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Crítica: álbum ‘Like A Prayer’, de Madonna, 25 anos

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Pra comemorar o 25º aniversário, eis uma lembrança de cada faixa do clássico álbum Like A Prayer, de 1989. No início daquele ano, o mundo conhecia Madonna como uma provocadora pop com um estilo sexy e excêntrico. Ela era a maior celebridade feminina do planeta e, mesmo com toda a fama, poucos sabiam quanta dor e dúvida aquela católica de 30 anos que encarava um divórcio vivia. Com Like A Prayer, tudo mudaria.

Gravado durante o término de seu casamento com o ator Sean Penn, Like A Prayer fora o álbum mais introspectivo e eclético de Madonna até então. Diferente dos três antecessores, este misturou um rock clássico e psicodélico com os mais modernos sons de sintetizadores. E agora, um quarto de século depois do lançamento no dia 21 de março de 1989, o álbum não parece nem um pouco antigo. Liricamente, ele fala de crescimento, a superação de um romance ruim, e fazer as pazes com Deus e com a família. Pelo menos duas músicas estão centradas na morte da mãe de Madonna, um trauma de infância que teve grande influência no processo de criação de sua personalidade.

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Antes de Like A Prayer ser lançado, Madonna esclareceu que este não seria apenas mais um álbum. Três semanas antes do lançamento, ela estreou o clipe da faixa-título, o primeiro dos cinco singles top 20. Com imagens de assassinato, amor inter-racial e cruzes em chamas, o clipe contrapôs ideias religiosas e êxtase sexual, deixando algumas pessoas confusas e fazendo todos comentarem. Os Católicos a denunciaram, a Pepsi cancelou os comerciais com ela (e terminou com os planos de patrocinar a turnê). Os fãs, claro, engoliram tudo.

Deixando a controvérsia de lado, Like A Prayer está entre os melhores momentos de Madonna e, ao longo das próximas 10 faixas, o álbum não decepciona. Ele é rítmico, comovente e até um pouco esquisito. Enquanto Madonna é uma artista pura, este álbum é uma de suas melhores coleções. Leia a crítica de faixa a faixa:

Like A Prayer

Que forma ótima de começar um álbum. Primeiramente, guitarras distorcidas e um forte baque. Daí, um canto gospel enigmático e revigorante. É a junção de Thriller com o misticismo católico, e Like A Prayer é ótima mesmo sem o vívido clipe. Não é de se estranhar que chegou ao primeiro lugar logo um mês após o lançamento.

Express Yourself

A festa continua da igreja à elevação de Madonna, na qual ela observa suas joias e os lençóis de seda, e decide que prefere ter um homem que se conecta aos seus sentimentos. É sua versão bem alta e vibrante de Can’t Buy Me Love, e subiu ao segundo lugar.

Love Song

Esta colaboração entre Madonna e Prince é o equivalente dos anos 80 à parceria da Mulher Maravilha com o Batman. Com o seu poder de estrela, a faixa é leve, e, com o típico som da guitarra de Prince em meio aos sintetizadores de Madonna, as divergentes sensibilidades musicais seguem o tom da letra – eles não se conectam tão bem.

Till Death Do Us Part

Com o fim do casamento tumultuado com o ator Sean Penn, Madonna reflete sobre as brigas tornadas públicas – “Ele começa a gritar, os vasos voam” – e a distância emocional que condenou o casal. A guitarra e o teclado criam o sentimento de cansaço que contrasta bem com os vocais cheios de atitude de Madonna.

Promise To Try

Claramente uma canção direta sobre a morte da mãe de Madonna, esta balada no piano é realmente complexa. Ela canta para si mesma aos 5 anos de idade, e, além de dar conselhos – “Não esqueça do rosto dela” – ela pede perdão. Ela sabe que errou e teme ter decepcionado a mãe e a si mesma.

Cherish

Uma bem-vinda sobrevida após Promise To Try, o terceiro single do álbum é uma canção alegre sobre o amor verdadeiro. A única razão concebível para esta não ter chegado ao primeiro lugar: A América gosta da Madonna mais provocativa.

Dear Jessie

Esta divertida fantasia pop poderia ter vindo do álbum Around The World In A Day, do Prince, embora ele não tenha nada a ver com a canção. Madonna a compôs e produziu com Patrick Leonard, cuja filha foi a inspiração. Ouvindo novamente, é óbvio que Madonna estava destinada à maternidade.

Oh Father

Uma companhia a Promise To Try, esta canção sobre a tensa relação de Madonna com o pai não abre muito espaço para imaginação. Quando criança, ela se sentiu traída pela decisão dele de se casar novamente e, em uma entrevista em 1989, ela levou seu espírito rebelde e independente de volta ao sentimento de solidão que sentira ao ter seu pai “roubado” pela madrasta. Apesar de dificilmente ser uma faixa bacana, ela ressoou aos ouvintes e chegou ao número 20.

Keep It Together

Conforme as oito faixas anteriores atestam, Madonna teve alguns problemas familiares. Mas, nesta faixa vibrante, ela oferece paz ao pai e aos irmãos, insistindo que o sangue é “mais forte do que qualquer circunstância”. Na oitava posição nas paradas em março de 1990, Keep It Together tem uma melodia tensa.

Spanish Eyes

Esta balada com sabor latino fala tanto sobre AIDS quanto sobre violência de gangues, e a ambiguidade – um tema de debate entre os fãs até hoje – mostra o quão longe Madonna chegara desde Everybody e Borderline.

Act Of Contrition

Tendo usado as últimas 10 faixas para cavar emoções profundas, Madonna relaxa um pouco. Com guitarras de lamento e loops ao avesso, ela esvazia os pensamentos, sem a certeza de estar confessando seus pecado e reservando um lugar no Céu ou um quarto em um hotel da moda. “Como assim, não está no computador?”, ela pergunta, terminando a faixa à verdadeira moda de Madonna, com a boa e velha piscadinha.

Fonte: (Billboard)

Madonna + MDNA + Girl Gone Wild = “ela é transparentemente vulgar”, diz Liga Católica

E Madonna + MDNA + Girl Gone Wild continuam causando polêmica, e agora, a igreja católica entrou no meio.

Bill Donohue é o atual presidente da Liga Católica para Direitos Religiosos e Civis nos Estados Unidos, cargo que ocupa desde 1993. Ele nunca foi um grande fã de Madonna, mas hoje, ele a acusou de “ser transparentemente vulgar” em seu blog da Liga Católica e não poupou palavras para degradar Madonna.

Mesmo que sua base de fãs saiba que ela envelhece mais do que uma lata de alumínio de cerveja do que um Cabernet vintage. O novo CD de Madonna, MDNA, não está rompendo todos os recordes, e seu recém-lançado single, ‘Girl Gone Wild “, é um fracaso, e um crítico, Chris Willman, até chamou a música de a pior já lançada em todo mundo”.

O vídeo de Girl Gone Wild mostra uma mulher de 53 anos dançando de calças pretas quentes e saltos de agulha (E QUAL O PROBLEMA?) enquanto se esfrega com roupas justas ao lado de caras novos. O show homoerótico é tão vulgar que o YouTube disse que o vídeo não é apto para menores de 18 anos. O YouTube até pediu a Madonna que editasse o vídeo para torná-lo apropriado para os os menores. Boa sorte.

Ela é o que ela é. O que significa que ela é mais do que obscena, ela é constrangedora para o catolicismo. ‘Girl Gone Wild’ começa com Madonna recitando as primeiras linhas de ‘The Act of Contrition’. Ela deve saber que estamos na Quaresma. Então ela volta para o cenário de um espetáculo de luzes que mais se assemelha a uma cruz. O cara que é aparece usando uma coroa de espinhos é, sem dúvida, significou como outro presente de Páscoa.

O CD também também trás uma música chamada “I´m A Sinner” com letras como “Eu sou um pecador, eu gosto de ser desse jeito”, Madonna deixa claro que ela sempre teve o catolicismo em sua mente: “Ave Maria cheia de graça” é seguido por uma piada sobre Jesus, São Cristóvão e Santo Antônio.

Madonna gosta de drogas. Ela admite que MDNA foi escolhida para fazer referência a seu nome e a droga MDMA, um pedaço de “I´m A Sinner” fala sobre o ‘pó mágico’.

O pessoal da mente aberta não se oporá a nada disso. Em seu universo moral, a blasfêmia dela é aceitável; temas homossexuais são lindos, e as drogas são divertidas. Mas há uma coisa que Madonna faz durante o clipe de ‘Girl Gone Wild “, que irá fazê-los enxergar Madonna: ela aparece fumando um cigarro.

Então tá né?