Antes de ganhar o mundo da música, Madonna já teve que distribuir seu currículo para conseguir papéis no cinema. O blog Letters of Note, dedicado a publicar correspondências de famosos, divulgou uma carta enviada pela popstar ao diretor Stephen Lewicki em 1979. No texto manuscrito, Madonna, aos 20 anos, pedia um papel no thriller erótico A certain sacrifice, que acabou sendo seu primeiro trabalho nas telas. Após ficar famosa, a cantora tentou proibir a veiculação do filme, pelo qual recebeu um cachê simbólico de apenas US$ 100. A certain sacrifice foi lançado em vídeo em 1985.
“Nasci e fui criada em Detroit, Michigan, onde comecei minha carreira em petulância e precocidade. Quando estava na quinta série, sabia que eu queria ser uma freira ou uma estrela de cinema. Nove meses em um convento me curaram da primeira doença”, escreveu a cantora, no que ela chamou de “currículo informal”. No restante da carta, Madonna descreve seu descontentamento com o colégio e sua preparação para a carreira artística, que incluiu aulas de interpretação e dança.
Leia a tradução da carta:
“Querido Stephen,
Por favor me desculpe pelo currículo informal. Estive fora do país por muitos meses e, ao retornar, descobri vários documentos importantes fora do lugar. Meus currículos inclusos.
Nasci e fui criada em Detroit, Michigan, onde comecei minha carreira em petulância e precocidade. Quando estava na quinta série, sabia que eu queria ser uma freira ou uma estrela de cinema. Nove meses em um convento me curaram da primeira doença. Durante o colégio, me tornei um pouco esquizofrênica por não conseguir escolher entre ser a virgem da classe ou o outro tipo. Os dois tinham seus valores, até onde consegui enxergar.
Quando eu tinha 15 anos, comecei a fazer aulas de balé regularmente, ouvia música barroca e, lenta e seguramente, desenvolvi uma enorme antipatia pelos meus colegas de classe, professores e o colégio em geral. Havia apenas uma exceção e essa era minha aula de interpretação. Durante uma hora todos os dias, os megalomaníacos e egoístas se encontravam para competir por papéis e discutir sobre interpretação. Eu secretamente adorava cada momento em que todos os olhares estavam sobre mim e eu poderia praticar como ser charmosa ou sofisticada. Minha impaciência sem fim me levou a me formar um ano antes e ingressei na escola de artes da Universidade de Michigan para estudar música, arte, dança e participar regularmente da maioria das produções teatrais. Depois de dois anos de uma vida isolada e utópica, eu estava morrendo por um desafio, então me mudei para Nova York e abandonei a faculdade. No início, me concentrei apenas em dançar e em dois meses entrei para uma companhia de dança moderna (Pearl Lang). Participei de três temporadas e excursionei pela Itália, mas a dança não foi tão gratificante quanto eu esperava e os modos psicóticos da Pearl estavam me arruinando. Depois me sustentei dançando em companhias pequenas e medíocres (Walter Nicks, Peggy Harrel, Ailey III), cantando numa banda new wave, trabalhando com um cineasta (Eliot Fain) e como modelo para artistas e fotógrafos.
Em maio de 79, uns produtores musicais franceses (Aquarius Label) me viram cantar e dançar em um teste e me convidaram para ir à Europa, onde eles poderiam me produzir como cantora. Um apartamento na 36 com 10 e uma dieta constante de pipoca fizeram minha decisão fácil. Vim para Paris sob o acordo de que, após alguns meses de trabalho em um estúdio de música para me familiarizar com a indústria fonográfica, eu decidiria se queria assinar um contrato com eles. Após dois meses de restaurantes e boates todos os dias, sendo arrastada para países diferentes a cada semana e trabalhando com homens de negócio e não músicos, soube que essa vida não era para mim. Passei mais um mês em Paris me sentindo miseravelmente improdutiva, mas não podia mais suportar a esterilidade da cidade ou minha falta de moradia, então voltei para NY. Estou aqui há três semanas, trabalhando com minha banda, aprendendo a tocar bateria, tendo aulas de dança e esperando pelo meu 20º aniversário.
Isso é tudo?
Madonna Ciccone”, da Agência O Globo
E o bonde de boatos e notícias que não sabemos nunca o que é real ou não continua. Vazou uma suposta tracklist das músicas de Madonna enviadas para avaliação dos executivos da Universal Music. Segundo rumores, um membro da universal postou esta notícia em seu site.


Em entrevista para a revista britânica Hello!, Madonna disse que toda mulher quer um homem perfeito, mas que elas são resposáveis pela própria felicidade. As informações são do site Female First.
Como será a vida dos irmão de uma das estrelas mais polêmicas da música pop? Para Anthony Ciccone, irmão de Madonna, ela não é nada fácil. Com 55 anos, ele dorme há um ano e meio debaixo de uma ponte e se alimenta do que lhe dão nos abrigos para sem-teto. Ele é mais um na lista dos irmãos brigados com a cantora, que já conta com Marty, que a estrela não convidou para seu casamento em 2000, e Christopher, que publicou um livro em que acusa a popstar de estar cega com a fama. As informações são do jornal espanhol “El País”.