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Stuart Price: “Madonna se conecta à dance music de forma física”

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Stuart Price comandou o álbum “Confessions On A Dancefloor”, o retorno de Madonna à essência em 2005. Esta entrevista está na edição de fevereiro da revista Mojo.

Mesmo assim, ao fim da turnê seguinte, Re-Invention Tour, começamos a trabalhar na música de um filme que ela estava fazendo com o diretor Luc Besson (Hello, Suckers!). Havia uma seção Disco no filme, e as canções que compusemos caíram como uma luva. Tudo fluiu e se transformou no álbum Confessions On A Dancefloor.

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A verdade sobre o álbum “Confessions On A Dancefloor”

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O produtor Stuart Price tem um currículo impressionante, além de estar na acirrada lista de colaboradores regulares de Madonna, tendo trabalhado com ela pela primeira vez na Drowned World Tour, em 2001, e, anos depois, no aclamado álbum Confessions On A Dancefloor, em 2005. Recentemente, Price falou sobre a experiência de criar o álbum, quase uma década depois.

“Antes de criarmos o álbum, eu havia trabalhado com uma cantora chamada Juliet, durante o mês de novembro em Nova York, numa época em que a cidade está morta. Éramos só nós dois focados no trabalho. Logo após, fui direto ao trabalho com Madonna e presume que seria uma experiência muito diferente, mas ela me surpreendeu.

A grande revelação foi o comprometimento dela em evitar o ambiente exagerado e excessivo que eu esperava. Foi totalmente o contrário. Ela ajudou a criar um ambiente no qual parecíamos duas crianças no estúdio. Senti a mesma coisa quando trabalhei com Juliet. Ela era bastante… não quero dizer ‘esperta’, mas foi muito honesta quanto à música. Ela é bastante instintiva em compreender que a dance music vem de uma forma minimalista de trabalho, ao invés de exigir grandes quantias em dinheiro numa produção extravagante.

Passamos cinco ou seis semanas no meu apartamento, com o estúdio no andar de cima. Eu trabalhava em uma faixa da noite pro dia, e ela vinha depois pra gente brincar. Ela gravava melodias e eu tinha ideias, daí ela falava: ‘Beleza, vou pra casa pensar nisso’. Então, ela voltava no dia seguinte, com um verso de Hung Up ou o refrão de Sorry. Daí, eu continuava o trabalho em mais faixas pra manter o processo em andamento. Foi mais um ambiente fluido e quase infantil do que qualquer coisa mais séria.

As pessoas dizem que um álbum terá o som do momento que você vivia. Sei que, com esse álbum, tivemos momentos super produtivos, mas também foi divertido e natural. E acho que ficou perceptível.

É surpreendente que Madonna tenha uma forma tão simples de trabalhar. Eu esperava que ela entrasse com toda a comitiva e bancasse a diva, pelo menos um pouco. Bem, não me entenda mal… creio que, em vários momentos da vida, ela realmente é!

Celebridades rasgam elogios a Madonna

O canal franco-alemão ARTE apresentou este mês um documentário sobre Madonna, que faz parte da série “Queens of Pop”, produzido por Jürgen Schindler.

O filme com duração de trinta minutos contém entrevistas com grandes nomes como Robyn, Donna Summer, Cyndi Lauper, Stuart Price e muitos outros. Veja abaixo trechos:

Robyn: “Ela fez algumas das melhores músicas que eu conheço. Eu acho que fui atraída primeiramente pela sua música e mais tarde quando vi seus vídeos fiquei encantada. Ela praticamente exige que você continue olhando para ela em seus vídeos, ela está muito envolvida em seu próprio mundo quando se trata disso. Acho que ela fez coisas importantíssimas para a liberação da mulher. Isso eu acho inspirador, ela não pede sua aceitação.”

Kate Nash: “Ela passou por diferentes gerações, em épocas totalmente diferentes.
Eu sempre acho muito interessante quando um artista permanece relevante para cada década. Madonna é realmente poderosa.”

Diane Warren (compositor americano): “Ela é ótima. Sua ética no trabalho é excelente. Eu a respeito tanto. Mas, o melhor é que você sempre se pergunta ‘qual vai ser a próxima sacada de Madonna?’. Isso é fantástico!”

Marina (& the Diamonds): “Seu papel pra mim foi de alguém que foi uma verdadeira pioneira para a sexualidade feminina e para o feminismo. Madonna não liga para o que
as pessoas pensam, ela acredita em si mesma. Ela faz o que ela acredita que deve ser feito.“

Debbie Harry: “Basicamente, ela fez o que eu estava fazendo, só que melhor, de modo que isso foi um pouco frustrante pra mim. Ela se tornou um grande sucesso!”

Cyndi Lauper: “Eu me senti meio culpada por ela não ter ganho o American Music Award, porque achei que ela ganharia um também. Eu a conheci depois da premiação, ela concorreu com ‘Like a virgin’, que era uma música ótima… Eu disse isso a ela.”

Donna Summer: “Madonna é um bom exemplo de alguém que não para de crescer. Problema seu se você concorda com ela ou não, se você gosta dela ou não, não importa,
ela sempre vai ser a mesma e continuar tentando coisas diferentes em seu trabalho. Madonna nunca estará presa a uma coisa só. Ela é contínua.”

Stuart Price: “É da natureza de Madonna ser provocativa. Ela é uma mulher realmente inteligente, provavelmente uma das mais inteligentes que eu já conheci.  Acho que o mecanismo de sobrevivência dentro dela é tão forte que provavelmente está relacionado com parte de seu crescimento e o fato de ter perdido sua mãe quando jovem, deixando sua cidade e fazendo tudo acontecer.  É difícil não perceber como ela mudou a nossa percepção para várias coisas diferentes.  Seja para mulheres em geral, seja para instituições de caridade ou seja para o que pode ser feito dentro da cultura… Se você olhar para tudo isso, você vai ter que admitir: Madonna é um modelo. O interessante pra mim não é sua fama, e sim a sua personalidade. Ela é como uma faísca brilhante de criatividade, ela é divertida e também determinada.  Se você olhar para a música pop, turnês, vídeos e cultura dos últimos 25 anos vai ver que Madonna está no centro de tudo isso, e ainda continua colocando tudo isso para frente. É por isso que ela é a Rainha do Pop, mas… já tem um monte de outras princesas.”

O discurso emocionado de Madonna no Rock And Roll Hall Of Fame

O jornal italiano Il Corriere Della Sera divulgou a capa do single de “4 Minutes”, com Justin Timberlake na capa. O single poderá ser ouvido a partir do próximo dia 17 segunda feira. Cruzando os dedos ? Digamos que eu estou naquela curiosidade média. Eu ouvi uma vez a versão que vazou, em má qualidade, na última semana. Parece que uma rádio francesa decidiu antecipar e tocar uma versão remix da canção. Baixei e logo deletei, mas certamente este será mais um hit de Madonna, evidente.

E Madonna nesta segunda entrou no Hall da Fama do Rock….

Madonna e Cohen foram o centro das atenções da 23ª edição de uma das noites mais importantes da indústria musical americana, que também contou com a participação de personagens muito conhecidos, como os cantores Justin Timberlake, Lou Reed, Billy Joel e Ben Harper, além dos atores Tom Hanks, Chevy Chase e Michael J.Fox.

Esses artistas foram escolhidos em uma votação envolvendo 600 profissionais da música, e agora fazem parte de um seleto grupo no qual estão nomes como Elvis Presley, Aretha Franklin, Bob Dylan, os Beatles e os Rolling Stones.

Madonna evitou as críticas de que sua música não pertenceria ao mundo do rock e recebeu o prêmio das mãos do jovem cantor Justin Timberlake. Em seu discurso, Justin comentou sua participação no novo álbum de Madonna, “Hard Candy”, que será lançado em abril, e sobre o profissionalismo da estrela. “As pessoas já estão me perguntando como é trabalhar com ela. Bem, tudo o que eu posso dizer é que Madonna foi a única pessoa a fazer parte do Rock And Roll Hall Of Fame que administrou uma dose de vitamina B-12 em minha bunda. É isso mesmo, Madonna carrega com ela doses de B-12 em sua bolsa térmica no caso de um de seus colaboradores ficarem doentes. É isso que eu defino como profissionalismo. E talvez seja isso que Madonna é e continua sendo para todos nós: uma injeção na bunda quando precisamos,” disse Justin em sua apresentação.

Madonna e Justin nos bastidores

Madonna não se apresentou na cerimônia de premiação e cedeu seu lugar ao emblemático Iggy Pop, que, acompanhado pelo The Stooges, interpretou novas versões das músicas “Burning Up” e “Ray of Light”, que surpreenderam o público e a própria artista pop.

Para entrar no Hall da Fama, o artista tem de ter seu primeiro álbum ou single lançado há pelo menos 25 anos. Os escolhidos passam a ser representados no museu do Hall da Fama do Rock and Roll, na cidade de Cleveland, estado de Ohio.

Confira o discurso completo de Madonna na cerimônia:

“Não consigo decidir do que eu preciso me recuperar primeiro: de todos aqueles penteados horrorosos do vídeo anterior, ou de todas as indiretas de Justin. Tudo que ele disse é verdade, mas inicialmente eu não disse ‘abaixe as calças’, eu disse ‘abaixe a cueca’. Para deixar bem claro – como você havia dito – o quanto eu sou controladora.Eu não tenho certeza se o meu discurso será tão divertido, mas era isso que eu queria dizer:É uma grande honra receber este prêmio, estou muito grata e lisonjeada pelo reconhecimento que isso representa. Mas há algo de conclusivo numa premiação, e eu gostaria de refletir por uns instantes sobre as coisas (que aconteceram) na minha vida. Coisas que não têm sido e que continuam a não ser definitivas. Tenho a sorte de ter tido gente à minha volta que acreditava em mim. Começando pelo meu professor balé, Christopher Flynn, em Detroit, Michigan, que me disse, quanto eu tinha 14 anos, que eu era especial, que eu precisava acreditar em mim, que eu precisava sair para o mundo e buscar meus sonhos. Essas palavras significaram tudo para mim, porque posso lhes garantir que eu não me sentia especial.

E, em seguida, veio Dan Gilroy. Ele vivia em uma sinagoga abandonada no Queens com seu irmão Ed. Eles tocavam juntos numa banda. Eu já estava farta de trabalhar como dançarina, então ele me ensinou a tocar guitarra. E todo dia, quando Dan e Ed saiam para seus trabalhos diurnos, eu me escondia no porão e ensinava a mim mesma como tocar bateria ouvindo os discos de Elvis Costello e repetia aquelas quatro notas que Dan havia me ensinado várias e várias e várias vezes. Eu escrevi a minha primeira canção nessa sinagoga. Ela se chamava, ironicamente, “Tell the Truth” (Diga a Verdade). Lembro-me claramente desse momento, lembro dos pêlos do meu antebraço ficarem em pé, e pensar comigo mesma ‘quem escreveu essa música? Não fui eu’. Eu sentia como se tivesse sido possuído por algo mágico. E, para minha sorte, eu estava sendo milagrosamente e repetidamente possuída por algum tipo de magia. E mesmo hoje, o meu agente Guy Oseary, que está por aí, em algum lugar da platéia assistindo, me diz quase todos os dias “M, tudo é possível. Basta me dizer onde você quer chegar”. E ele realmente faz acontecer. Vinte e cinco anos depois, as pessoas ainda me encorajam a acreditar nos meus sonhos. O que mais eu poderia pedir? Há um ditado no Telmud que diz que “para cada folha, há um anjo vigiando e sussurrando ‘cresça, cresça’”. E eu ainda consigo ouvir anjos sussurrando. E mesmo os negativistas que diziam que eu tinha pouco talento, que eu era gorducha, que eu não deveria cantar, que eu era cantora de uma música só. Eles me ajudaram muito. Eles ajudaram com que questionasse a mim mesma e, constantemente, me incentivaram a ser melhor. E sou grata por sua resistência.

Eu sei que eu não estaria aqui agora sem tudo isso, sem todos vocês. Porque a vida, como a arte, é feita de colaboração, e eu não chegaria aqui sozinha, por vontade própria. Eu não poderia imaginar o rumo que minha vida iria tomar. De alguma maneira, aconteceu uma série de imprevistos. Um dia, eu era uma bailarina batalhando em Manhattan, em seguida, eu estava me ensinando a tocar bateria numa sinagoga no Queens, de repente, eu estava numa banda, fazendo shows no CBGB’s em Maxis, Kansas City e, de repente, eu conheci Seymour Stein recebendo soro na veia numa cama de hospital. E, logo a seguir, assinei contrato com a Sire Records e, de repente, eu estava rolando pelo chão no MTV Awards com os peitos pulando pra fora – o que ninguém sabe é que eu perdi um dos meus saltos altos e que eu voei pro chão para encontrá-lo e, de repente, estava fazendo passos de dança (Yikes!). E quando voltei pros bastidores, meu empresário estava branco feito um fantasma de tão nervoso dizendo que eu tinha arruinado minha carreira. Será que ele entendia de alguma coisa? Então, de repente, eu estava no palco no Madison Square Garden, e eu olhava para a platéia e cada garota estava vestida como eu. Saiam de mim! De qualquer forma, ‘de repente, de repente e de repente’ é uma maneira de olhar as coisas.

A outra maneira é que tudo aconteceu exatamente do jeito que tinha que acontecer. Que eu trabalhei com pessoas fantásticas que pretendia trabalhar, que eu viajei a lugares incríveis que pretendia viajar, que cometi erros que eu tinha que cometer. Que o universo teria conspirado a meu favor e me guiado o tempo todo até o momento em que estou aqui diante de vocês, tendo a oportunidade de agradecer a muitas pessoas, finalmente.

Antes de tudo, gostaria de agradecer à minha gravadora Warner Brothers, que tem assinado toda a minha carreira discográfica. Poucos podem dizer isso. Então, ali está Michael Rosenblatt, que fiz questão que estivesse aqui esta noite. Ele é a pessoa que mais ou menos me descobriu numa boate em Manhattan. Ele me disse que ele era ‘o cara do A&R’ da Sire Records. Eu não tinha idéia do que era um ‘cara do A&R’, mas parecia ser importante. Então, eu coloquei minha fita demo na mão dele, e nós dividimos uma cartela de ecstasy e dançaram a noite fora. Essa que é a verdade. Foi ele que me apresentou à próxima pessoa à qual tenho que agradecer, que é Seymour Stein. Eu acho que ele está aqui esta noite: Seymour, onde está você? Está por aí? O lendário Seymour Stein. Yeah. Conhecer Seymour é se apaixonar por Seymour. Mas quem toparia conhecer alguém tomando soro na veia numa cama de hospital? Eu pensei: o cara deve estar quase morrendo! Mas logo ele me perguntou se ele estava usando roupa de baixo e camiseta: a situação tava meio esquisita. Ele me pediu que mostrasse minha fita demo para ele e eu sempre costumo carregar um toca-fitas comigo. Yeah. Daí, toquei minha música e ele parecia estar gostando. De qualquer maneira, Seymour continua vivo e bem, e essa é uma ótima notícia. Obrigada, Seymour!

Tem alguma coisa esquisita nisso tudo? Hospitais, sinagogas … ecstasy? Não sei não, mas acreditem: vem coisa pior.

A próxima pessoa a quem tenho que agradecer é Liz Rosenberg. Sei que ela também está aqui, em algum lugar. Yeah. Ela tem sido, e continua sendo a diretora de divulgação de toda a minha carreira. Agora, será que alguém entende a loucura que é ser minha divulgadora nesses últimos 25 anos? Bem, eu acho Liz estava fumando um ‘cigarrinho’ quando encontrei com ela pela primeira vez. Yeah, Yeah. Eu andava pelo escritório dela e ela discretamente entupia o cinzeiro. Acho que ela pensava que eu não sabia que ela estava puxando fumo, mas tava na cara. Enfim, nós nos demos bem imediatamente. Ela era o meu tipo de garota: durona, irreverente e divertida, e nós estivemos juntas nesse longo e fantástico período de tempo. Depois de se deparar com tantos casos escabrosos, ela tinha que administrar eles e apagar os incêndios, e publicar notas, e ela é tão incrível que não se atirou na heroína. Não estou querendo dizer que a maconha revitaliza e lhe deixa no mesmo nível das pessoas, ou que todos com quem tive contato eram dependentes de droga ou nada disso, mas o que interessa, na realidade, é que acabei formando um grupo muito responsável, de pessoas que trabalham duro e que me ofereceram muito de amor e apoio, junto com todo o pessoal de minha gravadora e que não tenho tempo de agradecer a cada um de vocês, mas lhes sou grata.

Nesse momento, é claro, eu precisava de um empresário, certo? Então, perguntei a mim mesma “Mim mesma, quem é o artista mais bem sucedido do mundo dos negócios hoje?” E eu mesma respondi em alto e bom tom: “Michael Jackson”. Então, fui para LA, encontrar o homem que agenciava o Michael Jackson, e o convenci a ser meu agente. Filmem o Freddy DeMann, ele é o outro homem que eu gostaria de agradecer, é um cara esperto, parecia um paizão, tinha cabelos lisos castanhos, usava um perfume forte, fumava charuto e tinha um Porsche. Ele me deu carona até o meu hotel nesse Porsche. A partir daí, nós começamos, e ele se tornou meu empresário. Não tinha nada de suspeito no negócio, ok. Ele me deu… Estou brincando! Até ele (olhando Justin Timberlake) se esfregou em mim. Esse discurso não foi concebido para ter um monte de conotações sexuais, de forma alguma… Ele é quem está trazendo o “sexyback”, ok? Eu vou ferrar com você! Ok, por isso, nós (eu e Freddy) tivemos extraordinários quinze anos juntos, e eu aprendi muito com ele, por isso, eu lhe agradeço, Freddy DeMann.

Foi enquanto eu estava com Freddy que encontrei este incrível e petulante adolescente israelense chamado Guy Oseary. Ele seguia os passos de Freddy e eu me encantei pelo garoto. Yeah. Ele sempre estava dando alguma opinião, especialmente quando eu não perguntava nada a ele. Ele era bem ambicioso, confiante, idealista, tinha fome de conhecimento, era obcecado por dinheiro desde os 18 anos quando o conheci. Ele me amolava com suas idéias. Ele não parava de articular planos. Ele era incansável e, hoje, ele é o meu empresário. E eu sei que ele iria até o fim do mundo por mim. Portanto, lhe agradeço, Guy.

E, como vocês podem ver, tudo parece uma espécie de ciclo que se fecha aqui, não é mesmo? Mas o que é um disco, sem a música, certo? É isso aí, ‘matherfuckers’! O que seria um disco sem Nile Rogers, Pat Leonard, Babyface, Joe Henry, William Orbit, Mirwais Ahmadzai, Stuart Price, Pharrell, e agora, Justin Timberlake e Timbaland. Eu me sito extremamente sortuda em ter tido a oportunidade de trabalhar com compositores e produtores tão maravilhosos. Não posso negar o quanto sou grata por isso.

Também gostaria de agradecer a todos os meus fãs, que estiveram colados comigo nos bons e maus momentos. Só Deus sabe que foram… (aplausos) Yeah. Agora fiquem quietos. Eles estão comigo nos bons e maus momentos, e só Deus sabe foram muitos os maus momentos. Isso não é uma indireta.

Também gostaria de agradecer às garotas da Semtex, que são meus soldados, e sei que elas atravessariam qualquer incêndio comigo. Obrigada, meninas. Para os meus professores, meus amigos e minha família, agradeço a todos vocês que facilitaram essa jornada, que para mim só começou, lembrando que eu só sou a administradora do meu talento, não dona de mim. Eu tenho feito muitas coisas na vida, desde escrever livros infantis a desenhar roupas, dirigir um filme, mas, para mim, tudo acontece e sempre volta a acontecer por causa da música. Portanto, muito obrigada, mesmo. Agora, gostaria de apresentar um outro ‘matherfucker’ de Michigan, Iggy Pop.”

Sim, este cabelo é UÓ !!! Como grande parte dos fãs, também odiei