sinto muito. Eu não estou me comparando a ninguém. Estou admirando e reconhecendo que eles também eram corações rebeldes (Rebel Hearts). Isto não é um crime, um insulto ou racismo”.

A capa do novo álbum de Madonna trás a rainha do pop em close-up com cortas pretas, o que acabou tornando-se um viral, com inúmeros memes na internet com fotos de outros artistas e de de fãs.

Bob Marley

Continuando, na pressa, Madonna continuou em um post cheios de erros de ortografia (corretor ortográfico (talvez, um saco): “– Fiz a mesma coisa com Michael jaclson (ela se referia ao cantor Michael Jackson), frida khalo (Frida Kahlo) e marilyn monroe… Estou dizendo que sou como eles? Não. Estou dizendo que eles também são corações rebeldes. Espero fazer um dia um centésimo do que eles fizeram. Eu apenas compartilhei estas fotos enviadas por fãs, mas eles, tampouco, são racistas. Pode me colocar na mesma categoria, agradeço.

Madonna, você continua sexy!

Quando Madonna começa a botar os peitos de fora, todos clamam: “Pense nas crianças!”. Obviamente, os seios têm algo especial. Eles estão à mostra em toda grande galeria de arte do planeta. Há toda uma lingerie global e multimilionária dedicada a eles. E ainda possuem mais apelidos do que até a Polícia. É claro que tem algo aí que faz o mundo fofocar!

Sendo assim, as fotos de Madonna exibindo os seios causaram muita falação. Como qualquer artista, poeta ou bêbado tagarela desde os primórdios, nos sentimos atraídos por um busto generoso.

As respostas são as mais variadas. Alguém comparou a cor dos mamilos dela a um homus de tomate seco. Mas a resposta mais comum foi um suspiro: “Oh, pelo amor de Deus, tira isso daí. Você tem 56 anos de idade, e 4 filhos!”. Tal crítica apenas mostra como a proibição de uma mulher mais velha ser sexy é grande.

Madonna é uma mulher impetuosa e obstinada, que sabe exatamente o que faz. A modelo Kristina Pimenova, de 9 anos, talvez não entenda o desenrolar de sua carreira. Porém, Madge já fez, já viveu e usou o sutiã em formato de cone. Ela entende, o que sugere total consciência sobre cada decisão na carreira. E mais, sugere que ela possui total controle e que ela fará o que quiser. Não é difícil entender que ela gosta de seduzir em fotografias.

No fim das contas, vivemos em uma sociedade visual. Estamos rodeados por imagens de mulheres sensuais. Para a sociedade, ser vista em uma bela foto é uma forma de afirmar sua própria atração (quem aí não conta as curtidas no Facebook?). Portanto, sim, algumas mulheres serão duramente criticadas por fotografarem como deusas ardentes. Mas as pessoas deveriam aceitar isso. O mundo é liberal.

Desde a reforma da lei homossexual em 1986, o jornal neozelandês NZ tem evitado o moralismo. Contanto que esteja previsto em lei, faça o que quiser em seu quarto. Assim, não deveria ser um problema ver as mulheres se satisfazendo ao posarem para fotos quentes.

De volta a Madonna, ela está sendo duramente criticada. Beleza. Kim Kardashian fez o mesmo. Qual a diferença entre elas? A reação do público!

Quando Kim tira tudo e usa apenas um colar de pérolas e se cobre em gordura de ganso, todos clamam: “Que delícia!”. A reação a ela é sempre temperada por comentários sobre o quão atraente, destemida e corajosa ela é. No entanto, quando Madonna começa a botar os peitos de fora, todos clamam: “Pense nas crianças!”.

Ela é mãe, assim como Kim. Ela é atraente, assim como Kim. Ela tira fotos provocantes, assim como Kim. Mas enquanto confirmamos toda a sensualidade de Kim, negamos a de Madonna. Mas não foi sempre assim.

O que mudou? Ela envelheceu. Ela continua atraente, mas nossas reações começaram a ignorar este fato, o que comprova que é difícil admitir que pessoas mais velhas são sensuais. E mais, conforme ia envelhecendo, ela se recusou a diminuir o sex appeal. Isto a tornou “irresponsável”.

Por que as mulheres mais velhas não podem ser sexy e responsáveis? Celebrar seus lindos seios não faz de você uma louca que sai por aí jogando comida em crianças e se exibindo pros vizinhos. Portanto, mostre os seios, Madonna. Enlouqueça! (NZ Herald)

Madonna, ainda revelante para a moda Versace? Sim!

madonna versace 2015

Sentada na ponta da cadeira, olhando atentamente para a câmera, ela parece feroz, pronta para matar. Ela é Madonna, santificada em uma nova campanha de publicidade da coleção primavera/verão 2015 de Donatella Versace. Magra e ligeiramente ameaçadora, ela aparenta, pelo menos nas lentes dos fotógrafos de moda Mert Alas e Marcus Piggott, a imagem sinceramente agressiva.

“Ela é tudo isso e mais”, como diz a Srta. Versace, cuja colaboração com a cantora (um catálogo de 12 páginas a ser lançado na próxima primavera americana, em revistas como Vanity Fair e nas edições americana, francesa e italiana de Vogue) é a mais recente expressão do tema.

“Madonna afirma como ninguém: ela não se arrepende de nada”, disse a Srta. Versace. “Ela é autêntica, um modelo que mostra a outras mulheres como fazer o que quiserem e como conseguirem tudo o que quiserem, fazendo tudo para elas mesmas, sem se comprometerem”.

Nos novos anúncios, Madonna parece ter gentilmente seguido o caminho de manequins Versace passados, dentre os quais estão Amber Valletta, Christina Aguilera e, talvez a mais vibrante, Lady Gaga. Todas com uma imagem firme e cabelos loiros partidos ao meio – uma homenagem evidente à magra, porém torneada e exibida Srta. Versace.

Poucas interpretaram o papel de forma tão persuasiva como Lady Gaga. Atada em tecidos de chifon lavanda e bronzeada, ela posou neste ano para a campanha primavera/verão 2014 como uma Donatella idealizada, uma forma, talvez, de trazer de volta a admiração de fã da estilista.

A Srta. Versace, no fim das contas, vestiu a cantora no clipe de The Edge Of Glory e na turnê Born This Way. E, no ano passado, Lady Gaga devolveu o elogio com Donatella, faixa do álbum Artpop, na qual ela canta: “Ela é tão magra. Ela é tão rica e tão loira. Ela é tão fabulosa…e vai além…”.

Ela poderia muito bem estar descrevendo Madonna, sobre a qual ela discutivelmente moldou sua carreira. Mesmo assim, o último ato de Madonna (que também inclui uma aparição na capa da edição mais recente da revista Interview) levanta questionamentos a respeito de sua própria relevância para uma geração de compradores de luxo, talvez mais antenados ao estilo de Lady Gaga, Rihanna ou, por assim dizer, Taylor Swift.

No entanto, para algumas pessoas, Madonna sempre foi muito relevante. “Uma vez atingido o status de ícone, não se trata mais de ser relevante”, afirmou Lisa Mirchin, consultora de propaganda. “Marilyn Monroe ou Audrey Hepburn são relevantes? Creio que sim”.

A Srta. Mirchin, fundadora da GlamBrand, uma agência especializada em moda e beleza, também disse: “Madonna não envelhece, assim como a moda. As mulheres se vestem sem pensar em idade agora. A variação pode ir dos 20 ao ponto que a natureza e a Física permitirem”.

Mais do que eterna, a moda permanece, das especulações à inovação, uma indústria decididamente conservadora. Parafraseando uma teoria avançada de Tina Brown sobre sua estabilidade como editora da revista Vanity Fair, Vanessa Friedman, a diretora de moda do The New York Times, escreveu em uma coluna em agosto que o momento de apresentar uma estória de celebridade é “logo após o topo: logo após a pessoa ter se tornado famosa o suficiente para ser imediatamente reconhecida pelo público em geral”. A realidade, segundo a Srta. Friedman, é que “a moda gosta de fazer o que sabe que funciona, ou seja: o que vende. Ou, pelo menos, o que fora comprovado antes”.

Por ter compartilhado momentos com a estilista, Madonna cumpre o requisito. A Srta. Versace escalou a cantora pela primeira vez em uma campanha de 1995, com fotografia de Steven Meisel, que clicou Vossa Senhoria em preto e branco com um grande cachorro.

Após uma década, Mario Testino retratou o ídolo pop em um cenário de 1960, escondida em trajes relativos a uma socialite bem-intencionada. Vestindo uma camisa estampada e uma saia comportada sob medida, ela posou distraída, digitando e arrumando correspondências.

E, agora, a performer mutável, que já incorporou moda, e também Versace, na arte performática astuta, posa como uma predadora sexual, usando um vestido de couro preto e uma bolsa Palazzo da mesma cor. “É Versace”, disse a estilista, “mas com novos e poderosos ares e atitudes”.

“Quando Madonna me chamou no cenário, ela me perguntou: ‘Qual personagem você quer que eu interprete?’”, lembrou a Srta. Versace, que respondeu: “Quero que você seja Madonna, si mesma’, e ela riu de mim”.

A nova campanha com Madonna será a quarta parceria dos dois. No passado, ela foi “o rosto” de Versace em:

– Campanha Primavera/Verão 1995, dirigida por Steven Meisel;
– Campanha Outono/Inverno 1995, por Mario Testino e;
– Campanha Outono/Inverno 2005, por Mario Testino novamente.

(NY Times)

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Fotos de Madonna com seios de fora são triunfo a todas as mulheres

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Madonna, a Rainha do Pop, posou com os seios de fora para uma revista de moda aos (chocantes) 56 anos de idade. A atriz Claire Cohen aprovou a decisão e explicou por que as fotos são uma afirmação poderosa a todas as mulheres.

Primeiro, foram os seios de Keira Knightley. Depois, o bumbum de Kim Kardashian. E agora? Os mamilos de Madonna. Não há como negar. As últimas semanas foram repletas de nudez de celebridades. E nem estou me referindo àquele reality show na selva.

Ontem, foi noticiado que a Rainha do Pop posou, com os seios de fora, para a edição de dezembro da revista Interview. Usando um bustiê e luvas de couro, ela se reclina em uma almofada de cetim, com a mão na testa e os seios nus.

O estilo é romântico – muito diferente da foto em preto e branco de Keira (que apareceu na mesma revista em setembro), na qual ela desviava o olhar da câmera, com as mãos nos quadris.

Naquela época, eu defendi o direito de Knightley de ser fotografada com os seios de fora. Foi, como eu afirmei, um direito de uma mulher que fora criticada por ter seu modesto decote melhorado digitalmente em pôsteres de filme. Lá estava ela, em sua glória natural. Os críticos não concordaram. Quem, bradaram eles, queria ver as atrizes “fritando ovos”? Alguns comentaristas indelicados se referiram à aparição dela no filme Piratas do Caribe – O Baú da Morte.

Agora, semanas depois, Madonna está sob fogo cruzado por cometer a mesma ofensa. Como ela se atreve? Aos 56 anos, nenhum a menos. Aposto que você não lerá uma notícia hoje que não mencione a idade dela. “Ela ainda manda ver!”, alguns já vibraram.
A decisão de Madonna de posar com os seios nus nada tem a ver com ela exibir seu decote sem rugas – nem ao menos com provocações masculinas. Ela é uma mulher mais velha e poderosa? Sim. Mas, pra mim, está bem claro que ela não está querendo provar que “ainda é gostosa” aos 50 anos.

A idade dela é apenas um aliado. É um motivo fácil para os críticos esbravejarem sem, superficialmente, serem sexistas. Sempre há algo escondido, não é? Há sempre uma razão para o corpo de uma mulher não estar “apropriado”. Seios muito pequenos à la Knightley? Não, obrigada. Uma popstar de meia-idade? Em que diabos ela estava pensando?

Claro, nudez não é algo novo para Madonna. Francamente, ela vem tirando a roupa por décadas. A decisão de posar para a revista Interview e, então, menos surpreendente do que o ensaio de Keira. Mas não menos poderosa. Eis uma mulher ainda no topo da indústria, após quase 40 anos. Ela já sobreviveu a inúmeras tendências musicais e conseguiu se manter relevante. Por que ela não deveria postar com os seios à mostra? Afinal, foi ela quem começou isso tudo!

De fato, apenas algumas semanas atrás, Madonna postou uma foto de si mesma em topless censurada direto dos anos 90, em resposta às fotos nuas de Kim Kardashian na revista Paper. “É confuso”, ela escreveu. “Mamilos são proibidos e provocativos, mas exibir a bunda não é. #perplexa”. Eis um sinal claro de que Madonna sabia que seu último ensaio fotográfico seria chocante. Fala sério, segundo ela, fotos de mulheres com os seios nus sempre foram.

Podemos até estar acostumados a ver fotos de modelos com a barriga chapada em revistas de moda (pensem em Kate Moss na praia ou nos bastidores de um desfile). Mas o corpo de uma modelo é uma mercadoria – é o veículo usado para vender produtos. Para estrelas como Madonna e Knightley, a situação é diferente. Elas vendem a própria imagem, não a de outra pessoa. Optar por exibir os seios é uma afirmação feminina, não um requisito. Elas estão dizendo: “Aqui estou. Aceitem-me ou deixem-me ir”.

Claro, Madonna e Knightley possuem corpos excepcionais, comparados a nós, mortais. Mas o fato permanece. Quando fica muito “real”, nós simplesmente não aguentamos. É inegável que haja um elemento de desejo no meio disso tudo. Knightley foi criticada por ser “nem tão feminina”. Seios pequenos não são tradicionalmente vistos como objeto de desejo. Nem ao menos os seios de uma mulher mais velha.

Portanto, não é uma bênção o fato de termos estas mulheres fortes, famosas e corajosas para transformar pensamentos irreais e nos mostrar que o corpo feminino vem em muitas formas?

Madonna paira sob o aspecto do que uma mulher nua “deva” aparentar. Ela controla a própria imagem, como sempre fez. Sua atitude? Só porque ela tem mais de 50 anos, por que ela deveria esconder tudo?

A jaqueta rosa que exibe seus seios na foto diz tudo: “Não estou pronta para me abotoar como uma senhora de idade. Obrigada assim mesmo”.

Devemos todos aplaudi-la por isso (de preferência, usando luvas de PVC). (The Telegraph)

Por que Bedtime Stories, é o mais importante de Madonna?

MADONNA BEDTIME STORIES CD

Durante toda a carreira musical de Madonna, ela já enfrentou implacáveis críticas por sua sexualidade. Talvez, ela seja o alvo mais consistente na indústria da música por mais de 30 anos, sendo que críticas ao seu trabalho sempre serviram de manual sobre como analisar mulheres em cada estágio da carreira. Não importa se foi pura especulação o fato dela não ser “como uma virgem” ou a punição ao corpo ao vestir uma malha daquelas, houve muitos momentos vergonhosos, apesar de uma verdade absoluta: ela exagera mesmo!

É por isso que o álbum Bedtime Stories, mesmo no 20º aniversário, permanece como o trabalho mais importante. Durante meses após o lançamento, ele foi vendido como um pedido de desculpas pelo comportamento sexual; e os críticos esperaram que fosse o retorno dela à inocência. Ao invés disso, ela ofereceu um conteúdo do tipo #desculpamasnaoestouarrependida e uma resposta ao problema das cantoras serem analisadas por sua sexualidade, ao invés da música. Como resultado das preocupações morais do público, o álbum se tornou o mais importante, abrindo caminho para a forma dos artistas lidarem com a vida sexual.

Em 1992, Madonna lançou Erotica, um álbum techno-conceitual e uma ode à servidão sexual, juntamente com o livro Sex, um catálogo fotográfico pornô com fotos dela e de seus amigos. Os lançamentos coincidentes resultaram em várias críticas negativas e na proibição de vendas em vários países, além da proibição de entrar no Vaticano. Madonna já se estabelecera como ícone, mas as letras honestas sobre masoquismo e as fotos explícitas publicadas incitaram a mais pesada raiva do público de sua carreira. Bedtime Stories nasceu para ser sua última chance de redenção, e a gravadora Warner concordou em produzi-lo sob a proteção de uma imagem menos provocativa.

Tanto a gravadora quanto sua assessora de imprensa Liz Rosenberg fizeram de tudo para reverter o dano causado pelos projetos anteriores de Madonna. Eles a fizeram lançar o single I’ll Remember, da trilha-sonora do filme Com Mérito para criar um sucesso “familiar” e aumentar a especulação de que Bedtime Stories traria seu pedido de desculpas. O vídeo-promocional do álbum prometia que “não haveria referências sexuais” e ainda trazia Madonna afirmando: “Sou eu completamente nova! Serei uma boa menina, eu juro!”.

A humilhação de Madonna foi construída em duas partes. Primeiramente, ela foi desprezada por sua sexualidade, pra depois cair na escuridão. Por ter eleito o sexo como seu produto, o vídeo fez todos se perguntarem sobre o quê ela cantaria, se o tema não fosse sexo. As especulações sobre o álbum se focaram no plano de fuga dela por se tornar irrelevante, na questão dela fazer cirurgias plásticas e o quê ela ofereceria como uma versão “mais velha” de si mesma.

“Quando se é uma celebridade, você tem permissão para ter uma característica de personalidade, o que é ridículo”, contou Madonna ao jornal Detroit News em 1993. Quando Bedtime Stories foi finalmente lançado, no dia 25 de outubro, ela falou sobre ambos os aspectos de sua humilhação pública. Apesar das promessas feitas em vídeo, ela continuou abordando os seus desejos sexuais, embora também tenha experimentado com o som e o tema. Começando com Survival, uma canção co-escrita com Dallas Austin, Madonna não hesitou em falar dos ataques e cantou: “Nunca serei um anjo / Nunca serei santa, claro / Estou muito ocupada sobrevivendo”. As letras continuam expressando uma narrativa tensa sobre o castigo que a mídia lhe impôs e seus sentimentos logo após, e as canções carregam melodias do R&B, em sua maioria produzidas por Austin, Nellee Hooper e Babyface.

O single definitivo do álbum é uma censura explícita às críticas. Em Human Nature, ela confirma que não está arrependida e que não é a “puta” de ninguém, além de perfeitamente combinar a canção com um clipe, no qual aparecem brinquedos que reminiscem a época de Erotica. Logo quando ela vai soltar o microfone, ela sussurra: “Ficaria melhor se eu fosse um homem?”.

Madonna afirmou a sua falta de remorsos por não ter dito ou feito nada incomum; só foi estranho porque foi uma mulher dizendo tudo. Em entrevista ao jornal LA Times, ela defendeu o álbum Bedtime Stories dizendo: “Estou sendo punida por ser uma mulher solteira, por ser poderosa e rica, e por dizer o que penso, por ser uma criatura sexual – na verdade, não sou diferente de ninguém, mas falo sobre tudo isso. Se eu fosse homem, não teria nenhum desses problemas. Ninguém fala da vida sexual do Prince”.

Além de mostrar a palavra final de Madonna a respeito do escândalo de sua sexualidade, o álbum gira em torno da concepção errada de que sua persona sexual limitou a versatilidade da artista. A narrativa do álbum se torna imediatamente introspectiva: “Sei rir / mas não conheço a felicidade”. Enquanto Bedtime Stories pega emprestado muito do R&B e do ritmo New Jack Swing (muito utilizado também por Michael Jackson no álbum Dangerous), ele se torna mais experimental com a faixa composta por Björk, acompanhada do clipe que só poderia ter explorado o inconsciente coletivo de forma melhor se fosse dirigido pelo próprio Carl Jung. O clipe de Bedtime Story é o primeiro exemplo do que a longa história de questionamentos espirituais de Madonna se tornaria. E mais, até hoje, ele está armazenado em uma coleção do Museu de Arte Moderna.

O par Human Nature e Bedtime Story prova que Madonna assumiu sua sexualidade e não seria ocultada por ela. Enquanto o primeiro abraça as decisões feitas nos álbuns anteriores, o segundo desmonta a narrativa “vagabunda” de que sua sexualidade pública tira o crédito de sua profundidade como artista. É claro que as pessoas veriam isto como uma obra-prima feminina, não é?

Mesmo assim, os críticos não entenderam. O jornalista Jon Pareles, do New York Times, caiu na nostalgia, citando a época em que “Madonna prosperou nos anos 80 por ser sensacional e sugestiva, contra uma cena cultural monótona”, e chamou o trabalho mais recente dela de “vulgar, ao invés de chocante”.

As críticas mantiveram o foco no escândalo da atitude dela, ao invés de estar no próprio disco. “A carreira de Madonna nunca foi realmente musical, mas, sim, sobre provocações, sobre imagens, sobre publicidade”, lia-se em uma crítica da revista TIME, sem nenhuma originalidade. Qualquer menção ao som experimental do álbum ou às várias colaborações foram ocultas pela imagem promíscua, que foi, mais uma vez, rebaixada. Bedtime Stories, o álbum, não foi o pedido de desculpas que o público exigiu, e sua profundidade emocional foi amplamente ignorada. Em seu melhor, foi considerado o retorno de Madonna a uma expressão mais segura de sexualidade.

LIONEL RICHIE: NINGUÉM SERÁ ETERNO, A NÃO SER MADONNA E MICHAEL JACKSON

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Lionel Richie se convenceu de que os popstars de hoje não serão eternos, a não ser artistas como Madonna e Michael Jackson. Portanto, ele afirma que ninguém se lembrará das canções de Miley Cyrus e Justin Bieber no futuro.

Richie contou ao tabloide inglês London Evening Standard: “A melhor parte da nossa época: chocávamos as pessoas. E, nisso, vinham sucessos atrás de sucessos. Madonna era escandalosa, mas possuía um catálogo musical incrível e ainda está na ativa no comando depois de 30 anos? Isso é extraordinário. Tudo o que ela faz ou fala ainda se torna um evento. Assisti a dois shows de sua última tour e fique chocado com o que vi dela no palco, toda aquela tecnologia, 70 mil pessoas gritando o seu nome. Nunca vi uma fan base tão diversa e apaixonada por um artista. Todo mundo gritava o tempo inteiro o nome dela com palavras de amor. Já Michael, no fim de todo o circo que ela passou, ele ainda tinha o catálogo mais fabuloso”.

“Agora, ainda temos muito ‘circo’…mas cadê a música que se perpetuará?”, ele questiona. “Daqui a 20 anos, escolha alguém – cadê o material de trabalho? Vou te julgar não pela sua popularidade, mas pela sua longevidade, seus recordes. Penso em Miley, Justin Bieber… Tornamos a música amadora a nossa principal fonte. Há uma diferença entre um estilista e um cantor. Todos podem cantar! Vá a um Karaokê, há pessoas cantando pra caramba lá! Mas a voz deles é única, distinta?”.

Há dois anos, Madonna e Lionel Richie dividiram o topo da parada Billboard 200 com seus álbuns MDNA e Tuskegee. Foi a primeira vez que isso aconteceu em 26 anos. Daí, Madonna postou no Twitter: “Parabéns pelo álbum bem-sucedido. Para o outro Richie da minha vida”.

“E aí, Família?”, respondeu Lionel. “Dá pra acreditar que estamos no topo das paradas juntos outra vez? É a melhor pessoa pra estar no topo comigo. Parabéns!!! Estou muito feliz por você!”.

“Lembra de quando éramos vizinhos?”, Madonna postou no Twitter de Lionel, pro que ele respondeu: “Se eu lembro? O único problema era que, quando eu saía de casa, os fãs me perguntavam onde você morava. Eu era o guia turístico da rua. A vizinhança nunca mais foi a mesma depois que você saiu de lá”.

“Você ainda mora naquele lixo?”, Madonna perguntou. “Deus me livre!!!!”, Richie respondeu. “Me mudei logo depois de você. A rua deixou de ser interessante”.

Rainha do Pop. Parabéns Madonna pelos seus 56 anos!

madonna 56 anos

“She’s fantastic, I knew she’d be a star.”
“She could be, she could be great, she could be a major star.”
“She is a star, George.”
“The biggest star in the universe, right now as we speak…”

“Ela é fantástica, eu sabia que ela seria uma estrela.”
“Ela poderia ser, ela poderia ser grande, ela poderia ser uma grande estrela.”
“Ela é uma estrela, George.”
“A maior estrela do universo, agora enquanto falamos …”

Com essas proféticas palavras começa o vídeo de Material Girl.

Era a primeira vez que a veria na telinha, toda de vermelho, fazendo cosplay de Marilyn Monroe e deixando um garoto de 16 anos completamente apaixonado.

Achei tudo diferente naquela mulher. Primeiro o fato de ser uma mulher sozinha cantando, pois antes só via mulheres em bandas, com pose de roqueiras e guitarras em punho.

Ela não! Ela era realmente diferente de todas as outras: era bonita, era sexy, tinha voz de criança mas uma atitude extremamente adulta.

E com tudo isso ainda havia seu estranho e incomum nome: MADONNA.

Sete letras, um “O” bem no meio que dava ainda mais equilíbrio a todo aquele conjunto. De cara achei que era um nome inventado e me perguntava qual seria o verdadeiro nome e sobrenome daquela pessoa. Ao descobrir que Madonna era mesmo Madonna e filha de uma outra Madonna, fiquei ainda mais fascinado.

Ela era a febre do momento, a nova sensação da América para o mundo todo. A MTV era um bebê recém-nascido e se alimentava de clips de todos os tamanhos, tipos e formatos.

Podíamos ver Michael Jackson se transformando em lobisomem, Tina Turner sendo paga para uma dança particular, os meninos do Duran Duran bancando os garotos selvagens, Cyndi Lauper e suas garotas que só queriam mesmo era se divertir e é lógico aquela garota com o nome de Nossa Senhora!

E ela como sempre fazia as coisas de forma diferente. Numa hora estava numa danceteria convidando todo mundo pra dançar, em outro momento rolava em meio a uma pista deserta, roubava um carro e fugia com ele, depois ela seu irmão e de sua melhor amiga dançavam sensualmente num cenário todo branco onde podíamos ver perfeitamente sua barriga e seu famoso umbigo ou ficava até mesmo posando de modelo pra fazer ciúmes ao seu “chico” latino.

Mas tudo isso era café pequeno perto do que ela aprontaria depois. Vestiu-se de noiva, desceu de cima de um bolo gigante e fez história no Pop. Depois foi para Veneza dizer que se sentia como uma virgem tocada pela primeira vez. Isso hoje em dia pode soar cafona, infantil e até bobo; mas não se esqueça que estamos em 1984 e o mundo não era tão aberto e liberal, muito menos para as mulheres. E todo essa invasão culminou com o dito clip do início de nosso texto. “Todos nós vivemos em um mundo materialista. E Eu sou uma Garota Materialista” ela cantava pra quem quisesse ouvir. E muita gente queria, tanto que “Like a Virgin” vendia feito água em um show da Madonna (quem já enfrentou algum show dela, sabe muito bem do que estou falando).

Desse tempo pra cá muita coisa mudou no mundo, até mesmo ela mudou e muito e muitas vezes. Já foi loira, morena, ruiva, platinada, gordinha, musculosa, voz fina, voz grossa, vestiu todos os grandes estilistas, já despiu alguns deles também, já posou para as lentes dos maiores nomes da fotografia, já cantou, encenou, produziu, compôs, dirigiu, escreveu, agenciou, casou, separou, engravidou, abortou, engravidou e teve filhos, dançou, correu, adotou, celebrou… e tudo isso na frente do mundo todo, que mesmo quando a odiava, nunca conseguiu perder o interesse nela.

Hoje Madonna Louise Verônica Ciccone faz 56 anos. E mesmo com o avanço da idade ela não demonstra sinais de cansaço ou até mesmo de envelhecimento. Muitas pessoas dizem “Mas com o dinheiro dela eu também seria linda e jovem.” ou “Ela é rica, por isso continua tão bem.” Eu discordo de todos que falam isso. Conheço pessoas tão ou mais ricas que ela e que mesmo com um pouco da metade de sua idade já apresentam total sinal de decadência física, mental e artística.

Ela continua viva, na ativa e causando o mesmo interesse no mundo acerca de cada passo que dá, cada coisa que faça, cada palavra que diga. Tudo continua como lá nos anos 80, com todo o mundo querendo ainda ouvir, ver e até mesmo tentar entender quem é pessoa tão singular e controversa.

Achei inclusive que com a chegada das “wannabes”, a própria Madonna se cansaria desse seu reinado no pop e passaria seu cetro e sua coroa. E sou testemunha de que ela tentou fazer isso algumas vezes, mas suas seguidoras nunca tiveram o pique de se segurar nesse trono. Bastava uma ventania para que fossem derrubadas e ela voltasse a esse posto que, na verdade nunca deixou. É como ela mesmo disse uma vez em uma entrevista: “Por favor, pegue essa coroa que deixaram no chão de coloque de volta na minha cabeça”.

Dia 16 de agosto tinha apenas um significado no mundo do entretenimento, mas depois de 1985 ele passou ter dois. Alguns vão lembrar da morte do Rei do Rock. Mas certamente o mundo inteiro celebrará o nascimento da Rainha do Pop com todos os tipos de declaração de amor que ela, como uma boa leonina adora, apesar de nunca responder a nenhuma delas e ainda fazer cara blasé como se nada estivesse acontecendo.

Essa é a boa e velha Madonna que amamos: Diva, Rainha do Pop, Deusa, Loura ambiciosa, Material Girl, Madge, Miss Ritchie, Tia (sic), Velha (sic²)…não importa como ela é chamada, pois o mais importante nesse dia é celebrar seus 56 bem vividos anos.

Que venham mais 50 e mais 100. More, more more…

Feliz Aniversário Madonna!!!! Nós estamos juntos para comemorar seu aniversário como se fosse o nosso próprio e vamos nos divertir hoje tanto quanto você.

Longa vida a Rainha!!!!!
Longa vida a MADONNA!!!!!!

JORGE LUIZ
Professor de Sociologia e fã da Madonna desde que tinha 16 anos em 1985!

Em defesa da vida amorosa de Madonna

US-FASHION-MET-COSTUME-GALA

No mês passado, enquanto ia assistir a uma peça da Broadway em Nova York, Madonna exibiu sua última aquisição. Não, não era um novo dançarino musculoso, nem uma peça da Dior ou um precioso órfão do Malawi. Era o boy toy de 26 anos, Timor Steffens.

A cantora de 55 anos supostamente está namorando o jovem coreógrafo holandês – que trabalhou com artistas de Beyoncé a Michael Jackson – desde a véspera de Ano Novo, quando se encontraram na casa do designer suíço Valentino.

Madonna comTimur Steffens em junho
Madonna comTimur Steffens em junho

A revelação desta relação de maio a dezembro foi tão chocante quanto saber que quinta-feira vem após a quarta. Desde a separação de seu marido e diretor inglês, Guy Ritchie, em 2008, Sua Majestade aproveitou da companhia carnal de caras morenos e de lábios suaves, com abdômens esculpidos.

Primeiramente, havia relatos dela estar saindo com A-Rod, que já era um adulto de 32 anos – mas bons 17 mais jovens que Madonna. Mas em 2009, ela realmente se jogou: o incrível modelo brasileiro Jesus Luz era um bebê de 22 anos quando a cinquentona o capturou.

Daí então veio o dançarino francês Brahim Zaibat, nascido em 1988, o ano em que Like A Prayer alcançou o primeiro lugar. Aos tenros 25 anos, ele foi substituído por Steffens.

Deus abençoe esta menina – ela precisa se sustentar. Por que ela não poderia se alimentar com ingredientes frescos?

Depois de tudo, Leonardo DiCaprio e o recém-casado Adam Levine visitam regularmente a concessionária da Victoria’s Secret e escolhem as melhores modelos, seguindo com a próxima versão limitada.

Antes de se casar, George Clooney praticamente fez carreira transformando garçonetes de bares, atrizes de nível C e lutadoras profissionais em Cinderelas por alguns anos antes de se firmar.

Esses cães no cio terminaram seus dias elogiados como solteirões desejáveis, mas a Material Girl recebe comentários irritantes – e não apenas de homens.

Sharon Osbourne chamou Madonna de “enfermeira molhada” e disse que ela havia passado sua fase de “periguete”. Os comentários sobre qualquer boato da vida amorosa de Madonna é como um livro de fofocas no colégio.

Talvez não seja apenas pelo status de “leoa”, mas por ela ser a única celebridade a colher o que plantou. A incomum Lady Gaga está num relacionamento sério. Katy Perry é uma monógama séria, que fica com caras iguais a ela, em termos de carreira e fama. E as tragédias de Taylor Swift sempre superam as diversões. Madonna, como a leoa que veio antes dela, Cher, só quer se divertir.

E ela sempre se defendeu, explicando: “Tipo, não escrevi num papel: ‘Terei um relacionamento com um homem mais novo’. Simplesmente aconteceu. Simplesmente conheci alguém de que gostei e calhou dele ser mais novo”.

Por que ela deveria ir a sites de namoro pra encontrar caras mais velhos? Portanto, vá em frente, Madge (e Cher!)! Continuem buscando sangue jovem. Talvez, algum dia, vocês sejam vistas como mulheres, ao invés de leoas desesperadas. (NY Post)