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Madonna grava vídeo convite para o Brasil para a exibição do #secretprojectrevolution pro RJTV. Assista!

madonna-secret-project-trailer-ws01Madonna mais uma vez destila seu poder em terras cariocas. Neste domingo (20), Madonna exibirá seu ‘Projeto Secreto’ na Praça do Conhecimento, no Complexo do Alemão, Zona Norte da cidade.

Apesar de não contar nem com a presença de Madonna e nem com a do fotógrafo Stephen Klein, o evento exibirá, na íntegra, o resultado do projeto de vídeo e fotografia que o duo desenvolveu, desde o fim do ano passado.

Em seu Instagram, Madonna fez o convite formal: “O #secretprojectrevolution está indo para o Rio. Convido a todos que lutam pela liberdade para a Revolução do Amor”. Encontro marcado.

Devido a isso, Madonna gravou um vídeo exclusivo aos fãs convocando todos a estarem presentes amanhã no Complexo do Alemão. O vídeo foi transmitido hoje no jornal local RJTV. Confira:

Por que Tarantino não quis trabalhar com Madonna em “Gang Bang”?

Quentin-Tarantino-MadonnaQuando a revista francesa Studio Ciné Live perguntou a Quentin Tarantino o que ainda não havia feito e o que ele gostaria de fazer, ele disse…

“Não sei. Me pediram pra dirigir comerciais e clipes, Madonna e Jay-Z queriam que eu dirigisse os clipes deles, mas me recusei. Não estou interessado, assim como não estou interessado em comerciais. Se não for pra fazer filmes, não quero estar no set.

Lançamento ‘.W.E.’ no Japão: ‘W.E.’: Madonna leva estória de amor real além do limite

Por KAORI SHOJI

Ame-a ou não, um fator admirável sobre Madonna é que ela nunca deixou de ser a Material Girl. Ela faz isso aos 54 anos e, provavelmente, vai continuar aos 84. Desta forma, ela pode sentir uma colega Material Girl a milhares de quilômetros de distância e até mesmo em outro século. Você pode quase sentir as duas trocando grandes sorrisos e um bom abraço, em algum lugar do mundo Material. “W.E.” é a culminância desse abraço: o segundo filme de Madonna (seguindo o desastroso Filth And Wisdom, de 2008), está centrado em Wallis Simpson, que foi Duquesa de Windsor, na Inglaterra pós-guerra.

“Sra. Simpson” para o mundo e “Wally” para os amigos próximos, a divorciada americana flertou com Edward VIII, Rei da Inglaterra – e lançou um feitiço. O rei estava tão gamado que abdicou o trono para se casar com ela, e mexeu com o mundo num discurso público, no qual falou: “Descobri ser impossível carregar o pesado fardo da responsabilidade e exercer meus deveres de Rei sem o amor e apoio da mulher que amo”.

Algum dia ele se arrependeu? Algum dia eles discutiram e começaram a se odiar? “W.E.” não se interessa em buscar mais informações ou destacar qualquer esforço. E por que se importar? Há apenas uma ambição adequada a uma Material Girl, que é se manter suspensa numa eterna bolha de adoração. Madonna mirou em Simpson como uma que conseguiu este feito, e sua homenagem é sincera.

“W.E.” está melhorado principalmente pelo visual e atitude aristocratas de Andrea Riseborough, como Simpson, e a química dela com James D’Arcy, como o Rei. Há um momento quando o (ainda secreto) casal está num jantar formal. Ele acidentalmente rasga a bainha do vestido dela debaixo da cadeira e ela o repreende com um lento e arrastado “David!”. Este era o apelido secreto do Rei Edward, usado apenas em sua família. Com a declaração do nome, a verdade do relacionamento deles voou como uma pomba da cartola de um mágico. Cabeças viraram, olhos arregalaram-se. A respiração cortante de alguém fora do ângulo da câmera tem um efeito brilhante e prolongado.

Entretanto, a obsessão do Rei com Simpson é um conto comum e Madonna não agrega um novo valor ao monumento sagrado. Muitas cenas em “W.E.” parecem um clipe antigo da MTV – veja a cena da praia, na qual Simpson e Edward brincam em trajes de banho extremamente elegantes, com seus corpos rolando na areia e cobertos pela maré. Riseborough poderia ser substituído por Madonna e nem seria notada.

Mas não, Madonna fica atrás da câmera, como se não conseguisse interpretar uma mulher que ela talvez considere um alter-ego. A Rainha Material Girl pode ter conquistado o mundo, mas mesmo Madonna nunca conseguiu fazer um Rei largar seu trono (embora possamos sempre esperar que o ex-marido Guy Ritchie deixe de ser um diretor).

“W.E.” dá certo quando é apenas Simpson e Edward olham um pro outro, mas afunda pela trama secundária de uma semi-heroína fictícia chamada Wally Winthrop (Abbie Cornish). Com o mesmo nome da glamurosa Simpson, Wally é uma triste dona de casa de Manhattan em 1998, constantemente violentada por um marido arrogante e que sonha em ter um romance. Ela assombra Sotheby em tardes chuvosas, suspirando pela Coleção Windsor de cristais, vidros e joias, e reside no enorme abismo entre ela e sua xará.

Lá, Wally chama a atenção de um segurança russo, Evgeni (Oscar Isaac), e eles se dão bem de imediato. A relação deles (altamente sexual) segue paralelamente com a estória de amor mais elegante de Simpson e Edward, mas eu digo, é um grande intervalo. E, num ato errôneo, Madonna se estende no tempo, na distância e na circunstância, tudo para fazer as duas mulheres – Wallis e Wally – se encontrarem e conversarem sobre coisas de garotas. De acordo com a história, isso seria muito improvável. A verdadeira Simpson era esnobe, uma cruel ascendente social, que pensava tão democraticamente quando Maria Antonieta. “Deixe-os comer bolo e ficarem obesos”, era o que ela pensava das massas. Ela mesma vivia de champanhe e mantinha um compromisso eterno de permanecer magra (Edward e ela também simpatizavam com os Nazistas, mas o filme ignora isso).

Após a paixão, o escândalo e o sentimento de excitação fugitiva “nós contra eles”, o que manteve o casal unido num casamento de 35 anos? O filme sugere que foi o senso de personalidade de Simpson, pois, por mais que ela estivesse aos olhos do público, ela nunca o perdeu. Sem dúvida, Madonna consegue se associar a isso.

Japan Times

Especial: Madonna – 30 anos de sucesso – Globo News

Madonna

A canal GLOBO NEWS apresentou um especial de 12 minutos sobre os 30 anos de carreira de Madonna com o lançamento do single de “Everybody” no dia 06 de outubro de 1982.

Aqui está a reportagem que contou com a participação especial do jornalista Zeca Camargo.

Assista (para mais acesse http://www.youtube.com/user/mvlmoraes)

Como começou a amizade de Madonna e Rosie O’Donnel

Madonna

Madonna e Rosie O’Donnell se tornaram as melhores amigas ao fazer o filme de 1992 “Uma Equipe Muito Especial” e têm muito a agradecer a diretora do filme – porque Marshall descobriu Ro e Mo, como ela as chamava, e que seria uma boa influência uma sobre a outra.

O cineasta lembra, “Eu disse, ‘Madonna, você deve manter Rosie longe de comida e Rosie, você ensinar Madonna a jogar bola.”

Marshall também aconselhou para que Madonna relaxasse seu regime de trabalho fora do set, pois ela estava muito cansada.

Penny Marshall acrescenta: “ela estava em perfeita forma e aí trouxe um treinador com ela e eu disse para que parasse pois mulheres dos anos 40 não tinham braços musculosos.”

Blu-ray “Uma Equipe Muito Especial, com Madonna, dia 16 de outubro

Outro Madonna clássico será lançado em High Definition. Trata-se do blu-ray de “A League of Their Own (Uma Equipe Muito Especial)“,comemorando o 20º aniversário do filme com lançamento no dia 16 de outubro.

O filme foi dirigido por Penny Marshall e tem no elenco Tom Hanks, Geena Davis and Madonna e resolução de a 1080p e 2.40:1 de aspect ratio.

English language (DTS-HD Master Audio 5.1) e subtítulos em francês, alemão, japonês, alemão e espanhol.

Clique na imagem para ampliá-la.
Documentário

“Masterpiece”, de Madonna, é indicado ao World Soundtrack Awards 2012

Madonna "Masterpiece" indicado ao prêmio no World Soundtrack Awards 2012

Madonna foi indicada a mais um prêmio com a música do álbum MDNA,“Masterpiece“, composta para o filme dirigido e produzido por ela, “W.E”. “Masterpiece” foi indicado ao prêmio de “Melhor Canção Original” no World Soundtrack Awards 2012, que acontece na Bélgica.

Eis os indicados à categoria “Best Original Song Written Directly For A Film”:

  • Breath Of Life from ” Snow White And The Huntsman” – music & lyrics by Florence Welch & Isabella Summers, performed by Florence + the Machine
  • The Living Proof from “The Help” – music & lyrics by Thomas Newman, Mary J. Blige, Harvey Mason Jr. & Damon Thomas, performed by Mary J. Blige
  • Man Or Muppet from “The Muppets” – music & Lyrics by Bret McKenzie, performed by Jason Segel and Walter
  • Masterpiece from “W.E.” – music & lyrics by Madonna, Julie Frost & Jimmy Harry, performed by Madonna

A premiação acontece no dia 20 de Outubro de 2012.

Madonna já ganhou um Globo de Ouro na categoria de Melhor Música Original com “Masterpiece” em janeiro deste ano.

Filme de Madonna, “Uma Equipe Muito Especial”, será lançado em blu-ray

Filme "Uma Equipe Muito Especial", com Madonna, em Blu-ray

Mais um filme de Madonna será lançado em blu-ray. Trata-se do filme “Uma Equipe Muito Especial” (A League of Their Own), no dia 16 de outubro, pela Sony Pictures.

O blu-ray do filme trás como bônus:

– Comentário de Penny Marshall, Lori Petty, Megan Cavanagh e Tracy Reiner
– Cenas deletadasDeleted scenes with video introductions by Penny Marshall
– Pré jogo com esses 9 Innings Memoráveis (Inning é um dos tempos da jogada de baseball).
Madonna “This Used to Be My Playground” clipe

Mais informações
Vídeo Codec: TBA
Resolução de vídeo: 1080p
Relação de aspecto original: 2.39:1

Áudio:
Inglês: DTS-HD Master Audio 5.1

Legendas:
Inglês, francês, espanhol, japonês, alemão, dinamarquês, finlandês, hindu, norueguês, sueco, turco

Discos:
Blu-ray Disc
Único disco (1 BD)

Sem informações ainda para lançamento no Brasil.

Assista ao clipe de Madonna “This Used To Be My Playground”

Madonna para a “Out in the City” Magazine – entrevista traduzida

Madonna para a “Out in the City” Magazine de maio. Confira a entrevista traduzida em que Madonna fala sobre seu mais novo álbum número 1, MDNA.

Em seus genes…

Entrevista de Madonna para a revista OUT IN THE CITY - traduçãoMDNA, 12º álbum de estúdio de Madonna, foi número 1 em 18 países – incluindo Estados Unidos e Reino Unido – e top 10 em todo mundo. A rainha do pop Madonna conversa com Larry Flick sobre a criação do álbum, a inspiração por trás de algumas músicas, e por que ela ainda tem muito a dizer….

Após quase 30 anos fazendo música, ninguém chegou perto de se igualar ao impacto gerado por Madonna na cultura pop. Outros artistas podem ter ido e vindo, mas nenhum deles chegou perto de suas vendas próximas de 300 milhões de álbuns. Já, o seu 12º álbum número um no Reino Unido, MDNA, vendeu 359.000 cópias em sua primeira semana de lançamento nos os EUA, batendo um recorde anterior que pertencia a Elvis Presley e MDNA é sua primeira melhor semana de vendas desde o álbum “Music”, de 2000, e a primeira melhor semana de vendas em todo mundo em 2012. Produzido principalmente em colaboração com o italiano Benny Bennasi, Martin Solveig da França e com William Orbit, além de outros, este é um dos álbuns de Madonna que recebeu melhores críticas em sua carreira. Sem surpresa, ela está no processo de criação e ensaios de uma gigantesca turnê mundial para promover novo álbum  MDNA, incluindo uma data no Hyde Park em Londres.

O fã de longa data Larry Flick conversou com a estrela sobre o novo álbum e a criação do mesmo.

LF: Antes de tudo, parabéns pelo álbum! Eu não paro de ouvir já faz algumas semanas e já é um dos meus favoritos.
Madonna: Ooh, isso é muito bom de escutar
LF: O que é realmente é excitante, pois você já é uma rainha faz muito tempo!
Madonna: (risos) Ok, se você diz…
LF: Verdade, ouvindo estas músicas, eu me curvei na minha cadeira e disse “Oh my god”. A primeira coisa que eu quero saber é: o que você quer dizer com esse álbum? De onde você estava vindo?
Madonna: Bem, eu terminei as filmagens do filme W.E. o qual eu usei uma outra parte criativa minha. Foi uma experiência muito satisfatória, mas, ao mesmo tempo, foi extremamente esgotadora. Você passa a pensar como um diretor o tempo inteiro, e você tem todos os tipos de idéias que se faz quando se escreve canções ou montar um show ao mesmo, mas não consegue fazer isso fisicamente, tudo ao mesmo tempo. É muito exaustivo. Escrever ou cantar uma canção, ou performar uma música, é tão profundo em comparação.

Eu me sentia como um animal enjaulado. No momento em que estava focada me expressando no cinema, e realmente tenho muito orgulho do meu filme – eu me sentia como se eu realmente quisesse voltar para o básico, tocar minha guitarra e à simplicidade de emoções cruas. Mesmo quando eu estava escrevendo uma música e tocando meu violão – ou compondo “I’m A Sinner”, por exemplo – eu só queria me sentir bem. Foi tão bom voltar tocar violão e cantar. Parecia que eu não fazia isso a anos. Obviamente, eu tive que tirar algumas coisas do meu peito. Então, para mim, era como voltar a libertar o animal preso em mim e voltar a expressar todos os tipos de emoções, e não apenas um. Foram um monte de coisas que me fizeram pegar o caminho de volta – não tanto para a zona de conforto, mas um lugar de controle completo – porque eu acho que existe um equívoco sobre dirigir um filme quando você é iniciante. As pessoas falam demais.

Você sabe, se um ator vem para o set e ele não está de bom humor, você perde todo seu tempo segurando a sua mão, e tenta trabalhar a psicologia dele para que façam um bom trabalho. Ou se seu designer de produção tem uma enxaqueca … você tem que operar o equipamento sozinho. Você realmente fica totalmente fora de controle o dia todo até que tudo aquilo terminar. Filmar é uma loucura. Mas eu gosto de desafios.

LF: E então fazendo música trouxe você de volta a zona de conforto onde uma pessoa, como você, que gosta de ter todo controle de seu destino, te faz sentir bem?
Madonna: Você sabe, eu odeio usar a palavra “controle” demais pois as pessoas associam muito esta palavra comigo e com minha criatividade. Todos dizem, “você é controladora e gosta de controlar.”

Tudo que eu faço – até mesmo minhas composições – eu estou colaborando em todos os momentos. Eu valorizo a entrada de pessoas, e quero. Eu não posso trabalhar por conta própria. Eu não sou como o Prince ou outros artistas que chegam, tocam todos os instrumentos, gravam e não ouvem a opiniãos dos outros. Eu preciso ouvir o que as pessoas pensam o tempo todo. Eu gosto de ter alguém ao meu lado. Eu gosto da simplicidade da composição, porque, no final, é simples. Você tem uma melodia. Você tem algumas palavras. E você canta. Felizmente, você sente um monte de emoções diferentes, é tudo muito mais direto.

LF: Como você decide na escolha dos pessoas que trabalharam com você no álbum? Eles são tão diferentes. Você trabalhou com Benny (Benassi), que um italiano louco….
Madonna: fala pessimamente o inglês.
LF: Eu adoraria saber como você se comunicava com eles. Sei que foi através do primo dele! Isso é um pouco louco e um pouco frustrante, não é?
Madonna: Sim, foi no início. O primeiro dia, eu quase arranquei meus cabelos. Mas quando você está trabalhando com novas pessoas, você sempre tem que encontrar um terreno comum com eles e depois descobrir como fazer isso. Eu já trabalhei com William Orbit antes e algo muito mágico acontece quando eu trabalho com William. Eu vou a lugares profundos. Ele é uma alma torturada, e ele traz a alma torturada em mim. Ele também é extremamente desorganizado em seu pensamento. Ele vai me odiar por dizer isso, mas ele é como um cientista louco. A gente começava a trabalhar na canção, e ele vem e diz “Oh meu deus! Oh meu deus!

Eu tinha umas estratégias. “Você está pensando que é a mesma música que você está trabalhando, e então eu dizia: “OK, eu só vou ao banheiro e ja volto.” Você volta, e ele está trabalhando em uma música completamente nova, que também é surpreendente. Mas eu sou do tipo: “William, vamos voltar para a outra música.”

É muito fácil se deixar levar com ele porque ele é apaixonado pelo que faz. Ele é muito articulado, mas ele é um cientista louco. Ele vem com seus desafios, mas você tem trabalhar com ele de uma forma muito específica. O que sai de nossos colaboradores é muito original.

Então, com Martin Solveig, ele é muito parecido comigo em termos de organização e é extremamente metódico. Nós compartilhamos o mesmo amor por filmes estrangeiros – principalmente o cinema francês e o italiano, e principalmente os dos anos 50 e 60. Todas as músicas que fizemos utilizávamos os filmes como metáforas, como uma espécie de trampolim. Estávamos ambos mutuamente obcecados com Alain Delon, e foi daí que surgiu “Beautiful Killer”. Um monte de gente pensa em Martin Solveig apenas como um DJ, mas, na verdade, ele é um músico muito talentoso. Foi muito fácil trabalhar com ele. Ele acessou o meu lado irônico: o amor na linguagem, o oposto do William, a alma torturada. O que saiu de ambas as colaborações é bastante diferente, mas eu acho que foi igualmente interessante e como eu queria.

LF: Eu quero falar sobre as minhas canções favoritas do MDNA. “Gang Bang”…Eu não sei em quem você pensou ao escrever esta música, mas para mim, é como o final …
Madonna: É a música da vingança final.

LF: Realmente é. Há tantas camadas. Ouvindo, “eu pensei”, essa pessoa é um passo para longe da tristeza, final inacreditável. Eu amo este lance de morrer por alguém. Eu namorei alguém uma vez que acreditava que a profissão máxima do amor ……
Madonna: …Morreria por amor?
LF: Morrer por amor!
Madonna: É muito niilista e romântica. É uma música muito complexa, pois por um lado parece que eu estou dizendo para alguém ir se foder. Por outro lado, é como se eu assumisse um personagem e toda a idéia de dizer a alguém para dirigir, apenas para manter a condução, metaforicamente. E como assumir o comando e pisar neste homem o tempo todo, xingando-o. Para uma mulher chamar um homem “bitch” é, para mim, como um ato de desprezo. Mas depois vem a tristeza, a mágoa, e humor.

LF: Para mim, “Gang Bang” é o oposto de “Superstar”.
Madonna: São duas músicas totalmente opostas em termos de sentido.

LF: É justo pensar nessa canção como um nível superior de ”Little Star”, do álbum “Ray of Light”?
Madonna: Hmm … eu não acho, mas eu diria que é a antítese de “Gang Bang”. Trata-se de encontrar um homem positivo. Pensando em arqueótipos, comparando, é como você pensar em John Travolta em Embalos de Sábado à Noite, Bruce Lee, Abraham Lincoln. Eu adoro pensar nas pessoas que eu admiro, e eles são “superstars” na minha cabeça. E eu comparo minhas ações com as ações dessas pessoas.

LF: Acho que pensei em “Little Star” por causa da voz da sua filha na música.
Madonna: Ahh, eu entendo.

LF: Ela parece tão linda. É verdade que ela vai estar em turnê com você?
Madonna: Ela tem uma voz incrível, mas ela nunca vai admitir isso. Ela é como, “Mamãe, basta colocar o meu nome no disco.” Eu disse, “Tarde demais!” (risos)

Ela definitivamente vai estar na turnê comigo. Eu tenho que manter meu olho nela. Ela já tem 15 anos. Mas ela ainda não decidiu o que ela quer fazer. E ela é de libra. Eles nunca seguem com a mente. Ela toca piano muito bem. Ela é uma cantora incrível. Mas ela está passando por aquela fase da rebeldia, de modo que ela acha que pode fazer qualquer coisa com o cabelo, maquiagem ou dar conselhos sobre moda e roupa..

LF: Vamos falar de “I Don’t Give A…”
Madonna: (risos) Você está se concentrando nas minhas músicas raivosas…
LF: Elas me tocam de alguma forma.
Madonna: Tenho certeza que você pode se relacionar com elas. Espero que todos possam se imaginar com essas músicas. Esta é a música da superação do coração partido. “I tried to be a good girl, I tried to be a wife, diminished myself, and I swallowed my light.” (Eu tentei ser uma boa garota, eu tentei ser sua esposa, me diminuí e engoli minha luz) Eu vivi isso. Eu estava em um relacionamento com um homem que eu adorei e para que eu me via dizendo: “Eu não estou mais me reconhecendo. Tudo o que eu quero é estar com você”… ou … “tudo o que eu quero ser é o que você quer que eu seja”. Esta é uma letra interessante de escrever.

LF: Nós sempre queremos estar no controle, queremos controlar e muitas vezes não conseguimos. Como você se sente com esta responsabilidade?
Madonna: Acho que tenho grande habilidade de liderança, mas eu acho que eu nunca vou conseguir controlar a forma em como as pessoas acreditam como eu sou ou o quer que eu seja. Afinal, eu sou um ser humano. A natureza de se apaixonar é que você tem que fazer concessões. Falei muito sobre isso quando eu estava promovendo meu filme W.E.. Uma parte de você tem que estar disponível. Uma parte de você tem que morrer. Eu estava lendo um livro chamado “She” (Ela). Eles comparam a idéia de ser casado, e toda a mitologia de ser casado. A idéia de andar pelo corredor como uma noiva em alguns tempos antigos … consideraram como uma marcha fúnebre. De uma maneira primordial, você está se doando por completo.

E então você está levando a sua vida de uma forma mas sua vida conjugal te domina. É uma quantidade incrível de poder se doar a alguém. É um sacrifício que vale a pena. Você apenas tem que se certificar de que você está fazendo isso com a pessoa certa.

LF: Existe muito romantismo no seu espírito quando você faz uma música, não existe?
Madonna: Claro! Como não poderia existir? Como eu poderia ser uma compositora e não ser romântica?

LF: Como te falei, agora eu pensei em outra música que eu amo do novo álbum, “Falling Free”. É a música perfeita para tudo o que ouvimos neste álbum depois de você gritar ” Die, bitch! (Gang Bang)” …
Madonna: …e a culpa é toda sua….por todo este resgate. Você ainda acredita no amor?
LF: Absolutamente?
Madonna: Isso não é puro?
LF: É um sentimento puro … um sentimento onde a emoção é tão palpável. Quando você pensa na imagem de como as pessoas têm de você como uma artista em oposição ao que eles realmente vão saber e se eles realmente ouvir, às vezes é bem diferente, não é?
Madonna: Sim. Absolutamente!

LF: Você acha que você ainda está lutando para ser ouvida corretamente após todos esses anos?
Madonna: Eu acho que ainda tenho muito a dizer sim. Ainda fico puta sobre algumas coisas. E eu ainda acredito no amor.

MDNA já está nas lojas. Madonna estará com o seu MDNA WORLD TOUR NO Hyde Park em Londres no dia 17 de julho, terça-feira.