Madonna disse na terça-feira (25) que estava sendo “irônica sobre o palco” ao se referir ao presidente Barack Obama como um “muçulmano negro”, durante show na véspera em Washington. Um vídeo gravado por um espectador e colocado no YouTube mostra Madonna, de 54 anos, fazendo um discurso político sobre a liberdade, em termos inflamados e com muitos palavrões.
“Agora, é tão bacana e incrível pensar que temos um afro-americano na Casa Branca (…), temos um muçulmano negro na Casa Branca (…), significa que há esperança neste país, e Obama está lutando pelos direitos dos gays, então apoiamos o homem”, disse Madonna.
Obama, que disputa a reeleição em 6 de novembro, é um cristão praticante. Reagindo ao furor midiático causado pela frase, Madonna divulgou nota na terça-feira dizendo que a referência religiosa foi uma brincadeira. “Eu estava sendo irônica sobre o palco. Sim, sei que Obama não é muçulmano – embora eu saiba que muita gente nesse país acha que ele é. E daí se ele fosse?”
“O que eu estava argumentando é que um homem bom é um homem bom, não importa para quem ele reze. Não ligo para qual é a religião de Obama – e ninguém mais na América deveria ligar.”
Desde a primeira candidatura presidencial de Obama, em 2008, grupos minoritários e oponentes ignorantes espalham rumores de que ele seria secretamente um seguidor do islamismo – boatos semelhantes às declarações persistentes e também falsas de que ele teria nascido fora dos EUA, sendo portanto inelegível para a presidência.
Madonna apoia abertamente Obama, e em shows recentes foi vista com o nome dele escrito nas costas. Esse tem sido um ano de muitas polêmicas políticas para a cantora. Em julho, num show dela em Paris, a imagem da líder ultradireitista francesa Marine le Pen apareceu no telão superposto a uma suástica. A Frente Nacional, partido de Le Pen, prometeu processar Madonna.
Em agosto, durante shows na Rússia, a cantora causou polêmica com autoridades locais ao defender o direito dos homossexuais, e também se manifestou pela libertação de três integrantes da banda punk feminina Pussy Riot que foram condenadas a penas de prisão após fazerem um protesto contra o presidente Vladimir Putin numa catedral moscovita.
Em ano de eleições nos Estados Unidos, Madonna não deixaria de falar sobre suas escolhas políticas, claro. Durante show do MDNA Tour realizado em Washington, nesta segunda (24), a cantora fez declarações polêmicas sobre Barack Obama, atual presidente dos EUA e candidato democrata à reeleição.
Depois de falar sobre a sua admiração por figuras como Abraham Lincoln e Martin Luther King Jr., Madonna discursou sobre o presidente. “É tão assombroso e incrível pensar que temos um afrodescendente na Casa Branca. Todos vocês vão votar no Obama, ok? Bem ou mal, temos um negro muçulmano na Casa Branca, certo? Isso significa que existe esperança no mundo. E Obama está lutando pelos diretos dos gays, certo? Então apoiem o homem, porra! Estou com vocês; e vocês, comigo?Assim vocês farão melhor votando em… Obama, de acordo?”, completou.
As declarações de Madonna geraram certa polêmica, como sempre, principalmente por ela ter se referido a Obama como ‘negro muçulmano’. O presidente dos EUA é negro e tem raízes muçulmanas, mas não é praticante da religião. Ao suscitar essas características de Barack, Madonna mexeu em um terreno controverso e cheio de vieses muito profundos.
Mais de um em cada três eleitores republicanos conservadores ainda pensam que Obama -que se tornou o primeiro presidente negro dos Estados Unidos em 2008 – é muçulmano, indicou um estudo do início deste ano, quase quatro anos depois de o mandatário ter assumido o cargo.
O geral, 17% dos 3.000 eleitores consultados em junho e julho acreditavam que Obama era muçulmano, apesar de este, um cristão que frequenta a igreja, ter manifestado diversas vezes as suas crenças religiosas, indicou o Pew Research Center.
Obama tentará a reeleição no dia 6 de novembro, enfrentando o republicano Mitt Romney.
Madonna no Verizon Center – Washington, DC
Por Dave McKenna, segunda-feira, 24 de setembro 11:58
Madonna, a Diva Boa e a Diva Má, enfrentaram-se neste domingo, 23, no Verizon Center, na primeira de duas noites na Cidade. E Boa acabou triunfando.
Mas levou um tempo. Como uma verdadeira Diva Má, Madonna subiu ao palco às 22:30, duas horas e meia após o horário previsto do show. O atraso atrapalhou bem mais que os afazeres domésticos; a organização da arena foi forçada a fazer um acordo com o Metrô para a prorrogação do prazo habitual de serviço à meia-noite. Madonna, no entanto, certamente foi beneficiada financeiramente com o adiamento, porque uma parte da plateia, composta de fãs que tinha pago de US$59 a US$390 por bilhete, matou tempo visitando as lojinhas de mercadorias, gastando um adicional de US$45 em camisetas oficiais de “I’m a Sinner” ou com os DVDs de ginástica “Addicted to Sweat” (com exercícios chamados “Get Wet” e “Dripping Wet”)
Quando o show realmente começou, o lado benevolente da superdiva Madonna apareceu. Tudo que Madonna mostrou para os fãs fez os shows de outros artistas pop, como Britney Spears e J.Lo, parecer superficiais e pequenos. Madonna aparentemente tem os melhores dançarinos, coreógrafos e designers, e um orçamento muito maior do que todos os outros. Como Nicki Minaj disse à plateia em uma participação especial em vídeo mostrado no final de “I Dont Give A…”:”Há apenas uma rainha, e é Madonna.”
Logo na abertura: Com o palco cheio de homens musculosos em roupas de monge e contorcionistas em pedestais colocando os pés atrás de seus pescoços e um turíbulo dourado lançando fumaça balançando para lá e para cá na frente de uma catedral gigante, enquanto alguns cantos gregorianos de densa sonoridade soaram sobre o público, Madonna desce de um oratório vestindo um macacão preto e empunhando um rifle. A música medieval foi então substituída por Madonna sussurrando, “Oh, my God!” repetidamente antes de mostrar seu mais recente single, “Girl Gone Wild”. E enquanto esfregava-se em seus dançarinos um gigantesco telão mostrava o que parecia ser o fim do mundo. Madonna sobreviveu a este mini-armageddon com energia suficiente para pegar o rifle e metralhar a multidão mais uma vez antes do final canção.
Ela manteva esse nível bombástico por mais de duas horas de show.
O espetáculo de Madonna, chamado de MDNA Tour, é certamente sua produção mais violenta até o momento. Durante a performance de “Gang Bang”, o palco tornou-se um quarto de motel decadente em que ela bebeu uísque e usou armas de fogo para matar alguns bandidos. Ela montou seu corpo em um teatral mas confuso impulso pélvico, gritando “Morra vadia!” várias vezes, embora não fosse claro se todas as letras eram cantadas ao vivo. Enquanto isso, os telões mostravam tanto sangue espalhado que faria Quentin Tarantino ter náuseas.
Apesar de Madonna, de 54 anos, parecer um pouco velha para ter esse fascínio pela violência “cartoonesca” e macabra, seus fãs tem idade o suficiente para lidar bem com isso. Longe vão os dias em que milhões de meninas adolescentes expressavam sua individualidade coletivamente vestindo as mesmas roupas de gosto duvidoso que sua ídola usava no palco ou em vídeos.
“Ninguém veio vestido (de Madonna) hoje à noite!”, lamentou Lauren Bruzonic, de 34 anos, de Annandale, no saguão do Verizon Center que estava com quatro amigas de 30 e poucos anos vindas de sua terra natal, Virgínia do Norte enquanto esperavam o show começar. Quase todos estavam com roupas comuns, mas Bruzonic e sua galera usavam velhos bustiês e crucifixos em forma de tributo ao seu ídolo.
“Eu era apaixonada pela Madonna quando eu era uma menina – e que menina não era?” Bruzonic disse. “Eu estou aqui porque todas as suas canções antigas ainda me fazem feliz.”
Fãs que estiveram com Madonna desde a época em que Bruzonic estava , sem dúvida estavam preparados para todo o escândalo que caracterizou este show. Mas a plateia parecia muito mais atenta e interessada quando Madonna canalizava seus atenções focando sua energia em coisas mais lúdicas e divertidas. Ela vestiu uma roupa de majorette para “Express Yourself” e enquanto um grupo de tocadores de tambor balançava em cima da cabeça de todos (nota do tradutor: acho que ele juntou as performances de “Express Yourself” e “Give Me All Your Luvin'” como sendo uma só), Madonna girava o seu bastão, talvez recriando movimentos que ela usou durante seus dias como cheerleader. Aí, antes da música acabar, Madonna levantou a saia e dançou com o bastão. Os fãs deliraram, assim como deliraram com ela gritando: “Bata o bumbum com seu vizinho!” em meio a sexy performance de “Holiday” ou de seu já conhecido sutiã de metal cônico repaginado em “Vogue”, e com ela abaixando suas calças em “Human Nature”.
Mas um show de Madonna não é totalmente dependente de uma ousadia pré fabricada, vozes pré-gravadas ou exposição de suas partes íntimas. As luzes da casa acenderam quando “Like a Prayer” começou, e Madonna levou coro contratado e mais cerca de 20.000 cantores voluntários a entoar o hit 1989 em uma única voz. Nenhuma arma foi disparada nem nenhuma virilha agarrada. Nenhuma palavra obscena foi proferida. No entanto, “Like a Prayer trouxe mais prazer e emoção que se esperava do espetáculo na arena, mesmo que a atração principal tenha feito os fãs esperarem tudo o tempo que Madonna fez.
Brava, diva!
(McKenna é um escritor freelance. Washington Post) Obrigado a Jorge Luiz pela boa vontade na tradução do review. You Rock Baby!
O fotógrafo Richard Corman lembra da primeira vez que ele conheceu Madonna.
Ele disse a revista Rolling Stone …
“[Foi] no verão de 1982 em seu apartamento no Lower East Side.
Antes de entrar no prédio, eu tinha que ligar de de uma cabine telefônica do outro lado da rua para avisar, e sob termos inequívocos, não era para entrar no prédio sem ela alertar a todos os inquilinos devido a uma série de atividades ilegais no prédio. Ela me ofereceu café preto e goma em uma bandeja prateada. Essa foi a introdução.
Poucos minutos depois, estava se movendo sobre seu apartamento e eu estava fotografando Madonna em sua cozinha, no fogão, em sua cadeira.”
As fotos proto-street-style tiradas espontaneamente nunca foram vistos … até agora. Ontem à noite no W Hotel, na Cidade do México, as fotos foram reveladas ao público como parte de uma nova exposição itinerante patrocinada pelo Hotel Group e Vitaminwater. Com curadoria de Rock Paper Foto e o empresário de Madonna, Guy Oseary, a instalação apresenta fotografias de Corman George DuBose fazendo contraposição ao grafite personalizado de Alec Monopóli . A exposição chega no W New York Hotel, em dezembro.
Uma foto mostra Madonna fazendo beicinho a partir de um banco junto com moradores locais de eldery. Outra retrata o cantor denim-clad em um telhado, junto com algumas crianças que tentaram carinhosamente olhar para a câmera. Este tipo de camaradagem inter-geracional era rotina para Madge, segundo Corman.
Ele diz …
“Ela era absolutamente a flautista do bairro, e todas as crianças cantavam e dançavam com ela no telhado quase diariamente. Ela levava seu rádio de tocar fitas até o telhado – as crianças ouviam a música tocando e corriam para cima para dançar com ela enquanto ela cantava e ouvia suas fitas demo”.
Corman, que depois fotografou os Talking Heads para uma capa da Rolling Stone, chama o clima criativo do Lower East Side, no momento “destemido.” Havia muitas pessoas talentosas tentando fazer uma marca. Ainda assim, a futura rainha do pop conseguiu encontrar o seu próprio caminho e estilo e do som.
Corman acrescenta …
“Ela se encarregou de inspirar uma sensibilidade que nunca tinha sido visto antes. Ela era e continua sendo uma original. Se as fotos fossem feitas hoje, haveria uma comitiva de cerca de 30 pessoas ao seu redor. Naquela época, era apenas ela e eu. Foi simples, era comovente. Parecia que ela capturou algo completamente verdadeiro.”
O empresário da cantora Vince Herbert deu uma entrevista ao programa de rádio ““Sway in the morning” programa de rádio e falou sobre Madonna:
Lady Gaga ficou incomodada quando Madonna fez aqueles comentários depreciativos sobre ela? Vince Herbert: Um pouco, porque ela admira Madonna, mas Madonna ligou-lhe para convidando-a para estar com ela no MDNA Tour no Yankee Stadium, em um dos shows, em setembro. Nós não conseguimos fazer isso acontecer, porque ela está em sua própria turnê, mas é assim que a bola gira. O empresário de Madonna, Guy Oseary, veio até nós e nos disse: “Madonna gostaria que Gaga participe do show dela.”
Como Gaga se sentiu sobre isso depois de tudo que aconteceu? Vince Herbert: Ela é descolada. Ela disse em como “realmente gostaria que poderia fazê-lo”.
Depois de ter escandalizado a França ao sobrepor uma suástica sobre um retrato da líder da Frente Nacional, Marine Le Pen, a Madonna voltou ontem a provocar polêmica na noite de domingo, 23 de setembro, agora nos EUA, durante um concerto em Washington, com candidato republicano Mitt Romney.
Desta vez, numa clara mensagem de apoio ao candidato democrata à presidência dos EUA, Barack Obama, a cantora mostrou imagens dos republicanos Mitt Romney (que concorre com Obama) e Sarah Palin (antiga candidata a vice-presidente), associando-os a uma caveira e a fotografias de ditadores, guerras, confrontos e violência.
Madonna, que não atuava em Washington desde 2004 com a Re-Invention Tour, recordou o seu último concerto na capital norte-americana, quando as suas ideias políticas expressas no “American Life” afetaram negativamente as vendas do álbum.
“É bom estar de regresso a esta cidade, na qual ocorreram tantas coisas boas e inspiradoras, e outras tão asquerosas”, afirmou ontem a cantora nascida em Michigan. “Mas agora estão a ocorrer coisas fantásticas, porque temos feito história e estamos a lutar não somente pelo nosso futuro mas pelo de outras pessoas”, acrescentou, em alusão à candidatura de Barack Obama.
Apoio repetido a Obama
No seu primeiro concerto no Yankee Stadium de Nova Iorque, no passado dia 7, Madonna tirou osutiã e, de costas para o público, mostrou uma tatuagem autocolante, na qual se lia “Obama!”. “Graças a Deus por Michelle”!”, gritou a cantora, referindo-se à primeira-dama dos EUA.
Também em 2008, na sua tour “The Sticky and Sweet Tour”, Madonna manifestou o seu apoio a Barack Obama em 2008 trazendo um T-shirt estampada com o retrato do candidato democrata. Nesse mesmi ano, em plena campanha eleitoral, a cantora mostrou uma fotografia de John McCain, o candidato republicano, sobreposta a imagens dos ditadores Robert Mugabe e Adolfo Hitler. Posteriormente, mostrou Obama junto a um ícone da paz, Mahatma Gandi.
E quando Barack Obama ganhou as eleições, Madonna disse num concerto em Las Vegas: “Sim, ganhámos, ganhámos, fizemos história”.
As relações entre Madonna e o Partido Republicano azederam-se principalmente a partir de 2003, nas vésperas da invasão do Iraque, com a apresentação do disco “American Life”, no qual a cantora critica o modo de vida norte-americano e o seu consumismo voraz.
No primeiro videoclip do álbum viam-se modelos vestidos de soldados a maltratarem crianças, sob o olhar complacente de famosos e políticos. No final, um modelo lançava uma granada, que um duplo de George Bush agarrava, acendendo com ela um charuto.
O disco foi um fracasso de vendas, tendo sofrido um boicote por parte de diversas emissoras de rádio.
Madonna, que iniciou o MDNA Tour no dia 31 de maio em Telaviv, aproveitou a sua performance em “Human Nature” para transmitir mensagens através de tatuagens nas costas, relata o “El País”. Desta forma, quando a Justiça russa condenou as Pussy Riot a dois anos de prisão por vandalismo, Madonna, ao apresentar-se em Moscovo, em agosto, exibiu a mensagem “Liberdade às Pussy Riot”.
Madonna se apresentou na noite desta quarta e quinta-feira com o MDNA Tour no United Center, em Chicago. Ela fez a alegria dos fãs ao cantar na noite de ontem, após “Like A Virgin”, “Love Spent.” Ainda teve novamente “Holiday.”
Esta crítica foi escrita pelo jornal “Chicago Sun-Times” por Thomas Conner. Ele mostra todo conservadorismo do Estado de Illinois de uma mídia bem conservadora e partidária, então não tem como falar bem de Madonna não é? Lembre-se que estamos em epoca de eleição nos EUA e lá as coisas sao bem mais acirradas por aqui. Madonna apoia o Obama que é Democrata, a linha mais liberal da disputa, e um jornal que segue a linha republicana nunca iria elogiá-la.
No início dessa semana, Madonna provocou um pequeno rebuliço com uma leve cortada a Lady Gaga, se referindo a ela durante um concerto e adicionando: “A imitação é a mais sincera forma de elogio.”
Quarta-feira à noite, no Chicago United Center, o primeiro dos dois concertos lá essa semana, Madonna novamente soltou o refrão de “Born this Way” da Gaga no meio do refrão da sua “Express Yourself” – com certeza que são parecidas – mas continuou sem nenhum comentário. Bom, quase. Ela cantou um pouco de “She´s Not Me” no finalzinho.
Soa como uma paranoia maldosa da inigualável rainha do pop, como se a Material Girl – o 1% se é que já existiu – tivesse adotado o novo slogan Republicano ( “Nos o construímos” ) e seu falso senso de um individualismo grosseiro. Madonna abriu espaço para as mulheres do pop durante os anos 80 e pode facilmente justificar seu amor ao redor do mundo, mas o seu sucesso é uma verdadeira colcha de retalhos barata, uma síntese inteligente do melhor entre os melhores. O show de quarta só veio aumentar a longa lista de filmes e de artistas que ela mesma elogia com imitações.
Na verdade, a abertura do concerto de duas horas – cheio das projeções usuais e pesados hoofings, com um simbolismo religioso e exibicionismo gratuito – encontra a megastar da Geração X, agora com 54 anos, encenando cenas violentas como se estivesse atuando em um filme de Tarantino ( ou seria em um de seu ex-marido Guy Ritchie? ). Quebrando uma janela de igreja e carregando uma metralhadora, Madonna e sua legião de dançarinos se jogam em várias cenas violentas, que incluem apontar armas para a multidão várias vezes e desaparecer no meio de sequestradores – seu sangue espirrando nas telas de projeção – enquanto canta “ Quero vê-lo morrer, de novo, e de novo, e de novo.” ( Gang Bang )
Tirando as suas táticas chocantes baratas, não é exatamente a coisa mais agradável de se assistir ao final deste verão em específico aqui em Chicaco.
Em uma declaração anterior, Madonna descreveu sua MDNA Tour, que promove seu novo album (altamente criticado, apesar de que eu não o detestei) como “uma jornada da alma da escuridão até a luz”, assim como “parte espetáculo e, em alguns momentos, uma performance artística intimista.” A produção do nível Broadway aparece sim, eventualmente, apesar de ser desprovida de arte e mais próximo do espetacular. Monges e seus mantos rapidamente se transformam em rapazes sarados sem camisa (Girl Gone Wild), líderes de torcidas e pequenos tocadores de tambor fazem sua parte (Give Me All Your Luvin’). Existe o cross-dressing e dança de mãos (Vogue) e tudo termina num momento “Tron encontra Tetris”, sinta-se bem e dance (Celebration).
Os melhores momentos portanto estão no meio do show, sem toda a parafernália. Ela canta “Turn Up the Radio” sozinha e um microfone na passarela tocando sua guitarra, nada mais. “Open your Heart” se transformou em um arranjo Basco interessante, com a participação total dos dançarinos passeando pelo palco como pessoas normais ao invés de coreografias mirabolantes. (Aqui também aparece seu filho de 11 anos, Rocco Ritchie tentando alguns movimentos e sorrindo de uma orelha até a outra ). Depois vem “Holiday”, relaxada e espontânea.
É um momento natural e revigorante, e dá a Madonna a chance de se espremer entre algum momento de bajulação a Oprah (ela foi a última a se despedir de Oprah no United Center no início do ano passado) e entregar um impromptu sobre o auto-poder, trantando-se uns aos outros com respeito.
Performer, regozige-se. Seu legado está seguro e pavimentado para toda uma geração por vir – a plateia desta quarta era mais ou menos da minha idade – se você adotar Gaga debaixo de suas asas ao invés de ficar mostrando suas garras para ela. Vá e ensine a garota uma coisa ou duas. Ela precisa disso.
Madonna fala sobre Oprah no discurso do show antes de “Masterpiece”.
“A última vez que estive aqui foi por causa de Oprah Winfrey. Ela é uma mulher incrível, uma mulher para se olhar para cima e admirar. Não temos um monte de modelos no mundo nos dias de hoje. Ela tem feito muito para mudar o mundo e eu sou muito grata a ela por isso, mas você não precisa ser a Oprah Winfrey para mudar o mundo. Você não precisa de ser eu a mudar o mundo. Você só precisa ser você. Você precisa deixar sua luz brilhar. Eu sei que você já ouviu isso antes, mas você poderia se lembrar depois do show para deixar sua luz brilhar, para tratar um ao outro com respeito, para não votar em Mitt Romney. Obrigado. A festa acabou.”
Na última semana Madonna foi capa da revista FANCY trazendo um ensaio fotográfico inédito feito em 1983 pelo renomado fotógrafo Richard Corman. Eis as fotos.
E o próximo single do álbum MDNA será “Superstar”, será? SEM CONFIRMAÇÃO OFICIAL AINDA.
Segundo a Reuters, o MIS (Museu da Imagem e do Som) vai sediar uma série de oficinas de grafite em outubro, como parte do projeto Keep Walking, Brazil. O grafiteiro Binho Ribeiro será o responsável por ministrar esses “encontros”, que têm o objetivo de criar uma capa para o CD do projeto – que terá remixes da músicaSuperstar, da cantora Madonna.
Trinta participantes serão selecionados e irão produzir uma capa para o disco. A própria Madonna irá escolher apenas uma. O CD será lançado durante a turnê da cantora pelo Brasil, em dezembro.
Os interessados em participar das oficinas podem se inscrever até quarta-feira (19), no site do museu (www.mis-sp.org.br). Os workshops terão início no dia 30 de setembro.
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