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MDNA, de Madonna, é o 17º mais vendido de 2012 até o momento

MDNA Madonna sales

Com 1.473.000 mil cópias vendidas do álbum MDNA, de Madonna, o álbum figura na 17º posição dos mais vendidos de 2012 até o momento. Confira a lista:

01 Adele – 21 [8 743 000 exemplares vendidos]
02 One Direction – Up All Night [3 239 000 exemplares vendidos]
03 Taylor Swift – Red [2 688 000 exemplares vendidos]
04 Lana Del Rey – Born To Die [2 639 000 exemplares vendidos]
05 Coldplay – Mylo Xyloto [2 147 000 exemplares vendidos]
06 Justin Bieber – Believe [2 037 000 exemplares vendidos]
07 Mumford & Sons – Babel [2 014 000 exemplares vendidos]
08 Maroon 5 – Overexposed [1 791 000 exemplares vendidos]
09 Gotye – Making Mirrors [1 758 000 exemplares vendidos]
10 P!nk – The Truth About Love [1 674 000 exemplares vendidos]
11 Bruce Springsteen – Wrecking Ball [1 565 000 exemplares vendidos]
12 Linkin Park – The Living Things [1 556 000 exemplares vendidos]
13 Rihanna – Talk That Talk [1 550 000 exemplares vendidos]
14 David Guetta – Nothing But The Beat [1 537 000 exemplares vendidos]
15 Adele – 19 [1 535 000 exemplares vendidos]

16 The Black Keys – El Camino [1 507 000 exemplares vendidos]
17 Madonna – MDNA [1 473 000 exemplares vendidos]
18 One Direction – Take Me Home [1 451 000 exemplares vendidos]
19 Whitney Houston – The Greatest Hits [1 430 000 exemplares vendidos]
20 Lionel Richie – Tuskegee [1 427 000 exemplares vendidos]
21 Ed Sheeran – Plus [1 405 000 exemplares vendidos]
22 Emeli Sandé – Our Version Of Events [1 356 000 exemplares vendidos]
23 Nicki Minaj – Pink Friday: Roman Reloaded [1 345 000 exemplares vendidos]
24 LMFAO – Sorry For Party Rocking [1 294 000 exemplares vendidos]
25 Katy Perry – Teenage Dream [1 271 000 exemplares vendidos]
26 Fun. – Some Nights [1 266 000 exemplares vendidos]
27 Bruno Mars – Doo-Wops & Hooligans [1 233 000 exemplares vendidos]
28 Florence + The Machine – Ceremonials [1 193 000 exemplares vendidos]
29 Mr.Children – 2005-2010 Macro [1 192 000 exemplares vendidos]
30 Carrie Underwood – Blown Away [1 127 000 exemplares vendidos]
31 Mr.Children – 2001-2005 Micro [1 096 000 exemplares vendidos]
32 Muse – The 2nd Law [1 080 000 exemplares vendidos]
33 Drake – Take Care [1 080 000 exemplares vendidos]
34 AKB 48 – 1830m [1 065 000 exemplares vendidos]
35 Amy Winehouse – Lioness: Hidden Treasures [1 050 000 exemplares vendidos]
36 Norah Jones – Little Broken Hearts [1 025 000 exemplares vendidos]
37 Leonard Cohen – Old Ideas [976 000 exemplares vendidos]
38 Kelly Clarkson – Stronger [970 000 exemplares vendidos]
39 Of Monsters & Men – My Head Is An Animal [920 000 exemplares vendidos]
40 Van Halen – A Different Kind Of Truth [872 000 exemplares vendidos]
41 Lady Antebellum – Own The Night [838 000 exemplares vendidos]
42 Jason Aldean – Night Train [831 000 exemplares vendidos]
43 Jason Mraz – Love Is A Four Letter Word [830 000 exemplares vendidos]
44 John Mayer – Born And Raised [816 000 exemplares vendidos]
45 Usher – Looking For Myself [725 000 exemplares vendidos]
46 Jay-Z & Kanye West – Watch The Throne [711 000 exemplares vendidos]
47 The Killers – Battle Born [710 000 exemplares vendidos]
48 Green Day – Uno! [700 000 exemplares vendidos]
49 Chris Brown – Fortune [677 000 exemplares vendidos]
50 Whitney Houston – Ultimate Collection [633 000 exemplares vendidos]
51 Jessie J – Who You Are [624 000 exemplares vendidos]
52 Lady GaGa – Born This Way [605 000 exemplares vendidos]
53 Beyoncé – 4 [556 000 exemplares vendidos]
54 Rick Ross – God Forgives, I Don’t [544 000 exemplares vendidos]
55 Rod Stewart – Merry Christmas Baby [526 000 exemplares vendidos]
56 Rihanna – Unapologetic [492 000 exemplares vendidos]
57 Rihanna – Loud [485 000 exemplares vendidos]
58 Amy Winehouse – Back To Black [465 000 exemplares vendidos]
59 Michael Bublé – Christmas [462 000 exemplares vendidos]
60 Carly Rae Jepsen – Kiss [455 000 exemplares vendidos]
61 Flo Rida – Wild Ones [446 000 exemplares vendidos]
62 Jennifer Lopez – Dance Again… The Hits [417 000 exemplares vendidos]
63 No Doubt – Push And Shove [321 000 exemplares vendidos]
64 Adam Lambert – Trespassing [305 000 exemplares vendidos]
65 Christina Aguilera – Lotus [198 000 exemplares vendidos]
66 Rita Ora – Ora [180 000 exemplares vendidos]
67 Ne-Yo – R.E.D. [180 000 exemplares vendidos]
68 Brandy – Two Eleven [147 000 exemplares vendidos]
69 Pitbull – Global Warming [98 000 exemplares vendidos]
70 Nelly Furtado – The Spirit Indestructible [85 000 exemplares vendidos]
71 Little Mix – DNA [55 000 exemplares vendidos]

Crítica: Madonna exibe seus “bens” na Arena Philips, em Atlanta

Ouviu-se no banheiro feminino no final do show de Madonna: “Ela era boa. Agora, ela está tão…estranha”.

Madonna

Uma das figuras mais extremistas da história da música popular sendo classificada como incomum não é novidade. Madonna se tornou Madonna não por causa de sua habilidade vocal limitada ou coreografias criativas – ela o fez baseada numa habilidade provocativa sem igual, uma mente sagaz para negócios e ótimas colaborações de composições que ajudaram-na a criar dezenas de músicas pop atemporais.

Agora, ela tem 54 anos, intensamente consciente de que não conseguirá apresentar um show de duas horas equivalente a um espetáculo da Broadway noite após noite por quase 6 meses, ou que ficar apenas de sutiã preto e calcinha, como fez no show na Arena Philips, não lhe dará assobios e gritos por seus firmes “bens” pra sempre.

Tais óbvias realizações explicam a grandiosidade explícita deste show, uma produção tremenda que, às vezes, apresentou bateristas suspensos sobre o palco, cubos iluminados e impressionantes, 15 dançarinos em vários figurinos chamativos, exibindo peitorais musculosos (os homens, claro) e um alegre show de moda durante Vogue. A líder Madonna quase não teve tempo de beber água e, enquanto não pode ser criticada por muitas coisas – como o Auto-Tune desenfreado e a cantoria questionável durante coreografias pesadas – ela vai à exaustão no palco, pelo benefício de um show de primeira.

A extravagância foi dividida em quatro seções/temas, que inicialmente continham um monte de violência besta. Revolver e Gang Bang apresentaram-na ostentando uma arma, ondas de sangue inundando a enorme tela, de quase 1km de altura, sempre que ela matava um bandido no estilo “vilão de James Bond”.

Na verdade, muito da primeira parte do show pareceu uma produção do Cirque du Soleil. Você está lá, confuso, mas não quer desviar o olhar com medo de perder aquele segundo precioso. Daí, novamente, a julgar pelo número de pessoas que passaram a maior parte do show mandando mensagens de texto e vendo fotos nos telefones, talvez Madonna tenha saído muito de seu curso, sem, ao menos, suavizar nossas tendências tecnológicas.

Mas se há uma queixa legítima sobre esta turnê, não é que ela tocou músicas do MDNA, seu último álbum. O que você esperava? O problema é que apenas algumas dessas canções são boas o bastante pra garantir o foco.

A acústica e linda Masterpiece, apresentada com o trio basco Kalakan, foi um ponto alto do show, que começou às 22h30, fato frequentemente mencionado desde que a turnê começou. Além dela, a irritável I Don’t Give A…, que apresentou Nicki Minaj no vídeo, deve ter sido um sucesso em outra era musical. Mas muitas outras – I’m Addicted, Girl Gone Wild – são esforços esquecíveis, enquanto Gang Bang é, meramente, um refrão chato sobre uma batida latejante e guitarras frenéticas.

Claro que haverá fãs do show, esgotado, que irão reclamar que Madonna não cantou sucessos suficientes, e eles teriam razão. Mas, na última década, nenhuma turnê de Madonna incluiu mais do que alguns dos hits dos anos 80, e a maioria destas canções foram tão recriadas, que ficaram irreconhecíveis.

Pelo menos no sábado, os fãs receberam uma Papa Don’t Preach mais fiel, uma Vogue excitante e uma versão tradicional de Open Your Heart, novamente com Kalakan. A única falha verdadeira foi transformar Like A Virgin numa supostamente ardente canção, que Madonna apresentou com o sutiã supracitado e calças, primeiramente elevadas na linha do estômago, no fim da passarela, e depois sobre um piano, no estilo do filme Os Fabulosos Irmãos Baker. Claro que seria ridículo se ela cantasse a versão original, mas transformá-la em lixo não foi a melhor escolha.

Àqueles ansiosos pela Madonna vintage, ela fez uma aparição mais cedo no show, quando, vestida com o figurino de baterista de banda e mostrando um pouco da coreografia com os pompons – algo que você não verá em qualquer jogo de futebol colegial – ela apresentou Express Yourself. No meio da canção, Madonna chegou ao refrão de Born This Way, de Lady Gaga, provando que ela rouba a mesma linha melódica, daí enfiou a faca no melhor estilo Madonna adicionando o refrão de sua própria She’s Not Me.

Entendido! A questão é a seguinte: mesmo quando Madonna está criando e apresentando um show que é mais pro seu próprio interesse do que para agradar fãs que ainda usam luvas de renda e rendem-se aos seus shows…é uma evolução necessária!

Podemos nem sempre concordar com as direções dela, mas, como Minaj lembra no fim de I Don’t Give A…: “Só há uma rainha, e é Madonna”. Access Atlanta

Crítica: Quando Madonna deixará de ser relevante?

Mark Kemp – Creative Loafing

Madonna

Quando Madonna comicamente anunciou aos fãs do Verizon Center, em Washington, no dia 24 de setembro, que “temos um Muçulmano negro na Casa Branca”, ela jogou a merda no ventilador. Foi como se os abutres da cultura nacional sofressem outro caso de amnésia pop-cultural. Esta é Madonna, afinal. E Madonna será Madonna.

Como ovelhas, todos obrigatoriamente resmungaram no Twitter e no Facebook pra registrar seu horror. Foram inteligentes também, sendo que os considero bem astutos. Pessoas conhecidas ou com quem trabalhei muitas vezes nos últimos 15 anos – jornalistas musicais e críticos, especialistas, assessores de imprensa, o pessoal do rádio, músicos, até mesmo amigos de faculdade e conhecidos do colégio. Com os dentes rangendo e as bocas espumando, eles pularam desenfreadamente pra atacar Madonna novamente. Foi bem nostálgico.

Um escritor e ex-repórter da Billboard de Los Angeles ligou um artigo do jornal Huffington Post na página do Facebook com o título “Madonna chama Obama de ‘um Muçulmano negro na Casa Branca’”. Claro, ele também fez um comentário: “Deixe esta vaca lerda e louca por atenção se meter no diálogo político e ajudar a perpetuar uma das mais duradouras e errôneas concepções sobre o presidente”.

É sério? Sim. 57 pessoas curtiram a postagem dele e 35 comentaram, incluindo “Ela é tão idiota quanto um saco de martelos”; “Ela é uma vaca sem talento, sem cérebro e idioooota, sem senso de humor”; “Ela é uma puta, um verme estúpido”; e “Vamos lembrar que ela ainda exibe os seios nos shows”.

Você imaginaria que esses profissionais da indústria da música eram estudantes colegiais debatendo sobre uma líder de torcida popular, mas notoriamente rebelde, durante o almoço. Na verdade, eram pessoas de 40, 50 e até 60 anos de idade, debatendo sobre alguém que eles vêm seguindo de perto ao longo das últimas três décadas. Alguém que tem sido parte integral da cultura popular americana. Alguém que vem se expressando há muito tempo em músicas abusadas e bem-sucedidas, além de álbuns e performances, sempre aumentando o nível para mulheres da indústria da música e expandindo as definições de uma cantora pop e um ícone cultural popular. E lá estava ela – aos 54, a líder de torcida mais rebelde da América – na estrada já há um tempo, promovendo seu mais recente álbum, MDNA. E alimentando mais ainda a fúria no Facebook.

Agora na etapa final de uma turnê que começou em Tel Aviv em maio, Madonna seguiu para Charlotte no dia 15 de novembro para uma performance na Time Warner Cable Arena. Ela provocou controvérsia novamente? Esta sequer é uma pergunta significativa?

A grande novidade em setembro não foi que Madonna fez uma observação impactante durante um show em DC (seria novidade se ela não tivesse feito algo impactante). Não, a novidade foi que Madonna ainda trabalha e diz coisas que acendem uma paixão assim, tanto positiva quanto negativa, em 29 anos de carreira. A pergunta “Madonna ainda é relevante?” tem sido um mantra por quase 28 desses anos. Tudo começou em 1984, após o lançamento do segundo álbum e do convite pra cantar o até então o novo sucesso, “Like A Virgin”, no Video Music Awards, da MTV. Ela finalizou se arrastando no palco em um vestido de noiva, exibindo um pouco da virilha e cantando levemente fora do tom numa faixa pré-gravada. Após a performance, no primeiro de muitos pronunciamentos subsequentes, especialistas tocaram o sino da morte: Madonna desesperadamente procura chocar as pessoas; ela está acabada, pronto! Próxima!

Madonna não apenas estava em alta, mas se encontrava no meio de três álbuns maravilhosos, cortesia de colaborações muito boas com gênios dos estúdios, incluindo seu ex-namorado Jellybean Benitez, Nile Rodgers e Stephen Bray. Ao longo dos cinco anos seguintes, ela se casou e divorciou de Sean Penn, apareceu na Broadway na peça Speed The Plow, de David Mamet, estrelou no sucesso de público e crítica Procura-se Susan Desesperadamente e no fracasso Quem É Essa Garota?, e se tornou vítima de inúmeras piadas sobre punks e roqueiros. Ainda assim, foi tratada como estrela por membros da realeza do cenário alternativo: Sonic Youth e Mike Watt, do Minutemen, cujo projeto paralelo Ciccone Youth foi tanto uma homenagem, quanto uma paródia.

A primeira grande mudança artística de Madonna aconteceu em 1989 com Like A Prayer, o álbum que muitos – inclusive eu – ainda consideram a obra-prima dela. Depois de batalhar com seu querido pai e com a Igreja Católica em Papa Don’t Preach três anos antes, Madonna levou seus problemas religiosos à frente na faixa título do álbum e no clipe, repleto de ícones católicos sagrados/profanos: cruzes em chamas, cicatrizes e uma fantasia sexual com um santo. “Coube certo com o meu espírito da época, na questão de se impor às autoridades masculinas, seja o Papa ou a Igreja Católica ou meu pai e suas maneiras conservadoras e patriarcais”, ela disse à Rolling Stone em 2009. Em Express Yourself, do mesmo álbum, ela apelou a uma nova geração de jovens mulheres para que saíssem da sombra de seus namorados e tomassem o controle criativo. O que aconteceu foi que Madonna organizou um motim dois anos antes de Bikini Kill ou Courtney Love reclamar às massas desajustadas ao som de guitarras grunge e punk.

Madonna

Nos 23 anos seguintes, temos questionado a relevância de Madonna de forma automática. Com cada nova polêmica, especialistas respondem como cachorrinhos do fisiólogo russo Pavlov: “Ela foi longe demais desta vez? As bizarrices cheias de controvérsias dela chegaram a um nível de desespero? Madonna ainda é relevante?”. Fizemos isso em 1990 quando ela incorporou servidão e sadomasoquismo no clipe de Justify My Love. Fizemos de novo em 1992 quando ela lançou o livro Sex, como parte integrante do novo álbum Erotica. Fizemos no fim dos anos 90, quando ela incorporou as novas crenças da Kabbalah em Ray Of Light, que acabou sendo outro grande avanço criativo.

A primeira década do século 21 foi igual. Em 2003, Madonna usou o VMA da MTV novamente para ir além dos limites da aceitação, beijando Britney Spears e Christina Aguilera após a performance original de Like A Virgin. Os especialistas soaram como um coral: Madonna foi longe demais. Três anos depois, quando Madonna e o até então marido Guy Ritchie adotaram um menino do Malauí, o refrão voltou: ela está procurando atenção desesperadamente.

Estamos no jogo dela a cada novo movimento: suas aparições no cinema, os amantes, os desrespeitos de celebridade e comentários sociais. E em 2012, lá estamos nós outra vez. Em julho, o site MTV.com postou uma notícia com a manchete gritante: “A controversa turnê MDNA de Madonna: Ela foi longe demais? Usando armas falsas e se expondo no palco, a turnê MDNA do ícone pop está repleta de críticas”.

“Oh, fala sério, pessoal! Ela estava brincando. Os americanos estão assim, tão incapazes de aceitar sarcasmo?”. Foi isso o que eu escrevi no Facebook do escritor de música de Los Angeles sobre o comentário de Madonna sobre o “Muçulmano negro”. Daí, eu repostei o artigo na minha página. A situação não foi melhor lá, embora a acidez entre meus amigos não tenha sido tão intensa. “É um comentário horrível, que não vai ser nada bom pro Obama. Mas, ei, fez Madonna voltar ao noticiário”, um antigo conhecido da faculdade sugeriu. “Não tenho dúvidas de que ela tentava ser sarcástica”, um amigo de minha cidade disse, “mas ela falhou totalmente”. E um colega de Nova York lamentou que a piada de Madonna foi inapropriada:

“Há muitas, muitas pessoas lá fora que verdadeiramente acreditam que Obama não seja Cristão.”

E isso é problema de Madonna? Se as pessoas são burras o bastante pra acreditar que o Presidente é muçulmano, é problema deles, não de Madonna. E se o Presidente Obama tivesse perdido as eleições por causa da piada sarcástica de Madonna, muito mais teria sido dito sobre o nível de inteligência dos americanos do que sobre o humor dela. A sagacidade, os cálculos e o timing de Madonna estão ótimos, muito obrigado. Ou, conforme a solitária voz da razão – do jornalista musical, humorista e autor de I Want My MTV  Rob Tannenbaum – sugeriu no meu Facebook, o ultraje sobre a afirmação de Madonna “mostra não apenas um sarcasmo mal-entendido, mas – pior – Madonna sendo mal-entendida”.

Como a mais óbvia influência pop dela, David Bowie, Madonna é tanto uma artista performática quanto da música – cuja experimentação com personagens não se reserva apenas ao palco, filmes, clipes ou álbuns. Ela permeia cada aspecto da vida pública dela. Quando Madonna faz um documentário, como Na Cama Com Madonna ou I’m Going To Tell You A Secret, ela está se apresentando, não oferecendo algum tipo de visão jornalística perspicaz sobre sua vida pessoal ou o processo de bastidores. Ela está interpretando Madonna, seja atuando de forma vulnerável ou no controle; ela está brincando com códigos de gênero e cultura, papéis sexuais e suposições sobre poder.

Quando Madonna se une a alguma causa – seja pelos direitos gays, assuntos humanitários ou uma eleição presidencial – ela está se apresentando. Claro, é óbvio que a pessoa real – Madonna Louise Veronica Ciccone, de Detroit – também apoia o Presidente Obama e os assuntos GLBT, mas ela o faz através de vários aspectos de suas personas, não com canções de protesto, redações racionais ou palestras. Não é assim que ela trabalha. Madonna faz grandes observações com situações elaboradas, grande teatralidade, figurinos extraordinários, maquiagem à-la Fellini, e, sim, sarcasmo profano – todos os muitos aspectos de suas personas. Se entendermos os discursos políticos dela da mesma forma que ouvimos os de Joan Baez, Chuck D, Tom Morello ou Boots Riley, estaremos interpretando-a erroneamente. As grandes narrativas dela são o que a elevam muito acima das imitadoras, exceto talvez Lady Gaga, que realmente entende Madonna.

No aniversário de 50 anos de David Bowie, em 1997, eu estava com ele numa pequena loja inglesa de chás em Manhattan. Conversamos sobre as personas que ele criara ao longo dos anos – sobre seus objetivos, o que ele tentava alcançar, o que ele esperava que as pessoas soubessem sobre ele. Outros devem saber pouco sobre David Robert Jones (seu nome de batismo), ou Bowie como sugerido, mas eles devem saber muito sobre Ziggy Stardust and the Thin White Duke. A autenticidade foi superestimada, ele disse. Bowie é um artista que faz arte, personagens e situações – não uma realidade linear. “Eu costumava ficar agressivo com a ideia de integridade”, ele me contou, referindo-se àqueles que o criticaram no começo, por usar truques numa época em que sinceros cantores de folk pregavam ao seu eleitorado. “Eu dizia, ‘Foda-se – meu negócio é truque”.

Truque é o negócio de Madonna também. E esperamos muito disso quando ela chegou à arena de Charlotte. Já sabemos que ela tem provocado com uma sequência violenta durante as mais recentes canções – Girl Gone Wild, Revolver e Gang Bang – que apresentam Madonna com armas e couro, numa luta sangrenta e coreografada contra homens mascarados dentro de um quarto de hotel cenográfico. A cena foi tão perturbadora para alguns membros da plateia em Denver (sendo tão recente ao tiroteio da tragédia envolvendo o filme Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge), que algumas pessoas deixaram o show. “Estamos dançando e, de repente, as pessoas começaram a perceber o que era a canção”, Aaron Fransua, de 25 anos, contou à Associated Press. “Ficamos todos parados lá. Todo mundo perto de mim estavam chocados”.

Algumas canções depois no setlist da turnê MDNA, o que parecera antes ser um golpe visual e temático no ex-marido de Madonna, o diretor britânico adorador de sangue Ritchie, ficou bem claro, de acordo com a blogueira Marilee Lindemann, conhecida como a “Louca com um laptop”. Lindemann escreveu sobre o show do dia 23 de setembro em Washington: “Percebi naquele momento que não estávamos sendo forçados simplesmente a nos divertir com a violência gratuita. As evocações de Abu Ghraib contextualizaram e geopolitizaram friamente a violência das cenas anteriores, à-la Tarantino, e mostraram consequências reais”. Lindemann, Professora universitária de Inglês e Diretora de Estudos Gays, Lésbicos, Bissexuais e Transgêneros na Universidade de Maryland, acrescentou: “ou…o mais real possível no espetáculo surreal de Madonna”.

Quando o espetáculo de Madonna chegou a Charlotte, também pudemos ver referências à rixa dela com a imitadora Lady Gaga. As duas têm estado muito conectadas ao longo do último ano, brigando pela opinião popular. Em turnê, Madonna injetou a rixa em Express Yourself  (“não aceite o segundo lugar, baby…”), desviando-se momentaneamente à faixa similar de Gaga Born This Way, pra afirmar apropriação, sabe?

A resposta de Gaga a esta justaposição? “As únicas similaridades são a progressão de cordas – é a mesma da música eletrônica há 50 anos”, disse a Lady. “Não significa que estou plagiando, mas que sou esperta pra cacete”.

Na verdade, Madonna e Lady Gaga são ambas espertas pra cacete. Madonna levou a narrativa da rixa a Minneapolis em 4 de novembro, contando à plateia que Gaga rejeitara um convite pra cantar com ela no palco. “Tudo bem”, Madonna disse. “Tenho os melhores fãs do mundo todo. Então, toma isso, Lady Gaga!”.

Tome isso também: de acordo com os números, Madonna é tão relevante quanto sempre foi e, facilmente, tão popular quanto quaisquer de suas herdeiras. MDNA é o quinto álbum consecutivo dela a dominar as paradas. A turnê atual já vendeu 1.9 milhão de ingressos no mundo todo, com a maioria dos shows esgotados. E mais, ela continua em grande forma física e as canções e conceitos de performance de MDNA são fortes como tudo que ela já fez em anos.

Especialistas têm lamentado quando Bowie ou Bob Dylan ou os Rolling Stones continuam se apresentando bem em seus anos de crepúsculo, mas Madonna retrocede esta turnê – focando, na maior parte, em sua idade.

Tudo bem, de acordo com Madonna. “Já me rejeitaram antes”, disse ela, apesar de se referir aos insultos de sua jovem rival e não aos comentários sobre sua idade. “É bom construir caráter”.

Enquanto continuarmos questionando a relevância de Madonna e de seus personagens, ela continuará relevante como nunca!

Madonna MDNA álbum sales pelo mundo

De acordo com o UKMix, eis as vendas do último álbum de Madonna, MDNA, nos charts pelo mundo:

Madonna
USA: 515.000
Canada: 80.000
Brazil: 80.000
Mexico: 35.000
Argentina: 20.000
Colombia: 20.000
Venezuela: 5.000
America: 765.000

UK: 120.000
France: 100.000
Germany: 100.000
Italy: 70.000
Austria: 10.000
Belgium: 15.000
Bulgaria: 5.000
Czech Rep: 5.000
Denmark: 10.000
Finland: 20.000
Greece: 12.000
Hungary: 3.000
Ireland: 7.500
Netherlands: 25.000
Norway: 15.000
Poland: 20.000
Portugal: 7.500
Romania: 5.000
Russia: 55.000
Spain: 20.000
Switzerland: 15.000
Europe: 660.000 

Australia: 35.000
New Zeland: 5.000
Oceania: 40.000

Japan: 100.000
Hong Kong: 7.500
India: 4.000
Taiwan: 15.000
Asia: 175.000

South Africa: 20.000
Turkey: 35.000

Total: 1.725.000

Fonte: UKmix

Madonna é a artista feminina que mais vendeu singles, diz pesquisa

Madonna foi declarada a artista feminina que mais vendeu singles na história da música. De acordo com dados da Official Charts Company, a “Rainha do Pop” passa da marca de 17.8 milhões de compactos simples vendidos. As informações são do site Gigwise.

Na lista das maiores vendedoras, Madonna aparece à frente de Rihanna, que ocupa o segundo ligar com 11.4 milhões de singles vendidos em seus sete anos de carreira musical. Caso continue a vender no mesmo ritmo, é esperado que a cantora original de Barbados ultrapasse a estrela norte-americana nos próximos anos.

As informações da Official Charts Company sobre as vendas de Madonna levam em conta os seus 30 anos de carreira, desde seu primeiro single Everybody, de 1982, até Turn Up The Radio, lançada neste ano. Nenhuma das duas faixas é um de seus grandes hits.

Confira abaixo a lista das dez artistas femininas que mais venderam compactos simples até hoje:

1. Madonna (17.8 milhões)
2. Rihanna (11.4 milhões)
3. Kylie Minogue (10.2 milhões)
4. Whitney Houston (8.5 milhões)
5. Lady Gaga (7.329 milhões)
6. Britney Spears (7.324 milhões)
7. Beyoncé (6.9 milhões)
8. Celine Dion (6.7 milhões)
9. Mariah Carey (6.62 milhões)
10. Olivia Newton John (6.61 milhões)

Madonna emplaca seu 43º single #1 no Club Play da Billboard com “Turn Up The Radio”

Madonna emplaca seu 43º single #1 no Billboard Dance/Club Play Songs com “Turn Up The Radio”, terceiro single do álbum MDNA. “Turn Up The Radio” subiu esta semana do #2 para o topo. O lançamento da música nas rádios nos Estados Unidos será dia 25 de setembro, dois meses depois do lançamento do clipe.

Madonna é a recordista da parada, deixando para trás Janet Jackson (19), Beyonce (18), Rihanna (18), Kristine W (16) e Mariah Carey (15).

Com mais um #1 hit, ela empata com o cantor country George Strait como o artista com mais singles número 1 numa parada da Billboard. Ele tem 44 singles no topo da parada country entre 1981 e 2009. Madonna agora tem 156 #1´s na Billboard.

Vamos lá: Dance/Club Play Songs (43), Hot Dance Singles Sales (33), Hot Singles Sales (15), Billboard Hot 100 (12), Radio Songs (9), Music Video Sales (9), Billboard 200 (8), Dance/Mix Show Airplay (7), Adult Contemporary (5), Internet Albums (4), Digital Albums (3), Dance/Electronic Albums (2), Digital Songs (2), Hot Digital Tracks (2), Pop Songs (1) e Tastemaker Albums (1).

Todos os 43 singles #1 de Madonna no Dance/Club Play Songs

1983, “Holiday”/”Lucky Star” (5 semanas no 1º lugar)
1984, “Like a Virgin” (3)
1985, “Material Girl”
1985, “Angel”/”Into the Groove”
1987, “Open Your Heart”
1987, “Causing a Commotion (Remix)”
1988, “You Can Dance (LP Cuts)”
1989, “Like a Prayer” (2)
1989, “Express Yourself” (3)

1990, “Keep It Together”
1990, “Vogue” (2)
1991, “Justify My Love” (2)
1992, “Erotica”
1993, “Deeper and Deeper”
1993, “Fever”
1994, “Secret” (2)
1995, “Bedtime Story”
1997, “Don’t Cry for Me Argentina”
1998, “Frozen” (2)
1998, “Ray of Light” (4)
1999, “Nothing Really Matters” (2)
1999, “Beautiful Stranger” (2)

2000, “American Pie”
2000, “Music” (five)
2001, “Don’t Tell Me”
2001, “What It Feels Like for a Girl”
2001, “Impressive Instant” (2)
2002, “Die Another Day” (2)
2003, “American Life”
2003, “Hollywood”
2003, “Me Against the Music,” Britney Spears featuring Madonna (2)
2004, “Nothing Fails”
2004, “Love Profusion”
2005, “Hung Up” (4)
2006, “Sorry” (2)
2006, “Get Together”
2006, “Jump” (2)
2008, “4 Minutes,” Madonna featuring Justin Timberlake & Timbaland (2)
2008, “Give It 2 Me”
2009, “Celebration”

2012, “Give Me All Your Luvin’,” Madonna featuring Nicki Minaj & M.I.A.
2012, “Girl Gone Wild”
2012, “Turn Up the Radio”

“Turn Up The Radio”, de Madonna, chega ao 3º na Billboard

Em sua quarta semana no chart da Billboard Club Play, o novo single do álbum MDNA, de Madonna, “Turn Up The Radio” subiu do #8 para o #3 lugar. Este é seu 57º single Top 10.

Trajetória: 39-19-8-3

CHART

TW LW Title Artist Label/Dist Label
*1 *2 Dark Side Kelly Clarkson 19 / RCA
*2 *3 Spectrum Zedd Featuring Matthew Koma Interscope
*3 *G8 Turn Up The Radio Madonna Live Nation / Interscope
*4 *9 Scream Usher RCA
5 *1 Goin’ In Jennifer Lopez Featuring Flo Rida Island / IDJMG
*G6 *18 Let’s Have A Kiki Scissor Sisters Casablanca
*7 *10 Never Close Our Eyes Adam Lambert 19 / RCA
*8 *14 Spectrum (Say My Name) Florence + The Machine Universal Republic
9 5 Timebomb Kylie Minogue Parlophone/Astralwerks / Capitol
10 7 Wide Awake Katy Perry Capitol
*11 *13 Sex Is In The Heel Cyndi Lauper Pulsar / Megaforce
*12 *15 You’re Gonna Love Again NERVO Astralwerks / Capitol
13 12 Don’t Wake Me Up Chris Brown RCA
14 4 Silhouettes Avicii Featuring Salem Al Fakir Levels/Veratone/Atom Empire / Interscope
*15 *20 Allein Eric Prydz Astralwerks / Capitol
16 6 Big Hoops (Bigger The Better) Nelly Furtado Mosley / Interscope
17 16 Only The Horses Scissor Sisters Casablanca
*18 *25 I Can Only Imagine David Guetta Featuring Chris Brown & Lil Wayne What A Music/Astralwerks / Capitol
*19 *24 When It Feels This Good Richard Vission Vs. Luciana Solmatic
*20 *27 All Stars Blush Far West
21 *22 Long Time John De Sohn Featuring Andreas Moe Epic
22 19 Perfect World Gossip Columbia
23 17 U Make Me Wanna Eddie Amador & Kimberly Cole Featuring Garza Big Beat / Atlantic
24 21 See U Move Sted-E & Hybrid Heights Featuring Mr. V Sea To Sun
*25 *31 Nothing’s Real But Love Rebecca Ferguson SYCO / Columbia
26 *30 Still Getting Younger Wynter Gordon Big Beat / Atlantic
27 23 Best Song Everrr Wallpaper. Epic
*28 *P36 Hello Karmin Epic
*29 *33 Let’s Get It Started (Tonight) Adriana Rubiano Phatt Boi

O EP de “Turn Up The Radio”, lançado na terça-feira, 7, inclui os seguintes remixes:

Turn Up The Radio – Offer Nissim Remix
Turn Up The Radio – Martin Solveig Club Mix
Turn Up The Radio – R3hab Remix
Turn Up The Radio – Madonna vs. Laidback Luke (feat. Far East Movement)

Neste momento, no iTunes, veja como ele está:

Turn Up the Radio (EP)
#8 Finland
#9 Greece
#9 Spain
#10 Poland
#13 Costa Rica
#15 Brazil
#17 Guatemala
#18 Argentina
#21 Colombia
#27 Netherlands
#28 Mexico
#29 Nicaragua
#33 Canada
#39 Peru
#50 Slovakia
#53 United States
#57 Sweden
#59 Panama
#62 Italy
#65 Malaysia
#78 Belgium
#79 Switzerland
#94 France
#104 Hong Kong
#121 Honduras
#123 United Kingdom
#133 Singapore
#152 Taiwan
#157 Thailand
#172 Japan
#173 Bulgaria
#175 Australia
#178 Denmark
#189 Czech Republic
#218 Chile
#220 Philippines
#278 Venezuela

Turn Up the Radio (Música)
#38 Spain
#45 Brazil
#108 Spain
#136 El Salvador
#155 Estonia
#171 Argentina
#175 Italy
#248 Netherlands
#290 Costa Rica
#293 Slovakia
#296 Mexico
#337 Peru
#348 Malta
#397 Canada

Girl Gone Wild (Música)
#38 Lithuania
#55 Italy
#66 Poland
#66 Slovakia
#110 Brazil
#113 Estonia
#116 Hungary
#151 Finland
#196 Spain
#253 Panama
#263 Costa Rica
#279 Argentina
#356 Belgium
#368 Sweden
#380 Colombia
#385 France
#387 Venezuela
#394 Bolivia

Give Me All Your Luvin’ (Música)
#117 Dominican Republic
#153 Argentina
#180 Slovakia
#181 Czech Republic
#192 Portugal
#207 Hungary
#265 Venezuela
#343 Poland
#370 Spain
#386 Cyprus
#399 Bolivia
#400 Brazil

MDNA
#4 Finland
#5 Finland
#20 Hungary
#31 Colombia
#40 Venezuela
#46 Slovakia
#52 Argentina
#58 Poland
#60 Panama
#62 Romania
#63 Guatemala
#74 Norway
#75 Costa Rica
#81 Czech Republic
#84 Brazil
#89 Spain
#110 Bolivia
#124 Poland
#129 Chile
#139 Lithuania
#149 Cyprus
#149 Malta
#149 Nicaragua
#155 Malta
#156 Netherlands
#163 Switzerland
#164 Bulgaria
#165 Bulgaria
#167 Latvia
#185 Paraguay
#186 Greece
#200 Honduras
#207 Estonia
#212 Canada
#220 Sweden
#230 Peru
#234 Hong Kong
#248 Belgium
#251 Denmark
#256 Mexico
#293 El Salvador
#299 Dominican Republic
#299 Singapore
#325 Italy
#344 Taiwan
#353 Portugal
#357 Ecuador
#398 Luxembourg

Celebration (álbum)
#20 Bulgaria
#32 France
#38 Slovakia
#43 Bolivia
#45 Finland
#73 Czech Republic
#78 Philippines
#86 Poland
#88 Greece
#102 Romania
#105 Thailand
#106 Hungary
#106 Portugal
#115 Argentina
#151 Italy
#156 Hong Kong
#160 Philippines
#162 Poland
#168 Luxembourg
#171 Colombia
#176 Italy
#193 Spain
#195 Colombia
#200 Netherlands
#203 Sweden
#206 Lithuania
#219 Cyprus
#232 Denmark
#236 Malta
#246 Singapore
#248 Paraguay
#261 Malaysia
#269 Latvia
#282 Estonia
#296 Taiwan
#305 Peru
#332 Costa Rica
#334 Norway
#355 United Kingdom
#357 Nicaragua
#359 Chile
#369 El Salvador
#372 Honduras
#394 Ireland

Hard Candy
#89 Greece
#116 Finland
#119 Portugal
#175 Luxembourg
#200 Sweden
#350 Norway

Confessions On a Dance Floor
#172 Norway
#173 Finland
#174 Greece
#189 Sweden
#196 El Salvador
#236 Luxembourg
#262 Hungary
#339 Czech Republic
#351 Portugal

Madonna emplaca seu 57º single Top 10 Club Play na Billboard

Em sua terceira semana no chart da Billboard Club Play, Madonna emplaca seu 57º single Top 10 com “Turn Up The Radio”, terceiro single do álbum MDNA.

Trajetória: 39-19-8

CHART

TW LW Title Artist Label/Dist Label
*1 *2 Goin’ In Jennifer Lopez Featuring Flo Rida Island / IDJMG
*2 *3 Dark Side Kelly Clarkson 19 / RCA
*3 *4 Spectrum Zedd Featuring Matthew Koma Interscope
4 *6 Silhouettes Avicii Featuring Salem Al Fakir Levels/Veratone/Atom Empire / Interscope
5 *1 Timebomb Kylie Minogue Parlophone/Astralwerks / Capitol
6 *7 Big Hoops (Bigger The Better) Nelly Furtado Mosley / Interscope
7 5 Wide Awake Katy Perry Capitol

*G8 *G19 Greatest Gainer
Turn Up The Radio Madonna Live Nation / Interscope
*9 *12 Scream Usher RCA
*10 *14 Never Close Our Eyes Adam Lambert 19 / RCA

O EP de “Turn Up The Radio”, lançado na terça-feira, 7, inclui os seguintes remixes:

Turn Up The Radio – Offer Nissim Remix
Turn Up The Radio – Martin Solveig Club Mix
Turn Up The Radio – R3hab Remix
Turn Up The Radio – Madonna vs. Laidback Luke (feat. Far East Movement)

Neste momento, no iTunes, veja como ele está:

Turn Up the Radio
#3 Brazil
#4 Nicaragua
#4 Spain
#6 Argentina
#7 Finland
#7 Greece
#7 Peru
#11 Italy
#13 Panama
#16 Colombia
#19 Poland
#21 Mexico
#22 Costa Rica
#22 Netherlands
#25 France
#26 Belgium
#33 Canada
#40 Chile
#44 Honduras
#45 United States (Chegou ao 15º)
#49 Taiwan
#51 Slovakia
#53 Sweden
#66 United Kingdom
#72 Switzerland
#75 Czech Republic
#77 Ireland
#78 Japan
#81 Bulgaria
#84 Venezuela
#86 Philippines
#92 Norway
#122 Hong Kong
#130 Australia
#151 Denmark
#196 Guatemala
#199 Malaysia
#202 Ecuador
#215 Romania
#227 Portugal
#292 Thailand

Madonna supera Michael Jackson em vendas de singles

Madonna Singles Sales

A Rainha do Pop Madonna superou o Michael Jackson na venda de singles no Reino Unido, como confirma o Official Singles Chart. Madonna já ultrapassou 17,6 milhões de vendas e só fica atrás de lendas como Beatles, Elvis Presley e Cliff Richard, que venderam, cada um, mais de 21 milhões de cópias.

Madonna é a 4ª artista que mais vendeu singles no Reino Unido ao longo de toda sua carreira.

Foi divulgado o ranking, que traz os 12 maiores vendedores desde 1952, traz ainda Michael Jackson na 5ª posição, com 15,3 milhões, Elton John em 6º, com 14,8 milhões, Rihanna em 10º, com 10,2 milhões, e Kylie Minogue em 12º, com 10,1 milhões.

Confira a lista:

The Beatles 21.9m
Elvis Presley 21.6m
Cliff Richard 21.5m
MADONNA 17.6m
Michael Jackson 15.3m
Elton John 14.8m
Queen 12.6m
Abba 11.2m
David Bowie 10.6m
Rihanna 10.4m
Paul McCartney 10.2m
Kylie Minogue 10.1m

Madonna para a “Out in the City” Magazine – entrevista traduzida

Madonna para a “Out in the City” Magazine de maio. Confira a entrevista traduzida em que Madonna fala sobre seu mais novo álbum número 1, MDNA.

Em seus genes…

Entrevista de Madonna para a revista OUT IN THE CITY - traduçãoMDNA, 12º álbum de estúdio de Madonna, foi número 1 em 18 países – incluindo Estados Unidos e Reino Unido – e top 10 em todo mundo. A rainha do pop Madonna conversa com Larry Flick sobre a criação do álbum, a inspiração por trás de algumas músicas, e por que ela ainda tem muito a dizer….

Após quase 30 anos fazendo música, ninguém chegou perto de se igualar ao impacto gerado por Madonna na cultura pop. Outros artistas podem ter ido e vindo, mas nenhum deles chegou perto de suas vendas próximas de 300 milhões de álbuns. Já, o seu 12º álbum número um no Reino Unido, MDNA, vendeu 359.000 cópias em sua primeira semana de lançamento nos os EUA, batendo um recorde anterior que pertencia a Elvis Presley e MDNA é sua primeira melhor semana de vendas desde o álbum “Music”, de 2000, e a primeira melhor semana de vendas em todo mundo em 2012. Produzido principalmente em colaboração com o italiano Benny Bennasi, Martin Solveig da França e com William Orbit, além de outros, este é um dos álbuns de Madonna que recebeu melhores críticas em sua carreira. Sem surpresa, ela está no processo de criação e ensaios de uma gigantesca turnê mundial para promover novo álbum  MDNA, incluindo uma data no Hyde Park em Londres.

O fã de longa data Larry Flick conversou com a estrela sobre o novo álbum e a criação do mesmo.

LF: Antes de tudo, parabéns pelo álbum! Eu não paro de ouvir já faz algumas semanas e já é um dos meus favoritos.
Madonna: Ooh, isso é muito bom de escutar
LF: O que é realmente é excitante, pois você já é uma rainha faz muito tempo!
Madonna: (risos) Ok, se você diz…
LF: Verdade, ouvindo estas músicas, eu me curvei na minha cadeira e disse “Oh my god”. A primeira coisa que eu quero saber é: o que você quer dizer com esse álbum? De onde você estava vindo?
Madonna: Bem, eu terminei as filmagens do filme W.E. o qual eu usei uma outra parte criativa minha. Foi uma experiência muito satisfatória, mas, ao mesmo tempo, foi extremamente esgotadora. Você passa a pensar como um diretor o tempo inteiro, e você tem todos os tipos de idéias que se faz quando se escreve canções ou montar um show ao mesmo, mas não consegue fazer isso fisicamente, tudo ao mesmo tempo. É muito exaustivo. Escrever ou cantar uma canção, ou performar uma música, é tão profundo em comparação.

Eu me sentia como um animal enjaulado. No momento em que estava focada me expressando no cinema, e realmente tenho muito orgulho do meu filme – eu me sentia como se eu realmente quisesse voltar para o básico, tocar minha guitarra e à simplicidade de emoções cruas. Mesmo quando eu estava escrevendo uma música e tocando meu violão – ou compondo “I’m A Sinner”, por exemplo – eu só queria me sentir bem. Foi tão bom voltar tocar violão e cantar. Parecia que eu não fazia isso a anos. Obviamente, eu tive que tirar algumas coisas do meu peito. Então, para mim, era como voltar a libertar o animal preso em mim e voltar a expressar todos os tipos de emoções, e não apenas um. Foram um monte de coisas que me fizeram pegar o caminho de volta – não tanto para a zona de conforto, mas um lugar de controle completo – porque eu acho que existe um equívoco sobre dirigir um filme quando você é iniciante. As pessoas falam demais.

Você sabe, se um ator vem para o set e ele não está de bom humor, você perde todo seu tempo segurando a sua mão, e tenta trabalhar a psicologia dele para que façam um bom trabalho. Ou se seu designer de produção tem uma enxaqueca … você tem que operar o equipamento sozinho. Você realmente fica totalmente fora de controle o dia todo até que tudo aquilo terminar. Filmar é uma loucura. Mas eu gosto de desafios.

LF: E então fazendo música trouxe você de volta a zona de conforto onde uma pessoa, como você, que gosta de ter todo controle de seu destino, te faz sentir bem?
Madonna: Você sabe, eu odeio usar a palavra “controle” demais pois as pessoas associam muito esta palavra comigo e com minha criatividade. Todos dizem, “você é controladora e gosta de controlar.”

Tudo que eu faço – até mesmo minhas composições – eu estou colaborando em todos os momentos. Eu valorizo a entrada de pessoas, e quero. Eu não posso trabalhar por conta própria. Eu não sou como o Prince ou outros artistas que chegam, tocam todos os instrumentos, gravam e não ouvem a opiniãos dos outros. Eu preciso ouvir o que as pessoas pensam o tempo todo. Eu gosto de ter alguém ao meu lado. Eu gosto da simplicidade da composição, porque, no final, é simples. Você tem uma melodia. Você tem algumas palavras. E você canta. Felizmente, você sente um monte de emoções diferentes, é tudo muito mais direto.

LF: Como você decide na escolha dos pessoas que trabalharam com você no álbum? Eles são tão diferentes. Você trabalhou com Benny (Benassi), que um italiano louco….
Madonna: fala pessimamente o inglês.
LF: Eu adoraria saber como você se comunicava com eles. Sei que foi através do primo dele! Isso é um pouco louco e um pouco frustrante, não é?
Madonna: Sim, foi no início. O primeiro dia, eu quase arranquei meus cabelos. Mas quando você está trabalhando com novas pessoas, você sempre tem que encontrar um terreno comum com eles e depois descobrir como fazer isso. Eu já trabalhei com William Orbit antes e algo muito mágico acontece quando eu trabalho com William. Eu vou a lugares profundos. Ele é uma alma torturada, e ele traz a alma torturada em mim. Ele também é extremamente desorganizado em seu pensamento. Ele vai me odiar por dizer isso, mas ele é como um cientista louco. A gente começava a trabalhar na canção, e ele vem e diz “Oh meu deus! Oh meu deus!

Eu tinha umas estratégias. “Você está pensando que é a mesma música que você está trabalhando, e então eu dizia: “OK, eu só vou ao banheiro e ja volto.” Você volta, e ele está trabalhando em uma música completamente nova, que também é surpreendente. Mas eu sou do tipo: “William, vamos voltar para a outra música.”

É muito fácil se deixar levar com ele porque ele é apaixonado pelo que faz. Ele é muito articulado, mas ele é um cientista louco. Ele vem com seus desafios, mas você tem trabalhar com ele de uma forma muito específica. O que sai de nossos colaboradores é muito original.

Então, com Martin Solveig, ele é muito parecido comigo em termos de organização e é extremamente metódico. Nós compartilhamos o mesmo amor por filmes estrangeiros – principalmente o cinema francês e o italiano, e principalmente os dos anos 50 e 60. Todas as músicas que fizemos utilizávamos os filmes como metáforas, como uma espécie de trampolim. Estávamos ambos mutuamente obcecados com Alain Delon, e foi daí que surgiu “Beautiful Killer”. Um monte de gente pensa em Martin Solveig apenas como um DJ, mas, na verdade, ele é um músico muito talentoso. Foi muito fácil trabalhar com ele. Ele acessou o meu lado irônico: o amor na linguagem, o oposto do William, a alma torturada. O que saiu de ambas as colaborações é bastante diferente, mas eu acho que foi igualmente interessante e como eu queria.

LF: Eu quero falar sobre as minhas canções favoritas do MDNA. “Gang Bang”…Eu não sei em quem você pensou ao escrever esta música, mas para mim, é como o final …
Madonna: É a música da vingança final.

LF: Realmente é. Há tantas camadas. Ouvindo, “eu pensei”, essa pessoa é um passo para longe da tristeza, final inacreditável. Eu amo este lance de morrer por alguém. Eu namorei alguém uma vez que acreditava que a profissão máxima do amor ……
Madonna: …Morreria por amor?
LF: Morrer por amor!
Madonna: É muito niilista e romântica. É uma música muito complexa, pois por um lado parece que eu estou dizendo para alguém ir se foder. Por outro lado, é como se eu assumisse um personagem e toda a idéia de dizer a alguém para dirigir, apenas para manter a condução, metaforicamente. E como assumir o comando e pisar neste homem o tempo todo, xingando-o. Para uma mulher chamar um homem “bitch” é, para mim, como um ato de desprezo. Mas depois vem a tristeza, a mágoa, e humor.

LF: Para mim, “Gang Bang” é o oposto de “Superstar”.
Madonna: São duas músicas totalmente opostas em termos de sentido.

LF: É justo pensar nessa canção como um nível superior de ”Little Star”, do álbum “Ray of Light”?
Madonna: Hmm … eu não acho, mas eu diria que é a antítese de “Gang Bang”. Trata-se de encontrar um homem positivo. Pensando em arqueótipos, comparando, é como você pensar em John Travolta em Embalos de Sábado à Noite, Bruce Lee, Abraham Lincoln. Eu adoro pensar nas pessoas que eu admiro, e eles são “superstars” na minha cabeça. E eu comparo minhas ações com as ações dessas pessoas.

LF: Acho que pensei em “Little Star” por causa da voz da sua filha na música.
Madonna: Ahh, eu entendo.

LF: Ela parece tão linda. É verdade que ela vai estar em turnê com você?
Madonna: Ela tem uma voz incrível, mas ela nunca vai admitir isso. Ela é como, “Mamãe, basta colocar o meu nome no disco.” Eu disse, “Tarde demais!” (risos)

Ela definitivamente vai estar na turnê comigo. Eu tenho que manter meu olho nela. Ela já tem 15 anos. Mas ela ainda não decidiu o que ela quer fazer. E ela é de libra. Eles nunca seguem com a mente. Ela toca piano muito bem. Ela é uma cantora incrível. Mas ela está passando por aquela fase da rebeldia, de modo que ela acha que pode fazer qualquer coisa com o cabelo, maquiagem ou dar conselhos sobre moda e roupa..

LF: Vamos falar de “I Don’t Give A…”
Madonna: (risos) Você está se concentrando nas minhas músicas raivosas…
LF: Elas me tocam de alguma forma.
Madonna: Tenho certeza que você pode se relacionar com elas. Espero que todos possam se imaginar com essas músicas. Esta é a música da superação do coração partido. “I tried to be a good girl, I tried to be a wife, diminished myself, and I swallowed my light.” (Eu tentei ser uma boa garota, eu tentei ser sua esposa, me diminuí e engoli minha luz) Eu vivi isso. Eu estava em um relacionamento com um homem que eu adorei e para que eu me via dizendo: “Eu não estou mais me reconhecendo. Tudo o que eu quero é estar com você”… ou … “tudo o que eu quero ser é o que você quer que eu seja”. Esta é uma letra interessante de escrever.

LF: Nós sempre queremos estar no controle, queremos controlar e muitas vezes não conseguimos. Como você se sente com esta responsabilidade?
Madonna: Acho que tenho grande habilidade de liderança, mas eu acho que eu nunca vou conseguir controlar a forma em como as pessoas acreditam como eu sou ou o quer que eu seja. Afinal, eu sou um ser humano. A natureza de se apaixonar é que você tem que fazer concessões. Falei muito sobre isso quando eu estava promovendo meu filme W.E.. Uma parte de você tem que estar disponível. Uma parte de você tem que morrer. Eu estava lendo um livro chamado “She” (Ela). Eles comparam a idéia de ser casado, e toda a mitologia de ser casado. A idéia de andar pelo corredor como uma noiva em alguns tempos antigos … consideraram como uma marcha fúnebre. De uma maneira primordial, você está se doando por completo.

E então você está levando a sua vida de uma forma mas sua vida conjugal te domina. É uma quantidade incrível de poder se doar a alguém. É um sacrifício que vale a pena. Você apenas tem que se certificar de que você está fazendo isso com a pessoa certa.

LF: Existe muito romantismo no seu espírito quando você faz uma música, não existe?
Madonna: Claro! Como não poderia existir? Como eu poderia ser uma compositora e não ser romântica?

LF: Como te falei, agora eu pensei em outra música que eu amo do novo álbum, “Falling Free”. É a música perfeita para tudo o que ouvimos neste álbum depois de você gritar ” Die, bitch! (Gang Bang)” …
Madonna: …e a culpa é toda sua….por todo este resgate. Você ainda acredita no amor?
LF: Absolutamente?
Madonna: Isso não é puro?
LF: É um sentimento puro … um sentimento onde a emoção é tão palpável. Quando você pensa na imagem de como as pessoas têm de você como uma artista em oposição ao que eles realmente vão saber e se eles realmente ouvir, às vezes é bem diferente, não é?
Madonna: Sim. Absolutamente!

LF: Você acha que você ainda está lutando para ser ouvida corretamente após todos esses anos?
Madonna: Eu acho que ainda tenho muito a dizer sim. Ainda fico puta sobre algumas coisas. E eu ainda acredito no amor.

MDNA já está nas lojas. Madonna estará com o seu MDNA WORLD TOUR NO Hyde Park em Londres no dia 17 de julho, terça-feira.