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Graham Norton: Trazer Madonna pro meu sofá foi como uma Visita Real

Madonna estava charmosa, Kylie meio desapontada. Mas, com o retorno de seu programa, Graham Norton diz que uma estrela foi desagradável

Graham Norton recentemente deu uma entrevista ao “Daily Mail”. Ele falou de sua grande ambição de ter Madonna em seu sofá, o que aconteceu na última temporada.

Às vezes, parece que o grande tesouro de uma entrevista de TV nos dias atuais é fazer seus convidados chorar. Nem tanto para o dominante Rei dos “Talk Shows” Graham Norton. Ele praticamente cai da cadeira de tanto rir quando perguntado se imagina fazer igual ao Piers Morgan e ter seus convidados pedindo um lenço.

“Claro que não. Em alguns programas, é um grande golpe fazer as pessoas chorar, mas queremos exatamente o contrário. Na verdade, a única vez em que fizemos um convidado chorar, retiramos da edição. Não gostamos de lágrimas. Ficaria horrorizado se isso acontecesse.”

Nesta semana, Graham está de volta, apresentando em seu primeiro programa grandes estrelas (como Arnold Schwarzenegger e Miranda Hart) e algumas menores (como Ronnie Corbett). Todo o necessário para a comédia, ele ri, é uni-los. Para o segundo programa, cujo tema é “James Bond”, ele conseguiu garantir a Dama Judi Dench e Daniel Craig, e é difícil dizer qual será mais agradável de ver.

“Não dá pra ser melhor do que o Bond”, ele diz. “Era praticamente pornô na Irlanda quando eu era jovem. Nunca pudemos gostar dele”.

Em sua carreira de 14 anos na TV, ele já falou com quase todo mundo. A grande ambição era levar Madonna pro seu sofá, o que ele conseguiu na última temporada. Ela foi uma Diva? “Na verdade, não. Ela não fez exigências. Ela chegou e, em alguns minutos, ela estava no chão com as mãos e joelhos. Ela estava numa ofensiva charmosa.”

Ele estava muito nervoso? “Terrivelmente! Estava preocupado que não acontecesse. Mas, estranhamente, assim que ela chegou, eu senti que não importava mais o que acontecesse depois diss, porque ela já estava no programa. Depois, nós saímos pra jantar e ficamos muito bêbados – menos Madonna; meus amigos e eu – e a atmosfera naquele dia foi incrível. Foi como uma visita real”.

Se, ao menos, o dia fosse memorável pelas razões certas. Uma grande decepção foi Kylie Minogue, que foi bem desagradável. “Eu falhei com Kylie. Já a havia assistido em outros programas e a conheci, ela foi amável, mas não foi muito legal. Me pergunto se foi porque era a primeira temporada (o programa começou no Channel 4 em 1998) e ela achou que eu a queria.

Foi um problema no começo. As pessoas estavam na defesa, preparadas pra serem feitas de bobas. Eu tinha aquela reputação, que eu não merecia. Sim, o programa parecia ser provocativo e algumas loucuras aconteciam, mas os convidados estavam bem confortáveis”. Quem mais? “Lindsay Wagner”.

“A levamos pra Londres, mas, em retrospecto, ela queria uma viagem grátis pra ver os amigos. No programa, ela estava monossilábica”.

Os melhores convidados, ele diz, são os grandes nomes de Hollywood, que você acha que serão bem preciosos, mas acabam sendo explosivos. “Alguém como Dustin Hoffman ou Glenn Close – você acha que estes atores serão muito sérios e metidos, mas eles adoram mostrar que têm um lado divertido”.

Especial: Madonna – 30 anos de sucesso – Globo News

Madonna

A canal GLOBO NEWS apresentou um especial de 12 minutos sobre os 30 anos de carreira de Madonna com o lançamento do single de “Everybody” no dia 06 de outubro de 1982.

Aqui está a reportagem que contou com a participação especial do jornalista Zeca Camargo.

Assista (para mais acesse http://www.youtube.com/user/mvlmoraes)

Madonna segue atrapalhando São Paulo e Corínthians

Madonna no Brasil

O São Paulo ainda não conseguiu arrumar uma solução para o show de Madonna no Morumbi, dois dias depois da última rodada do Brasileirão.

O problema é que o palco do show preenche mais de dois metros do campo e, para haver tempo de monta-lo, talvez seja preciso marcar a partida entre São Paulo e Corinthians em outro estádio.

Os organizadores da turnê não aceitam diminuir o palco de jeito nenhum. Na última reunião, propuseram a montagem do palco atrás de outro gol, com mais espaço, mas desta vez o São Paulo que não aceitou.

Download: entrevista de Madonna Fantástico 22.07.12 em HD

Clique na imagem para ampliá-la

Aqui está para download em HD a entrevista de Madonna para o fantástico em promoção ao MDNA TOUR no dia 22.06.12.

Formato: MP4
Tamanho: 91,7 MB
Download (servidor) – UPLOADED.TO e MEDIAFIRE (clique no link pra download)

Madonna fala sobre o MDNA Tour em entrevista ao Fantástico

Em Londres, Zeca Camargo entrevistou Madonna e confirmou que a cantora continua com apetite para as polêmicas. A rainha pop falou sobre as polêmicas que envolvem os shows da nova turnê MDNA.

Sobre o MDNA Tour, Madonna disse: “Eu não quis um show que fosse uma sequência de minhas tours. Esta tour é sobre religião, Deus, amor, tudo, vingança, decepção, é uma viagem das trevas a luz. Nós vivemos numa sociedade muito violenta, e eu acho que o que choca o público é me ver com um revolver na mão. Mas a ideia é essa mesmo, cada um vê o que quiser.”

Sobre a polêmica envolvendo a imagem de Marine Le Pen, ela disse que escolheu de própósito. “Escolhi aquela imagem (exibida no vídeo interlude de “Nobody Knows Me” – vídeo abaixo) para falar sobre intolerância contra estrangeiros e imigrantes no mundo. Vivemos num mundo assustador, mas até que melhoramos em algumas coisas, como os direitos das mulheres e dos gays, mas, ao mesmo tempo, aumentou os casos de violência contra minorias. Tem uma batalha acontecendo entre o bem e o mal,” explicou Madonna.

O apresentador Zeca Camargo, fã confesso de Madonna, perguntou se ela não se cansa de abordar esses assuntos desde o início da carreira, e Madonna foi categória: “Sou fascinada por religião. Fui criada como católica, mas hoje acho a instituição muito patriarcal e cheia de hipocrisia. Eu acho que se você é um artista, está sempre dissecando e desconstruindo as idéias. Esse é o nosso trabalho.”

E claro que o assunto Lady Gaga apareceu, e Zeca perguntou o motivo de Madonna cantar “Born This Way” durante o show. Muita gente considera que a música é inspirada num antigo sucesso de Madonna, “Express Yourself”. Zeca questionou se tudo não se trata de uma piada, uma homenagem, e Madonna, sem perder a ironia característica, foi categórica: “Eu gosto muito dessa música e fiquei feliz de ter ajudado Lady Gaga em compor ela.”

ASSISTA AO VÍDEO NESTE LINK

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Zeca Camargo entrevista Madonna nesta terça em Londres

O apresentador e repórter do programa “Fantástico”, Zeca Camargo, grava uma entrevista com Madonna amanhã em Londres, em virtude a apresentação de Madonna no Hyde Park com o MDNA Tour, no Reino Unido. A entrevista será exibida brevemente no programa Fantástico, na Rede Globo.

Eis o comunicado (post) dele em seu blog pessoal. Vale lembrar que em 2000 ele entrevistou Madonna na ocasião ao lançamento do filme “The Next Best Thing”.

“Em outubro de 2010, quando surgiu a possibilidade de eu entrevistar Sir Paul McCartney, fiz aqui um convite: o que você gostaria de perguntar a ele? As sugestões, como eu já esperava de você que passa sempre por aqui, foram das mais originais e inteligentes. Fiquei felicíssimo com a resposta geral. Tanto que eu estava esperando uma oportunidade para poder, digamos, pedir novamente sua colaboração. Tinha que ser alguém realmente especial, claro! E agora finalmente essa chance apareceu!

Se tudo correr bem – conhecendo os labirintos do “show business” é sempre bom ressaltar que as coisas podem mudar de uma hora para outra – depois de amanhã eu devo estar diante de Madonna, para uma entrevista (que, você sabe, em breve você poderá ver no “Fantástico”). Embarco hoje para Londres para assistir ao seu show – no Hyde Park – e temos um encontro marcado para a tarde de quarta-feira.

Não será a primeira vez que vou estar diante da mulher mais poderosa do pop. Em 2000, para lançar seu filme “Sobrou pra você” (“The next best thing”, no original), eu tive exatos seis minutos com ela – também em Londres. O episódio rendeu um dos mais divertidos capítulos do meu livro “De a-ha a U2” (uma coletânea sobre os bastidores das entrevistas que fiz com astros do pop e do rock). Entre outras curiosidades, a mais estranha era que eu estava diante de ninguém menos que Madonna, e não podia fazer nenhuma pergunta sobre música para ela! (Essas coisas são assim mesmo: essas entrevistas com as grandes estrelas geralmente são direcionadas para o produto que elas estão promovendo naquele momento – no caso de Madonna, seu filme de 2000 – e é praticamente impossível sair do assunto).

Mas dessa vez, quero acreditar, vai ser diferente. Madonna – que, como já sabemos, está feliz de poder se apresentar novamente no Brasil – vai dedicar um espaço generoso (mais de seis minutos, espero!) para falar para seus fãs brasileiros. E, pelo menos por enquanto, ainda não recebi nenhuma orientação especial sobre o que devemos ou não tratar (a não ser o pedido de que eu só fizesse a entrevista depois de assistir ao novo show). Então, pode apostar que música será certamente um dos assuntos principais. E o que mais?

É aí que você entra! Mande sua sugestão – o que você gostaria de perguntar para ela? Como deixei claro no convite que fiz com relação a Paul McCartney, não estou garantido que a entrevista vai acontecer (já me expliquei acima), muito menos que sua pergunta será respondida (ou mesmo transmitida). As energias que regem uma entrevista desse calibre são imprevisíveis! E eu então, enquanto “mero” entrevistador, não tenho nenhum controle sobre isso. Mas posso te dar a certeza – isso sim – de que a sua inspiração será fundamental para que eu tenha um encontro melhor com ela.

Com alguns anos “de janela”, sei bem que uma oportunidade como essa deve ser menos um exercício de vaidade (“olha de quem eu já cheguei perto”!) do que uma chance de me colocar a serviço dos seus fãs e fazer com que eles se sintam mais perto do seu ídolo. Serei – você tem minha palavra – seu representante mais fiel. E em breve agradecerei sua “ajuda” contando tudo sobre o show e sobre esse encontro, aqui mesmo neste espaço. Como a semana vai ser corrida, pode ser até que eu fique te devendo um post na quinta-feira. Mas na segunda que vem, acredite, teremos muito assunto!

O refrão nosso de cada dia

“Angel (extended dance remix)”, Madonna – é possível “indicar” alguma coisa de Madonna? Alguma coisa que você não tenha ouvido – ou pelo menos não tenha ouvido com atenção? Claro que sim! Numa carreira de quase trinta anos, com tantas músicas e tantos discos geniais, nem tudo que ela fez talvez tenha recebido o devido reconhecimento. Pensei primeiro em indicar aqui uma das mais belas canções que Madonna gravou – e que, apesar de muito admirada, não foi o sucesso que eu acho que deveria ter sido (falo de “Rain”, claro, que além do que ganhou um dos mais belos clipes de toda a coleção de Madonna). Mas depois me lembrei de algo ainda mais especial: uma faixa de seu segundo álbum, “Like a virgin” – que, justamente porque tem um punhado de obras-primas, não deixou espaço para todas as faixas brilharem o suficiente. “Angel” é muito, mas muito boa – e nesse remix que indico, melhor ainda. Mas perto de “Material girl”, da faixa-título, de “Dress you up”, como competir com igualdade? “Angel” já era uma delícia no original, e nessa versão que eu consegui como um “maxi single” (e que, claro, foi parar no Youtube!) ganhou vários “upgrades”! Como um ritmo mais marcado com batidas de palmas. Ou um coro de pessoas gritando o nome “Madonna” (que, curiosamente, lembra até os gritinhos do início da recente – e estupenda – “Gimme all you luvin’ ”). Tem também um clima de “club”, como se ela estivesse cantando em num show improvisado e íntimo. E alguns minutos a mais do que a faixa no disco original – que funcionam perfeitamente numa pista de dança. Aliás, preciso lembrar de ressuscitar “Angel” na próxima vez que alguém me convidar para tocar em uma festa…

Matéria completa disponível em http://g1.globo.com/platb/zecacamargo/2012/07/16/perguntas-para-madonna/

Zeca Camargo escreve para o jornal Folha de São Paulo sobre Madonna: “Como virgem. De novo. E de novo.”

“Él, iú, ví, Madonna.” Em menos de três segundos, ela conseguiu. Como se fosse 30 anos atrás, repetiu a façanha: fez você memorizar um refrão para sempre. Duvida? Eis uma breve antologia.

Em outubro de 1982 –sim, há quase 30 anos–, Madonna lançava seu primeiro sucesso. Para os já nascidos na época e que já conseguiam escolher as músicas que queriam cantar, o refrão era inevitável: “Everybody, come on, dance and sing”.

Meros dois anos depois, ela (talvez sem saber) lançava outra música que seria –com licença a Caetano– a sua mais completa tradução. Em “Like a Virgin”, definiu a primeira sensação de seus fãs ao ouvir seus sucessivos sucessos -como se eles tivessem sido tocados (ou tocadas) pela primeira vez.

Não era essa sua intenção. Nos pudicos anos 1980 –e acredite: eles eram pudicos– tudo que aquela lasciva Madonna queria era evocar a experiência de receber o enésimo toque erótico como se fosse o primeiro. Mas o que ela registrava ali era um desafio pessoal, um compromisso entre ela e seus fãs de não ser nunca repetitiva, jamais aborrecida e sempre nova.

Era um desafio e tanto. Que Madonna, diga-se, nunca deixou de honrar. Falei de “Everybody” e de “Like a Virgin”. Mas isso faz anos –deve ter gente lendo isso que nasceu depois de ambas as canções.

Escolha o sucesso que marcou sua geração. “Into the Groove”, “Material Girl”, “Open your Heart”,”Who’s that Girl”, “Like a Prayer”, ” Express Yourself”, “Vogue”, “Justify My Love”, “Rain”, “Ray of Light”, “Music”, “Hollywood”, “Hung Up”. E, claro, “Give me All Your Luvin'”.

Você teria coragem de admitir que não é capaz de reconhecer pelo menos uma dessas músicas nos primeiros segundos? Claro que é! Claro que sim! Madonna é o “cálice de ouro”, o padrão que toda a história do pop moderno ainda usa para se pautar.

Mais de uma geração de artistas –sim Britney, sim Gaga– inventou uma carreira em cima de comparações com ela. E o mais divertido é que, menos do que um espelho, Madonna é uma esponja. Nada boba, escolhe as pessoas certas para trabalhar e faz delas suas coadjuvantes preciosas (Nicki Minaj e M.I.A. são suas presas mais recentes).

E não faz isso como uma obsessão –apenas um impulso natural que deixa claro que, décadas depois de “Everybody”, ela ainda tem a mão (e nervos) para tal tarefa. Aos 53 anos, com uma fortuna estratosférica e uma biografia onde a palavra “revolucionária” soa como eufemismo, ela segue em frente.

E promete desafiar quem estupidamente a condenar ao silêncio –ou, pior, à aposentadoria.

Poucos vão admitir, mas você mesmo deseja isso. Como diz a continuação do irresistível refrão de “Give me All Your Luvin”: “uai, ou, iú, you wanna”!

Por Zeca Carmago para a Folha de São Paulo, 26/02/12

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