Madonna Rebel Heart Tour: freiras no pole dance, loucuras no palco e sem grill!

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Madonna em entrevista para Andy Cohen (Entertainment Weekly) sobre a turnê Rebel Heart, que começa no dia 9 de setembro em Montreal, Canadá.

ANDY COHEN: Madonna, oi! Como vai?

MADONNA: Estou cansada, não vou negar.

Você está trabalhando pesado, né?

Sim, trabalhamos por muitas horas, e entrei no ciclo vicioso de trabalhar até tarde e só dormir tarde.

Onde você está agora?

Em Nova York.

Quero dizer, está na banheira? Na cama?

Ha, não. Queria estar na minha cama. Mas se deitar, não levanto. Estou em meu escritório.

Está de pijama?

Estou com shorts de pijama de seda, se quiser saber. Dolce & Gabanna o fizeram pra mim, acho que há oito anos, então é meio vintage.

Perfeito, super sincera! Mal posso esperar pra te ver de novo em turnê! Adoro gritar seu nome com todo o meu ar. Eu verei freiras no pole dance?

Alguém te contou isso?

Eu vi o trailer.

Ops, então acho que já revelaram a surpresa.

Foi ideia sua?

Sabe, foi sim. Gosto da justaposição. Estou imersa na desconstrução do conceito de sexualidade e religião, e como eles não estão interligados…apenas no meu mundo.

É por essas e outras que eu te amo. Acredito que iremos ouvir “Bitch, get off my pole” enquanto as freiras estão lá.

Mmm, talvez. Não quero revelar os detalhes. Quero que as pessoas se surpreendam.

Quantas horas por dia você ensaia?

Bem, considero os encontros dos vídeos e as provas de roupa parte dos ensaios, então, sei lá, de 10 a 12 horas por dia.

O que está comendo?

(Risos) Qualquer coisa que eu alcance.

Fala sério!

Não, sério, tenho que comer toda hora pra ter energia. Como comida, sabe, comida normal. Omeletes no café da manhã, almoço saudável, e coisas assim, mas também tomo vitaminas com suplementos e como barra de proteína. Uma mulher sempre me segue, eu a chamo de “Inspetora de Comida”. “Você está comendo? Já bebeu bastante água?”. Eu digo logo: “Vadia, sai de perto de mim!”.

A propósito, você sabe cozinhar?

Uau, estamos avançando…

Só estou curioso!

Não, não é um de meus talentos, sinto muito. Todos me perguntam isso, até meu filho Rocco, de 14 anos, que não está satisfeito com todas as minhas conquistas. Ele só quer que eu cozinhe pra ele. Digo logo: “OK, vou tentar. Prometo que, quando a turnê acabar, vou cozinhar pra você”.

Adorei ver o Rocco na última turnê. Nós o veremos fazendo algo nesta também?

Acho que, provavelmente, ele vai trabalhar nos bastidores. Ele não se interessa mais em se apresentar no palco comigo. Há coisas mais legais. A sua mãe não é mais tão maneira quando você tem 14 anos.

Você ainda tem aquele lado protetor com os dançarinos, que vimos em Na Cama Com Madonna?

Claro, todo dia. Eles são meus filhinhos.

Me conta como você equilibra os sucessos e as novas músicas na setlist do show.

Bem, é complicado. Claro que estou super animada por tocar as novas músicas, pois é algo totalmente novo. Mas percebo que os fãs querem ouvir os clássicos, então, pra mim, é sempre um equilíbrio complicado tentar manter um pouco de continuidade, não apenas com o som, mas também com as temáticas. Quando comecei a compor, eu era jovem e não escrevia coisas profundas, o que faço hoje, embora o caminho de assuntos um pouco mais superficiais a formas mais profundas de pensar também seja um desafio. É por isso que, muitas vezes, tenho que pegar as canções e virá-las de cabeça pra baixo, pra torná-las mais icônicas do que totalmente diretas, pra que deem certo pra mim.

Você tem provocado seus seguidores no Instagram com faixas da setlist.

Sim, claro que sim.

Então, terei Dress You Up?

Sim.

Who’s That Girl?

Sim.

Vogue?

Sim.

Holiday?

Sim.

Uau, só informação boa!

Já podemos parar!

Deixa eu te perguntar. Você lê os comentários das suas postagens no Instagram?

Às vezes. Tipo quando estou de férias.

Como você reage a eles?

Às vezes, as pessoas me apoiam e são legais, mas não dá pra se apegar a quem diz coisas legais, porque, daí, você se chateia quando alguém diz algo ruim. Então, você tem que agir naturalmente, e não levar nada a sério. Não dá pra mim. A melhor parte de ler comentários no Instagram é a literalidade das pessoas, o fato delas não terem senso de humor ou ironia; eles não leem nas entrelinhas. É interessante.

Você é um pouco viciada em Instagram?

Na verdade, não. Eu consigo viver sem ele, mas é parte importante do meu trabalho agora. Gosto de pensar que meio que uma galeria de arte para meus pensamentos, meus sonhos, meus desejos, meu estado de espírito. Não dá pra ignorar as mídias sociais.

Adoro o fato de você compartilhar velhas fotos com seus fãs. Você parece alguém que não gosta de lembrar das coisas, mas adoro quando o faz.

Adoro olhar pra trás e ver os grandes artistas com quem tive o privilégio de trabalhar, desde Jean Paul Gaultier, Keith Haring, Steven Meisel, Herb Ritts ou qualquer outro. Trabalhei com os melhores e os mais refinados. Parece ser um tempo que jamais voltará, entende? Então, me sinto realmente abençoada.

Virou um clichê dizer que você sempre se reinventa. Mas imagino se ainda é importante pra você criar coisas novas.

Como artista, tenho coisas novas a dizer sempre que gravo um disco. Não é algo tão complicado, não sou o tipo de garota que usa os “Melhores Sucessos”. Pode chamar isso de “reinvenção”, mas um verdadeiro artista está sempre mudando e evoluindo, pois a arte sempre muda e evolui. Sabe, Picasso não pintava sempre as mesmas obras.

Qual a melhor e a pior parte de sair em turnê?

Você só diz, tipo: “É, cala essa boca!”.

Não, não, já entendi! Já entendi!

Essa é a pergunta que todo mundo sempre me faz: “Por que você ainda faz isso?”.

Você obviamente não precisa mais.

Mas, pra mim, é algo preconceituoso de se dizer. Ninguém disse ao Picasso, quando ele tinha 80 anos: “Por que ainda pinta?”.

Mas por que é preconceituoso?

Pois ele era homem e ninguém o questionava assim, tá? Mas por eu ser mulher, todos me questionam. Alguém pergunta pro Mick Jagger por que ele continua saindo em turnê?

Sim, na verdade, acredito que sim. O que estou dizendo é que você poderia, tipo, estacionar no Madison Square Garden (em Nova York) e fazer uma residência duas vezes por mês pelos próximos 20 anos.

Acho que não.

Sério?

Não, os nova-iorquinos estão cheios de mim.

Tá de sacanagem? Você é a rainha de Nova York.

Não sei disso.

Você tem alguma cidade favorita pra se apresentar?

Bem, na América, minha cidade favorita é Nova York, claro, pois eu cresci aqui.

Mesmo com eles cheios de você?

Você conhece a velha frase: “Você é um profeta em todo lugar, menos em seu país”?

Há alguma cidade à qual você jamais voltará?

Não acho que devo voltar a Moscou ou a São Petersburgo.

Você provocou muita gente lá, mas Deus lhe abençoe por isso. Você acha que eles te receberiam de volta?

Não, mas tudo bem. Por que eu ia querer me apresentar em um lugar no qual ser gay é um crime?

Atualmente, qual é a sua faixa favorita do álbum Rebel Heart?

Bem, eu amo Ghosttown, Bitch, I’m Madonna, Illuminati, Holy Water. As canções mais sombrias, loucas e controversas.

Você viu algum show no ano passado que te inspirou? No Instagram, você deu as boas-vindas a Taylor Swift quando ela veio a Nova York.

Não consegui ver o show dela e fiquei chateada. Faríamos algo no palco juntas, mas não fui ao show por estar ensaiando e precisava filmar um vídeo no dia seguinte. Ir a shows requer tempo vago. Quem foi a última pessoa que eu vi?

Lembro que você encheu a última turnê da Beyoncé de elogios.

Oh, é provavelmente o último grande show a que eu assisti, e foi ótimo!

O que teve de bom nele?

Ela é uma ótima artista e sabe como montar um show. Ela é profissional, sabe? Cumpre todos os requisitos. Ela é ótima ao vivo, e comanda muito bem tudo ao redor dela, num completo entretenimento. E ela se doa completamente, então dou valor a isso.

A propósito, o que você faria no palco com Taylor Swift?

Não vou te dizer, pois talvez ainda o façamos. Você é muito enxerido, quer saber de tudo.

Quero mesmo!

Só vou mandar meu diário pra sua casa, tá? Com uma chave. Abra, leia e devolva, tá?

Sim, por favor. Quero saber a p*rra toda!

Pule as partes sobre meus peguetes e coisas assim.

Oh, meu Deus! Eu jamais pularia essa parte. Bem, agora quero saber, você tem uma queda por algum de seus dançarinos atualmente?

Sabe, sempre tenho. É preciso ter. Eu os chamo de “meus fofos no palco”.

Perfeito!

Mas é só isso, é só no palco.

Você deixa tudo no palco. Seria uma zona, né?

Sim, claro, e é o que dá o tchan, sabe?

Quando foi a última vez em que assistiu ao seu documentário Na Cama Com Madonna, de 1991?

Putz, sei lá, há muitos anos. Eu vi apenas trechos dele. Eu meio que perco o ar quando assisto, pois, tipo: “Oh, meu Deus, não dá!”. É difícil me ver fazendo qualquer coisa. Não consigo nem ver meus próprios shows, tipo minha última turnê.

Sério? Por quê?

Simplesmente não gosto de assistir. Mas acho que, talvez, eu revisite o Na Cama Com Madonna agora.

Pode me chamar quando fizer isso, por favor?

Vamos assistir juntos.

Quero te filmar assistindo ao Na Cama Com Madonna e lançar.

Serei eu falando: “Não acredito que disse isso. Oh, meu Deus, não acredito que fiz isso”. Toda a arrogância…

Bem, a arrogância foi brilhante. O veneno, a arrogância…

O veneno corria direto! Tenho medo de assistir. Acho que eu era uma menina má, tenho medo disso.

Como um estudante da sua arte, parece que você está se divertindo mais no palco recentemente. Estou certo? Talvez você esteja apenas sorrindo mais.

Pode ser, não sei. Quero muito me divertir com este show. Sabe, não me punir se errar alguma coisa.

E então: com ou sem o Grill no palco?

É bem difícil cantar com um Grill na boca. Você acaba atropelando as palavras, e juntar os dentes é essencial para cantar direito. Por mais que eu adore o Grill, provavelmente não vou usar quando estiver cantando.

Estarei lá nas duas noites no Madison Square Garden. Mal posso esperar.

Muito obrigada. Faça com que eu te veja do palco pra darmos uns amassos.

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