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Sharon Osbourne: ‘Grande parte dos fãs de Gaga são vis com Madonna’

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Alguns dos fãs leais de Lady Gaga – “Little Monsters”, como eles chamam a si mesmos – realmente não gostam da Madonna e eles já deixaram isso bem claro, mas Sharon Osbourne soltou o verbo contra Lady Gaga e seus fãs e todos os ataques que os mesmos fazem e chama Lady Gaga de grande hipócrita.

Mensagens de ódio e ameaças de morte em mídias sociais, campanhas anti-Madonna, queimando camisetas com fotos de Madonna, tudo o que se possa imaginar o que eles já fizeram.

Madonna é o principal alvo dos “little Monsters.” Adele, Justin Bieber e Rihanna constantemente são atacados, só para citar alguns. Kelly Osbourne também recebeu algumas mensagens desagradáveis ​​ao longo dos anos pelos Little Monsters, incluindo comentários de estupro e ameaças de morte. Em uma recente entrevista com a revista Fabulous, ela disse que “os fãs de Lady Gaga são os piores”.

Sua mãe Sharon Osbourne mandou esse email ao empresário de Gaga:

Caro Vince,
Você deve se lembrar que eu escrevi para você no ano passado sobre os fãs de Gaga cometerem bullying contra a  Kelly e você nunca respondeu. Bem, eu continuarei novamente a alertá-lo. Eu quero que você leia o blog abaixo de um fã da Lady Gaga.

@LilMonsterMaren
@MissKellyO LITTLE MONSTER ARTPOP : Kelly Osbourne precisa se matar.
http://littlemonsterartpop.blogspot.com/2013/01/kelly-osbourne-needs-to-kill-herself.html?spref=tw

Eu pensei que Gaga fosse uma das principais militantes contra o bullying.

Vince, eu estou deixando isto em suas mãos para que você faça a coisa certa. Um tweet de Gaga pode mudar toda esta situação. Eu não estou pedindo a ela para lidar com isso diretamente, mas ela se pudesse twittar algo para seus fãs sobre ser mais respeitoso e que podem acabar com isso. Tenho certeza que ela não tolera seus fãs dizendo coisas tão terrivelmente ofensivas.

Desejando que você e sua família tenham o melhor em 2013.
Tudo de bom,
Sharon

Ao que ele então respondeu:

Eu tô ligado!

Gaga então tirou um tempinho para escrever uma carta:

Querida Kelly,
Enquanto eu gostaria que você me visse como a mentora da fundação Born This Way, e junto com a minha mãe Cynthia gostaríamos de lhe responder.

Todos os dias, através da minha música e de minha voz pública eu escolho ser positiva e trabalhar em prol de um mundo mais amável e mais corajoso com a nossa comunidade de seguidores. Encorajo-os a ignorar a crítica, a enfrentar os valentões, conhecer seu próprio valor e ver que somos todos iguais e que uma pessoa não vale mais do que o outra. Eu sei que sou vista como uma pessoa louca, mas na realidade eu sou mulher que se preocupa profundamente com a humanidade. Eu tenho empatia por você Kelly, mas eu sinto que, culturalmente falando, você escolheu um caminho menos compassivo. Seu trabalho no canal E! Com o programa Fashion Police está enraizado na crítica, no julgamento e na beleza pessoas e sempre coloca uns contra os outros. “Aparência” é o motivo mais usado para o assédio moral no mundo. Seu programa transpira negatividade , e ao longo dos anos tornou-se mesmo algo cômico e caricato. Você e Joan Rivers apontam, riem e fazem piadas sobre artistas e celebridades como se fôssemos animais de zoológico.

E a sua revolução física? Eu ficava realmente triste quando eu ouvia as pessoas falarem sobre o seu peso quando você era mais jovem, e assim como você, eu sofria bullying também. Aí depois vi você florescendo em uma bela mulher esbelta que faz o divertimento dos outros para ganhar a vida isso para mim é algo espantoso. Por que não ajudar os outros? Por que não defender os outros que são maltratados por sua imagem e partilhar a sua história?

Eu estou apontando isso para você não se perder em seu personagem, e nós já nos conhecemos antes e você é adorável. No entanto, peço-lhe para que assuma a responsabilidade e ver que tipo de exemplo você está definindo para os jovens. Eles olham para você, porque é famosa, e a veem tratando os outros dessa maneira na TV. Muitos adolescentes em casa no twitter acharão que seus atos são aceitáveis: bem, se ela faz isso, por que não eu não posso fazer? Eu não posso controlar os meus fãs, e eu tento desencorajá-los de qualquer negatividade e violência, pois o que está errado é prejudicial – e eu me sinto muito mal que eles tenham ferido seus sentimentos. No entanto, todos nós podemos fazer a nossa parte nos meios de comunicação para estabelecer um padrão de respeito, amor, compaixão. Desejo que você seja tratada com o carinho e respeito que todos merecem.

Enquanto alguns dos meus fãs têm de aprender a fazer isso, a maioria deles possuem os mesmos valores que eu, e é isso que nos conecta. E esse vínculo é forte.
Sinceramente
Gaga e Cynthia
www.bornthiswayfoundation.org

PS. E para qualquer mídia ou celebridade que encontre esta carta em seu caminho, eu espero que vocês também considerem o poder de suas vozes. Permitam trabalhar juntos e fazer de  2013 um ano de união.

E você acha que o caso acabou? Sharon voltou a responder:

Ms. Gaga,
Estou respondendo a sua carta aberta para a minha filha Kelly, e estou perplexa quanto ao porquê de você ir a público com uma carta aberta. Em relação à esta situação atual, Kelly não entrou em contato com você. Fui eu quem contatou o seu agente e o e-mail está anexado abaixo para sua apreciação. Estendi a mão para ele como agente de Kelly e sua mãe para lhe perguntar se você poderia conter os seus fãs, os “pequenos monstros” e impedi-los de escrever comentários difamatórios, caluniosos e vis sobre a minha família, incluindo ameaças de morte para Kelly. Sua carta aberta é hipócrita e cheio de contradições. E como sua mãe Cynthia lhe apoia, eu apoio minha filha Kelly.

Devo dizer que as suas opiniões sobre o que é politicamente correto e aceitável é totalmente diferente da minha, mas é isso que torna o mundo tão interessante … somos todos diferentes. Como é meigo que você tem empatia com a minha filha, e de como você acha que ela tenha tomado um caminho menos apaixonado na vida. Você diz que seu trabalho no E! Com o programa Fashion Police está “está enraizado na crítica, no julgamento e na beleza pessoas e sempre coloca uns contra os outros.” Bem vinda ao mundo real. Exemplo, quando eu vi você usar um vestido feito de carne crua, eu fiquei enojada. Quando eu vejo que você veste de peles, e as usa como um artefato de moda, o fato de que animais indefesos foram mortos para que possa obter a sua imagem na imprensa é repugnante para mim. Você não deveria estar ensinando aos seus “pequenos monstros” a respeitar os animais e a vida? Eu não sinto que tenho de justificar opções de Kelly na vida para você. Com suas ações para Kelly, você me mostrou que não é nada mais do que uma hipócrita que fica publicamente buscando chamar a atenção de todos. Você sabe que teria sido muito mais digno se tivesse feito isso em particular. Eu estou dizendo que você causa bullying, porque tem 32 milhões de seguidores fissurados em cada palavra sua e você está criticando Kelly em sua carta aberta. Você está tão desesperada que precisava fazer isso em público?

Você diz: “Todos os dias, através da minha música e de minha voz pública eu escolho ser positiva e trabalhar em prol de um mundo mais amável e mais corajoso com a nossa comunidade de seguidores.” Bem, obviamente que essa sua mensagem não está chegando corretamente a seus fãs, pois uma grande parte deles não tem sido vil só com Kelly, mas também de outras celebridades como Adele e Rihanna, e, principalmente, a MADONNA. “Você diz que quer um mundo amoroso, mais corajoso” Eu não sei o mundo em que você vive, mas apoiar comentários vergonhosos de fãs não combina muito com as palavras “amáveis ​​e corajosa.” Isso soa muito mais como um monte de bobagens.

Para encerrar, pare de usar peles, pare de se preocupar tanto  com publicidade, e pare de usar seus fãs para menosprezar não apenas Kelly, mas um fluxo interminável de celebridades. Uma palavra de você iria parar todas as ameaças terríveis, negativas e vis de seus “monstrinhos”.

Deixe-me saber se você quer continuar este debate. Eu estou jogando aberta com você, minha querida.
Atenciosamente,
Sharon Osbourne

Tudo acabou (por enquanto) com a seguinte resposta da mother monster:

O “mundo real” pode ser cruel, por que não tentar transformá-lo em um lugar melhor? Eu sou uma ativista. Ninguém leva à sério adolescentes, mas eu levo. Minha carta para Kelly Osbourne estava aberta, porque suas declarações sobre cyber-bulling eram públicas e como uma jovem ativista me sinto obrigada a estar envolvida.

Obrigado a Jorge Luiz pela tradução do original.

Lady Gaga e Kelly Clarkson poderiam seguir os passos de Madonna,” diz irmão da cantora

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O irmão de Madonna, Christopher Ciccone, sabe tudo sobre fashion reductive! Ciccone, que é ex-diretor artístico de sua irmã Madonna, diz que Lady Gaga seria melhor se copiasse o estilo de moda de Madonna. Dizer o quê? Acontece que Ciccone acha que se Lady Gaga copiasse a Material Girl ela seria mais acessível aos fãs.

O irmão de Madonna desenhou as etapas para alguns de suas tours memoráveis, como Blond Ambition e o The Girlie Show. Mas os dois se desentenderam e ela acabou escrevendo o livro “Minha vida com minha irmã Madonna”, contando suas memórias que nada agradaram a rainha do pop.

Chris faz a vida no showbiz como estilista de sapatos, e Ciccone ofereceu suas dicas sobre o que Gaga poderia fazer de forma diferente sua carreira, o que ela pode, naturalmente, pegar ou largar. “Madonna provavelmente não está feliz com isso pois ela não gosta de pessoas que não age naturalmente no mundo pop, sem estilo, e não é de hoje que Lady Gaga não se inspira, mas copia muitas coisas de Madonna, e isso não é novidade para ninguém.”

“O que eu faria com Gaga é se livrar de toda a porcaria que ela veste e a tornaria uma pessoa real”, disse ele corajosamente. “É legal, em algum nível, mas quando você chega no topo, não há para onde ir. Você ficar preso lá e começa a se desconectar da audiência. Você se torna esta aberração no palco.”

O irmão de Madonna também apontou que o estilo de Madonna ao longo dos anos nunca a deixou de estar conectada aos seus fãs – seus fãs poderiam copiar sua aparência facilmente comprando suas as roupas que ela usa no shopping. Os fãs de Lady Gaga mão podem se vestir como Gaga, não podem colocar um vestido de carne ou plataformas de 10 polegadas de stripper e sair por aí.

“Você tem que se lembrar é que o que fez Madonna realmente popular é que as meninas podiam se vestir como ela”, ressaltou. “Você não pode se vestir como Gaga, só no Halloween, talvez” completou. É uma parte muito grande de ser um performer, Madonna faz com seus fãs a seguem a cada novo visual. Ela se veste de forma casual e então seus fãs podem se vestir como ela. Você tem que evoluir.

Gaga não é a única pessoa cujo estilo, Christopher Ciccone avaliou. Ele está de olho em Kelly Clarkson simplesmente porque ele acha que ela não tem nenhum estilo.

“Eu gostaria de rever Kelly Clarkson,” disse ele. “Eu certamente se daria a ela algum um estilo. Ela precisa de algo. A menina tem uma voz incrível, mas quando está em cena passa desapercebida e não há um olhar particular para ela. As pessoas apenas a ouvem cantar, não comentam seu estilo. Ela poderia fazer muito melhor se tivesse um.”

Madonna tem a 2º fanbase GLBT mais poderosa

madonna-glbt-gayDe acordo com o  jornal  Metro Source, Madonna tem a 2ª Fanbase LGBT Mais Poderosa. Confira o Top 20:

1. Lady GaGa
2. Madonna
3. Kathy Griffin
4. Kylie Minogue
5. Joan Rivers
6. Ben Cohen
7. Dolly Parton
8. Britney Spears
9. Cher
10. Adam Lambert
11. John Waters
12. Nicki Minaj
13. Betty White
14. RuPaul
15. Margaret Cho
16. Liza Minnelli
17. Barbra Streisand
18. Judy Garland
19. David Beckham
20. Robyn

MDNA Tour, de Madonna, é eleita a tour do ano pela Pollstar 2012

A MDNA Tour, de Madonna, foi efeita a tour do ano no Pollstar Year-End 2012. Confira o top 50.
Observação: foram contados apenas 67 shows de um total de 88.

Pollstar é uma publicação da indústria de turnês do comércio principal que obtém suas informações principalmente dos agentes, produtores, gerentes e promotores que produzem os shows.

Madonna MDNA Tour Top Of The Year 2012 Pollstar

MADONNA: Artista do ano e tour mais lucrativa de 2012

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Mais uma lista da revista “Billboard” foi apresentada esta semana. De acordo com os leitores da publicação, Madonna ganhou o título de Artista do Ano em 2012. A rainha do pop ainda ficou na primeira posição na preferência do público.

O ano de 2012 já começou intenso para Madonna, com uma incrível e comentada apresentação no Super Bowl, no show do intervalo da final do campeonato de futebol americano, visto por 114 milhões de pessoas.

Depois ela lançou o 12.º segundo disco da carreira, “MDNA”, e saiu em uma turnê mundial para divulgar o trabalho, eleita como a mais lucrativa de 2012. Por isso, os leitores também a colocaram no topo das categorias de melhor turnê, melhor aparição na TV, melhor álbum e melhor briga, com Lady Gaga.

TOUR MAIS LUCRATIVA DE 2012

Embora as paradas pop deste ano tenham sido dominadas por cantores jovens, foram os veteranos – encabeçados por Madonna– que mais faturaram fazendo shows, segundo uma lista divulgada na terça-feira (18) pela Billboard.

A cantora de 54 anos conseguiu uma bilheteria estimada em US$ 228,4 milhões com sua nona turnê mundial, que termina no fim de semana na América do Sul, após mais de 80 apresentações desde maio. Ela superou a rival Lady Gaga, de 26 anos, que ocupou apenas a sexta posição com os US$ 124,9 milhões arrecadados por sua turnê “Born this way ball”.

1
Madonna
Total Gross: $228,406,085 Number of Shows: 72
Total Attendance: 1,635,176 Number of Sell-Outs: 72
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2
Bruce Springsteen & The E Street Band
Total Gross: $199,371,791 Number of Shows: 72
Total Attendance: 2,165,925 Number of Sell-Outs: 54
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3

Roger Waters
Total Gross: $186,466,703 Number of Shows: 72
Total Attendance: 1,680,042 Number of Sell-Outs: 51
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4
Michael Jackson The Immortal World Tour by Cirque Du Soleil
Total Gross: $147,310,505 Number of Shows: 183
Total Attendance: 1,374,482 Number of Sell-Outs: 9
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5
Coldplay
Total Gross: $147,188,828 Number of Shows: 67
Total Attendance: 1,811,787 Number of Sell-Outs: 56
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6

Lady Gaga
Total Gross: $124,879,545 Number of Shows: 65
Total Attendance: 1,111,099 Number of Sell-Outs: 65
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7
Kenny Chesney & Tim McGraw
Total Gross: $96,458,890 Number of Shows: 23
Total Attendance: 1,085,382 Number of Sell-Outs: 9
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8
Van Halen
Total Gross: $54,425,548 Number of Shows: 46
Total Attendance: 522,296 Number of Sell-Outs: 9
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9
Jay-Z & Kanye West
Total Gross: $46,986,464 Number of Shows: 31
Total Attendance: 371,777 Number of Sell-Outs: 15
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10
Andre Rieu
Total Gross: $46,785,717 Number of Shows: 99
Total Attendance: 490,165 Number of Sell-Outs: 2
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11
Dave Matthews Band
Total Gross: $41,433,182 Number of Shows: 41
Total Attendance: 757,629 Number of Sell-Outs: 17
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12
Barbra Streisand
Total Gross: $40,657,170 Number of Shows: 12
Total Attendance: 154,287 Number of Sell-Outs: 12
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13
Jason Aldean
Total Gross: $39,956,703 Number of Shows: 59
Total Attendance: 984,229 Number of Sell-Outs: 59
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14
Lady Antebellum
Total Gross: $38,358,801 Number of Shows: 88
Total Attendance: 860,065 Number of Sell-Outs: 72
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15
Red Hot Chili Peppers
Total Gross: $33,911,873 Number of Shows: 42
Total Attendance: 549,028 Number of Sell-Outs: 24
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16
Brad Paisley
Total Gross: $33,794,719 Number of Shows: 51
Total Attendance: 485,852 Number of Sell-Outs: 31
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17
Nickelback
Total Gross: $33,790,267 Number of Shows: 50
Total Attendance: 492,492 Number of Sell-Outs: 7
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18
Trans-Siberian Orchestra
Total Gross: $33,370,711 Number of Shows: 99
Total Attendance: 673,575 Number of Sell-Outs: 13
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19
Elton John
Total Gross: $32,920,986 Number of Shows: 38
Total Attendance: 240,381 Number of Sell-Outs:25
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20
Justin Bieber

Total Gross: $30,667,737 Number of Shows: 29
Total Attendance: 402,710 Number of Sell-Outs: 28
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21
Rod Stewart
Total Gross: $30,158,491 Number of Shows: 35
Total Attendance: 201,912 Number of Sell-Outs: 24
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22
Neil Diamond
Total Gross: $29,910,078 Number of Shows: 30
Total Attendance: 317,824 Number of Sell-Outs: 6
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23
Pearl Jam
Total Gross: $27,363,430 Number of Shows: 11
Total Attendance: 337,613 Number of Sell-Outs: 0
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24
Taylor Swift
Total Gross: $26,310,160 Number of Shows: 21
Total Attendance: 285,715 Number of Sell-Outs: 21
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25
Rascal Flatts
Total Gross: $26,155,360 Number of Shows: 45
Total Attendance: 612,243 Number of Sell-Outs: 21

OUTRAS POSIÇÕES DE MADONNA NA BILLBOARD YEAR-END 2012

#23 no Billboard Top Artist of the year.
#44 no Billboard 200 Albums of the year com MDNA.
#2 no Billboard Top Dance/Electronic Albums of the year com MDNA.
#40 no Top Canadian Albums of the year com MDNA
#33 com “Turn up the Radio”, #41 com “Give me all your Luvin’” com #44 with “Girl Gone Wild” no Dance/Club Songs of the Year charts.

Madonna: única artista entre os 10 mais comentados no Facebook em 2012

A maior rede social do mundo, o Facebook, acabou de divulgar quais as figuras públicas mais comentadas, que criaram mais buzz na rede de Mark Zuckerberg. Madonna é a única mulher entre as 10 mais discutidas, batendo artistas teens como Lady Gaga, Rihanna e cia.

Madonna

The Examiner compara venda de ingressos de Lady Gaga com Madonna

madonna lady gagaNa última terça-feira, a revista Billboard divulgou que mesmo que Lady Gaga tenha feito dinheiro em sua passagem pela America do Sul, suas vendas foram desastrosas em comparação com a passagem de Madonna pelo nosso continente.

Considerando o tamanho dos locais, as vendas informadas por sua equipe não passaram de uma maquiada, segundo notícia do jornal The Examiner. Por exemplo, em sua passagem pelo Peru, Lady Gaga teria vendido 50 mil ingressos de acordo com sua produtora. Na verdade, foram 17.000. No entanto, muitos ingressos para este show e outros shows foram distribuídas gratuitamente com a promoção “compre um leve outro grátis”. Várias outras datas Lady Gaga na América Latina não conseguiram obter grandes vendas de ingressos numa média de 30.000 por show, enquanto Madonna continua a vender a média de 55 mil cada noite com suas apresentações do MDNA Tour.

Até o momento, em sua passagem pelo Brasil, Madonna levou 75 mil pessoas (outras fontes apontam 67 mil) no Rio de Janeiro, no Parque dos Atletas, 60 mil no primeiro dia de show em São Paulo (dia 4) e 50 mil pessoas no segundo dia no estádio do Morumbi (dia 5), também em São Paulo. No show de hoje em Porto Alegre, é esperado um público total de 45 mil pessoas – lotação máxima.

The MDNA Tour deve fechar sua arrecadação total em 335-350 milhões de dólares. A tournê anterior, “Sticky & Sweet Tour”, faturou $409 milhões de dólares.

MÉDIA DE FATURAMENTO DE TOURS FEMININAS POR SHOW

1. Madonna – Sticky & Sweet: 4,8
2. Barbra Streisand – Streisand: 4,35
3. Madonna – Confessions: 3,2
4. Madonna – MDNA: 3,148 *
5. Celine Dion – Taking Chances: 2,9
6. Lady Gaga – Born This Way Ball: 2,4 *
7. Madonna – Re-Invention: 2,1
8. Madonna – The Girlie Show: 1,75
9. Madonna – Drowned World: 1,59
10. Britney Spears – The Circus Starring Britney Spears: 1,4

FATURAMENTO TOTAL DE TOURS FEMININAS

1. Madonna – Sticky & Sweet: $408,000,000
2. Celine Dion – A New Day…: $390,800,000
3. Celine Dion – Taking Chances Tour: $280,200,000
4. Cher – Living Proof: The Farewell Tour: $260,000,000
5. Madonna – MDNA: $233,400,000 *

6. Lady Gaga – The Monster Ball Tour: $227,400,000
7. Madonna – Confessions: $195,000,000
8. Cher – Do You Believe?: $160,000,000
9. P!nk – Funhouse / Summer Carnival: $150,000,000
10. Britney Spears – The Circus Starring: Britney Spears: $135,000,000

11. Madonna – Re-Invention: $125,000,000
12. Lady Gaga – Born This Way Ball: $125,000,000 *
13. Taylor Swift – Speak Now: $123,100,000
14. Barbra Streisand – Streisand: $119,500,000
15 Christina Aguilera – Justified & Stripped / Stripped Live…: $115,000,000
16. Shania Twain – UP!: $105,000,00
17. Beyoncé – I Am…: $103,000,000
18. Tina Turner – Tina!: 50th Anniversary: $100,000,000
19. Tina Turner – Wildest Dreams: $100,000,000
20. Shakira – The Sun Comes Out World: $100,000,000

21. Shakira – Oral Fixation: $100,000,000
22. Cher – Cher at the Colosseum: $97,500,000
23. Kylie Minogue – KylieX2008: $96,000,000
24. Christina Aguilera – Back To Basics: $90,000,000
25. Rihanna – Loud: $90,000,000
26. Shania Twain – Come On Over: $80,000,000
27. Tina Turner – Twenty Four Seven: $80,000,000
28. Celine Dion – Falling into You: $78,000,000
29. P!nk – I’m Not Dead: $77,000,000
30. Madonna – Drowned Word: $76,800,000

31. Janet Jackson – The Velvet Rope: $75,000,000
32. Janet Jackson – Janet: $75,000,000
33. Celine Dion – Let’s Talk About Love: $75,000,000
34. Beyoncé – The Beyoncé Experience: $73,000,000
35. Madonna – The Girlie Show: $70,000,000
36. Britney Spears – Femme Fatale: $70,000,000
37. Whitney Houston – My Love Is Your Love: $70,000,000
38. Barbra Streisand – Timeless The Millennium Concert: $70,000,000

Crítica: Madonna exibe seus “bens” na Arena Philips, em Atlanta

Ouviu-se no banheiro feminino no final do show de Madonna: “Ela era boa. Agora, ela está tão…estranha”.

Madonna

Uma das figuras mais extremistas da história da música popular sendo classificada como incomum não é novidade. Madonna se tornou Madonna não por causa de sua habilidade vocal limitada ou coreografias criativas – ela o fez baseada numa habilidade provocativa sem igual, uma mente sagaz para negócios e ótimas colaborações de composições que ajudaram-na a criar dezenas de músicas pop atemporais.

Agora, ela tem 54 anos, intensamente consciente de que não conseguirá apresentar um show de duas horas equivalente a um espetáculo da Broadway noite após noite por quase 6 meses, ou que ficar apenas de sutiã preto e calcinha, como fez no show na Arena Philips, não lhe dará assobios e gritos por seus firmes “bens” pra sempre.

Tais óbvias realizações explicam a grandiosidade explícita deste show, uma produção tremenda que, às vezes, apresentou bateristas suspensos sobre o palco, cubos iluminados e impressionantes, 15 dançarinos em vários figurinos chamativos, exibindo peitorais musculosos (os homens, claro) e um alegre show de moda durante Vogue. A líder Madonna quase não teve tempo de beber água e, enquanto não pode ser criticada por muitas coisas – como o Auto-Tune desenfreado e a cantoria questionável durante coreografias pesadas – ela vai à exaustão no palco, pelo benefício de um show de primeira.

A extravagância foi dividida em quatro seções/temas, que inicialmente continham um monte de violência besta. Revolver e Gang Bang apresentaram-na ostentando uma arma, ondas de sangue inundando a enorme tela, de quase 1km de altura, sempre que ela matava um bandido no estilo “vilão de James Bond”.

Na verdade, muito da primeira parte do show pareceu uma produção do Cirque du Soleil. Você está lá, confuso, mas não quer desviar o olhar com medo de perder aquele segundo precioso. Daí, novamente, a julgar pelo número de pessoas que passaram a maior parte do show mandando mensagens de texto e vendo fotos nos telefones, talvez Madonna tenha saído muito de seu curso, sem, ao menos, suavizar nossas tendências tecnológicas.

Mas se há uma queixa legítima sobre esta turnê, não é que ela tocou músicas do MDNA, seu último álbum. O que você esperava? O problema é que apenas algumas dessas canções são boas o bastante pra garantir o foco.

A acústica e linda Masterpiece, apresentada com o trio basco Kalakan, foi um ponto alto do show, que começou às 22h30, fato frequentemente mencionado desde que a turnê começou. Além dela, a irritável I Don’t Give A…, que apresentou Nicki Minaj no vídeo, deve ter sido um sucesso em outra era musical. Mas muitas outras – I’m Addicted, Girl Gone Wild – são esforços esquecíveis, enquanto Gang Bang é, meramente, um refrão chato sobre uma batida latejante e guitarras frenéticas.

Claro que haverá fãs do show, esgotado, que irão reclamar que Madonna não cantou sucessos suficientes, e eles teriam razão. Mas, na última década, nenhuma turnê de Madonna incluiu mais do que alguns dos hits dos anos 80, e a maioria destas canções foram tão recriadas, que ficaram irreconhecíveis.

Pelo menos no sábado, os fãs receberam uma Papa Don’t Preach mais fiel, uma Vogue excitante e uma versão tradicional de Open Your Heart, novamente com Kalakan. A única falha verdadeira foi transformar Like A Virgin numa supostamente ardente canção, que Madonna apresentou com o sutiã supracitado e calças, primeiramente elevadas na linha do estômago, no fim da passarela, e depois sobre um piano, no estilo do filme Os Fabulosos Irmãos Baker. Claro que seria ridículo se ela cantasse a versão original, mas transformá-la em lixo não foi a melhor escolha.

Àqueles ansiosos pela Madonna vintage, ela fez uma aparição mais cedo no show, quando, vestida com o figurino de baterista de banda e mostrando um pouco da coreografia com os pompons – algo que você não verá em qualquer jogo de futebol colegial – ela apresentou Express Yourself. No meio da canção, Madonna chegou ao refrão de Born This Way, de Lady Gaga, provando que ela rouba a mesma linha melódica, daí enfiou a faca no melhor estilo Madonna adicionando o refrão de sua própria She’s Not Me.

Entendido! A questão é a seguinte: mesmo quando Madonna está criando e apresentando um show que é mais pro seu próprio interesse do que para agradar fãs que ainda usam luvas de renda e rendem-se aos seus shows…é uma evolução necessária!

Podemos nem sempre concordar com as direções dela, mas, como Minaj lembra no fim de I Don’t Give A…: “Só há uma rainha, e é Madonna”. Access Atlanta

Crítica: Quando Madonna deixará de ser relevante?

Mark Kemp – Creative Loafing

Madonna

Quando Madonna comicamente anunciou aos fãs do Verizon Center, em Washington, no dia 24 de setembro, que “temos um Muçulmano negro na Casa Branca”, ela jogou a merda no ventilador. Foi como se os abutres da cultura nacional sofressem outro caso de amnésia pop-cultural. Esta é Madonna, afinal. E Madonna será Madonna.

Como ovelhas, todos obrigatoriamente resmungaram no Twitter e no Facebook pra registrar seu horror. Foram inteligentes também, sendo que os considero bem astutos. Pessoas conhecidas ou com quem trabalhei muitas vezes nos últimos 15 anos – jornalistas musicais e críticos, especialistas, assessores de imprensa, o pessoal do rádio, músicos, até mesmo amigos de faculdade e conhecidos do colégio. Com os dentes rangendo e as bocas espumando, eles pularam desenfreadamente pra atacar Madonna novamente. Foi bem nostálgico.

Um escritor e ex-repórter da Billboard de Los Angeles ligou um artigo do jornal Huffington Post na página do Facebook com o título “Madonna chama Obama de ‘um Muçulmano negro na Casa Branca’”. Claro, ele também fez um comentário: “Deixe esta vaca lerda e louca por atenção se meter no diálogo político e ajudar a perpetuar uma das mais duradouras e errôneas concepções sobre o presidente”.

É sério? Sim. 57 pessoas curtiram a postagem dele e 35 comentaram, incluindo “Ela é tão idiota quanto um saco de martelos”; “Ela é uma vaca sem talento, sem cérebro e idioooota, sem senso de humor”; “Ela é uma puta, um verme estúpido”; e “Vamos lembrar que ela ainda exibe os seios nos shows”.

Você imaginaria que esses profissionais da indústria da música eram estudantes colegiais debatendo sobre uma líder de torcida popular, mas notoriamente rebelde, durante o almoço. Na verdade, eram pessoas de 40, 50 e até 60 anos de idade, debatendo sobre alguém que eles vêm seguindo de perto ao longo das últimas três décadas. Alguém que tem sido parte integral da cultura popular americana. Alguém que vem se expressando há muito tempo em músicas abusadas e bem-sucedidas, além de álbuns e performances, sempre aumentando o nível para mulheres da indústria da música e expandindo as definições de uma cantora pop e um ícone cultural popular. E lá estava ela – aos 54, a líder de torcida mais rebelde da América – na estrada já há um tempo, promovendo seu mais recente álbum, MDNA. E alimentando mais ainda a fúria no Facebook.

Agora na etapa final de uma turnê que começou em Tel Aviv em maio, Madonna seguiu para Charlotte no dia 15 de novembro para uma performance na Time Warner Cable Arena. Ela provocou controvérsia novamente? Esta sequer é uma pergunta significativa?

A grande novidade em setembro não foi que Madonna fez uma observação impactante durante um show em DC (seria novidade se ela não tivesse feito algo impactante). Não, a novidade foi que Madonna ainda trabalha e diz coisas que acendem uma paixão assim, tanto positiva quanto negativa, em 29 anos de carreira. A pergunta “Madonna ainda é relevante?” tem sido um mantra por quase 28 desses anos. Tudo começou em 1984, após o lançamento do segundo álbum e do convite pra cantar o até então o novo sucesso, “Like A Virgin”, no Video Music Awards, da MTV. Ela finalizou se arrastando no palco em um vestido de noiva, exibindo um pouco da virilha e cantando levemente fora do tom numa faixa pré-gravada. Após a performance, no primeiro de muitos pronunciamentos subsequentes, especialistas tocaram o sino da morte: Madonna desesperadamente procura chocar as pessoas; ela está acabada, pronto! Próxima!

Madonna não apenas estava em alta, mas se encontrava no meio de três álbuns maravilhosos, cortesia de colaborações muito boas com gênios dos estúdios, incluindo seu ex-namorado Jellybean Benitez, Nile Rodgers e Stephen Bray. Ao longo dos cinco anos seguintes, ela se casou e divorciou de Sean Penn, apareceu na Broadway na peça Speed The Plow, de David Mamet, estrelou no sucesso de público e crítica Procura-se Susan Desesperadamente e no fracasso Quem É Essa Garota?, e se tornou vítima de inúmeras piadas sobre punks e roqueiros. Ainda assim, foi tratada como estrela por membros da realeza do cenário alternativo: Sonic Youth e Mike Watt, do Minutemen, cujo projeto paralelo Ciccone Youth foi tanto uma homenagem, quanto uma paródia.

A primeira grande mudança artística de Madonna aconteceu em 1989 com Like A Prayer, o álbum que muitos – inclusive eu – ainda consideram a obra-prima dela. Depois de batalhar com seu querido pai e com a Igreja Católica em Papa Don’t Preach três anos antes, Madonna levou seus problemas religiosos à frente na faixa título do álbum e no clipe, repleto de ícones católicos sagrados/profanos: cruzes em chamas, cicatrizes e uma fantasia sexual com um santo. “Coube certo com o meu espírito da época, na questão de se impor às autoridades masculinas, seja o Papa ou a Igreja Católica ou meu pai e suas maneiras conservadoras e patriarcais”, ela disse à Rolling Stone em 2009. Em Express Yourself, do mesmo álbum, ela apelou a uma nova geração de jovens mulheres para que saíssem da sombra de seus namorados e tomassem o controle criativo. O que aconteceu foi que Madonna organizou um motim dois anos antes de Bikini Kill ou Courtney Love reclamar às massas desajustadas ao som de guitarras grunge e punk.

Madonna

Nos 23 anos seguintes, temos questionado a relevância de Madonna de forma automática. Com cada nova polêmica, especialistas respondem como cachorrinhos do fisiólogo russo Pavlov: “Ela foi longe demais desta vez? As bizarrices cheias de controvérsias dela chegaram a um nível de desespero? Madonna ainda é relevante?”. Fizemos isso em 1990 quando ela incorporou servidão e sadomasoquismo no clipe de Justify My Love. Fizemos de novo em 1992 quando ela lançou o livro Sex, como parte integrante do novo álbum Erotica. Fizemos no fim dos anos 90, quando ela incorporou as novas crenças da Kabbalah em Ray Of Light, que acabou sendo outro grande avanço criativo.

A primeira década do século 21 foi igual. Em 2003, Madonna usou o VMA da MTV novamente para ir além dos limites da aceitação, beijando Britney Spears e Christina Aguilera após a performance original de Like A Virgin. Os especialistas soaram como um coral: Madonna foi longe demais. Três anos depois, quando Madonna e o até então marido Guy Ritchie adotaram um menino do Malauí, o refrão voltou: ela está procurando atenção desesperadamente.

Estamos no jogo dela a cada novo movimento: suas aparições no cinema, os amantes, os desrespeitos de celebridade e comentários sociais. E em 2012, lá estamos nós outra vez. Em julho, o site MTV.com postou uma notícia com a manchete gritante: “A controversa turnê MDNA de Madonna: Ela foi longe demais? Usando armas falsas e se expondo no palco, a turnê MDNA do ícone pop está repleta de críticas”.

“Oh, fala sério, pessoal! Ela estava brincando. Os americanos estão assim, tão incapazes de aceitar sarcasmo?”. Foi isso o que eu escrevi no Facebook do escritor de música de Los Angeles sobre o comentário de Madonna sobre o “Muçulmano negro”. Daí, eu repostei o artigo na minha página. A situação não foi melhor lá, embora a acidez entre meus amigos não tenha sido tão intensa. “É um comentário horrível, que não vai ser nada bom pro Obama. Mas, ei, fez Madonna voltar ao noticiário”, um antigo conhecido da faculdade sugeriu. “Não tenho dúvidas de que ela tentava ser sarcástica”, um amigo de minha cidade disse, “mas ela falhou totalmente”. E um colega de Nova York lamentou que a piada de Madonna foi inapropriada:

“Há muitas, muitas pessoas lá fora que verdadeiramente acreditam que Obama não seja Cristão.”

E isso é problema de Madonna? Se as pessoas são burras o bastante pra acreditar que o Presidente é muçulmano, é problema deles, não de Madonna. E se o Presidente Obama tivesse perdido as eleições por causa da piada sarcástica de Madonna, muito mais teria sido dito sobre o nível de inteligência dos americanos do que sobre o humor dela. A sagacidade, os cálculos e o timing de Madonna estão ótimos, muito obrigado. Ou, conforme a solitária voz da razão – do jornalista musical, humorista e autor de I Want My MTV  Rob Tannenbaum – sugeriu no meu Facebook, o ultraje sobre a afirmação de Madonna “mostra não apenas um sarcasmo mal-entendido, mas – pior – Madonna sendo mal-entendida”.

Como a mais óbvia influência pop dela, David Bowie, Madonna é tanto uma artista performática quanto da música – cuja experimentação com personagens não se reserva apenas ao palco, filmes, clipes ou álbuns. Ela permeia cada aspecto da vida pública dela. Quando Madonna faz um documentário, como Na Cama Com Madonna ou I’m Going To Tell You A Secret, ela está se apresentando, não oferecendo algum tipo de visão jornalística perspicaz sobre sua vida pessoal ou o processo de bastidores. Ela está interpretando Madonna, seja atuando de forma vulnerável ou no controle; ela está brincando com códigos de gênero e cultura, papéis sexuais e suposições sobre poder.

Quando Madonna se une a alguma causa – seja pelos direitos gays, assuntos humanitários ou uma eleição presidencial – ela está se apresentando. Claro, é óbvio que a pessoa real – Madonna Louise Veronica Ciccone, de Detroit – também apoia o Presidente Obama e os assuntos GLBT, mas ela o faz através de vários aspectos de suas personas, não com canções de protesto, redações racionais ou palestras. Não é assim que ela trabalha. Madonna faz grandes observações com situações elaboradas, grande teatralidade, figurinos extraordinários, maquiagem à-la Fellini, e, sim, sarcasmo profano – todos os muitos aspectos de suas personas. Se entendermos os discursos políticos dela da mesma forma que ouvimos os de Joan Baez, Chuck D, Tom Morello ou Boots Riley, estaremos interpretando-a erroneamente. As grandes narrativas dela são o que a elevam muito acima das imitadoras, exceto talvez Lady Gaga, que realmente entende Madonna.

No aniversário de 50 anos de David Bowie, em 1997, eu estava com ele numa pequena loja inglesa de chás em Manhattan. Conversamos sobre as personas que ele criara ao longo dos anos – sobre seus objetivos, o que ele tentava alcançar, o que ele esperava que as pessoas soubessem sobre ele. Outros devem saber pouco sobre David Robert Jones (seu nome de batismo), ou Bowie como sugerido, mas eles devem saber muito sobre Ziggy Stardust and the Thin White Duke. A autenticidade foi superestimada, ele disse. Bowie é um artista que faz arte, personagens e situações – não uma realidade linear. “Eu costumava ficar agressivo com a ideia de integridade”, ele me contou, referindo-se àqueles que o criticaram no começo, por usar truques numa época em que sinceros cantores de folk pregavam ao seu eleitorado. “Eu dizia, ‘Foda-se – meu negócio é truque”.

Truque é o negócio de Madonna também. E esperamos muito disso quando ela chegou à arena de Charlotte. Já sabemos que ela tem provocado com uma sequência violenta durante as mais recentes canções – Girl Gone Wild, Revolver e Gang Bang – que apresentam Madonna com armas e couro, numa luta sangrenta e coreografada contra homens mascarados dentro de um quarto de hotel cenográfico. A cena foi tão perturbadora para alguns membros da plateia em Denver (sendo tão recente ao tiroteio da tragédia envolvendo o filme Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge), que algumas pessoas deixaram o show. “Estamos dançando e, de repente, as pessoas começaram a perceber o que era a canção”, Aaron Fransua, de 25 anos, contou à Associated Press. “Ficamos todos parados lá. Todo mundo perto de mim estavam chocados”.

Algumas canções depois no setlist da turnê MDNA, o que parecera antes ser um golpe visual e temático no ex-marido de Madonna, o diretor britânico adorador de sangue Ritchie, ficou bem claro, de acordo com a blogueira Marilee Lindemann, conhecida como a “Louca com um laptop”. Lindemann escreveu sobre o show do dia 23 de setembro em Washington: “Percebi naquele momento que não estávamos sendo forçados simplesmente a nos divertir com a violência gratuita. As evocações de Abu Ghraib contextualizaram e geopolitizaram friamente a violência das cenas anteriores, à-la Tarantino, e mostraram consequências reais”. Lindemann, Professora universitária de Inglês e Diretora de Estudos Gays, Lésbicos, Bissexuais e Transgêneros na Universidade de Maryland, acrescentou: “ou…o mais real possível no espetáculo surreal de Madonna”.

Quando o espetáculo de Madonna chegou a Charlotte, também pudemos ver referências à rixa dela com a imitadora Lady Gaga. As duas têm estado muito conectadas ao longo do último ano, brigando pela opinião popular. Em turnê, Madonna injetou a rixa em Express Yourself  (“não aceite o segundo lugar, baby…”), desviando-se momentaneamente à faixa similar de Gaga Born This Way, pra afirmar apropriação, sabe?

A resposta de Gaga a esta justaposição? “As únicas similaridades são a progressão de cordas – é a mesma da música eletrônica há 50 anos”, disse a Lady. “Não significa que estou plagiando, mas que sou esperta pra cacete”.

Na verdade, Madonna e Lady Gaga são ambas espertas pra cacete. Madonna levou a narrativa da rixa a Minneapolis em 4 de novembro, contando à plateia que Gaga rejeitara um convite pra cantar com ela no palco. “Tudo bem”, Madonna disse. “Tenho os melhores fãs do mundo todo. Então, toma isso, Lady Gaga!”.

Tome isso também: de acordo com os números, Madonna é tão relevante quanto sempre foi e, facilmente, tão popular quanto quaisquer de suas herdeiras. MDNA é o quinto álbum consecutivo dela a dominar as paradas. A turnê atual já vendeu 1.9 milhão de ingressos no mundo todo, com a maioria dos shows esgotados. E mais, ela continua em grande forma física e as canções e conceitos de performance de MDNA são fortes como tudo que ela já fez em anos.

Especialistas têm lamentado quando Bowie ou Bob Dylan ou os Rolling Stones continuam se apresentando bem em seus anos de crepúsculo, mas Madonna retrocede esta turnê – focando, na maior parte, em sua idade.

Tudo bem, de acordo com Madonna. “Já me rejeitaram antes”, disse ela, apesar de se referir aos insultos de sua jovem rival e não aos comentários sobre sua idade. “É bom construir caráter”.

Enquanto continuarmos questionando a relevância de Madonna e de seus personagens, ela continuará relevante como nunca!

Produtora reduz preço de ingressos para shows de Madonna no Brasil

Madonna

A menos de um mês das apresentações no Brasil, a produtora T4F anunciou uma cota especial de ingressos para o show de Madonna, com preços reduzidos.

A iniciativa é dada para evitar o mesmo que aconteceu com Lady Gaga, que teve milhares de ingressos encalhados nas bilheterias. Sem contar a grande cota disponibilizada para sites de compras coletivas, que venderam as entradas por menos da metade do preço original.

No Rio de Janeiro, por exemplo, no setor Pista, onde os ingressos estavam entre R$ 180 a meia-entrada e R$ 360 a inteira, o valor baixou para R$ 100 (meia) e R$ 200 (inteira).

Em São Paulo, os valores foram reduzidos para a apresentação extra no Morumbi, no dia 5 de dezembro. Os setores que ficaram mais baratos foram: Pista, de R$ 360, 00 (inteira) e R$180,00 (meia) para R$ 200 (inteira) e R$ 100 (meia); Cadeiras Cobertas (inferior e superior) passaram a custar R$ 125 (meia) e R$ 250 (inteira) – antes R$ 230 (meia) e R$ 460 (inteira); Arquibancada R$ 75 (meia) e R$ 150 (inteira) – metade dos valores anteriores, em que o assento mais caro, o da Arquibancada Especial, estava  R$ 150 (meia) e R$ 300 (inteira).

A rainha do pop chega ao brasil em dezembro para uma bateria de quatro shows, a serem realizados nos dias 02 (Rio de Janeiro, no Parque dos Atletas), 04 e 05 (São Paulo, no Estádio do Morumbi), e 09 (Porto Alegre, no Estádio Olímpico). A última passagem da cantora pelos palcos brasileiros foi em 2008, com a turnê Sticky & Sweet Tour.